Ética e Liderança Cristã

quarta-feira, 7 de março de 2012

Homem e Mulher: imagem e semelhança

Sibele Pistori da Silva Farias

"Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Gênesis 1:26-27

Quando Deus criou o homem e a mulher, os fez à sua imagem e semelhança. Feituras de Sua maravilhosa glória. Essa criação foi sonhada e realizada com grande perfeição pelo criador. Sua intenção era proporcionar ao ser humano uma vida digna com respeito e presenteada por um amor puro e verdadeiro.
Porém, a palavra de Deus demonstra outro caminho pelo qual o ser humano se desviou: o caminho do pecado original. Este se iniciou através da mulher e do homem. Esse pecado trouxe várias consequências e com ele a depreciação da mulher, tornando-a um ser inferior e desigual em relação ao homem. Por isso, o mundo foi construído dentro de uma visão patriarcal que ainda perdura nos dias atuais. É o mundo que acredita que os homens são mais fortes, mais inteligentes e superiores à muheres.
Mexer com este assunto, que engloba a questão da mulher como ser integrante e igualitário na sociedade, requer muito cuidado, pois há somente dois times, um a favor da sua integração e o outro contra.

À imagem e semelhança
A grande questão é: Deus criou o homem e a mulher à sua "imagem e semelhança", isso faz toda diferença. Essa passagem que se encontra no livro de Gênesis 1, é prova de que Deus nos criou como seres iguais. Já com Jesus aconteceu algo ainda maior, Ele quebrou paradigmas, veio para nos libertar do pecado nos salvar através do seu sangue derramado e isso para nos dar uma nova vida, com esse ato de amor iniciou a construção de uma nova sociedade, onde não há distinção entre os sexos, quebrando os preconceitos e decretando uma lei que faria uma sociedade corrupta se transformar em uma sociedade liberta do preconceito dotada de respeito e finalizada em uma digna igualdade. Essa grande e poderosa lei chamada "Amai-vos", é a única com o poder de transformar a todos em um só povo. Mesmo que poucos buscam viver dentro dessa lei, tê-la já é um grande passo.
As indiferenças ainda existem, porém os que fizeram da lei um lema para sua vida passaram a respeitar a mulher como um ser integrante e valorizado da sociedade. Porém, essa conquista demorou muitos anos, foi somente a partir dos anos sessenta que uma pequena parte da população feminina ganhou espaço demonstrando seu valor e potencial. Hoje são doutoras, advogadas, professoras, jornalistas, políticas, médicas, pastoras e etc.
Esses atos reais, dos quais foram conquistados com muito suor por algumas e com muita oração, por outras, fazem da mulher um ser que superou obstáculos e que se destaca nas diversas posições sociais que existem. Esta luta pelo seu espaço, não é com a intenção de subjugar o homem e seu papel, mas com o intuito de somar, desenvolvendo seus dons naquilo que nasceu para fazer. Deus criou a mulher da mesma forma que o homem, com inteligência, potencial, dons, sabedoria e sonhos.

Criados para glorificar o seu nome
Servimos um Deus tão maravilhoso e poderoso que projetou em cada ser vivente algo único e especial, lhes dando capacidade para se tornarem excelentes em tudo que fizerem. Esse maravilhoso ato Divino demonstra que somos, portanto seres herdeiros igualmente de dons, talentos e sabedoria demonstrando assim que a mulher também tem seu valor e lugar na sociedade.
Conquistar o respeito e a confiança foi um grande passo, as mulheres são vistas pelo seu lado materno (que gera respeito), sua dedicação nos afazeres, o cuidado, o lado carinhoso e atencioso, características voltadas ao ser feminino. Com estas características, hoje podemos desfrutar de muitas conquistas, pois comprovaram que a razão precisa do sentimento para se completar.
Hoje as mulheres ocupam papéis de destaque tanto na sociedade como no âmbito eclesiástico, claro que ainda sofrem preconceitos. Porém, a mulher que busca o Senhor, tem feito uma grande diferença, agindo com sabedoria, e sendo honrada e abençoada em tudo que faz. Por isso, temos visto Deus colocando-as em posições de líderes. Porque todo bom líder é aquele que diz; "minha capacidade vem do Senhor", e essa capacidade é a que muitas mulheres cristãs têm buscado.
Por isso, imagem e semelhança é algo sobrenatural de Deus, somos privilegiados por tão perfeita criação e é essa perfeição que faz homens e mulheres serem iguais diante do nosso Senhor.
Por fim, a honra é independente do gênero e da posição, pois esta é ocupada segundo o seu chamado. Diante da Soberania de Deus somos colocados em posições iguais na sociedade, somos vistos perante o Senhor como seres criados para um único e mesmo fim: "fazer tudo para glória de Deus", ou seja, Glorificá-Lo em tudo que formos colocados para fazer. Por isso, ambos somos valorizados de forma igual e chamados para desempenhar papéis nesse mundo, pois refletimos igualmente a imagem e semelhança do nosso Criador.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um líder de sucesso


Silvio Fernandes

Neste post tratamos das 14 qualidades importantes para que sejamos um líder de sucesso e um profissional de sucesso. O material foi extraído da minha palestra "Qualidade de Uma Pessoa de Sucesso".

Tenha uma super VISÃO

Descubra sua essência como ser humano. Você possui uma habilidade natural, um dom natural para exercer uma profissão que é a razão de sua existência, você foi criado para dar um determinado fruto,não queira dar outro fruto que não seja o seu.
  • Ter uma Visão Específica do que quer.
  • Ter uma Visão Clara da sua vida pessoal e profissional.
  • Ter uma Visão Definida de longo prazo.
  • Enxergar Mais e Além de todos.

Seja BOM no que FAZ

Muitas vezes trabalhamos em coisas que não gostamos e por esse motivo não mostramos como somos bonsNossa produtividade e qualidade fica comprometida, quando não gostamos do que fazemos, ou até mesmo das pessoas com quem trabalhamos. Domine seus sentimentos, esforce-se para gostar do que faz e das pessoas com quem convive. Uma pessoa forte domina seu sentimento, assim terá domínio sobre toda sua vida e circunstância.
  • Gostar de Fazer o que faz.
  • Ser Profissional no que faz.
  • Buscar a Excelência no que faz.
  • Fazer diferente para fazer a diferença.

Seja COMPROMETIDO

Uma das coisas mais escassas na vida são pessoas comprometidas. Para sermos comprometidos com algo devemos ter uma autonegação, ter um foco maior no bem maior e viver em prol da missão ou do propósito apresentado. Estar compromissado é estar dentro da mesma missão apresentada.Como que teremos sucesso se caminhamos em sentido oposto a missão apresentada?
  • Comprometido com Seus Princípios.
  • Comprometido com Seus Propósitos.
  • Comprometido com Sua Equipe.
  • Comprometido com Sua Família.

