sábado, 18 de agosto de 2007

MUITO BOM. É PRÁ GENTE APRENDER A SE DEFENDER DOS ABUSOS.

ENTÃO, CANCELA!
(Mário Prata)

CASO 1
Eu liguei pro Real-Visa e pedi pra diminuírem a anuidade, que ia pra
4 x 24 reais.
A atendente disse que era impossível.
Eu disse:
-Então, cancela!
Ela respondeu:
- Mas senhor, o cartão é um cartão bom demais, etc.
Eu disse:
- Não vejo motivo pra pagar 100 merréis por ano pra pagar minhas
contas com um pedaço de plástico.
Ela disse:
- Mas senhor, nosso produto é diferenciado. Não podemos abaixar o valor.
Eu disse:
- Então, cancela!
Aí ela disse:
- Espere um minuto, por favor.
Voltou com a boa nova:
- Senhor, podemos deixar pelo valor que está, 4 x 16 reais.
Eu disse:
- Então, cancela!
Ela respondeu:
- Espere um minuto, por favor.
Mais uma vez:
- Senhor, podemos deixar por 3 x 16 reais.
Eu disse:
- Não quero. Cancela.
Ela novamente disse:
- Espere um minuto, por favor... Senhor, podemos deixar então por 2 x 16.

Aí, eu concordei. Mas tive a impressão que poderia sair dessa
negociação com o Real Visa me pagando pra usar aquela merda...

CASO 2
A TVA reajustou os preços. Eu disse que não ia pagar aumento nenhum.
A atendente respondeu:
- Senhor, infelizmente não podemos fazer nada.
O que que eu fiz? Liguei pra Net e assinei com eles.
Liguei pra TVA e disse:
- Cancela!
A atendente robótica disse:
- Senhor, espere um minuto.. O senhor não precisa cancelar.
Manteremos o preço como está.
Respondi:
- Agora eu não quero, só estão me isentando do aumento porque eu estou
cancelando!
Eles ficaram desesperados, porque eu estava cancelando 2 pontos de
pacote total e mais a internet de alta velocidade.
Abaixo seguem as propostas que eles continuaram fazendo e as minhas respostas:
- Isenção de uma mensalidade
- Cancela!
- Isenção de duas mensalidades
- Cancela!
- Manutenção de apenas 1 ponto mais desconto permanente de mensalidade
- Cancela!
- Manutenção de 1 ponto com pacote reduzido mais desconto permanente
- Cancela!
- Proposto acima com inclusão de HBO e mais algumas mensalidades
reduzidas com internet de alta velocidade.
- Cancela! Cancela! Cancela!

Cancelei, e agora pago mais barato!

CASO 3
Quarta eu fui jantar num restaurante, e esqueci meu celular lá. No dia
seguinte, eu liguei pra TIM e pedi que desligassem o número por
segurança, até eu recuperar o aparelho.
A atendente disse, naquela língua do gerúndio odiosa:
- Senhor, estaremos cobrando uma taxa de 24 reais.
Eu me indignei:
- Como é? Eu pago 60 reais pra usar o mês inteiro, e vou pagar 24
reais pra NÃO usar o celular por três dias?
Ela respondeu que não tinha jeito.
O que que eu disse?
- ENTÃO, CANCELA!
Aí ela disse:
- Senhor, um minuto que eu vou estar lhe passando pra outro setor.
Atendeu uma outra mulher que disse que eu "poderia estar fazendo o
cancelamento sem estar sendo cobrado pelo serviço."
Eu respondi que se ela estivesse fazendo isso eu ia estar agradecendo.
De qualquer maneira, comprei um celular da VIVO (420 minutos por 79
reais) e vou dar um chute nessa TIM semana que vem.

Vai ser divertido ver eles implorarem.

MORAL:

Entenderam???

Não esqueçam as palavras mágicas: "Então, cancela!"

