segunda-feira, 21 de abril de 2008

O que é mesmo ética?

Segundo o Aurélio, o mais tradicional dicionário da língua portuguesa, ética significa “estudos dos juízos referentes à conduta humana, do ponto-de-vista do bem e do mal”.
A ética que gostaria de reportar-me aqui é a ética do dia-a-dia, sem conceitos técnicos, apurados ou muito menos filosóficos. Ética essa que muitos deixaram de praticar, seja por desinteresse ou por estarem ocupados demais com suas próprias vaidades e ganâncias pessoais.

É implícito ao conhecimento da maioria que qualquer ato ilícito ou de falta de caráter para com a verdade e aos conjuntos de valores impostos pela sociedade são considerados antiéticos, seja no âmbito pessoal ou profissional. Mas aí é que vem a pergunta: quem de nós, por exemplo, nunca usou de algum tipo de conhecimento ou contato para tirar algum tipo de proveito pessoal, seja a retirada daquela multa de trânsito, da ajuda do amigo influente na hora de conseguir um emprego ou ainda da profissão para conseguir alguma vantagem? Pois bem, se você fez, faz ou cultua esse tipo de coisa, acaba de encaixar-se no perfil de uma pessoa antiética.

Mas só pensando nesse âmbito fica fácil fazermos um prejulgamento agora. Quando se trata de valores morais, educacionais, culturais e religiosos, nem todos têm uma opinião verdadeiramente formada. Exemplo disso é o fato de a igreja e muitos da sociedade repudiarem a prática do aborto, eutanásia, uso da camisinha ou ainda a clonagem para fins terapêuticos. Mas o interessante de tudo isso é como a Igreja, com seus dogmas e valores “divinos”, consegue nos afetar e influenciar até os dias de hoje. Igreja essa que não se contentou em perseguir e matar milhares de pessoas em nome de sua ética, fé, e valores distorcidos sobre Deus.

Afinal de contas, onde está essa ética que também exclui milhões de pessoas vítimas das indiferenças sociais e do capitalismo selvagem que não tem o mínimo interesse em satisfazer as necessidades mais básicas da humanidade como, por exemplo, uma alimentação digna?

Enquanto sonhamos em comprar um ipod, milhares de pessoas sonham simplesmente em ter uma refeição diária. Muitos de nós passamos o dia preocupados com coisas que para outras não são essenciais para a vida, como de fato não são. Muitos se preocupam em comprar roupas e brinquedos para cães, mas nem por um instante se preocupam com o que acontece com o ser humano que está ao lado, padecendo de fome ou frio.

A ética é baseada em conceitos que são inerentes aos costumes e a cultura de cada povo, e as diferenças culturais existentes fazem com que a ética seja peculiar e reflita um sentimento geral da nação em que está inserida.

A própria ética exclui, pois uma pessoa que não recebeu da sociedade educação, saúde ou alimentação é mal vista pela mesma sociedade quando comete um delito ou perturba o sossego de seus membros. Daí surge à questão: é ético negar o pão, ou é antiético roubar um pão que foi negado?

Temos muitos conceitos que norteiam nossas vidas e é devido a isso que criamos um ideal de como devemos agir em diversas situações corriqueiras e são nesses conceitos que se encaixam os valores éticos e morais que devem sempre andar junto para que vivamos de maneira correta e em sociedade. Mas, na prática, isso não acontece, pois a ética tem se afastado gradativamente dos valores morais. Temos nos tornado tolerantes com muitas coisas, antes vistas como erradas e que agora devem ser aceitas devido à ética. Ser ético é ser conveniente, e isso até certo ponto pode ser ruim porque algo inconveniente gera em nós uma necessidade de mudança e essa mudança pode nos elevar.

A ética só é proveitosa quando é seguida por pessoas éticas, mesmo que isso pareça incoerente, não é, pois pessoas éticas sempre se preocupam com os outros, por isso seus atos são verdadeiramente bons. Já os não éticos usam da ética alheia para se dar bem e alcançar seus próprios objetivos. “Tempos atrás a ocasião fazia o ladrão, hoje a ocasião faz o ético”.

Com base em tudo isso, a história nos ensina que o Estado ou pessoa que assume as funções de censor, sob o pretexto de conservar os bons costumes, proteger a cultura, a religião, a ética, acabam sempre arbitrários, superpoderosos e inquisitoriais, pois dizem que agem para o bem público e em favor dos cidadãos, mas na verdade impõe uma ideologia, que beneficia via de regra apenas um pequeno grupo.

