Ética e Liderança Cristã

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O líder, segundo Peter Drucker

Quando empresas elegem líderes fracos e despreparados para conduzir grandes projetos e equipes o resultado costuma acabar em duas situações: a demissão do líder em questão ou a “tragédia” na empresa. Também vale para gerenciamento de projetos.

Por Guilherme Schneider

Se tornar líder não o torna necessariamente um bom líder. Por mais que se repita esta frase, fico impressionado como as empresas não a levam como um mote na hora de preparar e selecionar seus futuros líderes. Peter Drucker* acreditava que existiam dois tipos de liderança: a liderança nata e a liderança que podia ser ensinada e aprendida.
Dezenas de artigos e matérias têm salientado a dificuldade que as empresas estão enfrentando por eleger líderes fracos e despreparados para conduzir grandes projetos e equipes. Esses mesmos líderes acabam por não perceber suas dificuldades e fraquezas e não modificam seu comportamento, o que acaba gerando um grande círculo vicioso que, ultimamente, só tem acabado em duas situações: com a demissão do líder em questão ou com a total e completa “tragédia” na empresa.
Mas como remediar isso? Como já citei, Peter Drucker dizia que a liderança podia ser nata ou aprendida. Se você não é um líder nato (acredite, poucos o são e os que são geralmente o sabem que são) a melhor alternativa que você tem é procurar qualificação e, sim, aprender a liderar, da mesma forma que você aprendeu matemática ou português.
A qualificação também de nada adianta se você não tiver atitude de líder. O próprio Peter Drucker deu a dica das oito atitudes essenciais de um bom líder:

  • 1) Perguntar sobre as providências a serem necessariamente tomadas;
  • 2) Buscar as coisas certas para a empresa;
  • 3) Ter um plano de ação claro;
  • 4) Não fugir das responsabilidades;
  • 5) Ser um bom comunicador;
  • 6) Ter foco em oportunidades, não em problemas;
  • 7) Transformar as reuniões em acontecimentos produtivos;
  • 8) Usar o pronome pessoal “nós” e evitar o “eu”.
Outro ponto essencialmente importante para a formação de um bom líder é a capacidade de motivar sua equipe, sempre. Uma equipe bem motivada rende sempre muito mais do que uma equipe desmotivada. E para isso, não existe fórmula mágica, o líder deverá criar a capacidade de identificar como motivar sua equipe de uma forma consistente, para que essa produza sempre além das expectativas.
Portanto, se você é um líder ou deseja ser um líder deve se atentar para esses pontos e buscar crescimento e qualificação, sempre.

* Peter Ferdinand Drucker nasceu em 19 de novembro de 1909 em Viena, Áustria, e faleceu em 11 de novembro de 2005, em Claremont, Califórnia, EUA. Era filósofo e administrador austríaco. Peter Drucker é o “pai da administração moderna” e o mais renomado dos pensadores de administração.

Webinsider

sábado, 6 de setembro de 2008

Uma lição de liderança e respeito

Novilha Gir

uma vaca
João Cruzué

Hoje vou descrever um fato real sobre liderança que vai surpreender muita gente. E será mesmo surpreendente pois se trata de uma lição de vida entre simples animais. Para quem nasceu e cresceu no campo é um fato comum, mas ele pode produzir reflexões importantes se entendido em sua profundidade.
Eu era garoto quando meu pai, comprou um sítio. Pouco tempo depois compramos nossa primeira vaca - a Bordada. Era uma vaca "pé duro", sem raça definida, com alguns traços de "Gir". tinha uma testa grande, ovalada até a nuca. Bordada era vermelha ou retinta, salpicada de pintas brancas. Com ela veio um bezerrinho branco, com salpicos de vermelho, que "batizamos" de Bordadinho.
Quando minha mãe, então, foi tirar o leite da bordada pela primeira vez, para cativar a vaca e gerar estímulos agradáveis, habitou colocar um balaio com palha de milho na frente da vaca para que ela comesse, relaxasse e não "escondesse" o leite. Foi assim que começamos a nos entender com vacas, bezerros, touros, leite, vacinas, sal, cochos, latões de leite, tombos de bicicletas carregando os latões...Quando chegou o tempo em que tínhamos mais vacas e menos palha de milho, o mimo acabou.
Eu sempre admirei a inteligência dos bois. Naturalmente generalizamos o nome "bois" da mesma forma que fazemos quando usamos o verbete homem ou os homens. Quem já teve um sítio, e criou gado, sabe que ele é constituído de dezenas de vacas para apenas um boi - ou o touro. Entre porcos, cavalos, cachorros, gatos , pombos e bois - sempre apreciei estes últimos, de preferência os mansos.
Há vacas mansas e bravas. As holandesas e as pequenas jerseis têm o "sangue" dócil - ou seja, sangue de barata. Mas as vacas de raças indianas: Gir, Guzerá e, principalmente Nelore - Deus que me livre, são malvadas ou "brabas". Quando estão de bezerrinhos novos então... são das piores! Eu tenho o braço marcado por cicatrizes de arame farpado, tudo porque uma tal Riqueza, queria por que queria me pegar, pois cheguei perto do seu bezerrinho.
Perto da 01 hora da tarde, mãe nos mandava trazer as vacas do pasto para o curral, para apartar os bezerros. Esta operação consistia em prender os bezerrinhos que mamavam, em um curralzinho ou pastinho separado de suas mães, até a manhã do dia seguinte. Isso para que não mamassem todo o leite que seria tirando na manhã do dia seguinte. Na verdade, o leite era deles, mas nós o "emprestávamos"... Nesta operação de aparte todo cuidado era pouco. Algumas vacas eram capazes de matar qualquer um, por causa de seus bezerrinhos. À medida porém que eles cresciam ,este instinto de amor maternal ia diminuindo, diminuindo... Menos com uma tal Lembrança. Ela "pegava" em qualquer tempo.
Depois de apartados os bezerros, a "gente" ia embora para casa, o curral ficava em paz, e todo o gado ia deitar ao sol, para remoer. Lá pelas duas ou três horas da tarde, o gado se levantava para voltar ao pasto. Este pasto era montanhoso e por ele corriam caminhos ascendentes, estreitos, tortuosos, chamados de trilhos. Os trilhos eram cavados pela ação das patas desses animais, passando no mesmo lugar dia após dia.
Entretanto, depois que o gado se levantava para voltar ao pasto, enquanto uma certa vaca - e era sempre a mesma - não se posicionava na frente, na guia, a longa fila não avançava. Eu creio que foram as vacas que inventaram a fila indiana. Justamente porque Gir, Guzerá e Nelore são mesmo raças indianas. A primeira vaca de guia de nosso sítio foi a bordada; a segunda Morena. Daí para frente, não me lembro.
Para assumir a guia não havia discussões, nem brigas, nem reuniões, nem acordos, nem atas. Simplesmente uma vaca tomava o lugar. Se ela vivesse por dez anos, continuaria na guia. No dia em que morresse, e o gado precisasse voltar ao pasto ou vir do pasto para o curral, outra vaca assumiria a liderança de uma forma assustadoramente natural. Sem brigas, sem eleições, sem aclamações, sem assembléias, sem traições - sem nenhuma alteração visível na rotina.
E assim sucessivamente com o passar dos anos; em qualquer lugar do mundo onde houvesse este gado "pé duro"
Eu fico pensando: em termos de estabelecimento, substituição e sucessão de liderança - seja na Igreja ou no País - ainda estamos a "anos luz" da naturalidade, do respeito e da maneiro com que isto se processa em uma simples "comunidade" de vacas. É por isso que eu admiro esses animais pela grande lição de vida que eles dão.