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

EUA querem levar segurança e ética online à sala de aula

A Aliança Nacional de Cibersegurança (NCSA) dos Estados Unidos convocou líderes de estado para trabalharem junto a escolas e universidade a fim de garantir que segurança e ética online sejam parte dos currículos de todas as escolas. A iniciativa terá o apoio de organizações educacionais e empresas como CA, McAfee, Microsoft e Symantec.
Segundo a NCSA, sua proposta vem completar a lei criada recentemente, chamada No Child Left Behind Act, que determina que estudantes detenham conhecimentos sobre tecnologia ao término da oitava série. Para a associação, as crianças também devem ser instruídas a respeito dos perigos por trás da internet.
Dados da Associação Nacional de Diretores de Escolas dos EUA indicam que professores em 96% das escolas naquele país passam lições de casa que exigem a utilização da internet.
No entanto, ainda não há nenhuma espécie de educação sobre como os estudantes devem agir para garantir uma navegação segura e ética pela web. E a internet, bem como o mundo real, traz ameaças e perigos que seguramente, os alunos terão de enfrentar em algum momento da vida. Entre elas estão o roubo de identidade e esquemas de pedofilia.
A proposta da NCSA visa incorporar disciplinas como Ciberética, que ensinará que invadir o computador alheio é tão errado quanto entrar em uma residência sem autorização; Cibersegurança, que incluirá dicas de comportamento social para proteger as crianças de perigos online e contatos indesejados; e Ciberameaças, que explicará aos jovens que ameaçar alguém pela web é tão errado quanto ameaçar alguém em um parque de diversões.

Fonte: Convergência Digital

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Cidadania nas escolas

Postado por Kleber Cordeiro em Cidadania, Educação

Infelizmente não é muita coisa que se aproveita das escolas. Muitas matérias, muitos assuntos que não são compreendidos pelos alunos nem lhes serão útil. Este é um ponto que precisa ser avaliado com bastante critério: a utilidade dos conhecimentos.

Professores de química, física ou matemática, por exemplo, sabem da dificuldade para prender a atenção do aluno, para lhe mostrar os porquês de se estudar determinado assunto. Essa falta de utilidade compromete o interesse e o entendimento do aluno que não raramente passa a detestar a matéria inteira e perde interesse pelas coisas que lhe serão úteis.

A educação precisa ser seriamente revista. Ninguém deve estudar determinado assunto que lhe será útil apenas para o caso de escolher seguir determinada profissão, quando esta profissão não é a de seus planos.

Uma matéria precisa necessariamente ser encaixada na grade: a cidadania. Não é todo mundo que vai ser físico, engenheiro químico ou geólogo. Mas todo mundo com certeza será cidadão.

Alguém que termina o ensino médio não tem a mínima noção de cidadania, não conhece 5% de seus direitos e obrigações e não consegue cumprir um bom papel na sociedade. Uma grave deficiência, por exemplo, está no conhecimento de direitos trabalhistas. Muita gente começa a trabalhar quando termina o ensino médio e fica a mercê da honestidade dos empregadores. O trabalhador quase sempre é enganado por não conhecer seus direitos.

O mesmo ocorre nas relações de consumo. As pessoas são completamente alheias ao mundo de direitos que lhe são conferidos pelo código de defesa do consumidor, apenas pra citar como exemplo.

Sem conhecimento não pode haver cobrança. A sociedade se torna estéril, inerte e vulnerável. A injustiça acontece e sequer é percebida.

O estudo da cidadania é algo simples, porém muito eficaz. Não precisa necessariamente se criar a disciplina “noções de cidadania” e atribuí-la a um único professor. Este estudo pode ser inserido nas demais matérias. Em história pode-se estudar os direitos trabalhistas à medida que se estuda a revolução industrial, por exemplo. Inserir mais seriamente em biologia a ecologia e primeiros socorros. Em português pode-se aprender a fazer currículo etc.

O que não se pode permitir é que as escolas continuem ensinando baboseiras que os alunos acreditam estarem aprendendo e os professores têm certeza que estão perdendo tempo – jogando “porcos às pérolas”.

Trabalhar a cidadania cedo é garantir uma melhora na formação social dos jovens e, em conseqüência, uma melhor qualidade de vida, porque o conhecimento dos direitos e deveres formará, sem dúvida, uma sociedade mais ética, honesta e responsável.

Fonte: Criticando

Ética pode ser incluída nos currículos escolares

O ensino de valores éticos e de cidadania pode ser incluído no currículo dos ensino fundamental e médio.
O objetivo é capacitar professores e oferecer elementos para a discussão do tema dentro das salas de aula. A proposta será votada hoje na Comissão de Educação e Cultura do Senado, informou a Agência Câmara nesta terça-feira.
A proposta não é bem recebida pelo deputado Severiano Alves (PDT-BA). Segundo ele a União só competência para fixar conteúdos curriculares mínimos, de maneira a assegurar a formação básica nacional comum e o respeito aos valores culturais e artísticos, regionais e nacionais.
"Todos os demais conteúdos são de responsabilidade dos sistemas de ensino e das próprias escolas, as quais têm o dever de construir um currículo a partir de sua proposta pedagógica, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)", destacou Alves à Agência Câmara.

