terça-feira, 30 de junho de 2009

MOTORISTA OLHE A PISTA

Nelson Aprígio(*)

Há pouco tempo tive uma experiência bem interessante.
De volta para casa dei carona para dois executivos da empresa que participaram do curso juntamente comigo no interior de São Paulo.
Estávamos na Rodovia BR 116 conhecida por muitos como a rodovia da morte ,o que me custou uma atenção redobrada na condução do veiculo.
Enquanto meus colegas se divertiam , eu mal pude piscar meus olhos, estava totalmente concentrado na direção, olhando para os retrovisores laterais , observando os carros mais adiante e sempre com atenção ao limite de velocidade sem esquecer dos outros motoristas.
Tudo isto pelo fato de ter vidas sob minha responsabilidade, num trecho que merece atenção extremada.
Reafirmei aquilo que acabara de discutir no treinamento.

"Há grande diferença entre ser Motorista e Passageiro"

Quando somos passageiros podemos; nos divertir, olhar a paisagem, ouvir som na maior altura, virar o rosto para os lados , ler um livro e até mesmo tirar uma soneca.
O passageiro também pode interagir sem a menor preocupação com as pessoas de dentro e fora do carro sem a menor preocupação, afinal de contas ele pode aproveitar a viagem do já que o motorista é quem tem o volante nas mãos e sabe para onde deve ir.

Deixamos de ser passageiros quando assumimos a liderança.

- não podemos agir como se tudo dependesse dos outros.
- não podemos alegar não saber o destino ou a rota a seguir.
- não podemos mais esquecer de colocar combustível no veiculo..
- não devemos esquecer de checar os equipamentos
- não pode delegar responsabilidade do veiculo (neste caso o depto ou a área que lideram)

Quando se deixa de ser passageiro a empresa espera mais de ti...as coisas mudam, teus líderes aguardam uma postura de CONDUTOR.

Como Motorista

- está nas tuas mãos a condução da equipe - Liderança Servidora.
- querem que você chegue no local e hora devida – Atinja as metas dentro dos prazos!
- o tempo que temos é usado para olhar à frente – Foco nos objetivos da semana.
- nada de distrações com a paisagem - Fuja da fofoca e conversa sem valor, desligue a radio peão.
- você deve conhecer o bem o carro que dirige - Esteja a par do que ocorre no teu negocio!
- faça as revisões periodicamente - Invista em treinamento
- isto aumenta a qualidade.
- não ponha motor de fusquinha numa carreta - Pessoas preparadas nos lugares certos.

Tenha sempre um pequeno manual à tua vista com algumas dicas de viagem

MANTENHA-SE NA VISÃO E MISSAO - tem gente que depende do caminho que você escolher
DIRIJA SEM EMOÇÃO - existem famílias que esperam da tua liderança sabedoria e conhecimento
EVITE ACIDENTES! - não durma no volante, converse com o time
COMPETIÇÃO A TODO TEMPO - há outros motoristas correndo na mesma pista
CONHEÇA OS SINAIS - tem gente boa na pista, porém existe muita gente ruim maldosa
ENTREGUE NO PRAZO - respeite as regras da estrada - não seja devagar demais
NÃO ATROPELE – respeite a velocidade máxima – caso contrario você perde o controle.
SE ESTIVER PERDIDO PEÇA AJUDA – fale com alguém que já passou por este caminho.
PARE QUANDO ATINGIR O TEU LIMITE – Trabalhar em excesso, perder finais de semana sempre é colocar os outros em situação de risco, Tire férias.

Finalmente – Não se esqueça do principal você é apenas um motorista e não o dono da estrada.

A Humildade precede a honra!

(*) Nelson Aprigio de Lima
Professor de Comércio Exterior e Faculty do Haggai Institute International in Singapore e executivo de uma rede varejista.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ouvir os clientes...

No aeroporto, o pessoal estava na sala de espera aguardando a chamada para embarcar. Nisso aparece o Co-piloto, todo uniformizado, de óculos escuros e de bengala, tateando pelo caminho. A atendente da companhia o encaminha até o avião e assim que volta, explica que, apesar dele ser cego, é o melhor Co-piloto da companhia.
Alguns minutos depois, chega outro funcionário também uniformizado,de óculos escuros, de bengala branca e amparado por duas aeromoças.
A atendente mais uma vez informa que, apesar dele ser cego, é o melhor piloto da empresa e, tanto ele quanto o Co-piloto, fazem a melhor dupla da companhia.
Todos os passageiros embarcam no avião preocupados com os pilotos.
O comandante avisa que o avião vai levantar vôo e começa a correr pela pista, cada vez com mais velocidade.. Todos os passageiros se olham, suando, com muito medo da situação. O avião vai aumentando a velocidade e nada de levantar vôo. A pista está quase acabando e nada do avião sair do chão. Todos começam a ficar cada vez mais preocupados. O avião correndo e a pista acabando. O desespero toma conta de todo mundo.
Começa uma gritaria histérica no avião.
Nesse exato momento o avião decola, ganhando o céu e subindo suavemente.
O piloto vira para o Co-piloto e diz:
- Se algum dia o pessoal não gritar, a gente tá perdido!!!!!!