Seja AGENTE DE MUDANÇAS

A maioria das pessoas não gosta de mudanças porque ela interfere no "status quo", a mudança em si gera muito medo, o medo trava qualquer crescimento e é assassino da criatividade, quando entendemos que mudanças são boas começamos a viver sem medo. Tem uma frase no livro "Quem mexeu no meu queijo" que gosto muito que é: "o que você faria se não tivesse medo?"
  • Gosta de Desafios.
  • Vibra com as Mudanças.
  • Busca Sempre Novidades na Vida.
  • Não Gosta de Ficar na Zona de Conforto.

Seja CRIATIVO

Curiosamente buscamos e desejamos que as pessoas que trabalhem conosco sejam criativas, porém o tempo todo oprimimos a criatividade, sempre que alguém tem uma atitude diferente do ‘padrão',criticamos, rejeitamos e até mesmo punimos. Matamos a criatividade nos filhos quando criticamos um desenho que não tenha ficado tão bom e no futuro queremos que ele seja um bom desenhista.
  • Gosta de Aplicar e Desenvolver a Criatividade.
  • Buscar Novas Formas de fazer as Velhas Coisas.
  • Fuja da Mesmice.
  • Fuja da Média.

Seja VERSÁTIL

Devemos ser muito bom em alguma coisa, mas precisamos saber muitas outras. Saber o que as pessoas que estão ao nosso redor sabem, saber até o que o chefe sabe, quem quer ser sucesso deve saber como as coisas acontecem em sua volta.
  • Desenvolva várias habilidades.
  • Treine seus conhecimentos.
  • Busque entender o que acontece ao seu redor.

Seja EFICAZ

Somos contratados para executar um determinado tipo de serviço, quando fazemos o que devemos fazer somos eficazes, somente poderemos requerer alguma melhoria se fizermos nossa parte.
  • Produz o Efeito Desejado.
  • Faz com Dedicação.
  • Faz o que Deve Ser Feito.
  • Faz Com Qualidade.

Seja EFICIENTE

Para sermos eficientes, devemos fazer mais do que a obrigação, devemos transpassar a obrigatoriedade e fazer com o coração, atender as necessidades das pessoas sem essas pedirem. É criar momentos inesperados, é levar uma flor para a mamãe sem ser dia especial, é levar um bombom para a esposa simplesmente por levar, na tentativa de agradar, sem buscar a troca. Surpreender!
  • Fazer Além.
  • Fazer Mais que a Obrigação.
  • Fazer a Diferença.
  • Fazer com o Coração

Seja MOTIVADO

A motivação é pessoal, podemos buscar coisas que nos inspirem, mas a motivação é própria, ninguém motiva ninguém, motivação é o motivo que faz com que você faça algo.
  • Acordar todos os dias para Vencer
  • Encarar os Desafios como Metas a serem Atingidas
  • Aprender com todas as Coisas e Circunstâncias

Seja PERSISTENTE

Muitas pessoas chegam perto de alcançar o sucesso, mas desistem faltando alguns metros. Como garimpeiro, que nunca desiste de cavar, seja persistente. Pode ser que aquela pepita esteja no próximo metro.
  • Existem muitos degraus para o sucesso, mas uma só chave abre a porta.
  • Acredita que para tudo tem um jeito.
  • Acredita em Si mesmo.

Seja FAMINTO por INFORMAÇÕES

Quando paramos de aprender paramos de viver, o ser humano só é produtivo quando sonha e só sonha quando tem informação, busque a informação, não espere que ela venha até você.
  • Sobre o ramo que atua
  • Sobre as novidades
  • Sobre como crescer
  • Sobre administração e negócios

Desenvolva uma MARCA FORTE

Todos nós despertamos bons ou maus sentimentos, isso ocorre devido a nossa marca, as pessoas veem mais o que fazemos que ouvem o que falamos, assim nossa marca pode agregar ou repelir pessoas.
  • A Marca desperta Emoções
  • A Marca é sua Identidade no comércio
  • A Marca Vende para você
  • O que a sua Marca tem demonstrado?

Goste de CONQUISTAR PESSOAS

Não há nada que possamos fazer que não tenha pessoas envolvidas, sempre teremos os clientes externos ou internos na nossa área de atuação, buscar satisfazer suas necessidades legítimas, buscar alegrar e deixar o dia deles melhor é uma ferramenta que abre portas.
  • Invista no relacionamento interpessoal
  • Goste de Conquistar Novos Relacionamentos
  • Tenha como alvo conquistar pessoas
Sucesso é 10% de inspiração e 90% de  transpiração!

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

Tripé da Liderança Saudável


Enoque Caló
  "Dá ordens a Josué, e anima-o, e fortalece-o; porque ele passará adiante deste povo e o fará possuir a terra que tu apenas verás".
Deuteronômio 3.28

Esta foi a recomendação dada à Moisés no momento final de Sua Missão.
Fico admirado com este case pois Moisés havia assumido um compromisso, mesmo que a priori tenha pedido para que a missão fosse dada à outro, Deus o fez perceber que o Ministério limitado dado à Ele foi de propósito, talvez para o manter humilde. Arão, seu irmão, com habilidade na retórica, foi preparado para lhe completar na Missão.
Agora no fim da sua missão ele recebe instruções que deveria passar ao seu sucessor.
Esta talvez é uma das fases mais difícil numa transição de Liderança, como passar o bastão e não deixar escapar as instruções e nem tão pouco se sentir triste por ter chegado ao fim ou sentir um orgulho a ponto de dizer: Você que está assumindo que se vira nos trinta, quero ver se você sabe o suficiente como eu para segurar este projeto.
Quero ressaltar as recomendações e chamo-as do "Tripé da Liderança Saudável".

Primeiro : Dar Ordem.

Passe as instruções; oriente; detalhe a missão; cada etapa; cada situação importante para que o sucesssor possa ter o máximo de informação possivel para dar continuidade ao projeto.
Se consideramos a palavra ordem, poderemos nos prender aquela velha frase onde muitos dizem: "Manda quem pode e obedece quem tem juízo" quando na verdade não consigo vincular esta frase com qualquer proposta biblíca.
Ficar no campo da ordem é confortável para muitos líderes e alguns amarram sua perfomance de liderança nesta primeira instrução e tem dificuldade em prosseguir para as demais.
Só dar ordem é muito fácil e ainda cobraremos dos liderados a execução. Se usarmos somente esta ferramenta teremos uma série de dificuldades na gestao da Missão que foi colocada sobre nossas mãos.

Segundo: Encoraje - o

Perceba que a liderança completa também usa deste expediente para poder ter um bom resultado. No encorajar podemos atribuir as ferramentas, os instrumentos que serão necessários para levar adiante o Projeto.
Perceba que a falta de recursos pode ser um indicador de desencorajamento, desistimulo para continuar avançando.
Treine, prepare, invista recursos para que seus liderados ou sucessor possa se sentir encorajado para continuar na gestão do Projeto.