Fonte: Brasil Wiki

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Frank Dietz no Brasil: é necessário moldar o caráter cristão da nova geração para liderar a sociedade

Nas três palestras em que falou a pastores, seminaristas e missionários no Seminário Teológico Betel, no Rio, Frank Dietz sinalizou a importância do engajamento das igrejas, particularmente os jovens seminaristas, em missões e de se preparar uma geração de líderes para estarem à frente do Ocidente cristão. Numa de suas falas, defendeu que a mensagem do Evangelho chegue a todos e que os cristãos devem se inserir estrategicamente em todas as áreas, a partir de uma educação apoiada em valores cristãos, e através de uma firme liderança cristã na sociedade. Pessoas comprometidas com a fé cristã, que preservem íntegro o caráter e sejam fiéis às Escrituras, podem transformar o mundo se estiverem disponíveis para liderar a educação, a política, a mídia e as atividades culturais.
Missionário há mais de 40 anos e mais de três décadas atuando na Operação Mobilização (OM), Frank Dietz, visitou o Brasil de 15 a 17 de abril.
A Operação Mobilização é uma agência missionária com base em mais de 100 países e conta com mais de 4.000 missionários espalhados pelo mundo, envolvendo-se com a evangelização de povos não alcançados, carentes e marginalizados no Centro e Sul da Ásia, Oriente Médio, Norte da África e Europa, além de dois navios que contam com uma tripulação de aproximadamente 500 missionários.

Fonte SOMA

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Princípios Bíblicos para a Liderança e Administração Eclesiástica - Tomada de Decisões