Moral: OUVIR OS CLIENTES É FUNDAMENTAL!!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

É possível ser advogado e crente?

Entrevista com David Teixeira de Azevedo

Alguns pensam, de forma preconceituosa, que advocacia e cristianismo não podem andar juntos e que, ao procurarmos um advogado, estamos em busca de auxílio para burlar a lei. Exatamente sobre isto o vice-presidente do Instituto dos Juristas Cristãos do Brasil afirma: “o advogado é alguém que faz cumprir a lei”.
Nosso entrevistado é o Dr. David Teixeira de Azevedo, um dos mais talentosos e respeitados advogados do Brasil. Possui graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, mestrado e doutorado em Direito pela Universidade de São Paulo e especialização em Direito Penal Econômico e Europeu pela Universidade de Coimbra – Portugal.
Atualmente é professor da Faculdade de Direito da USP, vice-presidente do Instituto dos Juristas Cristãos do Brasil – IJCB e atende em escritório profissional em São Paulo. É autor de diversos livros, dentre os quais, Atualidades no Direito e Processo Penal, pela Editora Método.

É possível ser um crente fiel a Deus e viver da advocacia no Brasil?
David - Claro que sim. A advocacia não traz nenhuma incompatibilidade com os princípios cristãos. Mais, a advocacia não é conflitante de nenhum modo com a fidelidade ao Senhor. Deve o advogado exercer sua atividade profissional com todo o tirocínio e competência, estabelecendo uma relação de empatia com o cliente, fazendo suas as angústias e ansiedades deste, sem, contudo, perder a capacidade de posicionar-se estrategicamente na causa, medir os melhores argumentos, avaliar equidistantemente os elementos de prova então existentes. Paixão pela causa entregue à sua responsabilidade, empatia com o cliente, capacidade de raciocínio técnico e exercício da profissão segundo um reto e por isso ético juízo, tudo isto compõe os ingredientes para um exercício profissional conciliado com a fé e com os valores cristãos.

O que é mais difícil para um cristão no exercício da advocacia?
David - É estabelecer linha fronteiriça entre a verdade e o exercício do direito de defesa. Devem caminhar juntos, inseparáveis. Mas que verdade? A verdade histórica tal qual reproduzida na investigação preliminar e no processo.

Haveria alguma especialidade do direito na qual o advogado crente enfrentaria mais causas que vão de encontro ao Evangelho?
David - O terreno é igualmente espinhoso em todas as áreas. Porém, no âmbito da recuperação judicial e no âmbito criminal as questões são mais sensíveis.

Há um pensamento corrente de que ao procurar um advogado procuramos alguém para burlar a lei. O que o senhor pensa sobre isso?
David - É um pensamento absolutamente preconceituoso. O advogado não é aquele que burla a lei, mas sim alguém que faz cumprir a lei. Devemos lembrar que a experiência jurídica é o resultado da tríade fato, valor e norma, como expôs o pensamento de um dos mais extraordinários juristas do século passado e início deste, Prof. Miguel Reale. O direito vai além da norma jurídica, que é provisória e está sujeita à alteração constante, em razão da mudança dos valores que lhe deram significado e em virtude dos nossos fatos sociais. Cabe ao advogado, buscar a razão última da norma, identificar o valor que a empolga, perceber com sensibilidade as mudanças sociais que justificam uma releitura ou mudança da norma. Dentro desse trabalho é que se pleiteará o melhor direito, que inclusive pode estar escondido por detrás da lei.

Aumentou muito o número de igrejas que têm contratado um advogado para defendê-las em várias áreas. Como deve agir o advogado quando é contratado e sabe que a igreja agiu incorretamente?
David - Em primeiro lugar, o advogado não está vinculado somente às causas boas. O advogado tem o compromisso de bem defender seu cliente, extraindo da norma e do universo jurídico a que ela pertence a melhor e mais adequada disciplina jurídica para seu cliente. Se a igreja errou, o trabalho do advogado é de grande responsabilidade no que se refere à advocacia consultiva. Deve indicar os meios e modos jurídicos de adequar o funcionamento da igreja aos preceitos legais. A defesa em juízo deve dirigir-se a mostrar, se for este o caso, como o direito - e não necessariamente uma norma jurídica isolada - pode guardar os interesses da igreja e, assim, apontar conclusivamente pela ilegalidade da atuação do poder público.