Terceiro: Anime - o

Como somos seres motivacionais precisamos ativar nosso ânimo, o próprio Cristo em diversas instruções nos alerta: "Anima- te, tem bom ânimo!"
Você já tentou trabalhar desanimado ou com alguém neste estado ?
No papel da Liderança saudável é necessário que estes três verbos estejam em sintonia para um resultado satisfátório.
Portanto, Líder e Gestor precisamos refletir como e, se estamos, usando o tripé da liderança saudável em nossos ministérios.
Aprenda com Moisés que mesmo sabendo que não completaria a missão em sua totalidade foi humilde o suficiente para preparar seu sucessor para dar continuidade ao Projeto através de ações inerentes à uma liderança saudável.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

Você é ensinável?


Mathias Quintela de Souza
Ouvi de meu pai que um presbítero do Sul de Minas, pessoa simples, fez uma visita ao Pr. Eduardo Carlos Pereira, em São Paulo, um dos mais ilustres líderes evangélicos brasileiros do final do século XIX e início do século XX. O objetivo daquele irmão era aprender com o mestre que ele tanto admirava, mas ficou surpreso quando Carlos Pereira pediu licença para anotar idéias expostas pelo presbítero, com a justificativa de que eram muito importantes para aprofundar a sua compreensão de assuntos teológicos e práticos, úteis para o seu ministério. Carlos Pereira foi o que foi porque era ensinável. E nós? Se não somos ensináveis, o momento é oportuno para mudarmos de atitude para o bem da nossa vida cristã e do nosso ministério.

Todos os cristãos, principalmente os líderes, são discípulos permanentes de Jesus
O objetivo dos ministros da palavra que exercem funções apostólicas, proféticas, evangelísticas, pastorais e didáticas (Ef 4.11) é treinar todos os crentes para que estes exerçam o ministério e edifiquem o corpo de Cristo (Ef 4.12). Este treinamento prossegue “até que todos nós alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). Ora, qual de nós, em sã consciência, pode afirmar que já chegou á medida da plenitude de Cristo? Tendo em vista esse paradigma, podemos concluir que quanto mais maduro é um líder, mais necessidade ele sente de crescer.
Jesus não se faz de rogado como Mestre, pelo contrário, ele nos desafia: “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (Mt 11.29). Com certeza pastores e líderes cansados, sobrecarregados, estressados, frustrados e desmotivados não estão sendo discípulos de Jesus. As experiências dos discípulos de Jesus são expressas de maneira bonita na poesia de um dos nossos hinos: Ao sentir-me rodeado de cuidados terreais,/ Irritado ou abatido, ou em dúvidas fatais,/ A Jesus eu me dirijo nesses tempos de aflição;/ As palavras que ele fala trazem paz, consolação.

Todos nós ensinamos e somos ensinados na comunhão do corpo de CristoJesus afirmou: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é o vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt 23.8). Na igreja, corpo vivo, estamos todos unidos sob a cabeça, Cristo, e temos a mesma posição (irmãos), mas exercemos funções diferentes para servirmos uns aos outros. Para isto, precisamos estar sujeitos uns aos outros, por temor a Cristo (Ef 5.21). Assim, por exemplo, todos devem estar sujeitos ao pastor para que sejam ministrados e fiquem cheios do Espírito, mas o pastor deve estar sujeito a cada irmão, no dom que esse irmão tem, para que seja também ministrado e fique cheio do Espírito.
Jesus falou diretamente com Saulo no caminho de Damasco, mas o instruiu: “Levanta-te, entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer” (At 9.6). Saulo nada seria sem a ministração do piedoso Ananias, simples discípulo, no ambiente singelo de uma casa onde foi instruído, curado, batizado e ficou cheio do Espírito Santo (At 9.10-19). O mesmo aconteceu com Cornélio. Ele era temente a Deus, piedoso e generoso. Por isso, ouviu um anjo do Senhor numa visão extraordinária. Não foi ministrado pelo anjo, mas instruído a chamar Simão Pedro. A salvação de Cornélio e de toda a sua casa dependia da ministração desse homem que era apóstolo, mas ainda preconceituoso em relação aos gentios (At 11.4-17). No Antigo Testamento temos o exemplo de Eli, sumo sacerdote, que foi exortado por Deus mediante mensagem transmitida por Samuel, ainda adolescente (1 Sm 3).
Os dons do Espírito Santo visam a edificação da igreja (1 Co 12.5,11). Exercendo esses dons, todos os membros são administradores da graça para servir uns aos outros (1 Pe 4.10). Os que falam, devem ser fiéis na transmissão dos dons de comunicação (conhecimento, sabedoria, profecia, línguas, interpretação, exortação, ensino etc.) para que a palavra de Deus seja comunicada, todos sejam edificados e Deus seja glorificado (1 Pe 4.11). Sendo ensináveis, temos como líderes uma fonte inesgotável de aprendizagem e de crescimento na comunhão do corpo de Cristo, mas precisamos ser generosos para dar e humildes, para receber.

Todos nós precisamos aprender na escola da vidaO nosso Deus é soberano e usa as pessoas, circunstâncias e os recursos que ele quiser para o nosso preparo. José não teria sido a bênção que foi para o Egito e para o seu povo sem as experiências da escravidão e da cadeia. Deus não livrou os amigos de Daniel da fornalha ardente, mas estava com eles na fornalha, manifestou o seu poder e levou um monarca pagão a dar glória a Deus e a reconhecer a sua soberania.
O líder precisa discernir o que vem de Deus, daquilo que vem do maligno ou do mundo como sistema em rebelião contra o Reino de Deus. Melquisedeque não pertencia ao povo da aliança, mas era sacerdote do Deus Altíssimo, recebeu dízimos de Abraão e o abençoou. Por outro lado, o nosso pai na fé não aceitou nada do rei de Sodoma. Moisés, um servo de Deus que exerceu funções proféticas, sacerdotais e reais, foi ensinado por Jetro, seu sogro, que não pertencia ao povo escolhido (Ex 18.13-27). O conselho de Jetro foi perfeitamente assimilado por Moisés (Dt 1.9-18).
Exercemos como líderes funções administrativas e nem sempre estamos preparados para elas. Precisamos da humildade de Moisés, para ouvirmos dos Jetros atuais a afirmação: “Não é bom o que fazes” (Ex 18.17). Se não estivermos dispostos a rever e mudar, se necessário, os nossos paradigmas, não teremos odres novos para o vinho novo. Ou o vinho novo arrebenta os odres velhos, com prejuízo para ambos (Mt 9.17) ou o vinho se evapora dos odres velhos e as igrejas, como instituições religiosas, viram peças de museu.

Enquanto vivermos, deixemos de lado a presunção de que já sabemos tudo e aprendamos diariamente com Jesus, com os irmãos e com a vida. A auto-suficiência é heresia na vida cristã. “O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber” (1 Co 8.1b-2).