Em nossas vidas, a todo instante, estamos envolvidos em decisões. Questões pessoais, familiares, acadêmicas, profissionais e outras, fazem parte desta realidade.
Conforme Chiavenato (1999, p. 283)
A decisão ocorre sempre quando nos deparamos com cursos alternativos de comportamento, ou seja, quando podemos fazer algo de duas ou mais formas diferentes. Essa encruzilhada de alternativas conduz à decisão. Quando só existe uma única maneira para fazer as coisas, não há decisão a tomar. Assim, decisão é a escolha gente a várias alternativas de ação. Decisão envolve sempre opção de escolha.
Todas as pessoas que ocupam cargos de liderança vivem envolvidas em tomadas de decisões. Um grande volume de recursos financeiros são gastos em reuniões e análises de dados objetivando a melhor escolha ou alternativa possível. O erro é sempre uma possibilidade.
Dessa forma, surge o seguinte problema: “Como devemos proceder para tomar decisões corretas?” Rush (2005, p. 103) afirma categoricamente “A Bíblia nos dá a resposta”. Em Salmos 25:12 ela diz “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher.”
O caminho mental que o administrador utiliza para chegar a uma decisão é chamado de processo decisorial (CHIAVENATO, 1999, p. 287). Ele classifica em seis etapas este processo. São elas:
- Identificar a situação. Este primeiro estágio procura mapear a situação. Três aspectos são aqui apresentados; definição do problema; diagnóstico das causas e identificação dos objetivos da decisão.
- Obter informação sobre a situação. Neste estágio, o administrador ouve as pessoas, pede relatórios, observa pessoalmente, lê sobre o assunto, verifica antecedentes e fatos passados.
- Gerar soluções ou cursos alternativos de ação. As decisões programadas facilitam a criação de alternativas. Quanto melhor o número de alternativas desenvolvidas, melhor. A avaliação ou verificação da viabilidade das alternativas propostas não fazem parte deste estágio.
- Avaliar as alternativas e escolher a solução ou curso de ação preferido. Num processo comum, as alternativas são avaliadas e comparadas, a fim de se buscar a mais propícia à solução.
- Transformar a solução ou curso de ação escolhido em ação efetiva. A solução escolhida é aqui implementada. Implementar uma decisão envolve vários fatores, como por exemplo, a aquisição de recursos, elaboração de orçamentos, planos de ações, delegação de responsabilidades, relatórios de progresso são essências nesta etapa.
- Avaliar os resultados obtidos. Tal avaliação ocorre quando as seguintes questões são respondidas: O que aconteceu internamente e externamente como resultado das decisões? As expectativas foram alcançadas? O problema foi resolvido parcialmente, definitivamente ou se agravou?
No caso de líderes cristãos, tal processo é diferenciado, pois deve levar em alta e primordial consideração a vontade de Deus. Para Rush (2005, p. 104-107, conhecer tal vontade envolve o seguinte processo:
- Assumir o compromisso de realizá-la (Romanos 12: 1-2)
- Reconhecer que Deus tem um plano específico para o indivíduo e para a sua instituição ou empresa (Jeremias 29:11)
- Deus nos revela sua vontade produzindo em nós o desejo de realizá-la (Filipenses 2:13; Salmo 37:4)
- Se um desejo nosso for proveniente da vontade de Deus, sentiremos paz e teremos os meios para realizá-lo (Isaías 26:3)
O processo decisorial segundo Rush (idem, p. 108-111), envolve cinco passos bíblicos:
- Avaliar corretamente a situação ou problema. Tal princípio é ilustrado pelo episódio em que Moisés enviou os doze espiões a Canaã (Números 13:1-20). Em razão de avaliar a situação por uma perspectiva equivocada, a maiorias dos espias concluíram que não seria possível conquistar a terra, mesmo tendo Deus já falado que a daria ao povo de Israel. A perspectiva humana não deve nunca sobrepujar a de Deus.
- Reunir e analisar os fatos. “Qualquer empreendimento é feito com planos sábios, torna-se forte com o bom senso, e dá resultados maravilhosos por estar em dia com os fatos.” (Provérbios 24:3-4, Salmos e provérbios Vivos). A Bíblia orienta e aprova a reunião e análise dos fatos, dentro um processo decisorial. “Se você se apressa em dar sua opinião, antes de ouvir os fatos, está mostrando que é um tolo. Você deveria se envergonhar!” (Provérbios 18:13, A Bíblia Viva). A análise dos fatos deve ser orientada pelas seguintes questões: O que a Bíblia diz sobre este assunto (Josué 1:8)? Quando oro, que orientações Deus me dá (Jeremias 33:3)? Estou comprometido em fazer a vontade de Deus no tocante a esta situação (Romanos 12:1-2)? De onde procedem meus interesses e desejos relativos a esta situação (Salmos 37.4)? Que tipo de aconselhamento tenho pedido aos outros acerca desta situação (Provérbios 11:14)? Nesta situação, o que as condições e as circunstâncias revelam (Provérbios 24:3-4)?
- Encontrar alternativas. Criar alternativas é algo que conduz o líder no processo de avaliação dos dados e fatos, possibilitando dessa forma a reflexão sobre as várias opções de ação (Provérbios 19:2).
- Avaliar os prós e os contras de cada alternativa. Quais os pontos fortes e fracos das alternativas propostas? Aqui se dá o processo eliminatório de algumas alternativas. A importância de avaliarmos nossas alternativas pode ser percebida no texto de Lucas 14:31-32: “Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz”.
- Escolher uma das alternativas aprovada. É o passo mais difícil de ser dado. O medo de não ter feito a escolha certa, faz com que muitos lideram temam a tomada final da decisão. Para os tais, que seguiram os passos aqui expostos, fica a exortação bíblica: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho”. (Salmos 32.80).
Os fatores que compões o clima da tomada de decisões precisam ser também considerados. São eles:
- A necessidade de ação
- O declínio gradual das condições, caso a ação seja protelada
- A insuficiência de dados
- O fator de risco
- As conseqüências de um possível fracasso
- As recompensas pelo sucesso
- A existência de mais de uma solução viável
Tomar decisões não implica na resolução automática e imediata do problema. É preciso entender que os problemas em geral, podem ser resolvidos num período de tempo relativamente curto, desde que as condições ou fatores circunstanciais sejam favoráveis. Neste caso, por vezes, a mudança nas condições implica na necessidade de um período de tempo considerável.
Por fim, é preciso salientar que o líder ou administrador cristão eficaz é aquele que ajuda os que estão sob o seu comando a tomar decisões, ao mesmo tempo em que os envolve e os permitem participar das suas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Gravidez por estupro pode ser interrompida