Temos também lido sobre líderes e pastores que não assumem seus erros e colocam-se acima da lei. Que conselhos o irmão daria para estes irmãos?
David - É o conselho de Pedro de estarmos sujeitos, e exemplarmente, a toda autoridade humana (I Pe. 2:13). Esses pastores e líderes saibam que "a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:20) e que os tribunais estão para corrigir com a vara quem não se conduz debaixo da Graça.

E para os vários advogados crentes que freqüentam as igrejas brasileiras? Que recomendação o senhor daria para que também dêem bom testemunho como profissionais?
David - Uma das melhores e mais ricas imagens bíblicas é a do advogado, em especial quando Jesus Cristo é comparado a um advogado junto ao Pai, ou seja, o Parakletos: I João 2:1 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.” Nosso ministério como ministros do direito, e não meramente operadores técnicos dele, é estar ao lado de quem sofre a injustiça, a violência, quem tem seu direito afligido. A dignidade da advocacia, como serviço essencial à Administração da Justiça, entendida como materialmente justa, recebeu grafia no texto constitucional e devemos com toda autoridade e desassombro exercer nossa profissão de modo a contribuir para que a sociedade seja mais justa, que o direito seja efetivamente dado na exata medida em que ele pertencer a cada membro da comunhão social. E mais, devemos aproveitar esta oportunidade para testemunhar que nosso Deus é quem faz justiça, que se põe como Juiz dos juízes, interpretando as circunstâncias por vezes aflitiva e adversa como o caminho escolhido, pela soberania de Deus, para trabalhar com o coração do homem.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com

Por trás do monge e do executivo

Entrevista com James C. Hunter

Poucos líderes nunca ouviram falar do livro O Monge e o Executivo (Editora Sextante). Ele se tornou febre no mundo corporativo, está há 222 semanas no ranking dos livros mais vendidos da Revista Veja e já vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo.
No livro, o norte-americano James C. Hunter conta a história de um executivo que vai buscar soluções para seus dilemas profissionais e pessoais num mosteiro beneditino. Neste lugar ele ouve falar de um homem que não ocupou cargo algum, não fez faculdade e sequer pisou numa empresa: Jesus Cristo. O monge apresenta o Mestre como o exemplo maior de líder.
No entanto, o que a maioria dos leitores dos livros de Hunter não sabe é que, o homem por trás do livro que introduziu o conceito de liderança servidora nas empresas é crente em Jesus Cristo há quase 30 anos. E foi sobre a sua experiência na fé que Hunter concedeu esta entrevista exclusiva para o nosso site.

Qual é a sua experiência pessoal com Cristo?
Hunter – Tenho sido um cristão sério e praticante nos últimos 28 anos. Fui batizado ainda criança, mas não levei minha fé a sério até ter 30 anos. A salvação fez sentido para mim em 1981. Atualmente, eu e minha família freqüentamos uma pequena igreja batista próxima de nossa casa.

Você já ocupou algum cargo de liderança na sua igreja local?
Hunter - Sim, já fui ancião e depois o presidente do conselho da igreja. Atualmente, sou professor do curso de Liderança e também do curso Construindo nossa Comunidade, ambos na igreja local.

Seria possível escrever um livro sobre liderança servidora sem ter experimentado o novo nascimento?
Hunter – Não! Minha fé é extremamente importante para mim e foi fundamental ao escrever livros sobre o tema.

Que tipo de retorno você tem recebido dos pastores e de outros líderes cristãos sobre seu livro?
Hunter – Os pastores e líderes cristãos que entram em contato têm apoiado e dado indicações de que amaram o livro. Mas, a maior surpresa foi que os líderes de organizações seculares foram aqueles que realmente se interessaram pelo livro. Eu gasto 98% do meu tempo ensinando o conceito de liderança servidora em empresas e somente 2% em organizações cristãs. Isto foi surpreendente! Muitas organizações cristãs acreditam que entendem e praticam o conceito de liderança servidora, embora minha experiência mostre o contrário... Na realidade, poucas organizações cristãs realmente entendem e praticam a liderança servidora.

Você acredita que os seus leitores não cristãos tem se interessado em conhecer mais sobre Jesus Cristo?
Hunter – Sim, eu realmente creio que os princípios de meus livros podem ajudar a criar uma abertura para Jesus. Eu não tenho nenhuma estatística para apoiar esta afirmação, mas meu instinto diz que o conceito de liderança servidora pode gerar mentes e corações abertos para ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.

Qual foi o seu maior desejo ao escrever este livro?
Hunter - Apresentar os princípios de liderança servidora que podem mudar nossas vidas em um mundo perdido e falido.

Que conselho daria aos líderes cristãos em relação ao tema Liderança Servidora em suas igrejas?
Hunter – O melhor conselho que posso dar é seguir o conselho e o exemplo de nosso líder Jesus. Ele disse que liderar é servir. Sendo assim, amem e sirvam os outros. Amar significa se doar para os outros, identificando e suprindo suas reais necessidades e buscando o melhor para suas vidas.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Recusando-se a liderar

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