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Davi: Um pastor de verdade


Armando Altino da Silva Júnior

Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, eu saía após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava. I Samuel 17:34-35

Quando começo a ver as histórias dos personagens bíblicos, gosto muito de observar a vida do pastorzinho Davi, não aquele Davi institucionalizado e as vezes até mesmo arrogante; gosto muito daquele Davi -pastor de ovelhas- que sentava na grama gelada das pastagens e tocava sua harpa entoando lindos louvores a Deus.
O Davi de atitudes simples e corajosas que caminhava entre as ovelhas e as contava uma a uma chamando-as pelo nome, cuidando as suas feridas e as levando para as "águas de descanso".
Não tenho dúvidas que foi naquelas pastagens que Deus forjou o caráter do grande Rei de Israel. Este Davi anterior a Golias e ao reinado, que era humilde e destemido, o qual chamou a atenção de Deus para si por seu coração tão humano. Não aquele que assassinou Urias simplesmente para justificar seu prazer.
Davizinho, como lhe chamavam por ser ainda aquele pequeno jovenzinho, que certa vez quando estava apascentando suas ovelhas teve que defender uma delas de um leão.
Fico pensando no raciocínio de Davi naquela hora, o leão poderia ter lhe matado mas também não poderia deixar a ovelha morrer, ele então optou em fazer com o risco de sua própria vida, aquilo para o qual foi designado.
Algumas lições podemos aprender com este menino:
I - Davi valorizava toda vida
Hoje em dia vemos pessoas morrendo a todo instante e por motivos variados, então chega um hora em nosso coração, que vidas passam a ser números estatísticos. Morreram 785 este ano, mas, estamos indo bem porque no ano passado foram 1580.
Esta é uma visão guiada pela "boa média".
Davi gastou todas as suas forças para salvar uma ovelha (I Sam 17:34). Talvez alguém vendo a situação aconselhasse a Davi: "Ei cara, ovelhas são atacadas por leões e ursos todos os dias, então pare de bancar o herói porque assim vai acabar morrendo. Amanhã virá um outro leão e então não haverá jeito, a vida é assim mesmo".
Davi sabia que não poderia resolver todos os problemas da vida, não resolveria o problema de todos os rebanhos, nem de todas as ovelhas, mas aquela ovelha não morreria enquanto ele pudesse fazer alguma coisa. Ele se entregou de coração em defesa daquela ovelha sem pensar se salvar aquele animal valeria a pena ou não.
Davi valorizou a vida e ponto final, sem questionamentos ou probabilidades, ele fez a opção pela vida.
Parece haver uma diferença gigantesca entre o Rei Davi que não tinha receio em dispor de vidas nas suas empreitadas de conquistas e aquele pastorzinho que não permitia que uma ovelha sua morresse na boca de leões. 
II - Davi não se omitia
Ouvimos constantemente, "cada um com seus problemas" ou, "a responsabilidade não é minha" e se a responsabilidade não é minha de fato e de direito, eu não preciso mover um dedo para fazer alguma coisa. A lógica é que se não é por minha culpa que a desgraça está acontecendo eu não tenho que interferir em nada.
Quando aquele pastorzinho chegou nas fileiras de guerra levando marmitas para seus irmãos (I Sam 17:17), não pode deixar de se envolver com o problema.
Davi era pastor de ovelhas, não entendia nada de guerra mas mesmo assim não se pôs de lado apenas observando o problema.
Os seus irmãos ainda tentaram persuadí-lo a não se meter naquele negócio, porém seu compromisso com Deus e com o povo de Deus falou mais alto.
Muitas vezes é mais fácil nos esconder atrás de normas, regras, de posição, de nossas impossibilidades e dizer para o outro "eu não posso fazer nada por você".
Ninguém precisa realmente enfrentar gigantes pelo outro, mas pelo menos podemos nos colocar ao lado do guerreiro, ajudá-lo em suas feridas.
Davi sabia que existem circunstâncias que devemos fazer muito mais do que nos é exigido, precisamos nos doar muito mais do que se espera.
II - Davi amava incondicionalmente
Às vezes temos a prática de escolher a quem amamos e a quem vale a pena doar nossos esforços.
Davi sabia naquele momento - em que aquela ovelha estava ameaçada -  que teria de fazer alguma coisa. Davi não ficou pensando se valeria a pena, se aquela ovelha já lhe dera muito trabalho ou não, se ela não era tão gorda assim ou se sua lã não era lá aquelas coisas, ele apenas a amou.
Ele não agiu com amor porque aquela ovelha lhe era a melhor e mais querida, mas porque apesar de qualquer coisa ele a decidiu amar com sua vida.
Amar com palavra é fácil, dizer que te amo não é coisa tão complicada assim, viver o amor que se dá sem nada em troca é que é difícil.
Não podemos esquecer a nossa história "e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo" Efésios 2:5. Deus nos amou quando não tínhamos nada para dar em troca, nos amou quando não éramos.
Conclusão: Quando olho para aquele menino, lutando com todas as suas forças pela vida daquela pequena ovelha, sinto o desejo de ser como aquele pastorzinho.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o sitehttp://www.institutojetro.com/

O líder e a comunicação eficiente


Oswaldo Luiz Gomes Jacob
O filósofo Aristóteles ensinou aos seus discípulos que uma comunicação eficiente depende de três substantivos: Ethos, Pathos e Logia. São três palavras gregas muito pertinentes. Achei esta colocação sugestiva e gostaria de examiná-la com você na perspectiva da liderança cristã. Presenciamos o surgimento de lideranças comprometidas com o status e com um personalismo que têm feito muito mal à Igreja de Jesus. Vamos examinar cada substantivo para o nosso proveito como líderes cristãos, comprometidos com o Senhor Jesus.
Ethos significa ética, integridade, retidão. A nossa comunicação deve ser pautada na verdade, integridade, retidão e coerência. A nossa postura deve ser caracterizada pela integridade. Revelar quem realmente somos é uma demonstração do modo ethos de viver. Então, viver eticamente quer dizer que estou comprometido com a integridade, com uma postura retilínea. Jesus é  o nosso exemplo do ser ético. Sabia o momento de falar e o momento de calar. Suas manifestações eram verdadeiras. O seu ser era coerente com o seu viver. Palavras e ações eram sincronizadas. Ele nos ensinou que a palavra do cristão deve ser "sim, sim; não, não" (Mt 5.37). Viver de modo autêntico, íntegro e coerente era normal em Jesus. A Sua autoridade estava calcada na ética do Pai. Ele era e é a verdade revelada.
Pathos é o segundo substantivo na comunicação do líder cristão. Quer dizer empatia, simpatia, sensibilidade para com o outro. O líder cristão é movido pela sensibilidade em entender as pessoas. Ele deve tratar as pessoas com empatia, com a sensibilidade de Jesus. Todas as suas relações devem ser caracterizadas pela maneira fácil de conviver com o outro. Jesus era movido por íntima compaixão, principalmente para com os necessitados. Jesus chorou ao ver os habitantes de Jerusalém mergulhados na incredulidade; chorou ao saber da morte de Lázaro e foi muito sensível aos enfermos, aos rejeitados pela sociedade da Palestina. Diante da fome do povo que O acompanhava, Ele multiplicou pães e peixes. O coração do Mestre era movido pelo pathos, por uma profunda compaixão.
O terceiro elemento de uma comunicação eficiente é a logia, isto é, a palavra, a linguagem acessível, fácil. A palavra tem vida. Ela é semente. Comunica ética e sentimento. A nossa palavra deve ser sempre temperada com sal para sabermos comunicar de forma eficiente. Também, equilibrada, cheia de sabedoria. Deve haver coerência nas palavras que utilizamos para comunicarmos pensamentos, ideias e conceituações. Jesus é o fundamento da palavra que comunicamos às pessoas, sempre carregada de ética e paixão ou empatia. A comunicação do líder pressupõe clareza e profundidade. A palavra que uso na comunicação deve ser produto do que sou verdadeiramente.
Como líderes, sejamos eficientes em nossa comunicação utilizando o ethos, o pathos e a logia. Três substantivos de uma comunicação bem sucedida. Que haja em nossas relações integridade (sinceridade), empatia (sensibilidade) e palavra coerente (lógica, racional). A sabedoria em nossa comunicação como lideres está no uso correto desses três substantivos. O Pai nos revelou na Sua Palavra a ética, a empatia e a coerência visando uma liderança eficiente neste mundo. Os súditos do Reino têm estes traços bem definidos. Sejamos líderes assim.  

