Ética e Liderança Cristã

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Você é um líder?


Ou é um Líder de Crachá?

"Se o líder não for uma pessoa motivada, sua equipe estará morta"

Gilclér Regina

Uma das diferenças mais gritantes que existem nas empresas é o líder de fato e o líder de crachá. O primeiro é motivador de pessoas, inspirador... O segundo age na mesmice (como chefe), vira e mexe procura erros, toma decisões em detalhes equivocados, simplesmente para fazer valer sua “autoridade”, um autêntico inseguro.
Neste caso, para este tipo de “chefinho” o relatório é muito mais importante que o resultado.
Uma pergunta que sempre tenho que responder é a seguinte: De onde surge a motivação do ser humano? Desde que o mundo é mundo, a motivação existe e sempre estará relacionada à escolha de caminhos e atitudes na tomada de decisão.
O ser humano usou seu cérebro inicialmente para sua sobrevivência, sempre vivendo em grupos, vamos chamar aqui de família. Essa motivação persiste até os dias atuais. E hoje, o que mais importa para se obter toda essa vivência de resultados chama-se relacionamento.
A arte de liderar é igual a arte da política: Sempre em dois caminhos como tudo na vida. Ou você escolhe a arte de “fazer amigos” mesmo sabendo dizer “NÃO” quando é preciso, ou então será um míope corporativo, um fazedor de inimigos e um construtor de resultados medíocres.
O Rei Salomão disse: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”. Sempre teremos dois caminhos, vivemos mesmo num mundo de escolhas.

O líder deve saber trabalhar com duas situações:
• Primeiro que ele estará diante de pessoas e estas são na sua essência muito diferentes, com reações e perfis diferentes.
• Segundo, reconhecer o que a maioria das lideranças no mundo reconhece, isto é, entender que o grande desafio para se atingir metas e objetivos passa por uma equipe motivada.

O que fazer? Saber aceitar as diferenças individuais e ao mesmo tempo trabalhar o potencial de cada um. Não se pode construir uma empresa 100% em excelência e resultados com uma equipe 50% em comprometimento com metas, qualidade ou mesmo na aceitação de desafios. Afinal, não existe meia-meta!
Mas também não se constrói metas com líderes de crachás (figurinha carimbada de alguns chefes) que trabalham o terrorismo no dia-a-dia, e sua ênfase é “somente respeitar as normas” e cobrar relatórios. Neste caso, adeus resultados!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

domingo, 13 de julho de 2014

Escutatória

Em 1707, o almirante britânico Clowdisley Shovell voltava triunfante para casa após vencer uma importante batalha com os franceses no Mediterrâneo, quando seus navios tiveram que enfrentar um forte e denso nevoeiro por vários dias. Ao questionar os marujos sobre a localização correta dos navios, foi tranquilizado com a notícia de que estavam numa rota segura, porém, um deles expressou uma opinião completamente diferente que, de acordo com seus cálculos, eles estavam numa rota que poderia ser fatal, já que seguiam em direção a um arquipélago de 150 minúsculas ilhas a sudoeste da Inglaterra.
Inconformado com a ousadia do marujo, além de ignorar suas recomendações, o almirante ordenou seu enforcamento. Pouco tempo depois, quatro navios se espatifaram nas ilhas citadas pelo marujo, matando cerca de dois mil homens.

Por que será que encontramos tantos cursos de oratória, e nenhum de “escutatória”?
Eu acredito que seja pelo fato de que o ato de falar dá muito mais “status” do que escutar. Um bom orador consegue a atenção e admiração de muitas pessoas em poucos minutos, enquanto um bom “escutador” pode levar horas ouvindo uma única pessoa, sem muito glamour. Contudo, alguém já disse que ouvir é tão importante, que foi esta a razão de Deus nos haver criado com dois ouvidos e não duas bocas, por isso, em liderança, não há como obter os melhores resultados sem escutar verdadeiramente as pessoas a sua volta.
E a escuta verdadeira é a escutar empática, que vai muito além de ouvir com os ouvidos, porque o leva a colocar-se no lugar da outra pessoa, compreender sua realidade e tentar entender o que ela sente; algo imprescindível para uma o bom líder, já que uma das principais características da liderança é a empatia.
No início, pode parecer complicado, mas, como a maioria das competências de liderança, a escuta empática depende apenas do genuíno interesse do líder pelas pessoas, de um pouco de boa vontade e de certa dose de disciplina. Por isso, compartilho com vocês algumas iniciativas de meus clientes de coaching, que deram certo e os ajudaram a desenvolver a escuta empática:

Quando se reunir com alguém para conversar, procure fazê-lo em ambientes em que você não se distraia ou se disperse. Se você sabe que tem dificuldade para se concentrar em ambientes abertos, busque um lugar mais apropriado para a conversa. Seja qual for o local onde estiver conversando, desligue-se de tudo. Se estiver em sua sala, feche a porta, desligue a tela do computador ou desative o alarme de “novos e-mails”, se possível tire o telefone do gancho ou desvie as ligações, desligue o celular, vire-se em direção à pessoa, olhe para ela e escute-a com atenção. Pare o que estiver fazendo e escute. Se isso não for possível no momento, ou se você não tiver tempo suficiente para conversar sobre o assunto em questão, marque outro horário, mas faça do jeito certo.

Concentre-se no que a outra pessoa estiver dizendo.
A maior parte dos indivíduos fala numa velocidade entre 175 a 200 palavras por minuto. Entretanto, pesquisas mostram que somos capazes de processar palavras numa velocidade de 600 a 1.000 palavras por minuto. Como o papel do líder é muito dinâmico e complexo e, considerando que o cérebro não utiliza toda a sua capacidade ao ouvir, sua mente talvez devaneie pensando em perguntas e explicações que ainda estão por vir, em vez de ouvir a mensagem presente. Essa energia mental não utilizada pode ser uma barreira para ouvir efetivamente, fazendo com que o líder perca ou mal interprete o que os outros estão falando. É importante, portanto, que o líder se concentre naquilo que os outros estiverem dizendo, de forma que uma comunicação efetiva possa se estabelecer.

Evite conclusões prematuras.
Considerando que o ouvinte pode escutar em uma velocidade maior que aquela com que a maior parte dos locutores fala, existe uma tendência a concluir rápido demais. Essa tendência talvez seja o maior obstáculo para ouvir efetivamente. É especialmente importante evitar conclusões prematuras, quando se ouve uma pessoa com a qual você não concorda. Quando os ouvintes começam a discordar da mensagem enviada, eles tendem a interpretar mal o restante da informação e a distorcer o significado originalmente pretendido, de forma que se torne consistente com as suas próprias crenças.

Evite ficar na defensiva.
Escutar empaticamente não significa que você sempre vai concordar com o ponto de vista do outro, mas significa que você vai tentar ouvir o que a outra pessoa está dizendo, sem ficar exageradamente na defensiva. Se você gasta muito tempo explicando, elaborando e defendendo sua decisão ou posição, é um claro sinal de que você não está ouvindo. Depois de ouvir uma posição ou uma sugestão que você não concorda, simplesmente responda com algo do tipo: “Entendo o seu ponto. Apenas discordamos nessa questão.” Ouvintes efetivos podem ouvir calmamente outra pessoa, mesmo quando essa outra pessoa estiver discorrendo críticas injustas.