Fonte: JBOnline

sábado, 11 de agosto de 2007

Líder ou pastor: profissional de negócios ou um pastor do século XXI?

Adalberto Alves de Souza

Fenômeno das lideranças nas igrejas evangélicas Pentecostais e Neopentecostais, tomando o espaço da vocação pastoral.

Atualmente vivemos dias confusos em que o profissionalismo vem tomando o lugar da vocação pastoral. Os líderes estão mais preocupados com crescimentos e números instrumentos em tecnologia, construções de megatemplos e menos na glória de Deus em Cristo. No entanto, por tudo que presenciamos nos dias atuais, as ovelhas precisam cada vez é de Jesus. Clamam por pastores que tenham tempo disponível, vocação e compaixão para ouvir o clamor de suas vidas cansadas, aflitas em busca de orientação, cuidados, transformação e maturidade. Logo, a igreja precisa de pastores aprovados por Deus na condução do rebanho que lhe foi confiado. Entretanto, as mudanças que vêm acontecendo, se desdobrando e, por vezes, não percebidas por muitos, tem afetado assustadoramente, de certa forma, não só os pastores, assim como, também, a Igreja. Ressalte-se que o Ministério Pastoral deve ser equipado e fortalecido com fundamentos bíblicos, teológicos e experiências de vida com Deus. Necessário se faz expressar que de um lado, o sentido empregado nos termos "pastoral" e "Sacerdote" são corretos teológica e biblicamente, tanto no Antigo Testamento (AT) como no Novo Testamento (NT). O Novo Testamento dirá que as atribuições do Pastor é orar, ocupar-se com a Escritura e capacitar filhos de Deus para que estes sirvam ao Senhor e cresçam em maturidade e vivência mútua (At 6:4; Ef 4:11-16). Por outro lado, a denominação líder tem sua definição mais acentuada no mercado globalizado e pelo contexto secular. Ela não aparece na bíblia, dizendo que seu chefe é servo de Deus em sua igreja. Como também não aparece na caminhada de 20 Séculos de vocação pastoral. A palavra Líder expõe na realidade, uma imagem de um executivo, empresário e de um profissional do mundo dos negócios. Nunca foi usada e nem descreve nenhum santo ou mártir, que se dedicou integralmente a Cristo. Nunca foi Pastor do Salmo 23, nem tão pouco, das tarefas Sacerdotais de Arão no templo. De forma que, para ser um Pastor, em primeiro lugar deve-se descobrir se a pessoa tem vocação "pastoral" ou vocação de ser "líder" com o seu significado secular do mercado globalizado. Outrossim, é essencial recordar que a escolha divina é critério decisivo (cf. Jo 15,16) e o serviço de animação vocacional deve dispor de um método pedagógico que seja capaz de traduzir isso numa prática efetiva. O discernimento vocacional inclui também a coragem de ajudar as pessoas a tomarem outra direção, a fazer outra opção quando ficar claro que faltam sinais evidentes de um determinado tipo de vocação específica (cf. Mc 5,18-20). Do contrário corre-se o risco de favorecer os carreiristas e egoístas e fazer a comunidade pagar um preço amargo. Além de tudo, deve-se colocar a habilidade e o bom senso no uso e na escolha da verdadeira vocação, não esquecendo que, como resultado dos preceitos bíblicos e teológicos, o chamamento pastoral é divino e muito mais profundo que os modelos profissionais, ou tendência secularizada. Então, bom é que toda orientação venha somente de Deus, conforme sua revelação em Jesus Cristo, seu filho.
É fundamental advertir que ao convocar e vocacionar os dozes apóstolos, Cristo delegou a seus discípulos poderes e, em nenhum momento chamou-o de líderes. Nenhum pastor autêntico escolhe o pastorado. O ministro da Palavra não é um voluntário precipitado, mas um comissionado, alguém que recebe uma ordem superior, que lhe domina o coração, que dirige as circunstâncias externas e que o orienta de forma absoluta ao serviço cristão em tempo integral. Deus não aprova profetas autodesignados (Jr 23:21). Que na luta e arrependimento, possamos seguir o exemplo de Jonas, onde "reconhece que Deus é misericordioso, foi a Nínive, pregou a mensagem de salvação e todos creram" (Jonas 3: 4-5). O nosso chamado primário foi para sermos pastores, para cuidar do bem maior - A VIDA. Logo, que esta máxima passagem, abra caminhos para o nosso reencontro com que há de mais belo e verdadeiro no chamado que recebemos de Deus: A vocação pastoral. Que Deus nos abençoe. Amém!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Amigos e Ética...