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

Mudanças tecnológicas e a pastoral urbana

Thiago Gigo Pereira

O mundo está em permanente transição. Com a corrida tecnológica, a Internet, cabos de fibra ótica e sofisticadas invenções cibernéticas, o globo terrestre tem se tornado mais uniforme e informado. A comunicação ultrapassou os limites geográficos e as distâncias continentais com a ascensão dos computadores mobiles, microprocessadores cada vez mais velozes, plataformas de internet sofisticadíssimas e invencionices científicas cada vez mais diversificadas. A Igreja evangélica brasileira tem acompanhado esse momentum histórico mundial.
A Igreja tem absorvido várias tecnologias, bem como as influências da contemporaneidade. Historicamente ela sempre acaba aspirando as mudanças culturais, políticas e agora, tecnológicas. Isso se torna evidente quando analisamos os períodos vividos no Brasil e as respostas dos movimentos evangélicos, por exemplo: no tempo da ditadura militar proclamava-se, mais enfaticamente, a parousia; sem preterir os fatos históricos mais antigos, da década de setenta até agora (2011) houveram substanciais alterações no modus operandi da Igreja. Talvez o movimento neo-pentecostal e suas idiossincrasias simbolizem essas absorvências com mais clareza, pois teve origem no pensamento pós-moderno.
A pós-modernidade e seus sub-valores foi, sem dúvida, a maior responsável pelo surgimento de uma mentalidade evangélica utilitarista, pragmática e sincrética, bem como co-responsável pela confecção de teologias pobres e anti-exegéticas. Embora muitas interpretações dualísticas de alguns religiosos desprezem tais influências sociológicas separando a Igreja do mundo, a Igreja está no mundo, faz parte dele e acompanha seu desenvolvimento histórico, sócio-cultural, político e não menos importante, tecnológico.
Diante de tais considerações poderíamos salientar várias assimilações, alterações na rotina pastoral e o quanto as mudanças tecnológicas desafiam a pastoral urbana, especialmente a pessoa do pastor urbano. Um dos desafios da pastoral urbana é contextualizar os ministérios bíblicos à realidade do cotidiano. Fazer leituras das realidades, dos tempos, da cidade e das pessoas a fim de que sejamos mais profícuos na pregação do Evangelho do Reino de Deus.
O escritor Jorge Barro chama isso de exegese da cidade: "Precisamos também aprender a fazer exegese da cidade, para que a Palavra de Deus tenha sentido e pertinência às pessoas. " Numa leitura superficial, mesmo sem a necessidade de uma pesquisa de campo minuciosa, é evidente a importância das ferramentas tecnológicas para o ministério pastoral urbano.
Torna-se cada vez mais comum a presença de equipamentos sofisticados nas igrejas, tais como: projetores, telão eletrônico, ar condicionado, aparelhos eletrônicos para sonoplastia de última geração, instrumentos musicais que utilizam processadores e microcomputadores, câmeras para monitoramento, TVs de plasma e até cartões magnéticos para controle da saída e entrada das pessoas. É comum a utilização de sites para a evangelização e divulgação de atividades, transmissão via satélite, mala direta eletrônica para a comunicação com os fiéis.
Até as igrejas mais ortodoxas, com templos em arquitetura medieval aderem às novas tecnologias do mundo hodierno. Um exemplo disso é o visível contraste na 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Bauru entre arcaicidade e contemporaneidade. Seu templo em estilo arquitetônico gótico francês possui sala de multimídia, equipamento para divulgação dos cultos on-line, projeção com telão eletrônico, piano eletrônico além de vários outros aparelhos que aperfeiçoam as atividades eclesiásticas. E não é somente a igreja que absorve os benefícios da tecnologia.
O pastor rural é cada vez mais raro. Após o êxodo rural as grandes cidades tiveram um expressivo crescimento, juntamente com ele vieram os problemas sociais. Um exemplo clássico é a notória expansão do mercado de segurança eletrônica, batendo recordes de crescimento. Num Brasil quase 100% urbanizado, com o surgimento das grandes cidades e seus desafios, tais como: falta de segurança, isolamento pessoal, estresse, depressão, dentre outros, a pessoa do pastor urbano se tornou uma necessidade para a pregação do Evangelho de maneira eficaz. O pastor urbano não consegue viver privilégios que o pastor rural desfrutou no passado, tais como tempo hábil para dar atenção aos membros, igreja pequena e membros com relativo tempo para servir. O mundo mudou e com as alterações histórico-sociais vieram as tecnologias que facilitam ou não, as atividades pastorais. O pastor urbano deve dominar inúmeras tecnologias para a execução de atividades do ministério. É cada vez mais comum a utilização de e-mails, em detrimento do telefonema para a comunicação com os membros. O celular se tornou um companheiro inseparável e o pastor pode ser encontrado em qualquer lugar. Programas para exegese (como o Bible Works), para a confecção de sermões, bíblias eletrônicas e softwares práticos para administração eclesiástica são cada vez mais utilizados por pastores que não andam sem o notebook.
O computador se tornou uma ferramenta tão indispensável quanto a Bíblia. O carro possui GPS para facilitar a localização dos membros nas grandes cidades. As atividades pastorais têm sido profundamente influenciadas pelas novas tecnologias. O ostracismo do pastor urbano avesso à tecnologia pode prejudicá-lo no ministério. O mundo moderno não tolera mais pastores sem celular, desinformatizados e desconectados do mundo cibernético. O que Jesus faria em nosso lugar? Ele seria um pregador que polarizaria o mundo tecnológico e a igreja ou utilizaria das coisas do mundo para apresentar o Reino de Deus? Jesus demonizaria a tecnologia?
Ao analisar as parábolas do Mestre, nota-se que o Senhor Jesus Cristo utilizou-se das novidades do seu tempo, da cultura semita e das realidades do seu Sitz in lebem (lugar vivencial) para expor as verdades do Reino de Deus. Os quatro evangelhos apresentam a Jesus como um profundo intérprete das necessidades do seu tempo. O Sermão da Montanha, por exemplo, (Mateus 5 a 7) é também um modelo de pregação que assimila perfeitamente as coisas e realidades contextuais com a mensagem emitida, ou seja, a linguagem de Jesus é repleta de exemplos retirados da agricultura, da ordem política, do comportamento ético-moral do povo e da religiosidade da época.
Jesus, modelo supra de comportamento pastoral, não desprezou a importância da cultura e dos costumes do povo, antes, compreendia que a conscientização do discípulo do Reino acontecia por meio das coisas simples cotidianas como ferramentas úteis para a pregação do Evangelho. Jesus utilizou-se das "tecnologias" e recursos do seu tempo, de maneira consciente, para a promoção do Reino de Deus, sem alterar a essência do Evangelho.
Sendo assim, as mudanças supracitadas servem para a reflexão sobre o comportamento do pastor urbano diante dos desafios do mundo presente. Felizmente ou não, a relevância das novidades tecnológicas é indiscutível. A Igreja deve se preparar para expor as verdades do Evangelho fazendo uso dos meios tecnológicos disponíveis.
Seria uma desventura não fazer uso da velocidade proporcionada pelos meios tecnológicos para pregar a Palavra de Deus, mesmo com suas esquisitices. A comunicação do Evangelho precisa acompanhar as mudanças culturais, históricas e psicossociais sem receber suas influências maléficas. Esse talvez seja um dos maiores desafios da Pastoral urbana da Igreja evangélica brasileira.
Texto cedido gentilmente pelo autor e originalmente publicado em seu blog http://inteligenciaparaavida.blogspot.com