Ouça mais e fale menos.
Demonstre interesse pelo que a pessoa está dizendo e procure entendê-la. Muitas vezes, o simples fato de estar prestando a atenção nela o ajudará a perceber sinais e expressões que falam mais que as palavras, ainda que ela não revele o que a está incomodando diretamente. A forma como a pessoa se posiciona, o tom de sua voz e a inflexão que utiliza, bem como o que ela está fazendo com as suas mãos, tudo isso faz parte da mensagem que está sendo enviada. Uma pessoa que altera sua voz está, provavelmente, ou zangada ou frustrada. Uma pessoa, olhando para baixo enquanto fala, está, provavelmente, ou inibida ou envergonhada. Interrupções podem sugerir medo ou falta de confiança. Pessoas que fazem contato visual e se inclinam à frente estão, em princípio, exibindo confiança.

Parafraseie.
Parafrasear significa colocar em suas próprias palavras aquilo que você considera que ouviu e dizê-lo de volta a outra pessoa. Parafrasear é uma excelente técnica para melhorar suas habilidades de ouvir e resolver problemas. Primeiro, porque você tem de ouvir com muito cuidado; segundo, porque pode ajudar a manter um nível adequado de calma e serenidade na conversa, porque, mesmo que a outra pessoa esteja usando um tom um pouco mais agressivo, ao parafrasear, você pode conduzir a conversa para um tom mais tranquilo; e terceiro, porque uma resposta parafraseada ajuda a esclarecer ao locutor se sua mensagem foi corretamente recebida, e o encoraja a expandir aquilo que está tentando comunicar.

Faça Perguntas.
Bons ouvintes se asseguram de que escutaram corretamente a mensagem que está sendo enviada. Faça perguntas para esclarecer pontos ou para obter informação adicional. Questões abertas são as melhores. Isso vai assegurar a outra pessoa que você está interessado em obter mais e melhores dados. E, quanto mais informações você tiver, melhor será sua interação na comunicação.

Demonstre compreensão e respeito.
Faça desse momento uma oportunidade para reforçar sua aliança com a pessoa, e para evidenciar que você é um líder que valoriza e prioriza o ser humano.
Momentos de silêncio também fazem parte da conversa. Não tenha pressa em falar, responder ou expressar sua opinião. Se não souber o que dizer, simplesmente não diga, ou apenas diga: “não sei o que dizer”.
Faça desse momento uma oportunidade de aprendizado. Escute as pessoas e se interesse por suas sugestões.

Lembre-se: o corpo fala e as mensagens não verbais são mais poderosas do que as verbais, portanto, evite bocejar, olhar para os lados, menear a cabeça negativamente, ficar olhando no relógio ou se voltar para qualquer outra manifestação que possa denotar pouco interesse pelo que está sendo dito.
Quando escutamos verdadeiramente as pessoas, demonstramos interesse genuíno por elas, derrubamos as barreiras da comunicação e desobstruímos os caminhos da sinergia e da criatividade, já que elas se sentem respeitadas pelo fato de suas sugestões estarem sendo consideradas pelo líder e pela organização e, naturalmente, estarão motivadas a trabalhar por algo que também é fruto da opinião delas. O Líder só consegue dar daquilo que tem, e apenas colherá aquilo que plantou. Portanto, se quer ser ouvido pelas pessoas, tente primeiro ouvi-las.
Líderes que sabem escutar as pessoas, conseguem entendê-las antes de liderá-las, aprendem com elas, evitam que problemas simples ou mesmo complexos se avolumem, estabelecem uma relação de confiança com seus liderados, fortalecem a organização por meio do respeito e da participação e, naturalmente, se tornam mais eficazes em sua liderança.

Blog da Liderança

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Líderes Servos


Jorge Noda

“Sabeis que os governantes dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do Homem que não veio para ser servido,mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20: 2:28).
Nesta passagem, Jesus faz um contraste revolucionário sobre o conceito de liderança. Enquanto os líderes seculares governam pelo domínio e são servidos pelos seus liderados, no reino de Deus a liderança é exercida pelo serviço.
Em Jesus temos o modelo da verdadeira liderança espiritual. Ele, mais do que nenhum outro, tinha condições de exercer a sua liderança pela dominação e controle de outras pessoas. Ele era o próprio Messsias, descendente de Davi segundo a promessa e Filho Unigênito de Deus. Sua autoridade para operar milagres e sua absoluta autoridade sobre os anjos daria a ele todas as condições para ser um líder segundo os padrões da sua época.
Surpreendentemente,entretanto, Ele quebrou esse paradigma vivendo uma vida de humilde serviço aos outros. O ápice de sua vida de servo foi a sua própria vida entregue voluntariamente na cruz em nosso lugar.
Jesus deixou para nós esse padrão de liderança. Reconhecendo que a liderança segundo o mundo é caracterizada pelo domínio e autoritarismo, ele, contudo, afirmou categoricamente: “Não é assim entre vós”. Todos nós que pertencemos à igreja fundada pelo Senhor Jesus fomos chamados a desenvolver uma liderança caracterizada pelo serviço.
O líder, mais do que ninguém, é um servo. Todos os dons e talentos do líder cristão são dedicados à nobre vocação de equipar os santos para o desempenho do seu serviço e, assim, fazer conhecida a glória de Deus.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Escola nos EUA inclui aula de caráter no currículo

A rede de escolas KIPP (Knowlegde is Power Program - Programa Conhecimento é Poder, em tradução livre), fundada em 1994 nos Estados Unidos, tem como meta levar seus alunos – 86% são de famílias pobres – até a universidade. Para garantir que todos tenham confiança de que são capazes de aprender, não aposta apenas no rigor acadêmico, mas promove diferentes atividades para despertar entusiasmo, perseverança, autocontrole, gratidão, otimismo, inteligência social e curiosidade em seus alunos.
Dentro desse contexto, uma de suas 141 escolas, a KIPP Infinity Middle School, no Harlem, em Nova York, decidiu radicalizar o ensino de competências socioemocionais e criou, há dois anos, uma aula diferente: de caráter.
"Nós sentimos que, se não ensinarmos caráter explicitamente, não podemos esperar que eles [os alunos] adquiram isso", afirmou a diretora da escola e professora dessas classes, Leyla Bravo-Willey.
O projeto desenvolvido pela professora em parceria com um centro de estudos socioemocional da Universidade da Pensilvânia ainda está em fase piloto e estabelece um currículo abrangente. Para desenvolver o caráter dos alunos, a escola aposta no ensino de habilidades não cognitivas – como comunicação, resiliência e determinação – em todas aulas, oficinas para pais e momentos de trocas entre os estudantes chamados de Kipp Circles.
As classes de caráter acontecem duas vezes por semana para as 5ª e 6ª séries e nelas Leyla dá aulas expositivas para mostrar aos alunos como eles são capazes de aprender, como podem enfrentar seus pontos fracos, como devem estabelecer relações saudáveis com outras pessoas e como podem usar a mente para conseguir o que querem. Não se trata de uma simples lição de autoajuda, garante a professora, mas momentos para se fazer conexões com a ciência e explicar como o cérebro funciona, desenvolver técnicas de meditação, concentração e até praticar yoga. "Primeiro, eu explico os conceitos e depois faço com que eles pratiquem", conta a diretora da Infinity Middle School.
Em uma aula sobre como enfrentar pontos fracos, por exemplo, a professora perguntou como os alunos se sentiam quando eram os últimos a serem escolhidos para formar um time de basquete. Alguns responderam algo como "Que saco, eu de novo no fim", mas alguém disse "Não tô nem aí, sou bom mesmo no futebol". Segundo Tonia Casarin, mestranda brasileira em educação na Universidade de Columbia que acompanha o projeto piloto na escola de Nova York, as diferentes reações fazem os alunos se darem conta de como podem pensar diferente. "As conversas ajudam a desenvolver a autoestima das crianças, elas aprendem a mudar a própria perspectiva", diz.
Esse tipo de reflexão não acontece apenas nas classes específicas de caráter, mas durante todas as atividades da escola. Os professores da Infinity Middle School são preparados a relacionar questões socioemocionais com conteúdos cognitivos. Assim, numa aula de inglês, os alunos analisam as características dos personagens dos textos que leem, e nas de história, discutem motivações por trás de fatos importantes.
Além disso, antes mesmo da criação das aulas de caráter, já ocorriam os Kipp Circles, períodos de 20 a 30 minutos em que as turmas são divididas em grupos e os alunos devem trocar ideias e ajudar uns aos outros a melhorar suas atitudes e resultados acadêmicos. "Nos círculos os alunos discutem o que entenderam das minhas aulas e se estão aplicando o que aprenderam", explica Leyla.