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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Como Avaliar Um Líder Espiritual | Rev Misael Nascimento

No artigo “Sobre a Incompetência Pastoral”, refleti sobre alguns aspectos gerais do ministério pastoral e falei rapidamente sobre avaliação de líderes. Essa é, ao meu ver, uma das questões fundamentais tanto para pastores quanto para igrejas. Como avaliar corretamente alguém que serve no ministério cristão? O que deve ser considerado para não incorrer-se na irresponsabilidade (total ausência de avaliação) ou precipitação (avaliação injusta de um líder)?

Tudo começa a partir de uma constatação: O ministério cristão possui nuanças singulares. Isso porque ele possui dois aspectos. Um deles é concreto. Eu o denomino modelo de Lucas, pois pode ser percebido no livro de Atos, escrito pelo médico evangelista. Lucas é o homem dos números. A partir de seus registros objetivos, percebe-se que o trabalho crescia (At 1.15, 2.41, 4.4). Em minha opinião, isso legitima as estatísticas, os relatórios que verificam resultados concretos. Se o trabalho de um obreiro não produz frutos, soluções devem ser buscadas.

O segundo aspecto do ministério é intangível, o modelo de Jeremias. O profeta pregou e ninguém converteu-se; ele morreu sem ver o fruto de sua pregação. Observe-se, no entanto, que Jeremias é contado entre os principais profetas do Senhor (Mt 16.14). Nesse sentido, o ministério não é um negócio, é totalmente diferente de uma empresa. Eu trabalhei por dezesseis anos na iniciativa privada e assumi funções de chefia e gerência. Ganhei prêmios por excelência em atendimento e resolução de problemas de clientes. Durante anos, fui movido a resultados. Entrei no ministério e fiquei chocado. Percebi que na igreja as coisas são diferentes; o ministério trata com os mistérios do Senhor; o ministério pode ser excelente para Deus, cumprir exatamente o propósito de Deus e parecer improdutivo para os homens. Na iniciativa privada ou no setor público o profissional pode ir pra casa sentindo que realizou um bom trabalho, mas, no ministério, todos os dias se dorme com a plena convicção que não foi feito o suficiente e o que foi realizado ficou aquém do desejável. No ministério somos convencidos pelo Espírito Santo de nossa completa nulidade e inadequação — todos os dias. Esse é o coração da experiência pastoral.

Com isso, desejo afirmar que há coisas no ministério que são absolutamente intangíveis, não podem ser avaliadas devidamente por homens. Há madrugadas insones, fadiga física, mental, intelectual, emocional e espiritual. Há lágrimas derramadas em oração, lutas, angústias, amarguras de alma, pressões do espírito e uma solidão de liderança que não podem ser devidamente articuladas em palavras, que decorrem normalmente do trabalho com a igreja e que dizem respeito somente ao obreiro e ao Senhor. O apóstolo Paulo descreveu isso:

Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo (2Co 6.4-10).

Essa é a realidade intangível, semelhante às experiências de Jeremias, o excelente obreiro que não tinha como apresentar um relatório estatístico com listas de “convertidos”.

Observe-se ainda que é preciso avaliar, medir, quantificar, mas toda averiguação deve ser levada adiante com sensibilidade à voz divina. Avaliações podem positivamente sinalizar obediência e cuidado amoroso ou, negativamente, insegurança ou autonomia pecaminosa. Deus ordenou a Moisés que levantasse o censo em Israel (Nm 1.1-2). Naquele contexto, o levantamento do censo era uma averiguação pertinente, que correspondia ao coração de Deus para organização do povo. Em outra ocasião, Davi resolveu realizar outro censo, mas a Escritura afirma que ele foi incitado por Satanás. Por causa daquela precipitação, morreram setenta mil homens (1Cr 21.1-17). Aparentemente Moisés e Davi fizeram coisas semelhantes, levantaram censos. A diferença estava na origem das motivações, Deus ou Satanás, e no resultado da ação, bênção ou castigo.

Duas últimas observações acerca de avaliações no âmbito do ministério. No meio empresarial, toda atividade tem por objetivo o aumento do lucro decorrente do crescimento do volume de negócios. Para que isso ocorra, é fundamental a satisfação dos clientes. Empresas são focalizadas em clientes e executivos de empresas permanecem ou são demitidos em virtude dessa satisfação ou insatisfação. É preciso lembrar que igrejas não são empresas e membros de igrejas não são clientes. Líderes espirituais não são estabelecidos para agradar ou satisfazer os desejos das pessoas da igreja e sim para fazer valer a vontade do Senhor. Igrejas refletem não uma democracia, mas uma teonomia. Isso significa que os ministros devem ser avaliados à luz dessa pergunta: “Este obreiro está encaminhando a igreja no conhecimento do Senhor e nas coisas do reino?” Esse é o ponto.