João Cruzué
SP-06.09.2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Doutrina Bíblica e Ética Cristã.

Doutrina Bíblica: monstra a nossa posição em Cristo, ou seja, vocação a que fostes chamados;
Ética Cristã: determina o nosso comportamento em Cristo, ou seja determina o nosso comportamento em Cristo;

A ética se dividem em três partes:
Ética individual – a que trata do dever do homem para consigo mesmo; Ética social – a quer trata do dever do homem para com o seu próximo;
Ética teísta – a que trata do dever do homem para com Deus.

I – ÉTICA INDIVIDUAL
Paulo chama a atenção de Timóteo para este fato, quando diz: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4:16).
Para o cristão, a ética individual começa com o autocontrole. Isto é, começa de dentro para fora. No Salmo 37 vamos encontrar os passos desse autocontrole tão necessários para o bem estar de cada ser humano: “Confia no Senhor...”;
“Agrada-te do Senhor...”;
“Entrega o teu caminho ao Senhor...”;
“Descansa no Senhor...”;
“Não te irrites...”;
“Deixa a ira...”; (raiva contra alguém, desejo de vingança)
“Abandona o furor...”; (ira exaltada, fúria)
“Não te impacientes. ..”. A falta de autocontrole “achará mal”.
conservação própria é, portanto, absolutamente indispensável a uma pessoa. Os vícios, cigarro, bebida, drogas, sexo livre, jogatina – tão comuns entre o povo do mundo, são condenáveis entre os cristãos.

II – ÉTICA SOCIAL


A ética social trata dos deveres gerais do homem para com o próximo. Visto que a existência contínua da pessoa lhe é absolutamente indispensável no cumprimento da sua missão moral, o grande dever do homem para com o seu próximo é procurar, por todos os meios lícitos, conserva-lhe o  ser com todos os seus direitos. O nosso próximo tem direitos à conservação da vida; tem direito ao exercício livre dos seus poderes; tem direito ao governo de seus bens; tem direito à verdade em todas as relações; e, finalmente tem direito ao acolhimento de um irmão.

O fariseus perguntaram a Jesus: Mestres, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus; Amarás o Senhor teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma de todo o teu entendimento. O Segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:36-39).
O primeiro mandamento trata da ética teísta, e o segundo mandamento trata da ética social:


Vejamos como Paulo coloca o assunto: Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2:3, 4).

Jesus coloca, no segundo mandamento, o amor como o fundamento da ética social. Ninguém consegue conviver bem com o seu próximo se ele é desprovido do sentimento de amor. E seu famoso capítulo do amor, Paulo diz o seguinte: Para ler (1 Co 13;4-8). O amor, como definido nesta passagem bíblica, nada tem a ver com sentimentos ternos e calorosos de afeição. O amor ético não se expressa nas palavras “eros” ou “fileos” e, sim, na palavra “ágape”: amor incondicional. A segunda milha da ética social nos diz o seguinte: Ler (Rm 12:20, 21).

III – ÉTICA TEÍSTA


A ética teísta trata da aplicação dos princípios da lei moral ao procedimento do homem em suas relações com Deus. Quando mentalizamos a paixão de Cristo, deparamo-nos com duas hastes de madeira cruzadas. A haste vertical representa a relação de Deus com o homem a haste horizontal representa a relação do homem com o seu próximo. A haste vertical é a ética teísta e a horizontal a ética social; os nossos deveres para com Deus. Os dez mandamentos podem ser colocados nesta dimensão. Os quatros primeiros tratam dos deveres para com Deus (ética teísta); os seis mandamentos seguintes tratam dos nossos deveres dos nossos deveres para com o próximo – ética individual e social.

Quando Paulo, em Romanos 12:1 e 2, fala do “culto racional”, ele está falando do homem total e devoção a Deus:
    1 – a devoção suprema do corpo a Deus;
    2 – a devoção suprema do intelecto a Deus;
    3 – a devoção suprema do coração a Deus;
    4 – a devoção suprema da vontade de Deus.
A nosso relação com Deus é a relação chave em nosso vida, por isso é que dessa relação dependem todas as outras relações. A pessoa que fica feliz nessa relação, sê-lo-á, também, em todas as outras de que trata a ética.
A ética teísta, é a devoção do homem a Deus. Isto é, entrega total, plena e irreversível da nossa vida ao Senhor. Jesus disse a multidão: “Se alguém que vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8:34).
O cristianismo como um segmento da grande sociedade universal tem o seu de ética que é a Bíblia Sagrada (2 Tm 3:16, 17).
Cada momento temos que tomar decisões com implicações pessoais, sociais e teístas. Temos que avaliar quais os efeitos das nossas ações sobre nós mesmos, sobre os outros e, acima de tudo, sobre o nosso Deus.
Disse Jesus: Ler Mt 5:16.

APLICAÇÃO


Eu estou colocando esta áreas da ética na prática?

“... cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”  (Rm 14:12) – ética individual;
“Levai as cargas uns dos outros” (Gl 6:2) – ética social;
“Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20;3) – ética teísta.

BIBLIOGRAFIA
1.        BÍBLIA DE ESTUDO PETENCOSTAL, 1995, CPAD, EDIÇÃO 1995, REVISTA E CORREGIDA – RJ
2.        BÍBLIA EXPLICADA, 1999, CPAD, 14ª EDIÇÃO, S. E. McNair – RJ
3.        UNIVERSAL BIBLE DICTIONARY, VER. BUCKLAND, 1981, EDITORA VIDA – SP
4.        POCKET CICTIONARY OF THEOLOGICAL TERMS: OVER 300 TERNS CLEARLLY & CONCISELY DEFINED POR INTER VARSILY (DOWNERS GROVE, ILLINOISM EUA);
5.        O COMPORTAMENTO DO CRENTE, ANO XXVI – Nº 07 – 2003.




PASTOR JONAS J. NETO

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Informações e Pedido de desculpas...