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Devocionais - Aprendendo as verdades de Deus pela meditação

Devocionais é uma maneira muito interessante para aprender sobre as verdades da Palavra de Deus.
Tenho a prática diária de ler uma devocional, meditar nos textos bíblicos indicados e orar pedindo que através daqueles textos, Deus faça a Sua vontade em minha vida.
Ler devocionais tem ajudado a mim e a muitas pessoas a organizar a vida sobre bases sólidas, eternas. É um auxílio importante para pessoas que não dispõem (ou acreditam que não dispõem) de tempo em meio aos compromissos diários, uma vez que pode ser lido no transporte, no trabalho, ou até na cama.
Gotas de Sabedoria para a alma, lançamento da Hagnos pelo selo Vox Litteris, traz uma coleção surpreendente de devocionais diárias (uma para cada dia do ano) que nos auxilia através das mais variadas questões e situações do dia a dia – gestão do tempo, criação de filhos, cuidados com a integridade pessoal, relacionamentos, administração financeira, auto-estima e bem estar físico e espiritual – trazendo conforto e cura para a alma, sendo indicado para todo o tipo de leitor que deseje um encontro com a espiritualidade saudável.
O autor, Hernandes Dias Lopes é um consagrado escritor dos mais prolíficos da atualidade, referência em diversos ambientes denominacionais como conferencista e pregador, pastor titular da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES) com mais de 90 obras publicadas entre as quais Comentários Expositivos Hagnos, Quatro Homens, um destino, Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Morte na Panela, Escolhas Perigosas e Pregação Expositiva.
GOTAS torna-se nesta época, limiar de um novo ano, uma excelente dica para presentear aos amigos e irmãos.


Ficha:
Gotas de Sabedoria para a Alma
Hernandes Dias Lopes

Formato: 11x15cm
Páginas: 380
Peso: 0,220 g
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-63563-35-4
Categorias: Espiritualidade
Selo: Vox Litteris – 2011
Valor: R$12,00

Adquira diretamente da Hagnos clicando AQUI

Notícias Cristãs

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A nova ética e reino de justiça

Edvan Wilson Ferreira Pinto
 



O maior homem da história da humanidade combateu o maior Império através de uma transmutação dos valores, sua missão era falar de um novo reino, o reino de Deus. Neste seu projeto, ele não utilizou poderosas armas bélicas de sua época, mas ao contrário, ele utilizou palavras, isso mesmo, "o verbo divino", Deus encarnado, apresentou aos homens um novo paradigma de governo, de sociedade e de homem.
Ele apresentou ao mundo as "boas notícias" e nelas estavam contempladas uma nova ética. No sermão do monte, ele nos trouxe "O reino de Justiça" e quem seria o súdito deste reino. Com a sua mensagem ele insere no cotidiano dos homens a fraternidade, a igualdade e o respeito, pois redescobrimos por meio de suas palavras que somos todos originados em um princípio comum, somos a imagem e semelhança do criador. Entretanto, o tempo nos fez esquecer, e pior nos deixamos seduzir por uma ética, ou melhor, por valores que afetaram nosso entendimento acerca de quem é nosso próximo, visto que o amor a si de si e somente para si coloca-nos indiferentes a tudo e a todos a nosso redor.
Tempo do Narcisismo 
A palavra instrumento por excelência para o desvelamento de quem somos fica ocultada por uma sentimento patológico, possessivo e dominante que esquece do Ser, e dos valores necessários à manutenção da sociedade. Este sentimento narcisista muito bem compreendido por Freud conduz-nos a subjugarmos outros eus em uma egoidade excêntrica que inviabiliza a vida comunitária, a vontade unilateral reforçada pela necessidade crescente de ampliação de seu mundo se impõe negando a liberdade e criando uma sociedade que impede os homens de alcançarem a sua autonomia.
Volta à Alteridade 
Este Homem ao contrário do narcisismo moderno trouxe em sua mensagem uma moral que nega o "eu" e consequentemente redescobre o "tu", o outro, a alteridade. A palavra dele diz que devemos negar a nós mesmos e assumirmos as implicações morais deste novo reino de justiça, não é mais "olho por olho" e "dente por dente", não cabe mais revidarmos na mesma moeda, mas contemplarmos no outro a face do criador e respeitá-lo em sua condição singular de humanidade, de semelhante, de membro do reino e filhos de um único Pai.
Em sua trajetória humana este Homem dedicou tempo para ouvir e ser ouvido. Foi uma metodologia para dizer deste novo mundo e de sua nova justiça. Foi dialogando a exemplo do método platônico que ele inqueriu as autoridades de sua época e revelou o dogmatismo, a ortodoxia que nega o verdadeiro e exalta o verossímel, que rebaixa o homem colocando-o apenas como um fantoche nas mãos de seus algozes e lhe rouba a vida e a felicidade, além da capacidade de dizer. Assim, imbuído do sentimento de resgatar o homem de si mesmo e do seu "eu", ele confrontou com perguntas seus interlocutores justamente querendo desconstruir verdades sedimentadas pelo tempo e pela tradição.
Para este Homem não bastava apresentar um novo reino e uma nova ética, era necessário trazer em seu debate os equívocos do silêncio do antigo reino e suas consequências para o homem e para a sociedade. Desta forma, Ele deu voz àqueles que não possuíam, valorizou o que era desprezado, olhou para os invisíveis, libertou os que estavam escravizados e foi capaz de revelar quem eram os verdadeiros Bem Aventurados. Felizes, são aqueles que conseguiram resgatar a sua fala e desta maneira são capazes de dizer da necessidade da igualdade, da liberdade, da fraternidade e do respeito.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Você sabe o que é ética?