Finalmente, penso que é pertinente o que escrevi há alguns meses, no artigo intitulado “Sobre a Incompetência Pastoral”. Leia-se como uma referência a qualquer obreiro remunerado de igrejas.

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Líderar é Avançar | Misael Nascimento: Somente Pela Graça

Dize aos filhos de Israel que marchem. Êx 14.15.


A Igreja precisa de bons líderes. A revelação bíblica insiste em mostrar-nos que o povo de Deus avança na mesma medida de sua liderança. Desde Moisés, observamos esse padrão repetindo-se continuamente: maus líderes marcam a história com inoperância e ruína espiritual. Bons líderes impulsionam o povo de Deus a alcançar os alvos propostos pelo Senhor: “Não havendo sábia direção cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11.14). A realização de uma missão significativa para Deus sempre envolverá um ou mais líderes, que desempenharão suas incumbências de maneira fiel e dedicada.

Ao falar do dom de liderança, em Romanos 12.8, “o que preside, com diligência”, o apóstolo Paulo usa uma palavra que significa literalmente aquele que está à frente, “em primeiro lugar” (RIENECKER & ROGERS, 1985, p. 277). A liderança eclesiástica atual enfrenta o desafio de guiar o povo de Deus dentro das trilhas abertas pelo Senhor. Esta é uma tarefa literalmente impressionante, humanamente impossível, que não pode ser realizada sem Deus: “O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êx 14.14). Sem Deus conosco, não há como avançar.

O termo avançar determina o papel da liderança na Igreja. Líderes levam o povo a retroceder ou avançar. Moisés tinha de levar o povo adiante, naquela histórica peregrinação (Êx 3.10; 5.1ss). Josué foi comissionado a levar o povo para dentro dos domínios de Canaã e estabelecer as bases do futuro reinado de Israel (Js 1.6). Os juízes foram homens e mulheres que, em meio a situações de caos, conduziram o povo na direção da obediência aos propósitos de Deus (Jz 2.18-19).

Esse padrão se repete em todo o Velho Testamento. Os relatos dos reis mostram isso (1Sm a 2Cr). Um rei se levantava e levava o povo adiante. Depois de sua morte, outro surgia e direcionava o povo à ruína, na direção da idolatria e do pecado (2Rs 18.1-3; 21.1-2, 19-20; 22.1-2).

De acordo com o Novo Testamento, o Senhor Jesus Cristo caminhou em certa direção, guiando aqueles que o seguiam (Jo 10.27). Após a sua morte e ressurreição ele comissionou os apóstolos para liderarem o povo de Deus. Estabeleceu-se na Igreja uma estrutura de liderança, sendo que os presbíteros deveriam “pastorear o povo” (At 20.28). Aquele pequeno movimento de Jerusalém, sob os apóstolos, cresceu ao ponto de transtornar o mundo. A Igreja avançou e cresceu (At 2.41, 4.4, 9.31, 16.5, 17.2, 19.20, 21.20).

Observando os exemplos bíblicos e considerando que a vida com Deus é equiparada a uma “corrida” (1Co 9.24-27), parar equivale a retroceder. Deus se revela na Escritura como Criador, Redentor e Juiz que dirige a história para a Consumação. Isso significa que a própria história não é cíclica, mas linear. O movimento histórico pressupõe avanço. Destarte, na economia divina, ficar parado é andar para trás.

Eis o fato. Há líderes que fazem a Igreja avançar, e outros que a fazem regredir. Há líderes que paralisam o trabalho, encaminhando o povo para trás. Igrejas possuem membros que ocupam posições de liderança e, não obstante, não produzem frutos ministeriais. Líderes proliferam mas as igrejas continuam experimentando aquilo que chamo de “síndrome de baratas tontas” — caminhando em círculos ano após ano, sem uma verdadeira noção de direção, sem definição de alvos, sem propósitos claramente estabelecidos. Isso acontece quando a liderança não ouve ao Senhor: “Mas não me deram ouvidos, nem atenderam, porém andaram nos seus próprios conselhos e na dureza do seu coração maligno; andaram para trás e não para diante” (Jr 7.24).