Prezados amigos leitores do Ética e Liderança,

Pedimos desculpas por termos publicado o link do livro "O Monge e o Executivo" que ademais se encontra a disposição de quem desejar na internet, mas que deveras não deveria estar aqui.
Para que demos nosso testemunho de verdade, retiramos o link do mesmo.
Agradeço ao Cristão, que felizmente me alertou para este fato. Ao tempo em que solicito ao mesmo que da próxima vez, não fica atrás de um pseudônimo não, identifique-se que terei o maior prazer de cumprimentá-lo. Seja ético e verdadeiramente cristão.
Ah! Não publiquei o seu comentário, somente porque você não se identificou.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Princípios para uma boa liderança

É só clicar na imagem para baixar o livro.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As Desculpas de Moisés

Tentando Fugir da Responsabilidade
Por Dennis Allan
Moisés nasceu num momento crítico. O povo dele, os descendentes de Abraão escolhidos para receber grandes promessas, estava sofrendo terrivelmente. Os egípcios dominavam os hebreus com tirania, e até matavam os filhos recém-nascidos para controlar o crescimento da nação escrava. A mãe de Moisés escondeu o próprio filho e, depois, deixou que ele fosse adotado por uma princesa do Egito.
Moisés viu a injustiça e tentou defender seu povo. Ele matou um egípcio que espancava um dos hebreus, imaginando que o povo lhe daria apoio. Mas, o povo medroso não entendeu o que Moisés queria fazer, e ele tinha que fugir do Egito. Dos 40 aos 80 anos de idade, ele ficou longe do Egito, servindo como humilde pastor de ovelhas. Neste tempo, ele casou e teve filhos. Talvez ele conseguiu esquecer um pouco do sofrimento dos parentes no Egito. Até um dia, quando Deus apareceu no Monte Sinai, numa moita que ardia mas não se queimava. Deus mandou que Moisés descesse para o Egito para livrar o povo da escravidão.

Moisés, com 40 anos de idade e com todo o vigor físico e o desejo ardente de ajudar os parentes, não conseguiu fazer nada. Agora, com 80 anos, vai fazer o que? Vai entrar na presença do rei do país mais poderoso do mundo e exigir a libertação de milhões de escravos? Moisés se considerava um libertador pouco provável, e começou a oferecer suas desculpas ao Senhor. Vamos examinar as cinco desculpas que ele deu, e a maneira que Deus respondeu a cada uma. O relato se econtra em Êxodo 3 e 4.

ì Quem sou eu?
"Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?" (3:11). Que convite para uma pregação positiva! Dá para ouvir alguns pastores, hoje em dia, fazendo belas pregações elogiando tal pobre sujeito que não reconhece sua força interior. "Você é alguém", diriam para Moisés. "Com pensamentos positivos, você pode realizar seus sonhos." Mas esses pastores não estão pregando a palavra do Deus que chamou Moisés. Deus não elogiou Moisés. Ele não fez algum Grande discurso para mostrar que Moisés era alguém. Deus, implicitamente, concordou com Moisés. É verdade. Você não é ninguém.  Mas eu sou o Criador do universo e "Eu serei contigo" (3:12).

Muitas pessoas recusam cumprir os papéis que Deus lhes tem dado, porque se julgam incapazes. Olham para outras pessoas mais talentosas e acham desculpas por não fazer a vontade de Deus. O fato é que sempre encontraremos ao nosso redor pessoas mais inteligentes, mais fortes, mais eloqüentes e mais conhecidas. Mas, Deus nunca usou tais qualidades para medir seus servos. Ele não quer pessoas auto-confiantes, mas pessoas que confiam nele. Se você tende a fugir da responsabilidade porque não é ninguém, está olhando na direção errada. Pare de olhar no espelho para ver suas limitações, e comece a olhar para Deus Todo-Poderoso.

í O que direi?
Deus respondeu à primeira desculpa, e Moisés já ofereceu a segunda. Tudo bem, eu vou lá para falar com o povo sobre a libertação, e else vão perguntar para mim. Vão querer saber o Nome do Deus que me enviou. O que eu direi para else? (3:13).

Os egípcios serviam muitos deuses, e os hebreus foram corrompidos pela influência deles (veja Josué 24:14). Para alguém chegar no meio deles e dizer que "Deus me mandou" seria uma mensagem vaga. Ao mesmo tempo, Deus já tinha se identificado para Moisés (3:6). Da mesma maneira que Deus USA muitas descrições de is nos outros livros da Bíblia, ele usou várias neste capítulo. Além de ser o Deus de Abraão, Isaque, Jacó e do pai de Moisés (3:6), ele se descreve como "Eu Sou o Que Eu Sou" (3:14). Esta descrição, a mesma usada por Jesus em João 8:24 e 58, é uma afirmação da eternidade de Deus. Ele é, e sempre existia. Mais ainda, Deus usou o Nome traduzido na maioria das Bíblias atuais com maiúsculos: S
ENHOR. Este Nome vem do tetragrama, ou Nome de quatro letras (YHWH). Sem vogais, ninguém sabe a pronuncia correta deste Nome (alguns sugerem Javé). Alguns séculos depois de Moisés, os judeus acrescentaram vogais e começaram pronunciar o Nome como "Jeová". A tradução grega do Antigo Testamento USA a palavra "Kyrios" que é traduzida em nossas Bíblias como "Senhor".

Algumas pessoas hoje, incluindo as Testemunhas de Jeová, têm insistido que "Jeová" ou alguma forma semelhante é o único Nome de Deus, e que devemos usar este Nome exclusivamente. Usam passagens como Êxodo 3:15 ("este é o meu Nome eternamente"). Algumas observações na Bíblia mostram claramente que Deus não estava dizendo que os servos dele usassem este Nome como a única maneira de falar sobre Deus. Outras passagens usam diversos nomes ou descrições de Deus, mostrando seu poder, sua eternidade, etc. Um versículo é suficiente para provar o erro da doutrina de "um único nome" para Deus. Amós 5:27 diz: "...diz o S
ENHOR, cujo nome é Deus dos Exércitos". Se o próprio SENHOR  (YHWH) diz que seu nome é Deus (Elohim) dos Exércitos, nenhum homem tem direito de proibir o uso de descrições bíblicas de Deus. Para tirar qualquer dúvida, podemos ver o exemplo de Jesus. Ele citou, várias vezes, a tradução grega do Velho Testamento, que usa a palavra Kyrios (Senhor) no lugar de YHWH. (Por exemplo, ele cita a Septuaginta, que usa a palavra Kyrios, em Marcos 12:11). Mais uma observação nos ajudará: o nome YHWH não aplica somente a Deus Pai, como alguns falsos mestres sugerem. Mateus 3:3 fala sobre o papel de João Batista em preparar o caminho de Jesus, e cita Isaías 40:3. YHWH (Javé ou Jeová) de Isaías 40:3 é Jesus!

A resposta do Senhor a Moisés não foi dada para sugerir que haveria apenas um nome oficial de Deus. O Deus eterno e soberano queria se destacar dos falsos deuses adorados pelos egípcios e até pelos próprios hebreus.

