quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Ortotanásia: não é hora de brincar de ser Deus


Fonte: A Tribuna On Line

Sem qualquer possibilidade de cura, o paciente agoniza em um leito hospitalar. A medicação aplicada a ele garante-lhe apenas mais algumas semanas de sobrevida, à custa de muito sofrimento. Cansados de recorrer a procedimentos comprovadamente inócuos, médico, doente e familiares selam um acordo e deixam a vida cumprir seu destino lógico.
Tal argumento, usado pela classe médica na defesa da ortotanásia, certamente teria maior aceitação em um Estado que garantisse acesso amplo e irrestrito aos serviços de saúde - cite-se, como exemplo, a Holanda, onde até mesmo a eutanásia já é aceita. Desnecessário dizer que não é este o nosso caso.
Por aqui, a ausência de uma legislação específica ou mesmo de uma discussão mais abrangente sobre o tema gera o embate atual, onde ambos os lados parecem míopes.
Partindo da premissa de que salvar vidas é o fim maior do ofício da medicina, não há como conceber um médico desistindo de seu paciente sem estar absolutamente convicto de sua decisão. E, estando paciente e familiares de acordo com tal decisão, não cabe à Justiça interferir neste processo. Prolongar a vida de um paciente terminal com dores insuportáveis é ato que está mais para o sadismo do que para a compaixão.
Acontece que médicos - como qualquer outra classe profissional - cometem erros. Existe, ainda, a aposta em manter o doente vivo na esperança de que, no transcorrer de seu tratamento, seja descoberta a cura para seu mal. E, no caso específico do Brasil, há sempre - sempre! - o receio de um Estado perverso, que possa fazer da ortotanásia uma ferramenta para contenção de despesas na Saúde.
O assunto carece de um debate mais plural, para que, seja qual for o veredito, a decisão sobre a vida ou a morte de um ser humano não fique relegada a uma mera resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Silas Malafaia fala sobre Aborto no Canal Livre - Rede Band



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