O líder espiritual deve ser eficaz. Podemos entender eficácia como a capacidade de fazer as coisas acontecerem. Quando líderes são eficazes, as coisas acontecem como deveriam acontecer. Uma visão é comunicada e abraçada. O líder mostra o caminho e leva o povo até lá. Isso é eficácia. Na verdade, “o líder leva as pessoas aonde nunca iriam por conta própria” (FINZEL, 1997, p. 16). Quais algumas das características desses líderes eficazes? Quais a grandes necessidades existentes no que diz respeito à liderança que funciona?

Isso é assunto para os próximos artigos.

Bibliografia

FINZEL, Hans. Dez erros que um líder não pode cometer. Trad. Aparecida Araújo dos Santos. São Paulo: Vida Nova, 1997. 192 p.

RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave lingüística do Novo Testamento grego. Trad. Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. São Paulo: Vida Nova, 1985. 639 p.

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O Reino, a Igreja e o crescimento saudável | Rev. Misael Nascimento


Plantio

Quem já lidou com uma plantação, sabe que o crescimento final sempre foge ao controle do homem, mesmo que sejam utilizadas modernas técnicas agrícolas. Toda planta desenvolve-se segundo um ciclo normal, obedecendo a um padrão de tempo mínimo para seu desenvolvimento.

Cristo comparou o crescimento do reino com um grão de mostarda. O começo é aparentemente insignificante. Após um tempo, o resultado natural do plantio surgirá (Mt 13.31-32). Daí o apóstolo Paulo comparar a Igreja a um campo no qual nós, homens, plantamos e regamos, mas que cresce pela ação de Deus (1Co 3.6).

Uma Igreja cresce quando os crentes descobrem que foram comissionados para fazer algo para Deus, e entendem que o Espírito Santo os capacitou para isso. Tais pessoas se ligam umas às outras, assumindo um diálogo e serviço comum criativos, a fim de cumprir as ordenanças divinas. Em todo o processo não há precipitações, nenhuma ansiedade infantil ou motivação meramente estatística. O que se deseja é desfrutar de Cristo, servi-lo na comunhão dos santos e marcar todas as áreas da vida com seu precioso nome (Cl 3.17). Os pastores atuam como líderes de provisão, apoio e treinamento, ajudando cada cristão a desempenhar sua função (Ef 4.11-12). Ocorre então o milagre: o corpo todo, “bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.16).

Um desafio para as comunidades cristãs é “preservar a unidade no vínculo da paz” em torno da visão de Deus, suprindo e integrando seus membros a serviços realmente bíblicos e frutíferos, fornecendo-lhes cosmovisão cristã para o enfrentamento dos desafios fora dos limites eclesiásticos. Um grupo de crentes consagrados, focados na realização da vontade de Deus, tem o potencial de honrar ao Senhor fazendo coisas significativas para o benefício do mundo. Boas sementes serão plantadas e os frutos nascerão, pela graça e para glória de Deus.

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A falácia da liderança visionária | Rev. Misael Nascimento

O líder cristão é um visionário — um criador e articulador de visão. Ele é capacitado para formatar e comunicar uma visão com clareza. Ele sabe como motivar os membros da Igreja a assumirem uma visão rumo a um alvo bíblico e desejável.

Esse é o paradigma atual sobre liderança, difundido na literatura e em diversos eventos cristãos. No contexto do evangelicalismo episcopal, isso pode ser acolhido sem dificuldades. O problema é abraçar essa idéia no âmbito da liderança bíblica conciliar.

  • Se a Igreja é corpo sacerdotal e o pastoreio do povo de Deus é uma tarefa compartilhada, como imaginar a figura de um líder da visão?

  • Se, diferentemente dos tempos do Antigo Testamento, Deus “é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.6), por que a Igreja precisa de um líder visionário?

  • Se o Novo Testamento apresenta as igrejas locais sendo governadas por presbíteros eleitos pelo povo, onde encontramos, em Atos ou em qualquer epístola apostólica, a figura do líder da visão — o líder que se sobressai, que está sobre os outros, como canal exclusivo da iluminação e direção divina?

Enquanto caminhamos com a Igreja, é tentador imaginar que podemos nos destacar sobre os demais, considerar o ministério (o termo “ministério” significa serviço) como uma posição de poder e confundir autoridade espiritual com superioridade hierárquica. Somos inclinados a nos esquecer de que fomos chamados para a cruz, e que a Igreja é o instrumento divino para nossa santificação e trabalho humilde.