î Eles não crerão
A terceira desculpa de Moisés mostra que ele continua preocupado com sua própria credibilidade. Eles não crerão na minha palavra, ele diz (4:1). Deus reconheceu que esta preocupação era válida, e ofereceu três sinais para confirmar a palavra de Moisés (4:2-9). O bordão se virou em serpente, a mão se tornou leprosa e a água tirada do rio se tornou em sangue. Esta é a primeira vez na Bíblia que Deus concedeu ao homem o poder para realizar milagres. O propósito dos milagres é bem explicado pelo contexto: para confirmar a palavra falada. Quando Elias e Eliseu introduziram a época de profecia do Velho Testamento, realizaram milagres. Quando Jesus e os apóstolos introduziram o evangelho, operaram vários sinais. Os milagres deles tinham o mesmo propósito: "...confirmando a palavra por meio de sinais..." (Marcos 16:20); "... a salvação, ... tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo..." (Hebreus 2:3-4). Quando Deus mandou pessoas com novas revelações, ele confirmou a palavra com sinais milagrosos.

ï Eu nunca fui eloqüente
Moisés ainda não foi convencido (4:10). Mesmo depois de ver os sinais, ele tinha dúvida! Parece que ele não conseguiu entender que o mensageiro não é ninguém. É a mensagem que importa. Sobre esta desculpa de Moisés, podemos observar:
ì Que não tinha base em fato. Estêvão, comentando sobre os primeiros anos da vida de Moisés, disse que ele "foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras" (Atos 7:22). í Que não tinha importância. Mesmo se Moisés havia esquecido tudo que já aprendeu e não se achava eloqüente, foi o Senhor que fez a boca do homem (4:11). O mesmo Deus que concedeu dons miraculosos para Moisés, o mesmo que fez o universo, o mesmo que escolheu o povo de Israel e o mesmo que apareceu na sarça ardente fez a boca do homem. Deus controlaria a língua de Moisés para comunicar o que ele queria.

Ainda hoje, os homens tendem a supervalorizar a eloqüência. Enfatizam a homilética ao invés de ensinar como estudar e entender as Escrituras. Em muitos púlpitos, a embalagem se tornou mais importante do que o produto.

Paulo recusou valorizar a eloqüência acima do conteúdo: "Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando_vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus" (1 Coríntios 2:1-5).

Observamos a mesma coisa quando estudamos as qualificações de obreiros na igreja (presbíteros, diáconos, etc.). Deus quer homens com conhecimento que mostram obediência nas suas vidas (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9; Atos 6:3). Os homens querem homens que têm sido formados em seminários e institutos de teologia. Vamos seguir a sabedoria de Deus ou a dos homens?

ð Envie aquele que hás de enviar, menos a mim!
Pode ser que as primeiras "desculpas" de Moisés mostraram uma preocupão válida sobre sua própria capacidade. Assim, Deus respondeu a cada objeção que ele ofereceu. Mas, agora, ele ultrapassou o limite. Moisés não tinha mais motivo para recusar, mas ainda não queria assumir a grande responsabilidade de tirar o povo do Egito. Quando Moisés pediu que Deus enviasse outro, o Senhor se irou contra ele. Ele resumiu todas as outras respostas, dizendo que tinha o bordão, que Arão iria com ele, etc. e mandou que Moisés fosse.

É natural se sentir inadequado para as responsabilidades da vida. Muitos homens não se sentem capazes de ser bons maridos e pais. Muitas mulheres não querem assumir a grande responsabilidade de ser donas de casa e mães dedicadas. Muitos cristãos têm medo de ensinar a palavra de Deus, de corrigir um irmão ou de ajudar com os problemas dos outros. Mas, nem sempre dá para fugir! Às vezes, somos as pessoas indicadas para determinados trabalhos. O pai de família tem que protegê-la. A mãe de filhos tem que cuidar deles. Os pastores de igrejas têm que alimentar e proteger as ovelhas.

E se fugirmos da responsabilidade que Deus tem nos dado? A ira do Senhor se acendeu contra Moisés. Será que ele ficará contente conosco, se recusamos fazer a vontade dele?

Conclusão: Moisés obedeceu!

Depois de todas as desculpas, Moisés fez o que Deus pediu. Ele era um servo fiel na casa do Senhor (Hebreus 3:5), e ainda é um bom exemplo para nós. Às vezes, somos tentados fugir de alguma responsabilidade. Daqui para frente, vamos procurar ser servos fiéis, fazendo tudo que Deus pede de nós. O poder não está em nós, porque realmente não somos ninguém. O poder está em Deus. Precisamos aprender o que Paulo aprendeu: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).

sábado, 5 de julho de 2008

Liberdade com responsabilidade: Ética Cristã nos escritos de São Paulo*

*Por Pe. Darci Luiz Marin, ssp
Sacerdote paulino, mestre em teologia moral pela Academia Alfonsiana de Roma.

São Paulo lança as bases para a ética da vida cristã nascente. No alvorecer do cristianismo, a originalidade da proposta desenvolvida pelo apóstolo Paulo consistiu em aliar a liberdade à responsabilidade: "tudo me é permitido, mas nem tudo convém" (1Cor 6,12).

Todos os seres humanos prezam a liberdade, tendo sido criados para ela. Para não diminui-la ou até destruí-la, no entanto, requer-se que se viva com responsabilidade. Essa foi a grande intuição de São Paulo, defendida em suas cartas dirigidas às primeiras comunidades cristãs.

Em tempos mais recentes, o Vaticano II resgatou essa intuição, sobretudo, com a Gaudium et Spes, atribuindo grande valor às consciências das pessoas: "a consciência é o sacrário das pessoas" (GS 16).

Permeando a ética de São Paulo é possível encontrar um grande desafio lançado a todo ser humano: saber discernir quais são os melhores caminhos a serem percorridos no dia-a-dia. É assim que a pessoa se realiza e edifica o mundo à sua volta.

Em tempos de pensamento fraco e de relativismo, onde até o amor (síntese da mensagem cristã) é tido como líquido, é mais do que oportuno revisitar as intuições éticas que nos foram legadas pelo apóstolo São Paulo.

1. Passagens éticas relevantes nas cartas de Paulo

O mais antigo escrito do Novo Testamento, 1Tessalonicenses é uma carta de exortação ética. O apóstolo Paulo lembra que a vida cristã constitui-se em espera ativa do Senhor. Através de linguagem bastante emotiva, São Paulo lembra seus laços de fraternidade para com os que abraçaram a mensagem de Jesus Cristo, recomendando-lhes a não abandonar o que haviam aprendido dele. Tal recomendação era endereçada a cristãos que viviam em ambiente bastante laxismo ético, de modo particular no que se referia à vida sexual. Ora, a adesão à mensagem de Jesus Cristo implica em compreender de maneira nova a si mesmo, aos outros e às relações humanas. Há, nessa passagem de 1 Tessalonicenses, defesa ao respeito do próprio corpo e ao corpo das outras pessoas (cf. 1Ts 4).