Seis mulheres grávidas em conseqüência de estupro foram encaminhadas no ano passado pelo Serviço Viver ao Iperba, em Brotas, para proceder a interrupção da gestação. De acordo com a coordenadora-geral do Viver, Débora Cohim, esse número não expressa a real quantidade de mulheres que engravidam em conseqüência de violência sexual. Segundo ela, é muito alto o índice de subnotificação e o público atendido pelo serviço, composto basicamente por pessoas de classe baixa, não reflete o que ocorre nas classes média e alta.
No ano passado, o Viver registrou 792 pacientes novos – entre homens (7%) e mulheres (93%) vítimas de violência sexual independentemente da idade. Todos recebem apoio social, psicológico, jurídico e na área de saúde. Nos casos em que a mulher expressa sua intenção de interromper a gestação, elas são encaminhadas ao Iperba, local de referência para acolher estes casos.
O coordenador-médico do Iperba, Edson Odwyer Júnior, explica que a paciente encaminhada é submetida a entrevista com a assistente social e a psicóloga. Ambas emitem um parecer, que informa se a mulher está consciente e segura da decisão.
O parecer é analisado pela coordenação médica e, em seguida, pela Comissão de Ética, composta por no mínimo três médicos. Este órgão, de caráter consultivo, verifica a adequação legal, técnica e ética do caso.
De acordo com Odwyer, esse trâmite demora em média uma semana, diferentemente do sistema antigo, que exigia uma dolorosa peregrinação da gestante. Além de estar gerando o fruto de uma grave violência, ela precisava de autorização judicial, para a qual era necessário ter boletim de ocorrência do crime e laudo do Instituto Médico-Legal.
Tudo isso levava tempo e muitas vezes colocava a vida da mulher em risco. “Agora desburocratizou”, diz o coordenador-médico. A simples afirmação da gestante assegurando que foi violentada é suficiente. Débora Cohim nega que haja mulheres que mintam para fazer o aborto legal. “Não houve aumento de demanda após a mudança das regras”, atesta.
CELERIDADE – A agilidade no processo é fundamental para garantir a segurança da gestante. A interrupção da gravidez com segurança para a mulher é feita até a 12ª semana. Porém, o aborto em mulheres vítimas de violência é consentido até entre a 20ª e 22ª semana de gravidez, ou seja, metade da gestação. “A interrupção após esse período é considerada parto prematuro. O bebê com seis meses nasce com vida”, explica Odwyer.
O presidente da Comissão de Ética do Iperba, o médico Davi Nunes, esclarece que a opção pelo aborto é uma faculdade da mulher. “É preciso respeitar o direito das pessoas, o qual é inquestionável porque está na lei. Mas, se a mulher optar por manter o feto, o Estado deve ampará-la”, observa o médico.
Ele conta que, há cerca de quatro anos, duas crianças, de 11 e 12 anos, vítimas de violência sexual, procuraram o hospital para fazer o aborto. Contudo, seus responsáveis legais acabaram decidindo por manter a gestação. “Eu mesmo acompanhei o pré-natal e fiz o parto”, recorda Nunes. O Código Penal Brasileiro, que data de 1940, no Art. 128, II, diz que “não se pune o aborto praticado por médico se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu responsável legal”.
Por falta de regulamentação dos procedimentos médicos, o aborto só era feito com autorização judicial. Em 1998, sob muitos aplausos e críticas, o Ministério da Saúde editou a norma “Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes”, que desburocratizou o procedimento.