Uol

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Líder, aprenda consigo mesmo

Ednilson Correia de Abreu

Não vai aqui nenhum surto de egocentrismo ou algo semelhante, mas uma palavra de despertamento para que possamos a todo instante buscar aprender com todas as nossas experiências vividas ao longo da jornada da vida.
Aquele que não aprende consigo, ou seja, que não procura crescer conscientemente através das suas próprias experiências está fadado a muito sofrimento, pois poderá sempre repetir os mesmos erros e ter uma vida frustrada, pois uma das funções das experiências pessoais é exatamente cooperar no nosso crescimento como seres humanos.
Na vida de um líder o auto-aprendizado se torna ainda mais poderoso, pois no somatório de nossa vivência poderemos ir acumulando insights que nos possibilitarão um desenvolvimento pessoal que jamais se conseguiria de outra forma.
O líder mais preparado não é aquele cheio de teorias nunca provadas e muito menos vividas, mas aquele que tem conseguido se manter atento às suas experiências e as tem usado para o seu próprio bem e de todos aqueles ao seu redor.
A teoria tem o seu lugar no preparo do líder exatamente porque ela é o fruto do estudo e das experiências de outros líderes que já vieram antes de nós, mas é vital que cada um tenha sua própria experiência. Ao usar o conhecimento acumulado e exposto por outros estamos sendo prudentes e sábios, mas não podemos parar ai, liderar é também arriscar e viver novas experiências e nunca deixar de aprender com elas.
Foi por isso que Jesus com a sua equipe não instituiu apenas uma sala de aula ou apenas uma biblioteca, mas desenvolveu um projeto de experiências diárias, que chamamos de discipulado. Ele os chamou a crescerem como pessoas através de sucessivas experiências que eram interpretadas e corrigidas e se tornavam o palco para a explanação dos seus ensinamentos.
Como líderes temos de ser os primeiros a buscar o auto-aprendizado, temos de continuar crescendo, pois isso agrada a Deus, vemos isso na vida dos discípulos como Pedro, por exemplo, veja como foi o seu inicio e veja no que ele se tornou, veja um Paulo, como era sua vida e veja no que ele veio a ser e assim mesmo ele dizia que continuava crescendo, continuava no caminho, continuava avançando no projeto de Deus para a sua vida através das experiências boas e ruins que ele tinha.
O caminho é este, continuar crescendo, aprendendo, mantendo-se atento às próprias experiências, interpretando-as à luz do seu relacionamento com Deus e do ensino da Palavra, e crescendo sempre nisso.
Não adianta simplesmente querer viver para imitar os grandes líderes, cada pessoa é única e Deus tem um plano especial para você. Use as experiências de outros, aprenda com os ensinos de outros, mas jamais ignore a si mesmo, pois você tem muito a ensinar a você mesmo.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