Outra carta que traz precioso ensinamento, em ótica cristã, é 1Coríntios: "Quando lemos essa carta, vemos logo que Paulo usa algumas das mesmas espécies de apelos morais que em 1Ts. A maneira de ele introduzir esses apelos mostra que as semelhanças não nascem só dos hábitos do mesmo autor, mas também do fato de Paulo e seus colaboradores ensinarem crenças e normas semelhantes a novos cristãos nos dois lugares" (1).

Os destinatários de 1Cor encontram nessa carta importantes balizas éticas de como agir em situações concretas. Paulo valoriza a liberdade, mas aconselha a prudência: "tomai cuidado para que a vossa liberdade não se torne ocasião de queda para os fracos" (1Cor 8,9). A recomendação é a de que se mantenha sempre a sadia humildade perante as outras pessoas. Liberdade, sim! Responsabilidade, também!

Nessa carta encontramos grande incentivo ético à generosidade: "Ninguém procure satisfazer seus próprios interesses, mas aos do próximo" (1Cor 10,24). Essa linha de conduta foi bastante sublinhada em encontros do Episcopado Latino-americano. Bastaria lembrar, por exemplo, Puebla 31-39 (feições concretíssimas, nas quais deveríamos reconhecer as feições sofredoras de Cristo), Santo Domingo 178 (descobrir nos rostos sofredores dos pobres o rosto do Senhor), Aparecida 407-430 (rostos sofredores que doem em nós).

Nas origens da teologia cristã deparamos com o apóstolo Paulo, que tem a grande lucidez de traduzir e testemunhar em concreto o cerne da mensagem de Jesus Cristo: "este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (cf. Jo 15,12). No pedido à generosidade presente em 1Cor temos a tradução concreta do mandamento maior deixado por Jesus.

Outra carta de Paulo, verdadeiro hino de louvor à liberdade humana, é endereçada aos Gálatas: "É para a liberdade que Cristo nos libertou" (Gl 5,1). A liberdade é um dos elementos éticos fundamentais do ser humano. São Paulo acentua e valoriza essa dimensão constitutiva do ser humano. Por outro lado, chama atenção que determinados comportamentos desencadeados pelo próprio ser humano podem torná-lo escravo. Alerta, então, para a vigilância. Somente quem é vigilante mantém sólida sua liberdade e nela cresce.

2. Fazer o que convém

O apóstolo Paulo codifica a originalidade da mensagem ética de Jesus destinada particularmente aos cristãos -- mas também a todas as pessoas de boa vontade: "tudo me é permitido, mas nem tudo me convém" (1Cor 6,12; 10,23). No contexto daquilo que Paulo escreve é possível deduzir o que convém, especialmente aos cristãos: tudo o que congrega, edifica e tece a vida das pessoas. Agir desse modo é a recomendação!

É preciso, então, discernimento. O texto capital é o seguinte: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, e fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito" (Rm 12,2). A esse respeito, o grande mestre da teologia moral contemporânea, Bernhard Häring afirmou: "Para Paulo, a partir do momento em que consentiu em viver segundo as exigências do batismo, o crente está capacitado a descobrir por si mesmo a vontade de Deus no cotidiano de sua vida. E assim chegamos a um dos filões éticos mais importantes de Paulo, o tema do discernimento... O cristão tem de descobrir e realizar aquilo que a vontade de Deus lhe propõe no aqui e agora da situação" (2).

Qual é a encruzilhada para assumir esse novo estilo de vida, por parte de quem abraça a fé cristã?

Isso se dá por ocasião do sacramento do batismo. Quem se dispõe a assumir o sacramento do batismo está se comprometendo a percorrer os caminhos propostos por Jesus e a abraçar fielmente o seu evangelho (cf. Rm 6,1-12). O indicativo proposto por Jesus, passa a ser um imperativo para o batizado. "Pela fé e o batismo, o crente se incorpora a Cristo, mas o cristão tem de se apropriar dessa realidade através de sua obediência ativa. Assim, a justificação batismal acarreta conseqüências éticas reais para a vida do crente" (3).

3. Importância da consciência

Ao longo do século passado, não obstante as duas grandes guerras mundiais, houve um grande desenvolvimento do mundo moderno. Esse contexto trouxe estímulo à corrente ética personalista, defensora dos indivíduos. Também a teologia moral deixou-se alcançar por esse modo de pensar. Com a convocação do Concílio Ecumênico Vaticano II por parte de João XXIII, ao final dos anos 50, tudo estava posto para que também a instituição oficial da Igreja católica desse uma resposta em consonância com "os sinais dos tempos".

Tal resposta deu-se com a Gaudium et Spes. Há passagem relevante, nesse sentido, que afirma: "A consciência é o núcleo mais secreto e o sacrário do homem, no qual se encontra a sós com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser. Graças à consciência, revela-se de modo admirável aquela lei que se realiza no amor de Deus e do próximo..." (GS 16). Vê-se aí a enorme importância dada pelo Concílio Vaticano II às decisões individuais das pessoas (4). Até então, o que trazia tranqüilidade moral às pessoas de fé era o seguimento à normativa. O importante era "enquadrar-se" nas leis. O que vigorava era a heteronomia moral. De agora em diante, as leis passam a funcionar como importantes subsídios, mas nunca como elementos decisórios às pessoas. A última palavra é sempre dada pela pessoa, em consonância com seu contexto vital, seu desenvolvimento psíquico e sua situação particular. O que passa a vigorar é a defesa de autonomia moral.

E Gaudium et Spes prossegue: "... Não raro, porém, acontece que a consciência erra, por ignorância invencível, sem por isso perder a própria dignidade. Outro tanto não se pode dizer quando o homem se descuida de procurar a verdade e o bem e quando a consciência se vai progressivamente cegando, com o hábito de pecar" (GS 16). Admite-se claramente que o julgamento moral de uma pessoa, no ponto de vista teológico, não pode ser feito a todos do mesmo modo. Cada um tem seu próprio estágio de vida, que deve ser respeitado. Por outro lado, há também a lembrança de que todos os seres humanos têm o dever de se aprofundar ao longo de toda a vida para aperfeiçoar a voz de sua própria consciência. Nada de acomodação! Nessa decisão conciliar, renova-se a essência da mensagem ética de São Paulo: liberdade com responsabilidade! O Vaticano II atualiza o que o apóstolo Paulo recomendou em Romanos 12,2.

E quem não adere à fé cristã pode ser salvo?