Fonte: A Tarde

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O líder que Deus chama

É aquele que acima de tudo ama e pratica a Palavra de Deus. É aquele que se dispõe do seu eu, e deixa o EU SOU lhe dominar. É aquele que não aceita que outro, se não o Senhor, lhe dirija os passos. É aquele que ama as ovelhas e da à vida por elas.
Dentre vários líderes que Deus levantou, na história de Israel, quero me prender a um: Moisés, homem valente, valoroso, que tinha todas as características que um verdadeiro líder deve ter. Características essas, que não só os líderes devam tê-las, mas todos aqueles que são servos de Deus.
Características da vida de Moisés.
1ª) Experiências - Depois de ter matado um egípcio (ele achou que com sua própria força libertaria o seu povo), fugiu para Mídiã. Este lugar foi um marco na vida de Moisés; de como Deus trataria com ele. Neste lugar a vida de Moisés teve uma mudança total. Começou a ter experiências que refletiu em todo o seu ministério. Ele foi trabalhar para o seu sogro, e começou a cuidar de suas ovelhas. Moisés foi cuidar de ovelhas que não eram suas, aprendendo a se preocupar com elas, protegê-las, livrá-las do perigo, tirar os seus carrapichos, e alimentá-las. Deus estava preparando Moisés para cuidar de um povo que não era seu, pra que da mesma forma que ele aprendeu cuidar daquelas ovelhas, também tivesse experiências, para cuidar daquele povo. Povo que não era seu, mais do Senhor. Agora não seria mais com sua própria força, como tentara antes; mas com a força do Senhor. Que exemplo glorioso! Primeiro, ele submete-se, para que Deus lhe ensinasse algo, um algo tão maravilhoso, que refletiria em toda a sua vida. O líder que Deus chama, tem experiências pessoais, a cada dia uma nova experiência com o Senhor.
2ª) – O seu chamado - Quando Deus se revelou a Moisés, e lhe chamou para uma missão (de libertar o seu povo, Ex 3:1-22) Deus usou uma coisa natural, para fazer algo sobrenatural. Deus lhe mostrou a sarça ardendo e não se consumindo, aquilo chamou a atenção de Moisés, e logo em seguida Deus o chama duas vezes, Moisés, Moisés. Quando Deus falava duas vezes o nome de uma pessoa, Deus queria chamar a atenção para a importância do assunto. Logo em seguida Moisés tira as sandálias dos pés, em obediência à voz de Deus que lhe diz que: A terra é santa. Quando Deus diz isso ele está dizendo a Moisés: Que ele se despoje de suas próprias idéias, de seus interesses e planos, porque agora Deus é quem vai lhe dar a direção. E Deus revela a Moisés tudo o que vai fazer em relação ao seu povo. Quando verdadeiramente um líder é chamado por Deus, ele deixa de lado todos os seus ideais, e passa ter os ideais de Deus. Para ele nada é mais importante do que está no centro da vontade de Deus.
3ª)Deus lhe deu sinais – Os sinais foram: A serpente, e a lepra em sua mão (Ex 4:1-8). Deus fez com que a vara se transforme em serpente, porque a serpente para os egípcios era símbolo de poder. Quando Moisés foge da cobra, ele se lembra de como fugiu do Egito. Ele pega a cobra pela cauda, e ela volta a ser vara. Deus está querendo mostrar para Moisés, que vai entregar os egípcios em suas mãos.
A sua mão ficando leprosa; a lepra para os hebreus era símbolo de castigo, de juízo. Deus queria mostrar a Moisés e para o povo, que o mesmo Deus que fere é o que cura, que o mesmo Deus que permitiu a escravidão, também efetuará a libertação.
Jesus disse:Os sinais seguirão aos que crêem (Marcos 16;17). A vida de um verdadeiro líder é composta de sinais. Muitos estão querendo os sinais para depois crer. A regra é bem clara! Primeiro você crê e obedece, depois virão os sinais. Qual o sinal que Deus tem posto em tua vida, tem posto em tuas mãos? Para que os outros enxerguem, que existem muitos líderes, mais não como você.
4ª) Humildade - Sua humildade e reconhecimento de que ele não era capaz; foi algo extraordinário em sua vida. Quantos hoje em dia são cheios de soberba, orgulho, vaidade, achando-se melhores que os outros, por posições sociais, e o pior de tudo também por posições espirituais. Nunca devemos esquecer que o Senhor abate os exaltados e exalta os humilhados. Em Êxodo 4;10, Moisés diz para o Senhor que não é homem eloqüente, que é pesado de boca, e de língua. Ao contrário do que muita gente pensa, Moisés não era gago, nem analfabeto, ele foi criado pela filha de Faraó, viveu em palácio, era um príncipe. Logo ele aprendeu a cultura, a filosofia, e a língua egípcia. Quando ele diz que era pesado de boca e de língua, ele estava se referindo ao idioma egípcio. Ao contrário do seu irmão Arão, que foi criado com os hebreus, e falava muito bem o idioma, a língua hebraica. Por isso Deus disse: Arão falará por ti ao povo; ele ti será por boca, e tu lhe serás por Deus (Ex 4:11-16).
5ª) O amor – Que exemplo glorioso de liderança! Por duas vezes demonstrou o seu amor para com o povo, mostrando que não era um líder egoísta, presunçoso, pois ele não pensava só em si, mais no rebanho que Deus lhe deu para cuidar. O amor de Moisés para com o povo era tanto que Deus lhe diz: O teu povo que fizeste subir do Egito se corrompeu (32:7); Deus usou essa expressão “o teu povo”, porque sabia o quanto Moisés amava esse povo. No versículo 9, a ira de Deus se ascende a tal ponto, que ele queria destruir todo povo, e fazer de Moisés uma grande nação. Moisés se comoveu, e suplicou ao Senhor que não fizesse tal coisa, e o Senhor o atendeu. Nesse episódio Moisés não somente pensou no povo, mais também no nome do Senhor, pois o que os inimigos pensariam quando soubesse que Deus destruiu o povo que ele próprio libertou. Se Moisés fosse egoísta, aceitaria. Afinal era um povo murmurador, que estava causando escândalos.
No versículo 32: Moisés põe a sua própria vida a prova, por amor ao povo. Pois ele intercede para que Deus perdoe os pecados do povo, ou então risque o seu nome do livro da vida. Isso revela o nível de intimidade que Moisés tinha com Deus. E que amor glorioso! Não é à toa que Moisés simboliza o próprio Cristo. Pois Cristo nos amou tanto que se entregou por nós sem que merecêssemos. E você líder, Deus pode olhar pra você e te incluir na simbologia dEle?
Quem você simboliza: o mercenário ou o bom pastor? Pegue essas características da vida de Moisés e aplique na tua vida. E nunca deixe de aprender com o Mestre, por excelência, Jesus Cristo.
Por Cris-silvano.

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