quinta-feira, 13 de março de 2014

Conselhos Práticos e as Diferenças no Discipulado de Homens e Mulheres


Deepak Reju
Débora me chamou na sexta-feira porque estava passando por um momento difícil em seu casamento. Como muitos pastores, eu regularmente apago incêndios como esse. Eu conversei e orei com ela, e depois liguei para o seu marido para conversar sobre a situação.
Há mil questões nas quais tenho que meditar quando pastoreio João e Débora (que não são seus nomes verdadeiros). Eu invisto mais tempo em João e indico a Débora uma mulher piedosa? Eu encontro ambos para aconselhamento conjugal? Devo encontrar com Débora e, se sim, qual é a minha responsabilidade pastoral para com ela?
Mas não são apenas questões práticas com as quais preciso lutar em uma situação como essa. Em um nível mais básico, como o ensino bíblico sobre homens e mulheres fundamenta meu trabalho pastoral?
“Complementarismo” é um termo para o ensino bíblico que chama homens a uma liderança sacrificial tanto em casa quanto na igreja, e chama mulheres a alegremente se submeterem à mesma liderança. Este curto artigo discorre sobre como o complementarismo afeta os detalhes práticos do aconselhamento e do discipulado. Duas questões definirão a nossa discussão: 1) Em que um pastor precisa pensar ao discipular e aconselhar um homem? 2) Em que um pastor precisa pensar ao discipular ou aconselhar uma mulher?
Pensamentos sobre o pastor discipulando homens
O que um pastor precisa ter em mente quando discípula e aconselha homens?
Uma visão bíblica para o discipulado masculino
Comecemos com uma visão bíblica para discipular homens: devemos encorajar a semelhança com Cristo através de discipulado pessoal. Homens cristãos mais velhos devem deliberadamente investir em homens cristãos mais jovens, encorajando seu crescimento espiritual (Tt 2.1).
Nossa visão bíblica pode ser expandida em duas maneiras específicas: 1) devemos encorajar homens a amar a Palavra de Deus (Sl 1.2; Js 1.8) e a amar o povo de Deus (Ef 4.11-16); 2) devemos encorajar os homens a uma liderança forte, sacrificial e servil no lar e na igreja. Homens são chamados a olhar para Cristo, imitando o seu serviço sacrificial que concede vida (Ef 5.21-33).
Estratégia prática para o discipulado masculino
Movendo da visão para a estratégia, vale a pena notar que pastores frequentemente negligenciam o desenvolver de fortes homens líderes na congregação, porque usam o seu tempo e energia defensivamente. A tirania da urgência governa as suas agendas. Eles permitem que seu tempo seja gasto de maneira reativa a várias crises, ou preparando lições, sermões e eventos para o domingo seguinte. Como resultado, muitos pastores não têm estratégia de longo prazo para cultivar liderança masculina na igreja e em casa. Como conseguimos tal estratégia?
Comece com pouco. Escolha poucos homens que têm o potencial para ser bons líderes e organize almoços regulares com eles. Seja proativo em construir um relacionamento com esses homens. E, se você tem uma equipe de liderança, encoraje-os a fazer o mesmo.
Discipular homens é extremamente importante. Como pastor, você deve ser exemplo para outros nisso. Mas se você quer mais resultados, você pode considerar desenvolver um grupo de discipulado masculino que ajude os homens a pensar teologicamente a respeito de tudo na vida. Escolha bons recursos teológicos que ajudem os homens a aplicar teologia a questões como casamento, comunicação, finanças, sexo, paternidade, trabalho secular, etc. Você pode encontrar um bom exemplo desse tipo de desenvolvimento de liderança no livro do pastor Mike McKinley Plantar Igrejas é Para os Fracos (veja o capítulo sete).
Pensamentos sobre o pastor discipulando mulheres
Se pastores deveriam discipular homens para serem líderes no lar e na igreja, como isso difere de discipular mulheres?
Uma visão bíblica para o discipulado feminino
Comecemos novamente com uma visão bíblica. Assim como com os homens, os pastores deveriam buscar encorajar uma maior semelhança com Cristo em discipulado pessoal, só que nesse caso, as mulheres devem fazer a grande maioria desse discipulado. No curso normal dos relacionamentos na igreja, os homens devem discipular homens e mulheres devem discipular mulheres. Então encoraje cristãs mais velhas a investir nas cristãs mais novas, ajudando-as a crescer espiritualmente, o que é precisamente o que Paulo manda Tito a fazer, ou seja, instruir as mulheres em sua igreja (Tt 2.3-5).
Como, então, um pastor (que é homem) deveria pensar sobre conhecer, cuidar e pastorear as mulheres em sua congregação?
Se pensamos em discipulado como orientação de longo prazo deliberada, não parece sábio que um pastor discipule uma mulher (por exemplo, encontrando-se com ela semanalmente ao longo de um ano). Nós devemos reservar esse tipo de orientação espiritual intensa para relacionamentos de gêneros específicos. Nos resta, então,o aconselhamento, que é uma atividade  de curto prazo.
Embora alguns argumentem que pastores nunca deveriam aconselhar uma mulher, isso não parece estar em concordância com o que a Escritura diz sobre o pastor conhecendotodas as suas ovelhas (At 20.28; Jo 10.12, 16), e o exemplo específico que Jesus define para nós. Em João 4, Cristo tem uma conversa muito pessoal com uma mulher samaritana, entre os dois somente. Pastores precisam sim pastorear pessoalmente as mulheres em suas congregações.
Quais são algumas das coisas específicas que os pastores deveriam encorajar as mulheres a fazer? Pastores devem encorajar o amor delas pela Palavra e pela igreja, o respeito pela autoridade, o desejo de tornar o lar primário (mesmo que elas trabalhem fora de casa) e o crescimento em evangelismo pessoal. Para mulheres casadas, os pastores devem encorajar a suscetibilidade à liderança do marido. Para mulheres solteiras, os pastores devem encorajá-las a seguir a autoridade piedosa na igreja, especialmente quando seu pai não está envolvido espiritualmente em sua vida.
Ainda assim, os pastores devem primariamente buscar pastorear mulheres nesses caminhos através da capacitação de mulheres na congregação para discipular outras mulheres. Como pastores podem facilitar e construir essa cultura de mulheres discipulando mulheres?
Estratégia prática no discipulado feminino
Para construir uma cultura na igreja que encoraja o discipulado entre mulheres, os pastores devem ensinar sobre a importância do discipulado sempre que isso naturalmente surgir na Escritura durante uma série de sermões nos domingos. O objetivo nisso é encorajar as mulheres mais velhas da igreja a discipular as mais jovens.
Podemos também ensinar sobre discipulado em outros locais. Por exemplo, na minha igreja nós regularmente oferecemos um seminário no sábado sobre discipulado para ajudar novos membros a pensar em como serem discipulados e em como discipular outros. Também oferecemos uma classe de EBD de três meses de duração sobre discipulado todos os anos. Na última vez que ensinamos na classe, eu abordei várias mulheres mais velhas na igreja e as encorajei a participar. Ensino e modelo ajudam a construir uma cultura na igreja que leva a sério o discipulado.
Essas são algumas maneiras de construir uma cultura de discipulado, mas como o pastor pastoreia pessoalmente os membros do sexo feminino? Obviamente, haverá diversas oportunidades para fazer reuniões de aconselhamento em grupo, onde o pastor fornece conselhos gerais e aconselhamento bíblico para os problemas diários da vida.
Se o problema requer mais do que uma reunião, o pastor tem que julgar quando o aconselhamento de curto prazo precisa passar a ser um discipulado de longo prazo. Mas antes que as coisas sequer alcancem esse ponto, muitos pastores precisam parar de se reunir por causa das pressões de suas agendas cheias. Ao invés de eles mesmos se reunirem com as mulheres, eles sabiamente conectam o membro do sexo feminino com outra pessoa na igreja (como um membro feminino da diretoria, a esposa do pastor ou uma mulher mais velha na congregação) ou alguém de fora que possa ajudar (como uma conselheira local ou uma organização paraeclesiástica que seja especializada em questões como violência doméstica).
Para aconselhar mulheres sabiamente, os pastores precisam criar alguns limites:
  1. Limite o número de reuniões que você tem com qualquer mulher. Você deve ser cuidadoso para não alimentar uma dependência emocional do pastor. Especialmente, no caso de mulheres em maus casamentos, você não deve ser um substituto emocional ou espiritual de seus maridos.
  2. Seja muito, muito cauteloso com mulheres emocionalmente dependentes. Mulheres muito necessitadas anseiam por encontrar um homem que deem atenção a elas, e pastores frequentemente possuem um ouvido compreensivo e são bons ouvintes. Embora você deva sim oferecer aconselhamento gentil e piedoso, você não deve alimentar intimidade ou dependência emocional errôneas.
  3. Sempre que possível — dependendo da situação de sua família — inclua a sua esposa.
  4. Certifique-se de fazer o aconselhamento em um gabinete onde você seja sempre muito visível. Coloque a sua cadeira na linha de visão daqueles fora do gabinete. Se a porta do seu gabinete não tiver vidro, substitua por uma que tenha.
  5. Faça aconselhamento com mulheres apenas durante horário comercial, para que a secretária da igreja ou outros funcionários estejam presentes no prédio da igreja. Nunca fique sozinho com uma mulher na igreja para que você seja sempre irrepreensível (1Tm 3.2).
  6. Se possível, posicione a mesa da secretária próximo à porta do seu gabinete.
  7. Alguns pastores preferem manter a porta escorada levemente aberta (ou totalmente aberta), certificando-se de que, caso a secretária ouça a conversa, mantenha o sigilo.
  8. Não faça aconselhamento em uma parte isolada da igreja, mas em algum lugar onde haja bastante movimento, com pessoas passando constantemente.
  9. Certifique-se de que pelo menos um membro da diretoria conheça (ou pelo menos tenha acesso à) sua agenda. Se ninguém mais sabe o que você está fazendo, há mais potencial para você esconder coisas.
  10. Certifique-se de que você tenha uma prestação de contas regular com outro pastor ou líder em sua igreja, o que inclui conversar sobre as suas mais difíceis situações de aconselhamento.
O privilégio de pastorear o rebanho de Jesus
Que privilégio imenso é ser um pastor auxiliar de Jesus. Quer sejam homens ou mulheres, esperamos cuidar bem das ovelhas confiadas ao nosso cuidado. Pastores, aprendam com o exemplo de Cristo: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11).
Tradução: Alan Cristie
Original em: Fiel
Deepak Reju
AutorDeepak Reju
Deepak Reju é pastor auxiliar na Capitol Hill Baptist Church em Washington, DC. Reju serve na área de aconselhamento e famílias.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Precisa-se de Líderes que liderem

Ednilson Correia de Abreu

Parece uma contradição o tema deste artigo, mas não é, pois existe um tipo de líder que tem o cargo ou a função de líder, mas na verdade, nos momentos em que ele precisa provar a sua liderança fazendo aquilo a que ele é chamado a fazer, ele simplesmente se esconde, desaparece, intimidade-se e se torna omisso e inoperante.
Temos assistido esta cena em nosso país. O caos aéreo serve como um exemplo clássico dessa realidade. Temos uma série de instituições, a começar do próprio presidente, ligadas ao setor. Cada instituição com os seus respectivos líderes, mas até agora nenhum destes se mostrou capaz de dar uma resposta adequada, assumindo sua liderança, trazendo àqueles que dependem de sua direção uma visão de solução para toda esta realidade terrível que vivemos nessa área.