Paulo tem palavras de esperança também a essa pessoas: "Os pagãos não têm Lei. Mas, embora não a tenham, se eles fazem espontaneamente o que a Lei manda, eles próprios são Lei para si mesmos. Eles assim mostram que os preceitos da Lei estão escritos em seus corações" (Rm 2,14s). A proposta de Jesus está aberta a todos! O que importa moralmente é agir segundo a voz da própria consciência, tendo sempre presente que enquanto se vive há a obrigação de aperfeiçoar essa voz, em consonância com o querer de Deus para o presente histórico de cada pessoa.

4. Compromisso com o outro

A teologia e a pastoral da América Latina das últimas décadas abriram novas perspectivas também para a ética fundamental. Do personalismo defensor da autonomia do ser humano, passou-se a defender a solidariedade compassiva. Diante de tanto sofrimento e carência de milhões de seres humanos, levantou-se o grito profético de muitas pessoas.

O apóstolo Paulo estimula essa proposta de sensibilidade compassiva e atuante perante o rosto do outro: "Ainda que eu falasse línguas, a dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como bronze que soa... Agora, portanto, permanecem fé, esperança e caridade. A maior delas, porém, é a caridade" (1Cor 13, 1;13).

Os ventos eclesiais pelos quais passamos não são nada animadores. Prefere-se percorrer caminhos mais suaves, acompanhados de letras de melodias menos transformadoras das desigualdades existentes. Em parte, isso se deve também à cultura das imagens na qual nos encontramos, "que trocou a reflexão pela emoção, o espírito crítico pelo espetáculo animado" (5). Essa cultura estimula o individualismo, desarticulando iniciativas éticas dos que procuram se organizar para atender às necessidades dos outros. De qualquer modo, sempre há quem continue a acreditar no valor permanente da caridade compassiva.

Em meio ao crepúsculo do dever de um mundo hiperindividualista (6), também há lugar para iniciativas de pessoas mais ousadas. "Ousar é mover-se e agir com destemor. Ousar é desprender-se do lugar onde se está. Ousar é desamarrar-se, é lançar-se, é atirar-se a um projeto. É atitude corajosa, é ímpeto arriscado... Ousar é promover a dignidade da pessoa humana que está sendo violentada pela crueldade e envergonhada pela miséria. Ousar é abrir clareiras que permitem enxergar horizontes fecundos para o futuro da humanidade" (7).

Essa perspectiva da ousadia de abrir-se para a alteridade, exige desprendimento: "O caráter misterioso da experiência de Deus é um importante elemento de seu poder de sedução... Essa sedução 'altera' radicalmente o homem: expropriando-o da segurança de todas as normalidades pessoais ou sociais, da possibilidade de prever o futuro e planejar o presente, arrastando-o para algo que parece ser loucura insana aos olhos do mundo... Ao viver e sofrer essa entrega e suas conseqüências, no entanto, o homem percebe que o que é loucura para o mundo é sabedoria de Deus (cf. 1Cor 1,18ss)... é perceber, como o apaixonado Paulo de Tarso, ter 'perdido' até mesmo a própria identidade para reencontrá-la, renovada, cristificada, no rosto de amor que o possui e o habita por inteiro" (8).

5. Tempo de indiferentismo

Nos últimos anos, alastra-se mundo afora determinada cultura defensora do indiferentismo. Livros que defendem o ateísmo são bastante veiculados. Se à nossa volta a imensa maioria das pessoas afirmam crer, na prática vive-se infantilismo na fé. Essa postura reflete-se também na moral cristã. Declarações oficiais da Igreja são relativizadas ou ignoradas até mesmo por pessoas que têm prática religiosa com certa regularidade. A superficialidade religiosa reflete-se na superficialidade dos comportamentos morais.

Em instâncias que se auto-denominam científicas, há defesa de mão única à ciência. Somente ela bastaria para a vida e o progresso do ser humano. Essa postura já conquistou muitos corações e mentes, mas sem deixá-los satisfeitos.

É a fé em Deus que humaniza o ser humano. Lançar bases em volta desse princípio ajuda o ser humano a ter esperanças num mundo melhor para mais gente. Uma sociedade só é sólida se os membros que a formam forem portadores de valores sólidos. Para isso é necessária a preocupação com os valores éticos que oxigenam a vida da sociedade.

Mesmo em meio a uma cultura que propaga o indiferentismo, é possível construir pontes de resistência. As propostas que nos vêm do apóstolo Paulo são importantes alavancas para o fortalecimento da caminhada. Partindo de tais propostas torna-se menos árdua a missão de testemunhar a Boa Nova de Jesus Cristo no hoje da história. Que este ano paulino nos anime a assumir esse desafio!

Notas:

(1) Meeks, Wayne, O mundo moral dos primeiros cristãos, São Paulo, Paulus, 1996, p. 120.
(2) Häring, B., Práxis Cristã (moral fundamental), Vol. 1, São Paulo, Paulus, 1983, p. 51.
(3) Idem, p. 52s.
(4) Cf. Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II (Série Documentos da Igreja -- Vol. 1), São Paulo, Paulus, 2001, p. 556.
(5) Lipovetsky, Gilles, A sociedade da decepção, Barueri (SP), Manole, 2007, p. 57.
(6) Expressões defendidas por Lipovetsky, G., em várias de suas obras, entre as quais: Le crépuscule du devoir, Paris, Gallimard, 1992; O império do efêmero, São Paulo, Companhia das Letras, 1989; Os tempos hipermodernos, São Paulo, Barcarolla, 2004; A era do vazio, Barueri(SP), Manole, 2006.
(7) Arduini, Juvenal, Antropologia -- Ousar para reinventar a humanidade, São Paulo, Paulus, 2002, p. 40.
(8) Bingemer, Maria Clara L., Alteridade e vulnerabilidade, São Paulo, Loyola, 1993, pp. 82; 84. Ver também M. Bolda da Silva, Rosto e Alteridade -- pressupostos de ética comunitária, São Paulo, Paulus, 1995.

Adital

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Servir transforma

Por: Josué Campanhã (*)

Conforme Max De Pree “Um servo é aquele que está disposto a fazer o que Jesus Cristo fez, dando a sua própria vida para cumprir a missão.
A liderança é acima de tudo uma posição de serviço”. É a disposição de servir que impulsiona a missão e produz resultados. O exemplo clássico está relatado por Paulo em Filipenses 2, falando da trajetória vivida por Jesus para se tornar um servo, que através da missão atingiu resultados eternos.
Este processo mostra que ele abriu mão da fama para servir. Para uma pessoa servir é necessário entender o que aconteceu com Jesus. Ele viveu o processo de transformação para conectar sua atitude de serviço à missão e gerar resultados eternos.
Jesus mostra que poder, fama, multidões, reconhecimento, aclamação e honra são coisas passageiras. Jesus fez tudo isto para mostrar que o ápice fica do outro lado da linha. Quem deseja servir no Reino de Deus precisa entender isto. O ato de servir é usado por Deus para transformar a vida de outras pessoas.
Aqueles que desejam transformar sua comunidade ou a nação precisam ultrapassar a linha do voluntariado e entenderem que são servos usados por Deus para transformar a vida de outras pessoas. Para isto é preciso ajustar o caráter e abandonar os interesses do seu ego. Assim, é possível entender o que significa servir. Depois disto é necessário submeter-se à missão dada por Deus e não querer realizar um ministério segundo os seus interesses. Desta forma será possível focar na realização da visão.
Jesus humilhou-se à missão recebida de Deus e foi até a cruz. Quando Jesus morreu, ele começou a multiplicar os resultados da sua vida e ministério.