terça-feira, 20 de setembro de 2011

NAAMÃ: O LÍDER QUE SABIA OUVIR

Sempre que o nome de Naamã é citado, a associação que se faz é com a maneira sobrenatural com que foi curado de sua lepra. Acontece, é que o comandante do exército do rei da Síria tem muito o que ensinar aos líderes de hoje.
As qualidades da liderança de Naamã são logo percebidas pelo conceito que gozava da parte de seu rei:

"Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso." (2 Rs 5.1)

Um grande homem, de muito conceito e herói de guerra. Um guerreiro valente, íntegro, hábil, inteligente, e estrategista, são qualificações que sem dúvida alguma cooperaram para o alto conceito e respeito que Naamã conquistou. Contudo, dentre tantas qualidades que este líder tinha, a que vamos explorar aqui é a sua capacidade de ouvir. Observemos de que forma essa virtude se manifestou na vida de Naamã.

NAAMÃ SABIA OUVIR A SUA ESPOSA
"Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra." (2 Rs 5.2-3)

A esposa de Naamã ouviu da menina que lhe servia sobre a possibilidade de cura para o seu esposo. Amando o seu marido, e desejosa de vê-lo curado de sua lepra, embora não explícito no texto, entende-se pela sequência dos fatos que esta dedicada esposa comunicou ao seu marido o que ouviu da garota. Antes de avançarmos na história, cabe aqui algumas observações e lições a serem aprendidas:

- Líderes precisam dedicar tempo para ouvir a opinião da esposa em assuntos relacionados à sua liderança. Muitos líderes na atualidade não param mais para ouvir a esposa. As mulheres possuem uma série de qualidades, e um jeito diferente e detalhado de perceber a realidade, que em muito pode ajudar o seu marido. A esposa pode cooperar com a sua opinião em questões relacionadas à liderança do marido na igreja. Não há nada de errado, diante das mais diversas situações que implicam numa decisão do líder, deste buscar o conselho, a opinião e orientação da sua esposa. Tal opinião deve ser analisada, ponderada, objeto de oração, e sendo entendida como a melhor solução ou sugestão, deve ser aplicada. É preciso alertar, que em algumas situações, a busca pela orientação e conselho da esposa acaba indo para um outro extremo. Há lideres que se tornaram plenamente dependentes da opinião da esposa, ao ponto de deixarem de ter opinião própria. Deixaram de liderar ou pastorear, para serem liderados ou pastoreados pela esposa. Geralmente quando isso acontece, a igreja ou os liderados logo percebem. As consequências para a reputação e autoridade deste líder são trágicas. Um pastor amigo meu contou-me, que certo obreiro foi chamado ao gabinete do pastor presidente para prestar contas de como estava o trabalho em seu setor ou área eclesiástica. Como o referido obreiro se enquadrava no rol daqueles que terceirizaram para a esposa as decisões em torno do trabalho, além do próprio trabalho, levou-a consigo para conversar com o seu pastor presidente. No gabinete, quando o pastor presidente dirigiu a palavra ao pastor setorial perguntando sobre o trabalho, de imediato o pastor setorial pediu que a esposa relatasse os fatos. O pastor presidente logo retrucou: - Quem é o pastor lá? Você ou a sua esposa? Envergonhado e tentando sem sucesso justificar a sua postura, o pastor setorial teve que ser corrigido e orientado na maneira de se conduzir como líder diante da igreja.

- Líderes precisam dedicar tempo para ouvir a opinião da esposa em assuntos relacionados à vida no lar. Mesmo na condição de mantenedor do lar, um líder sensato sempre buscará ouvir a sua esposa nas questões domésticas. Na hora fazer um grande investimento, de comprar ou trocar um terreno, uma casa, um apartamento ou um carro, o líder deve buscar a opinião da sua mulher. Em se tratando da compra de móveis ou eletrodomésticos, ninguém está mais habilitado em saber das reais necessidade do lar do que a esposa, que é quem geralmente lida com o cotidiano das tarefas domésticas. Em boas parte dos casos de aquisições mal feitas, o desejo do marido é o de fazer uma surpresa. Acontece, que a surpresa pode acabar sendo desagradável aos olhos da esposa.

- Líderes precisam dedicar tempo para ouvir a opinião da esposa em assuntos relacionados à vida pessoal. Os líderes estão cada vez mais envolvidos com o trabalho, o que leva a falta de tempo para pensarem e cuidarem de si próprios. Uma esposa zelosa, ao observar que o marido está "esticando demais a corda", buscará a oportunidade para lhe aconselhar no sentido de que ele tenha cuidado com o excesso da carga de trabalho. Uma outra área pessoal onde os líderes pecam por não ouvir a esposa é a financeira. Há muitos maridos endividados, pendurados, "quebrados" e em grande dificuldade financeira por não ouvir a sua esposa. Há esposas que não sabem quanto o seu marido ganha, ou pior, quanto devem na "praça". Além disso, assim como a esposa de Naamã, uma esposa amorosa e cuidadosa se preocupará também com a saúde do marido. No caso de Naamã, temos alguém enfermo, que precisa de tratamento urgente. Percebendo a possibilidade da cura de seu esposo, e sabendo que tinha um marido que lhe dava ouvidos, ela não perdeu tempo. Na condição de bom ouvinte, Naamã buscou logo em providenciar os meios necessários para possibilitar o seu tratamento. Diferente de Naamã, há líderes na atualidade que além de não terem tempo para ouvir a esposa em assuntos relacionados a sua vida pessoal, quando a escuta, não age imediatamente, e fica protelando o tratamento urgente e necessário.