Uma série de erros destes líderes têm se somado sistematicamente, levando até mesmo a perda de vidas.

Temos assistido apenas a desculpas esfarrapadas, desinformação, contradições, atitudes esdrúxulas e a falta de ações relevantes e concretas que tragam alguma esperança ou mesmo solução para o problema, pois se o sistema de navegação e transporte aéreo funciona em outros países, com um tráfego maior do que o nosso, por que não tem funcionando no Brasil?
Faltam líderes, pessoas certas para os lugares certos, fazendo as coisas certas. Sabemos que os verdadeiros líderes se revelam nos momentos de crise, nos momentos decisivos da vida. O contrário também é verdade, se alguém está exercendo a função de liderança em algum setor, mas não é líder de verdade, será reprovado na hora da crise, pois lhe faltarão os recursos para demonstrar sua capacidade de liderar o povo através dos tempos difíceis. Uma liderança não pode ser mantida baseada apenas em títulos acadêmicos, conchavos políticos ou pela verbosidade daquele que se diz líder, mas sim por atitudes reais que sejam capazes de conduzir aqueles que estão na dependência da liderança por um caminho que vislumbre uma luz ao final de tudo.
Ainda usando o caos aéreo como exemplo, de todas as instituições envolvidas diretamente com o problema nenhum líder foi capaz de se levantar e assumir suas responsabilidades, ficando um esperando ou empurrando o peso para o outro, a ponto de um assessor direto do presidente dentro do palácio presidencial se regozijar obscenamente com o fato de saber que aparentemente a tragédia de Congonhas poderia ter tido um razão mecânica e não estrutural, ligada diretamente ao governo. Esquecendo-se ele de que ainda que isso fosse verdade, não isenta o governo de suas responsabilidades sob uma situação que é muita mais ampla e caótica do que uma peça defeituosa em um avião, e que entre outras razões se deve a falta de liderança adequada do governo e suas instituições do setor aeroportuário.
Em síntese, tem faltado um líder de verdade, alguém que se levante diante da nação e assuma o peso dos erros, encare as responsabilidades e que busque e apresente soluções reais, independentemente de seu custo político ou financeiro, pois o que tem estado em jogo são vidas humanas e estas não têm preço. Em tudo isso fica também para todos nós, entre tantas lições, o exemplo de como não ser líder. Líder é aquele que lidera e que lidera principalmente nas horas críticas, nas horas de pânico, de terror, de caos. Líder é aquele que é capaz de se levantar no meio da fumaça e dizer vamos por ali, e segue na frente de todos.
Em qualquer estância ou nível de liderança a essência da liderança é a mesma. Portanto, em qualquer lugar as pessoas estão sempre esperando que alguém possa assumir liderança sobre elas. O mundo é assim e a história nos ensina isso.
Um bom exemplo bíblico dessa verdade encontra-se na história de Davi. Um dia ele juntou um grupo de homens, até então marginalizados, e assumiu a liderança sobre eles. A Bíblia diz: “Davi fugiu da cidade de Gate e foi para a caverna de Adulão. Quando seus irmãos e a família de seu pai souberam disso, foram até lá para encontrá-lo. Também juntaram-se a ele todos os que estavam em dificuldades, os endividados e os descontentes, e ele se tornou o líder deles. Havia cerca de quatrocentos homens com ele (2 Samuel 22.1-2)”.
Em 1 Samuel 30 encontramos um relato maravilhoso de como Davi foi capaz de, ao mesmo tempo em que sofria a dor e a pressão das circunstâncias, liderar os homens e ver a situação mudar. Seu segredo está na afirmação do final do verso 6: “Davi, porém, fortaleceu-se no SENHOR, o seu Deus.”
Davi enfrentou batalhas, incompreensões, inadequações e fraquezas pessoais, assumiu a sua parte. Mas Davi dependeu de Deus, andou na presença do Senhor. Deus o capacitou e ele transformou um grupo problemático e estigmatizado em conquistadores. Tornou-se rei e edificou um reino forte e estável em um tempo caracterizado pela instabilidade. Ele pagou um alto preço, mas assumiu sua missão de liderar em momentos decisivos.

Mais do que nunca, em todas as esferas da vida, precisamos de líderes que liderem.

Você tem sido um líder que lidera?

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Caráter e Liderança

Oswaldo Luiz Gomes Jacob

Os substantivos caráter e liderança têm tudo a ver.
Caráter significa "um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes". A verdadeira liderança é exercida com o caráter. Sem caráter, é ditadura. Sem caráter é impostura. O caráter define o líder. Jesus exerceu a Sua liderança com autoridade, baseada no Seu caráter, na Sua integridade. Havia coerência entre o que Ele falava e praticava (Mt 7.29). Os escribas e fariseus eram líderes sem caráter. Na vida deles palavras e ações eram desconexas. Jesus os diagnosticou como "sepulcros caiados", ou seja, bonitos por fora, mas podres por dentro.
Exercer a liderança cristã é fazê-lo com a coerência de Cristo Jesus. Ter dignidade. Agir com honestidade, lisura. É dizer sempre a verdade em amor como o Senhor Jesus Cristo fazia excelentemente bem. É ter as características das bem-aventuranças (Mt 5.1-12). O caráter e a coerência de José
Quando olhamos atentamente para a liderança de José do Egito podemos observar o seu caráter íntegro a toda a prova. Um jovem que sofreu nas mãos de Potifar e sua mulher, mas aprendeu com o Senhor grandes lições. Ele percebeu, por um discernimento dado pelo Senhor, que tudo o que ele passou foi de grande valia para o seu povo e para si, deixando também um legado para as outras gerações. Quando ele se revela aos irmãos que o haviam vendido para os mercadores ismaelitas (Gn 37.27,28), disse: "Agora, não vos entristeçais nem guardeis remorso por me terdes vendido para cá; pois foi para preservar vidas que Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos sem lavoura e sem colheita. Deus enviou-me diante de vós, para vos conservar descendência na terra e para vos preservar a vida com um grande livramento" (Gn 45.5-7).
Ele já era o Governador Geral do Egito, abaixo de Faraó. Este testemunho de José me fascina. Um líder autêntico, sem remorso, ressentimento, amargura, mas resolvido, consciente dos propósitos sábios de Javé. José era um líder absorvido pela santidade e fidelidade de Deus. José é um exemplo de coerência ou caráter na liderança. O líder coerente é aquele que tem caráter. Tem palavra. Age como Jesus ensinou: "sim, sim; não, não" (Mt 5.37).

Não podemos divorciar liderança do caráter.
Se queremos ser usados como líderes cristãos e deixarmos um legado que faça toda a diferença, precisamos imitar José. Ser líder é pagar o preço de uma vida de integridade a toda a prova. O líder cristão ora, planeja com os seus liderados, delega responsabilidades, acompanha ou avalia a execução e aprende as lições de todo o processo. Ele vislumbra os resultados coerentes com o caráter de Deus na sua liderança e, como servo, aprende no contexto do Seu Reino. Uma liderança que cresce no solo da transparência tem conteúdo denso para repartir.
Então, não podemos divorciar liderança do caráter. É como uma moeda com dois lados ou como dois papéis colados um no outro. A liderança cristã é eminentemente estigmatizada pelo caráter íntegro, formado na cumplicidade com o Senhor Jesus Cristo, que é maior do que José.
O verdadeiro líder cristão é alguém firme em suas convicções, solidário, empático, servo, encorajador, transparente, resiliente e aglutinador em amor. Ele alinha a equipe em torno de um projeto nobre, catalisador e que beneficiará muitas pessoas. O líder comprometido com Cristo tem prazer em servir às pessoas com profundo amor, se interessando por elas, sua história, e as valorizando, as encorajando e orientando dentro de propósitos que exaltarão a Deus. Vale muito a pena ser um líder de caráter para a Glória de Deus!