A Igreja é, ainda, corpo comum, a comunhão dos santos. Nela eu sou abençoado pela graça divina ministrada por meus irmãos e irmãs. Nesses termos, os presbíteros regentes são coiguais (uma palavra preciosa, destilada da doutrina da Trindade) e os membros da igreja não são meus subordinados. Fui vocacionado para nutri-los com a Palavra e os Sacramentos, enquanto sou por eles ajudado em vários aspectos de minha própria peregrinação cristã. Não sou um líder da visão, mas busco discernir o que Deus está realizando em nosso meio, o que ele nos orienta pela Escritura e como devemos responder a ele, aqui e agora. Nesse processo, assumimos alvos e trabalhos juntos. Não se trata, porém, de uma liderança visionária, e sim de uma liderança compartilhada, orientada pela fé, lastreada na Palavra de Deus e regada pela vivência da graça.

O modelo de liderança visionária é ótimo para os negócios, pois confere dinamismo às organizações que precisam adaptar-se constantemente ao mercado cada vez mais globalizado e, por conseguinte, mutável. Na esfera religiosa, produz grandes estruturas “ministeriais” — instituições ditas cristãs que crescem explosivamente, da noite para o dia. Atrai os holofotes e conquista espaço na mídia e no imaginário popular. A questão, porém, é se isso, de fato, corresponde à Igreja do Novo Testamento.

Compreendo os que, de boa vontade, assumem esse paradigma. Eu mesmo já fiz parte dessas fileiras. Hoje a Igreja onde sirvo a Deus mantém uma declaração simples de missão e visão, como registro das definições bíblicas de nossa identidade e serviço. Nada mais. Abandonei de vez a falácia da liderança da visão. Oro para que Deus me mantenha firme, até o fim, ao modelo da liderança pastoral estabelecido pelo Senhor Jesus Cristo.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Liderança: Líderes e pastores como Spurgeon

Gilson Bifano

Ler biografias faz muito bem. Ainda mais de homens que foram usados poderosamente por Deus para atrair multidões para Cristo.

Spurgeon foi exemplo de um homem que se colocou nas mãos de Deus para ser bênção para seus contemporâneos e para a história da igreja cristã. Spurgeon foi um grande pregador do Evangelho. Ficou conhecido como o “príncipe dos pregadores”. Aos 19 anos já era pastor na Park Street Chapel, em Londres.
Muito se fala de Spurgeon como pregador e evangelista, mas esquecemos de sua grandeza no seio da família. Um homem para ser respeitado pela igreja é preciso, em primeiro lugar, adquirir o respeito e a admiração dentro do lar. Foi por isso que o apóstolo Paulo fez a recomendação registrada em 1 Timóteo 3.4. Spurgeon conseguiu isso. Não há um dos seus biógrafos que deixam de ressaltar o quanto ele foi um marido amoroso e um pai presente.
Spurgeon certa vez disse: “Se o observatório de Greenwich estiver errado, a metade de Londres ficará desorientada. O mesmo acontece com o ministro. Ele é o relógio da comunidade. Muitos conferem sua hora com ele e, se ele for incorreto, todos andarão erradamente”.
A vida conjugal e familiar de um líder ou de um ministro do Evangelho serve de referência para os demais membros da igreja e da comunidade de um modo geral. Aplicando esse pensamento à vida conjugal e familiar do pastor e dos líderes de uma igreja a responsabilidade é grande e séria.
Muitos casais em nossas igrejas estão tomando atitudes erradas no casamento e escolhendo caminhos detestáveis aos olhos de Deus porque os “seus observatórios de Greenwich” estão errados.
Spurgeon, num dos seus pronunciamentos na Escola de Pastores, afirmou: “Devemos ser maridos tais, que todos os maridos da igreja possam ser como somos, sem riscos. Seria assim conosco? Devemos ser os melhores pais. Milhares de olhos de águias nos vigiam. Procedamos de modo que nunca precisemos ter preocupação sobre se todo o céu, terra e inferno alongam a lista de espectadores.”
Sua vida exemplar diante da igreja foi testemunhada por sua própria esposa, Susannah, e pelos seus filhos Charles e Thomas, no cotidiano do lar.
Nossas esposas e filhos, colegas pastores e líderes, poderão testemunhar positivamente da nossa vida no lar? Os homens casados observarão atentamente sua maneira de tratar a esposa e procurarão se espelhar, para o bem ou para mal, nessa referência. Se os maridos observarem o pastor sendo carinhoso com sua esposa, certamente farão o mesmo com seus cônjuges. Um gesto de carinho de um pastor para com sua esposa, perante a sua congregação, desde que seja sincero, vale mais do que dez sermões sobre relacionamento conjugal.
Os homens de nossas igrejas precisam ser ensinados serem melhores maridos e pais. Quando um pastor ama sua esposa e a trata carinhosamente estará ensinando e incentivando os maridos fazerem o mesmo. Quando um pastor ou líder deixa claro para a igreja que seus filhos necessitam da atenção e de tempo, os demais pais seguirão o mesmo caminho e teremos mais filhos com suas necessidades emocionais supridas pelos seus pais.
Teremos sérias dificuldades de ser um Spurgeon no púlpito, mas podemos ser perfeitamente como ele no interior de nossas casas. Basta, para tanto, sermos bons maridos e pais presentes.