A multiplicação de resultados foi conseqüência da sua missão de servir e da sua visão de morrer para dar uma vida abundante para aqueles que o seguissem. Ele foi um líder-servo que transformou as pessoas e essas pessoas continuam transformando o mundo até hoje.
Em qualquer atividade do Reino que você esteja desenvolvendo, tenha a consciência de que tem uma missão dada por Deus e que está disposto a servir para a transformação da vida de outras pessoas.

* O que aprendi nesta reflexão?
* O que decido mudar em minha vida?
* Qual é minha resposta a Deus?

Josué Campanhã(*)

é o atual diretor da Sepal Brasil.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O que é mesmo ética?

Segundo o Aurélio, o mais tradicional dicionário da língua portuguesa, ética significa “estudos dos juízos referentes à conduta humana, do ponto-de-vista do bem e do mal”.
A ética que gostaria de reportar-me aqui é a ética do dia-a-dia, sem conceitos técnicos, apurados ou muito menos filosóficos. Ética essa que muitos deixaram de praticar, seja por desinteresse ou por estarem ocupados demais com suas próprias vaidades e ganâncias pessoais.

É implícito ao conhecimento da maioria que qualquer ato ilícito ou de falta de caráter para com a verdade e aos conjuntos de valores impostos pela sociedade são considerados antiéticos, seja no âmbito pessoal ou profissional. Mas aí é que vem a pergunta: quem de nós, por exemplo, nunca usou de algum tipo de conhecimento ou contato para tirar algum tipo de proveito pessoal, seja a retirada daquela multa de trânsito, da ajuda do amigo influente na hora de conseguir um emprego ou ainda da profissão para conseguir alguma vantagem? Pois bem, se você fez, faz ou cultua esse tipo de coisa, acaba de encaixar-se no perfil de uma pessoa antiética.

Mas só pensando nesse âmbito fica fácil fazermos um prejulgamento agora. Quando se trata de valores morais, educacionais, culturais e religiosos, nem todos têm uma opinião verdadeiramente formada. Exemplo disso é o fato de a igreja e muitos da sociedade repudiarem a prática do aborto, eutanásia, uso da camisinha ou ainda a clonagem para fins terapêuticos. Mas o interessante de tudo isso é como a Igreja, com seus dogmas e valores “divinos”, consegue nos afetar e influenciar até os dias de hoje. Igreja essa que não se contentou em perseguir e matar milhares de pessoas em nome de sua ética, fé, e valores distorcidos sobre Deus.

Afinal de contas, onde está essa ética que também exclui milhões de pessoas vítimas das indiferenças sociais e do capitalismo selvagem que não tem o mínimo interesse em satisfazer as necessidades mais básicas da humanidade como, por exemplo, uma alimentação digna?

Enquanto sonhamos em comprar um ipod, milhares de pessoas sonham simplesmente em ter uma refeição diária. Muitos de nós passamos o dia preocupados com coisas que para outras não são essenciais para a vida, como de fato não são. Muitos se preocupam em comprar roupas e brinquedos para cães, mas nem por um instante se preocupam com o que acontece com o ser humano que está ao lado, padecendo de fome ou frio.

A ética é baseada em conceitos que são inerentes aos costumes e a cultura de cada povo, e as diferenças culturais existentes fazem com que a ética seja peculiar e reflita um sentimento geral da nação em que está inserida.

A própria ética exclui, pois uma pessoa que não recebeu da sociedade educação, saúde ou alimentação é mal vista pela mesma sociedade quando comete um delito ou perturba o sossego de seus membros. Daí surge à questão: é ético negar o pão, ou é antiético roubar um pão que foi negado?

Temos muitos conceitos que norteiam nossas vidas e é devido a isso que criamos um ideal de como devemos agir em diversas situações corriqueiras e são nesses conceitos que se encaixam os valores éticos e morais que devem sempre andar junto para que vivamos de maneira correta e em sociedade. Mas, na prática, isso não acontece, pois a ética tem se afastado gradativamente dos valores morais. Temos nos tornado tolerantes com muitas coisas, antes vistas como erradas e que agora devem ser aceitas devido à ética. Ser ético é ser conveniente, e isso até certo ponto pode ser ruim porque algo inconveniente gera em nós uma necessidade de mudança e essa mudança pode nos elevar.

A ética só é proveitosa quando é seguida por pessoas éticas, mesmo que isso pareça incoerente, não é, pois pessoas éticas sempre se preocupam com os outros, por isso seus atos são verdadeiramente bons. Já os não éticos usam da ética alheia para se dar bem e alcançar seus próprios objetivos. “Tempos atrás a ocasião fazia o ladrão, hoje a ocasião faz o ético”.

Com base em tudo isso, a história nos ensina que o Estado ou pessoa que assume as funções de censor, sob o pretexto de conservar os bons costumes, proteger a cultura, a religião, a ética, acabam sempre arbitrários, superpoderosos e inquisitoriais, pois dizem que agem para o bem público e em favor dos cidadãos, mas na verdade impõe uma ideologia, que beneficia via de regra apenas um pequeno grupo.

Fonte: Brasil Wiki

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Frank Dietz no Brasil: é necessário moldar o caráter cristão da nova geração para liderar a sociedade

Nas três palestras em que falou a pastores, seminaristas e missionários no Seminário Teológico Betel, no Rio, Frank Dietz sinalizou a importância do engajamento das igrejas, particularmente os jovens seminaristas, em missões e de se preparar uma geração de líderes para estarem à frente do Ocidente cristão. Numa de suas falas, defendeu que a mensagem do Evangelho chegue a todos e que os cristãos devem se inserir estrategicamente em todas as áreas, a partir de uma educação apoiada em valores cristãos, e através de uma firme liderança cristã na sociedade. Pessoas comprometidas com a fé cristã, que preservem íntegro o caráter e sejam fiéis às Escrituras, podem transformar o mundo se estiverem disponíveis para liderar a educação, a política, a mídia e as atividades culturais.
Missionário há mais de 40 anos e mais de três décadas atuando na Operação Mobilização (OM), Frank Dietz, visitou o Brasil de 15 a 17 de abril.
A Operação Mobilização é uma agência missionária com base em mais de 100 países e conta com mais de 4.000 missionários espalhados pelo mundo, envolvendo-se com a evangelização de povos não alcançados, carentes e marginalizados no Centro e Sul da Ásia, Oriente Médio, Norte da África e Europa, além de dois navios que contam com uma tripulação de aproximadamente 500 missionários.