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Marketing Multinível nas igrejas

Sidney Nunes

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. (Mateus 24:12)

Estou percebendo algo em nossas igrejas que tem me deixado muito triste. Vejo que muitos crentes tem uma grande dificuldade de participar das atividades regulares da igreja:

1) não podem ir ao culto durante a semana porque estão estudando ou porque passaram um dia difícil de trabalho, ou chegam tarde em casa.
2) não podem participar de um evangelismo no final de semana porque estão cansados de uma semana difícil e, para muitos, é complicado falar com as pessoas, abordá-las, mesmo sendo para falar do amor de Cristo.
3) não podem participar dos ministérios existentes na igreja porque são tímidos.
4) muitas pessoas, não se conhecem porque existe uma dificuldade na comunicação: dificuldade de ir até a pessoa, algumas são introvertidas. Então, acabam os cultos e muitos nem se falam na saída, ou só falam com as mesmas pessoas, aquelas já conhecidas.
5) alguns líderes não tem tempo para visitar as suas ovelhas, estão muitos atarefados.
6) alguns líderes não tem tempo para sair com os irmãos depois do culto, estão sempre com pressa, tem que dedicar mais tempo para a sua família.

Mas essa história está mudando com o marketing multinível!

Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. (Eclesiastes 5:10)

Por interesse financeiro:
1) aquele irmão que nunca tinha tempo de ir aos cultos durante a semana, como num milagre, agora tem tempo, não só para ir, mas para até fazer da sua casa, a sede da reunião.
2) aquele irmão que não falava de Jesus para as pessoas porque era tímido, ou não tinha um chamado para isso, agora está falando com todos do seu mais novo produto comercial.
3) aquele irmão que, quando acabava o culto, só falava com os mesmos da sua classe social e financeira da igreja, agora, como uma mágica, e como um político, fala com todos, abre a porta da sua casa e já não vai mais embora depois do culto, a pressa sumiu!
4) os líderes que não visitavam as "ovelhas" para falar do amor de Jesus, agora estão visitando todas em nome da "empresa americana".
5) os líderes que não saíam com os membros depois dos cultos, agora é lei: mal esperam o culto acabar e já estão com seus tablets e netbooks plugados na internet para mostrar como se ganhar dinheiro no "reino dos homens".

Amados amigos e irmãos, acho que toda crítica deve ser construtiva! Pretendo finalizar essa reflexão de forma construtiva! Não estou aqui para falar mal de uma ou mais empresas, para lhe pedir para deixar de ser o representante do reino dos homens americanos!

Fique calmo! Pode continuar! O dinheiro é seu! O tempo é seu! A vida é sua! É só uma reflexão!

Conheço muitas pessoas que estão no reino dos homens americanos, mas que estão fazendo a obra de Deus normalmente como antes! Falando com as pessoas como antes! Conheço poucos, que nem contaria com as duas mãos, mas conheço! Mas você pode me perguntar: "amigo, qual é a sua proposta?!" Simples, quero lançar o ministério Jesusfree!

Para entrar neste ministério:
1) Não precisa pagar nenhum valor em dinheiro, vender bens, cotas estipuladas de vendas. Nada disso, neste ministério tudo é gratuito!
2) Você escolherá um dia da semana para fazer as reuniões em sua casa sobre o amor de Jesus, o reino de Deus e a sua justiça!
3) Sugerimos uma meta inicial:

Enviar 30 mensagens por mês no seu Facebook para pessoas que não são cristãs.
Enviar gratuitamente 365 mensagens do reino de Deus em seu celular por ano, com versículos bíblicos! Quanto mais pessoas você falar do amor de Deus, maior serão as sua bençãos no reino dos céus! E maior será o seu galardão!

Jesusfree!!
Você vai falar com todos da igreja do amor de Cristo! Vai sair com as pessoas e falar do amor de Jesus! Não precisa falar de dinheiro, porque pela graça sóis salvos! Você vai visitar os irmãos, amigos e parentes para falar do amor de Jesus!
Líderes, não deixem escapar uma ovelha! Todas as famílias saberão desta tão antiga revelação: Deus amou o mundo de uma maneira tão grande, que enviou o seu filho unigênito para todos os que acreditam tenham a vida eterna com Cristo Jesus! Vamos para as ruas e falaremos do Jesusfree!! "Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus!".
Tem que ter tempo e disposição para ser membro deste ministério! Afinal de contas, você vai evangelizar em nome de Jesus! Mandar mensagens pela internet e pelo celular em nome de Jesus! Receber pessoas em sua casa, ou fazer reuniões em outros lares sobre Jesus! Tem que aproveitar o culto e pós-culto! Tem que falar nas ruas, nas empresas, nos restaurantes, sempre falar de Jesus!

Mas você pode dizer: "amigo, qual será o meu retorno em participar do ministério Jesusfree"?

Caro amigo(a) e irmã (o), o nosso retorno são as lágrimas!

As suas lágrimas diante da presença de Deus em sua vida pela busca de um Deus vivo e as lágrimas das almas que estarão sendo transformadas pela graça e o amor de Jesus que ressuscitou e está dentro de nós por meio do Espírito Santo. Devo lembrar que Jesus iniciou seu ministério aqui na terra usando 12 pessoas em seu "marketing multinível", porém esse trabalho sem fins lucrativos era para ganhar almas e manifestar a glória de Deus.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Em seus passos o que Jesus jamais faria?