Pr. Gilson Bifano, diretor do Oikos – Ministério Cristão de Apoio à Família, formado emTeologia pelo STBSB - turma 1981; formado em Filosofia e pedagogia.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Decadência da ética

Julio Capilé*

Estamos vivendo, de uns tempos para cá, em um mundo de descalabros. Tudo está sendo invertido. Autoridades vivem sem saber como agir face aos problemas gerais. A desonestidade está se tornando coisa corriqueira. A insegurança é a tônica do dia a dia. Irresponsabilidade em todos os setores. Não é só no Brasil, o mundo está conturbado. Guerras sem motivo assolam vários povos. A fome aumenta no mundo apesar de muitos tentarem debelá-la.
Essa ausência de ética leva grande parte das pessoas a apelar para a "Lei de Gerson", pois os que não fazem são considerados bobos. Há pessoas que já têm vergonha de serem honestas. É preciso ter coragem para isso. Alguns pensadores dizem que a ética está sendo abandonada desde a década de 1960 com o "faça amor não faça guerra" do tempo da guerra do Vietnam. Naquele tempo houve de fato uma revolução da moral. Os costumes foram trocados. Vieram os cabeludos e depois a vestimenta despojada. Liberação do sexo. Em 1971 foi inventada a pílula e a licenciosidade tomou conta da moçada. Foi criado o desquite e depois o divórcio. Aos poucos foi desaparecendo o casamento. Hoje a maioria das mulheres tem é namorado. Marido hoje é coisa rara. Vimos agora no Pan-2007 que nenhuma participante falou em marido e sim em "meu namorado". O conceito de família tende a desaparecer.
A diferença, entretanto, daquela década é que, então, havia mais cidadania. Mais honestidade. Os homens eram mais sérios. Até os bandidos tinham seus códigos de honra. Já vinha do tempo de Getúlio Vargas a segurança e o respeito. Com a república dos militares isto foi mantido e também o Brasil ganhou um grande desenvolvimento. Comunicação, estradas de rodagem e energia. Antes, um DDD levava horas ou dias para ser completado e passou a ser imediato; a rede viária muito boa e conservada e, a energia multiplicou inclusive com Itaipu. Depois veio a democracia com uma Constituição cheia de direitos e poucos deveres. As autoridades ficaram com pouca opção para cumprir seu dever. A moral tornou-se laça; pouco a pouco se foram invertendo os valores sem que a humanidade notasse e, de licença em licença desapareceram as tradições. A vestimenta foi totalmente modificada, as modas foram acentuando o mau gosto. Hoje é "linda" uma roupa masculina toda esquisita. Homens vão a supermercados vestindo sunga e camisa regatas. Até idosos, mesmo sem o calor, exibem-se com bermudas ridículas expondo as pernas cheias de meandros de varizes que bem mereciam ficar encobertas em favor da elegância e do bom tom. Como diria meu velho pai, "eu acho que vivi demais e por isso estou achando tudo sem jeito". E no tempo dele só existia o desquite. Mas é isso ai: onde está o normal? Onde a beleza?
Minha visão das coisas estará distorcida? Como vivo a analisar meus pensamentos, palavras, atos e atitudes para melhorar meu espírito (ou seja, eu) e superar as marcas já alcançadas, vou observar melhor para ver se consigo achar normal o que aconteceu outro dia: a filha dar carona para o pai, que está sem carro, para levá-lo à casa da namorada dele e depois ir a uma festinha em casa da mãe cujo namorado estava aniversariando. Quanto nó deu o cérebro dessa menina até se adaptar a isso? Qual será sua ética? Para ela, agora, está tudo bem. Talvez eu tenha que me reciclar. Fico comparando com o passado, mas comparações não mostram onde está a verdade, porque verdade também tem sua época. Será isso evolução? "Qui lo sá?".

Fonte: http://www.progresso.com.br/not_view.php?not_id=31048

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