NAAMÃ SABIA OUVIR O SEU REI
"Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel. Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Ele partiu e levou consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes festivais." (2 Rs 5.4-5)

Naamã não abusava do grande conceito que tinha diante de seu rei. Aliás, um grande conceito para com quem está investido de autoridade sobre nós não se conquista apenas com uma notória habilidade ou qualificação na realização de coisas. Conquistar e preservar a confiança contribui para melhorar o nosso conceito diante daqueles a quem temos de prestar contas. Em vez de partir imediatamente para Israel em busca de sua cura, Naamã foi relatar o fato ao seu senhor. Foi ouvi-lo.
Tenho observado que há muitos líderes achando que não precisam mais prestar contas a ninguém. Cresceram demais. Conheço casos de pastores auxiliares e outros obreiros que se ausentam de suas cidades ou estados sem que o seu pastor presidente ou líder imediato tome conhecimento. Vão passear, atender agendas, fazer visitas, cuidar de um problema de saúde, e não se preocupam ou se interessam em comunicar tal fato. Nesse grupo se enquadram alguns pregadores (ou conferencistas), que no anseio de ganhar projeção local, regional, nacional ou internacional, não consideram as necessidades e responsabilidades do trabalho local, firmando agendas e compromissos sem a devida aprovação ou conhecimento do seu pastor. Se você sente uma chamada para um ministério itinerante, compartilhe isso com o seu pastor, e acima de tudo, ouça-o com atenção, atendendo o seu conselho.
Uma outra área onde os líderes devem buscar orientação é no cotidiano do trabalho. Desejosos em "mostrar serviço", alguns líderes tomam decisões em questões delicadas sem consultar os seus líderes imediatos. Quando compartilhamos as decisões com os mais experientes e experimentados, temos com isso a oportunidade de errarmos menos.
Naamã foi ouvir o seu líder. Soube honrar e foi honrado. Saiu com uma carta de recomendação nas mãos e partiu para o seu destino. A submissão nos torna recomendáveis.

NAAMÃ SABIA OUVIR OS SEUS OFICIAIS
"Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, pôr-se-ia de pé, invocaria o nome do SENHOR, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação. Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo. Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo." (2 Rs 5.11-14)

As coisas não saíram exatamente como planejadas por Naamã. Esperando talvez um tratamento mais "adequado", indignou-se ao ponto de querer abrir mão da cura de sua enfermidade. É nesse exato momento que os seus oficiais (ou assessores) interferem com um conselho.
Há pelo menos dois tipos de oficiais auxiliares ou assessores: Os cooperadores e os bajuladores. Os cooperadores são aqueles cuja atividades e conselhos agregam valor e ajudam o seu líder. Com muita sabedoria e respeito, sempre que observam o líder agindo de maneira equivocada procuram convencê-lo a mudar o curso da ação, mesmo correndo o risco de não serem bem compreendidos. Já os bajuladores, concordam com todas as palavras e ações de seus líderes. Nunca omitem opinião contrária com receio de perderem prestígio ou posição. Não agregam valor algum.
Aqui, Naamã nos deixa dois grandes exemplos. O primeiro, é que devemos nos cercar sempre de bons auxiliares e assessores. Há líderes que fazem questão de ter ao seu lado apenas bajuladores. Dessa forma, ninguém lhes contesta, nem se sentem ameaçados por ninguém. São líderes fracos e inseguros. A qualidade e o perfil de um líder pode ser percebida pela qualidade e perfil de seus auxiliares e assessores.
O segundo exemplo que Naamã nos deixa é com respeito a humildade em ouvir os seus oficiais auxiliares (ou assessores). Há líderes que não escutam os bons conselhos de seus auxiliares e assessores. Não basta se cercar de gente que pode agregar valor. É preciso saber ouvi-los. Há lideres que fingem ouvir. Convocam reuniões para ouvir os seus oficiais auxiliares, mas já tem posição firmada e irredutível sobre as questões que serão discutidas. Fazem de conta que são bons ouvintes, mas não são. Fingem estar abertos para opiniões, quando na verdade estão fechados em suas próprias obstinações. Demonstram um estilo de liderança participativa, mas na realidade são ditadores camuflados.
O habilidoso líder e bom ouvinte Naamã alcançou os seus objetivos. Foi curado (2 Rs 5.14). Quais são os teus atuais objetivos ou desafios? Quais são os planos para alcançá-los ou superá-los? Você já procurou ouvir as pessoas que lhe cercam sobre o assunto?
Saber ouvir é uma grande qualidade e necessidade na vida de um líder. Saber ouvir é condição indispensável para o sucesso na liderança.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Executar o planejado. Eis o desafio

Alexandre Freire


Normalmente, falamos em planejamento estratégico, administração estratégica, Balanced Score Card e tudo que possamos utilizar que nos ajude a criar a estratégia certa. A questão é: não basta ter a estratégia certa. A menos que as grandes idéias sejam traduzidas em passos concretos de ação, a estratégia será inútil.
Quando olhamos para o ano que passou, e identificamos os maus resultados, as pessoas tendem a culpar a estratégia.
Cuidado! O problema pode estar na execução. Para fazer acontecer, significa, antes de tudo, atentar para alguns pontos:
1. Buscar comprometimento interno;
2. Ter as pessoas certas nos lugares certos;
3. Recompensar quem faz;
4. Ter disciplina.

Primeiro ponto - Para fazer acontecer, o plano estratégico da empresa deve ser elaborado e pertencer àqueles que vão executá-lo, isto é, o pessoal de linha. Afinal, eles estão na ponta, conhecem o ambiente e as habilidades da empresa. Eles estão no centro das operações e do mercado.
Um bom processo de planejamento é uma das melhores formas de ensinar seu pessoal sobre executar e de comprometê-los com a execução.

Segundo ponto - Para fazer acontecer, precisa de pessoas certas nos lugares certos. O erro principal é cometido quando nos cercamos de pessoas chamadas "gente boa", aquelas que sempre concordam conosco, pensam exatamente como nós e seguem nosso modelo de agir corretamente.
As pessoas certas são aquelas que desafiam, de maneira positiva, os processos, o "modus operandis" e são melhores que nós mesmos em determinadas áreas. Os lugares certos, serão determinados pela sua capacidade de desvendar as competências e atitudes de cada pessoa em relação às necessidades de cada estratégia a ser executada.

Terceiro ponto - Recompensar quem faz. Parece óbvio, mas não é. Muitos de nós não distinguimos entre aqueles que atingem resultados dos que não atingem, ou seja, os que fazem acontecer e os que não fazem. Falta firmeza emocional de nossa parte para recompensar somente os primeiros.
Mantemos os que são apenas razoáveis, recompensando todos da mesma forma. Assim, não criamos uma cultura de execução.

Último ponto - Ter disciplina. Disciplina para levar adiante o que foi decidido no plano, ser realista com todos, mesmo que isto doa, terminar aquilo que se iniciou, e rediscutir aquilo que possa ter mudado por forças externas à empresa. Quantas empresas literalmente "engavetam" os planos estratégicos ao menor sinal de mudanças no ambiente externo ou interno da empresa. Falta rigor, coragem e convicção a elas!
Enfim, fazer acontecer, é parte da estratégia, não uma função isolada da gestão de empresas. Faça a seguinte pergunta a você mesmo? Na minha empresa, o problema está na estratégia ou na execução? Pense nisto...

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