Pablo Massolar

"Em seus passos o que faria Jesus?" Este é o título de um livro escrito por Charles Sheldon e publicado originalmente em 1896, nos Estados Unidos, com o título "In His Steps".
A obra conta a história de Henry Maxwell, pastor da Primeira Igreja da cidade de Raymond, que vive honestamente sua vida confortável e sem contratempos, até o dia em que surge em sua igreja um homem pobre e necessitado. O episódio o leva a questionar seus próprios valores, o seu modo de vida e prioridades, colocando diante de si a inquietante questão: "O que Jesus faria?".
A partir disso, decide propor aos fiéis de sua igreja que se comprometam durante um ano a não fazerem nada sem antes perguntarem o que Jesus faria na mesma situação. O desenrolar da história descreve as experiências, tanto de satisfação e realização pessoal, como também de conflito e incompreensão que vão enfrentando à medida que se empenham em levar adiante o desafio proposto.
Hoje em dia há tanta gente doente e inescrupulosa dizendo agir "em nome de Jesus", proclamando da boca para fora "seguir os passos de Jesus", mas negando-o nas atitudes, enganando, extorquindo, manipulando e oprimindo que fica difícil encontrar Jesus, de verdade, nos passos destes. Ainda que eles gritem ou cantem nervosamente o nome de Jesus o tempo todo e façam até alguns aparentes sinais milagrosos.
Algumas vezes a imagem e referência do Jesus dos Evangelhos se apaga e se confunde com tanta demonstração tosca do que querem erroneamente fazer parecer Jesus, mas nem de longe se parece efetivamente com os passos de Jesus.
Mais do que levantar questões meramente morais ou culturais, percebo a urgência de esclarecer o que não representa e jamais se veria na vida prática do verdadeiro Jesus dos Evangelhos.
Acredito que boa parte do engano se dá pelo fato das pessoas não lerem e não conhecerem minimamente os Evangelhos, além da grande distorção que se faz com as escrituras por dinheiro ou para fazer perpetuar os domínios aprisionantes das instituições e dos rituais de poder humano.
Jesus jamais exigiu sacrifícios pessoais, esforço financeiro ou físico, presentes ou qualquer tipo de oferta para abençoar, curar, salvar, purificar e orientar as pessoas a sua volta.
Jesus jamais utilizou seu poder como estratégia de marketing pessoal. Embora os milagres fossem um sinal para que as pessoas cressem, e muitos o buscavam por causa dos prodígios e do pão que era multiplicado milagrosamente, Jesus jamais utilizou isso para segurar o povo a sua volta.
Jesus jamais distribuiu pão só para garantir plateia e ter a quem evangelizar.
Jesus jamais rejeitou qualquer pessoa por não professar a fé da mesma forma que ele a professava e a entendia. Mesmo Jesus frequentando sinagogas, tendo nascido no judaísmo, jamais deixou de andar e falar com pagãos, gentios, pecadores e toda sorte de gente considerada impura para os padrões da lei de Moisés.
Jesus jamais deixou a lei da religião ser mais importante que a vida e a misericórdia.
Jesus jamais deixou de amar. Jamais recusou a mesa e a comunhão mesmo a quem ele, de antemão, já sabia que o trairia. Até diante da angústia, do medo e do abandono, Jesus jamais se deixou ser vencido pelo rancor.
Jesus jamais usou em benefício próprio a influência que exercia sobre os discípulos.
Jesus jamais ensinou expandir o Reino através do acúmulo de bens ou da construção de templos.
Jesus jamais fez conchavos políticos, acordos com Roma ou com a religião dominante em troca de favores, cargos e liberdade para continuar pregando o que e onde bem quisesse.
Jesus jamais deixou de dizer a verdade por medo ou conveniência.
Jesus jamais disse a verdade para agredir, ofender ou provocar vaziamente.
Jesus jamais disse a verdade só para provar que estava certo.
Jesus jamais usou a verdade, ao contrário, se deixou ser usado por ela.
Jesus jamais denunciou o pecado sem amor, de forma constrangedora, ameaçadora ou sem acolher até as últimas consequências o próprio pecador envolvido.
Jesus jamais tratou os pecados particulares das pessoas de forma pública e vexatória.
Jesus jamais se deixou levar pela aparência externa. O que o fazia se desdobrar em misericórdia era a sinceridade interior e despretensiosa.
Jesus jamais ficou indiferente ao sofrimento, fosse ele de ordem psíquica, espiritual ou física.
Jesus jamais tratou com diferença pobres e ricos. Se alguma diferença ficou evidente, jamais foi contra a justiça.
Jesus jamais deixou de ser humano, mesmo sendo Deus se fez servo de todos.
Muitas outras coisas jamais se encontrariam no espírito e nos passos do Jesus dos Evangelhos, da Palavra de Deus feita carne, materializada e revelada definitivamente aos homens. Os passos de Jesus são reconciliadores, libertadores e despertam para a vida ainda que tudo a sua volta seja caos e morte. O que não se enquadra no Deus que se entrega por amor e misericórdia não cabe nos passos de Jesus.
O Deus que jamais se deixa enganar nos ensine a discernir nossos passos e nos abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Texto originalmente publicado no blog do autor, que gentilmente o cedeu para publicação no Instituto Jetro.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

18 coisas que não me arrependerei de fazer com meu marido


POR AILEEN CHALLIES

Aqui é a Aileen (esposa do Tim)! Depois que Tim escreveu 18 Coisas que Não me Arrependerei de Fazer com Meus Filhos e 18 Coisas que Não me Arrependerei de Fazer com Minha Esposa, algumas pessoas entraram em contato perguntando se ele poderia completar com um artigo feito por uma esposa para seu marido. Ele não pretendia fazer isso quando começou a escrever, mas achou que faria sentido fechar a série dessa forma. Tim me perguntou se eu gostaria de cuidar disso. Eu sou meio que uma escritora relutante, mas decidi aceitar o desafio (com o acordo de que ele não mudaria nada que eu dissesse!).

Então, aqui estão 18 coisas que não me arrependerei de fazer com meu marido.

1. Sair com ele. Como Tim é pastor, normalmente a segunda-feira é seu dia de folga. Mas, como muitos dias de folga, nossas segundas são geralmente preenchidas por tarefas (e, no caso dele, escrevendo). Porém, uma coisa que sempre tentamos fazer é sair de casa para ter um pouco de tempo e um almoço. Eu nunca me arrependerei de separar esse tempo para estarmos juntos.

2. Cozinhar. Bem, na maioria das vezes, ele só assiste. Mas, algumas das minhas memórias mais queridas são de Tim entrando na cozinha com uma cadeira para ficar comigo enquanto eu preparo o jantar (eu acho que ele faz isso subconscientemente também!). As noites de sexta são nossas noites de pizza e filme. Tim normalmente participa e nós fazemos pizza juntos. Eu adoro esses momentos e nunca me arrependerei do tempo que passamos cozinhando juntos.

3. Orar com ele. Eu amo orar com meu marido. Eu amo ouví-lo orar proque eu vejo muito do seu coração quando lhe escuto falando com o Senhor. Eu nunca me arrependerei de priorizar os períodos de oração com ele.

Eu amo orar com meu marido. Eu amo ouví-lo orar proque eu vejo muito do seu coração quando lhe escuto falando com o Senhor.

4. Liberando-o para servir. Esta tem sido uma luta em nosso casamento, e houve momentos em que fiquei ressentida pelo tanto de tempo e atenção que seu pastorado toma. Liberar Tim para servir nossa igreja não apenas permitindo que ele vá, mas acreditando na necessidade e no benefício de seu ministério à igreja o permite funcionar como deveria na posição que Deus lhe deu. Ele é um presbítero, marido e pai melhor quando sente essa liberdade. Eu sei que nunca me arrependerei de liberá-lo para servir.

5. Dar-lhe um beijo de boa noite. Normalmente, Tim e eu vamos para a cama ao mesmo tempo e oramos juntos antes de adormecermos. Muito frequentemente, é mais fácil, no fim de um longo dia, simplesmente virar e dormir. Mas esse beijo de boa noite é uma forma simples e doce de demonstrar afeição. Eu nunca me arrependerei de dar beijos de boa noite em meu marido.

6. Trabalhar juntos em projetos. Desde que começamos a namorar, Tim e eu trabalhamos juntos em eventos ou projetos. Entre projetos de reforma da casa, dirigir negócios ou promover concertos e conferências, nós sempre cooperamos bem. O tempo que passamos trabalhando juntos por um objetivo comum apenas fortaleceu nosso casamento.Trabalhar juntos é algo de que nunca me arrependerei.

7. Cultos domésticos. Eu amo assistir meu marido ler a Bíblia para nossos filhos. Eu adoro assistí-lo interagir com as crianças sobre o texto e, então, orar com elas sobre isso. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastamos juntos em cultos domésticos.

8. Rir. Eu amo quando Tim ri. Ele é uma pessoa reservada que normalmente ri baixo e, com pouca frequência, gargalha abertamente. Entretanto, quando ele realmente se diverte, ele tem a risada mais encantadora. Eu valorizo os momentos em que podemos rir juntos.

9. Pedir-lhe perdão. Eu sou uma pessoa orgulhosa, e demorou muito para eu aprender como pedir perdão quando peco contra a pessoa mais importante da minha vida. Eu sou muito grata pela graça e o crescimento de Deus, e oro por crescimento contínuo nesta área. Eu sei e tenho aprendido que nunca me arrependerei de pedir perdão para Tim quando peco contra ele.