Fonte SOMA

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Princípios Bíblicos para a Liderança e Administração Eclesiástica - Tomada de Decisões

Em nossas vidas, a todo instante, estamos envolvidos em decisões. Questões pessoais, familiares, acadêmicas, profissionais e outras, fazem parte desta realidade.
Conforme Chiavenato (1999, p. 283)
A decisão ocorre sempre quando nos deparamos com cursos alternativos de comportamento, ou seja, quando podemos fazer algo de duas ou mais formas diferentes. Essa encruzilhada de alternativas conduz à decisão. Quando só existe uma única maneira para fazer as coisas, não há decisão a tomar. Assim, decisão é a escolha gente a várias alternativas de ação. Decisão envolve sempre opção de escolha.
Todas as pessoas que ocupam cargos de liderança vivem envolvidas em tomadas de decisões. Um grande volume de recursos financeiros são gastos em reuniões e análises de dados objetivando a melhor escolha ou alternativa possível. O erro é sempre uma possibilidade.
Dessa forma, surge o seguinte problema: “Como devemos proceder para tomar decisões corretas?” Rush (2005, p. 103) afirma categoricamente “A Bíblia nos dá a resposta”. Em Salmos 25:12 ela diz “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher.”
O caminho mental que o administrador utiliza para chegar a uma decisão é chamado de processo decisorial (CHIAVENATO, 1999, p. 287). Ele classifica em seis etapas este processo. São elas:
- Identificar a situação. Este primeiro estágio procura mapear a situação. Três aspectos são aqui apresentados; definição do problema; diagnóstico das causas e identificação dos objetivos da decisão.
- Obter informação sobre a situação. Neste estágio, o administrador ouve as pessoas, pede relatórios, observa pessoalmente, lê sobre o assunto, verifica antecedentes e fatos passados.
- Gerar soluções ou cursos alternativos de ação. As decisões programadas facilitam a criação de alternativas. Quanto melhor o número de alternativas desenvolvidas, melhor. A avaliação ou verificação da viabilidade das alternativas propostas não fazem parte deste estágio.
- Avaliar as alternativas e escolher a solução ou curso de ação preferido. Num processo comum, as alternativas são avaliadas e comparadas, a fim de se buscar a mais propícia à solução.
- Transformar a solução ou curso de ação escolhido em ação efetiva. A solução escolhida é aqui implementada. Implementar uma decisão envolve vários fatores, como por exemplo, a aquisição de recursos, elaboração de orçamentos, planos de ações, delegação de responsabilidades, relatórios de progresso são essências nesta etapa.
- Avaliar os resultados obtidos. Tal avaliação ocorre quando as seguintes questões são respondidas: O que aconteceu internamente e externamente como resultado das decisões? As expectativas foram alcançadas? O problema foi resolvido parcialmente, definitivamente ou se agravou?
No caso de líderes cristãos, tal processo é diferenciado, pois deve levar em alta e primordial consideração a vontade de Deus. Para Rush (2005, p. 104-107, conhecer tal vontade envolve o seguinte processo:
- Assumir o compromisso de realizá-la (Romanos 12: 1-2)
- Reconhecer que Deus tem um plano específico para o indivíduo e para a sua instituição ou empresa (Jeremias 29:11)
- Deus nos revela sua vontade produzindo em nós o desejo de realizá-la (Filipenses 2:13; Salmo 37:4)
- Se um desejo nosso for proveniente da vontade de Deus, sentiremos paz e teremos os meios para realizá-lo (Isaías 26:3)
O processo decisorial segundo Rush (idem, p. 108-111), envolve cinco passos bíblicos:
- Avaliar corretamente a situação ou problema. Tal princípio é ilustrado pelo episódio em que Moisés enviou os doze espiões a Canaã (Números 13:1-20). Em razão de avaliar a situação por uma perspectiva equivocada, a maiorias dos espias concluíram que não seria possível conquistar a terra, mesmo tendo Deus já falado que a daria ao povo de Israel. A perspectiva humana não deve nunca sobrepujar a de Deus.
- Reunir e analisar os fatos. “Qualquer empreendimento é feito com planos sábios, torna-se forte com o bom senso, e dá resultados maravilhosos por estar em dia com os fatos.” (Provérbios 24:3-4, Salmos e provérbios Vivos). A Bíblia orienta e aprova a reunião e análise dos fatos, dentro um processo decisorial. “Se você se apressa em dar sua opinião, antes de ouvir os fatos, está mostrando que é um tolo. Você deveria se envergonhar!” (Provérbios 18:13, A Bíblia Viva). A análise dos fatos deve ser orientada pelas seguintes questões: O que a Bíblia diz sobre este assunto (Josué 1:8)? Quando oro, que orientações Deus me dá (Jeremias 33:3)? Estou comprometido em fazer a vontade de Deus no tocante a esta situação (Romanos 12:1-2)? De onde procedem meus interesses e desejos relativos a esta situação (Salmos 37.4)? Que tipo de aconselhamento tenho pedido aos outros acerca desta situação (Provérbios 11:14)? Nesta situação, o que as condições e as circunstâncias revelam (Provérbios 24:3-4)?
- Encontrar alternativas. Criar alternativas é algo que conduz o líder no processo de avaliação dos dados e fatos, possibilitando dessa forma a reflexão sobre as várias opções de ação (Provérbios 19:2).
- Avaliar os prós e os contras de cada alternativa. Quais os pontos fortes e fracos das alternativas propostas? Aqui se dá o processo eliminatório de algumas alternativas. A importância de avaliarmos nossas alternativas pode ser percebida no texto de Lucas 14:31-32: “Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz”.
- Escolher uma das alternativas aprovada. É o passo mais difícil de ser dado. O medo de não ter feito a escolha certa, faz com que muitos lideram temam a tomada final da decisão. Para os tais, que seguiram os passos aqui expostos, fica a exortação bíblica: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho”. (Salmos 32.80).
Os fatores que compões o clima da tomada de decisões precisam ser também considerados. São eles:
- A necessidade de ação
- O declínio gradual das condições, caso a ação seja protelada
- A insuficiência de dados
- O fator de risco
- As conseqüências de um possível fracasso
- As recompensas pelo sucesso
- A existência de mais de uma solução viável
Tomar decisões não implica na resolução automática e imediata do problema. É preciso entender que os problemas em geral, podem ser resolvidos num período de tempo relativamente curto, desde que as condições ou fatores circunstanciais sejam favoráveis. Neste caso, por vezes, a mudança nas condições implica na necessidade de um período de tempo considerável.
Por fim, é preciso salientar que o líder ou administrador cristão eficaz é aquele que ajuda os que estão sob o seu comando a tomar decisões, ao mesmo tempo em que os envolve e os permitem participar das suas.