Eu sei e tenho aprendido que nunca me arrependerei de pedir perdão para Tim quando peco contra ele.

10. Ser carinhosa. Tim e eu naturalmente recebemos amor de diferentes maneiras. Sua linguagem do amor é toque. A minha não é. Eu tive de aprender o quanto significa para ele que eu demonstre afeição física e eu nunca me arrependerei do tempo usado para mostrar afeto em sua linguagem do amor.

11. Telefonar. Normalmente, eu ligo para Tim quando estou voltando para casa de uma tarde cavalgando ou jogando futebol. Geralmente, ligo quando estou empolgada com minha tarde e quero contar-lhe o que está acontecendo. Eu nunca me arrependerei dos momentos conversando de volta para casa.

12. Aprender com ele. Desde que começamos a sair, há dezoito anos atrás, temos gostado muito de aprender juntos (talvez porque nos conhecemos em uma matéria do colégio!). Embora seja tão difícil encontrar tempo, sempre gostamos de ler um livro ou artigo, ou ouvir um sermão juntos. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastei aprendendo com ele.

13. Seguir sua liderança. O âmago da submissão de uma esposa a seu marido é confiar na liderança de seu marido e permitir-se ser liderada. Nosso casamento e nossas vidas funcionam muito melhor quando eu me permito seguir a liderança de Tim. Nos meus melhores momentos, eu sei que nunca me arrependerei de deixar que ele lidere.

14. Apoiá-lo. Há muitas vozes dizendo aos homens quem eles são, mas a voz da esposa é a mais alta de todas. O ego de um marido é bem mais frágil do que geralmente pensamos. Toda esposa aprende rapidamente que ela pode edificá-lo ou demolí-lo com suas obras e atitudes. Eu observo como Tim depende das minhas palavras, e sei que nunca me arrependerei de encorajá-lo e apoiá-lo.

15. Recebê-lo. Cumprimentar Tim quando ele chega em casa no fim do dia é algo em que ainda estou trabalhando. Normalmente, eu me envolvo com o que estou fazendo, mas isso é algo pequeno que significa muito para ele. Eu sei que nunca me arrependerei de receber meu marido com um abraço, um beijo e um “Como foi seu dia?”.”

16. Viajar com ele. Nós ainda temos uma família jovem, mas, às vezes, conseguimos chamar alguém para cuidar dos nossos filhos para podermos viajar juntos. Isso exige muita preparação! Eu passo uma semana organizando refeições e limpando a casa para poder viajar para uma conferência ou outro lugar com Tim. Mas eu amo o tempo com ele e amo vê-lo nesse contexto. Eu nunca me arrependerei de arrumar tempo para viajar com meu marido.

17. Ajudá-lo. Nós temos uma casa agitada com três filhos que exigem e precisam de muito do nosso tempo. E, em todo o caos, eu sei que nunca me arrependerei de tirar tempo para parar o que estou fazendo e unir-me com meu marido para mostrá-lo e aos meninos o quanto ele é importante para mim.

18. Perdoá-lo. Tim peca contra mim, mas quase sempre pede meu perdão. Eu sou muito grata pelo sangue de Cristo que cobre todo meu pecado e muito grata porque ele me ensina que também devo perdoar meu marido. Eu aprendi rapidamente no casamento que quando eu não perdoo, fico amarga. Assim, eu sei e creio que jamais me arrependerei de perdoar meu marido.

Eu sou muito grata pelo sangue de Cristo que cobre todo meu pecado e muito grata porque ele me ensina que também devo perdoar meu marido

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bolas, pipas, bonecas e líderes imaturos


Oswaldo Prado Filho

Vez por outra, vem à minha mente o bom tempo da minha infância. Isso já faz muitos anos, mas as marcas permanecem indeléveis. A escola, os amigos, as férias, a igreja que meus pais me levavam para aprender de Jesus. Todas estas coisas estão bem gravadas em minha memória. O tempo passou. Hoje o que me encanta são outras coisas. No entanto, confesso que, quando criança, o tempo de lazer e das brincadeiras pareciam sobrepujar a tudo.
Toda igreja tem uma história de vida. Ela nasce. Desenvolve-se. E alcança a maturidade gerando filhos, netos e bisnetos. Bem, essa deveria ser a história de nossas igrejas. No entanto, há fortes indícios ao nosso redor de que nem sempre isso acontece. Muitas permanecem por muitos anos na infância. Uma experiência desastrosa, mas bem conhecida nossa: “Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo”(I Coríntios 3:1).
Paulo estava se dirigindo a uma igreja, especialmente aos seus líderes. Certamente eles haviam permanecido naquele estágio de imaturidade e criancice porque seus líderes não souberam levá-los à maturidade.
Trabalhando e servindo ao lado de líderes já por muitos anos, noto muitas vezes a ausência de maturidade quando estão capitaneando uma igreja, um ministério ou alguma organização cristã. O resultado disso é claramente percebido. Igrejas que até mesmo estão experimentando crescimento numérico, mas sem profundidade na Palavra e no compromisso com o Reino de Deus.

Líderes maduros levam suas comunidades a amar a Cristo, o grande líder
Algum tempo atrás um pastor compartilhava comigo que uma pessoa de sua igreja o havia procurado depois do culto para lhe agradecer, pois ele havia pregado sobre Jesus. E fazia muito tempo que essa pessoa não ouvia falar de Cristo, mesmo frequentando uma igreja evangélica. Líderes fortes e maduros têm um alto grau de compromisso com Cristo como o maior líder que já existiu. Para estes, a promoção de outros homens e mulheres em lugar de Jesus soa como simples imaturidade.

Líderes maduros rejeitam a hierarquia como pré-requisito de poder
Vivendo já por algum tempo debaixo de uma nova ordem eclesiástica, nossas igrejas estabeleceram um novo paradigma: os títulos e as honrarias. Inverteu-se o mandamento de Cristo. É melhor ser servido do que servir. Esta atitude é sinal evidente daquilo que Paulo chama de carnalidade e criancice. Líderes demonstram maturidade quando se colocam em posição de servos, com o conhecimento de que, desta forma, serão cada vez mais respeitados e amados por seus seguidores.

Líderes maduros concentram suas prioridades nas questões do Reino
Líderes fracos e imaturos pensam tão somente na igreja local ou na organização que servem. Líderes fortes têm a marca do Reino de Deus em suas vidas. Eles não se sentem atraídos pelo canto da sereia desta ou daquela comunidade, ou de algum líder de expressão. As benesses que alguma instituição ou igreja pode oferecer nunca sobrepujará o compromisso em servir o Reino, mesmo que isso implique em sacrifício e dor.

Líderes maduros constroem uma história que tem princípio, meio e fim
Crianças trocam de brinquedos a cada momento. Brigam. Choram quando algo lhes é tomado. Um dos sinais evidentes de um líder maduro é que ele conhece perfeitamente a tarefa que lhe foi confiada. Ele tem a característica de planejar, coordenar, e levar seus comandados a concluírem a tarefa, seja ela qual for. Mais do que isso. Ele zela por sua vida espiritual e moral para que nenhum escândalo possa interromper sua trajetória ministerial.
Bolas, pipas e bonecas. Líderes imaturos sempre vão gostar de festa e de brinquedos. Suas igrejas, como resultado, também não mostrarão sinais de crescimento espiritual genuíno. O que mais precisamos hoje é encontrar homens e mulheres que estejam dispostos a liderar com seriedade e compromisso aqueles que o Senhor lhes tem confiado. Isto acontecendo, poderemos sonhar com um Brasil cheio da presença da glória de Deus e que manifeste os sinais visíveis do Reino.

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