terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ética é o melhor negócio

Trate os outros como gostaria de ser tratado.

Esta é uma das formas de sintetizar a chamada Regra de Ouro, um princípio presente em praticamente todas as estruturas religiosas e morais de todo o mundo. É a base principal do chamado comportamento ético – se desejo o melhor para mim, é isto que devo oferecer aos outros. Não é uma atitude fácil ou simples, mas constitui a solução para praticamente todos os problemas morais, desde simples conflitos nas relações familiares até as decisões importantes nas altas esferas do Governo – passando, naturalmente, pelo ambiente corporativo.
Em Ética é o melhor negócio, o palestrante internacional e best seller John C. Maxwell demonstra que a Regra de Ouro é muito mais do que um bom conselho: é uma filosofia de vida e de trabalho libertadora, que sintetiza a atitude da pessoa que deseja ser orientada pela ética em todas as dimensões da vida. O autor oferece vários exemplos de grandes empreendedores e líderes que a aplicaram em suas organizações e no âmbito pessoal. Afinal, apesar de toda a crise, a ética continua sendo ingrediente fundamental no mundo dos negócios e nas relações humanas em geral. E não tem contra-indicação.
“Educadores, filósofos, teólogos e juristas estão complicando uma questão que, na realidade, é muito simples. Viver de forma ética nem sempre é fácil, mas não precisa necessariamente ser complicado. Se você está lendo estas palavras, creio que é porque tem o desejo de viver e trabalhar de acordo com os padrões da ética. O objetivo deste livro é ajudá-lo a encontrar esse caminho e alcançar grande sucesso nesta jornada.”
John C. Maxwell

Sobre o autor
Dizer que John C. Maxwell é um dos maiores especialistas em liderança do mundo não é nenhum exagero. Há vários conferencistas internacionais de grande prestígio, mas poucos são capazes de contabilizar suas platéias na casa das centenas de milhares por ano. Nos Estados Unidos, seus painéis, palestras e workshops são tão concorridos que a espera por uma vaga em sua agenda pode levar mais de dois anos!

Em 1985, Maxwell fundou a Injoy, empresa que oferece consultoria sobre liderança e ética profissional a várias corporações norte-americanas. Com mais de 30 livros escritos (muitos dos quais incluídos em listas de mais vendidos de jornais e revistas de prestígio, como The New York Times, USA Today, Wall Street JournalBusiness Week), ele também encontra tempo para o ministério pastoral. Aliás, é nos ensinamentos bíblicos que o autor encontra a fonte de sua filosofia de trabalho, baseada na máxima segundo a qual “tudo começa e termina na liderança”.

Leia outros livros de John Maxwell publicados pela Editora Mundo Cristão (clique aqui para listar obras publicadas pela Mundo Cristão):

21 minutos de poder na vida de um líder
A jornada do sucesso
As 17 incontestáveis leis do trabalho em equipe
As 21 indispensáveis qualidades de um líder
As 21 irrefutáveis leis da liderança
Competências pessoais que as pessoas procuram
Correndo com os gigantes
Dando a volta por cima
Desenvolvendo líderes em sua equipe de trabalho
O sucesso de amanhã começa hoje
Segredos da atitude
Segredos da capacitação
Segredos da liderança
Segredos do relacionamento
 
Profético

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

DESAFIOS DA LIDERANÇA CRISTÃ

Pr. Walter Santos Baptista
A verdade é que entramos no século 21 com tremendos desafios para a liderança na igreja. Um deles é, no dizer de Warren Wiersbe uma crise de integridade. E ela atinge o cerne da autoridade e da liderança da Igreja de Jesus Cristo. Wiersbe lembra que Paulo exclamou com as veras da sua alma: "não me envergonho do evangelho!" E sugere que talvez o evangelho afirme: "(mas) eu me envergonho dos cristãos". Quanta coisa tem sido praticada em Nome do evangelho, com aparência de evangelho, com linguagem de evangelho, e tem dado como resultado superficialidade de convicções, confusão mental e espiritual, e enfraquecimento da fé porque os líderes, pastores ou não, têm aberto campo para a falta de ética, para a manipulação dos sentimentos, para a falta de integridade.
Excelente palavra a que traduz o conceito de integridade na língua hebraica: shalom, a qual é vertida para o português com alguns ricos significados, tais como "inteireza, integridade, plenitude, sucesso, salvação, saúde, prosperidade e, também Paz".
Não podemos fazer por menos: o instrumento que Deus tem para unir as pessoas, fatos e acontecimentos é a Igreja de Cristo. O líder há de ser íntegro, "limpo de mãos" (cf. Cl 1.9,10; 2.10; Sl 24.3,4), e "puro de coração" (cf. Sl 24.3,4). O líder cristão deve possuir uma mente como a de Cristo (cf. 1Co 2.16); sua vontade é honesta (Ed 9.6).
O fato é que na época de Jeremias a religião parecia com esta do século 21: o povo dizia crer, mas havia influência secularista, pois o que cria não fazia diferença quanto ao modo de viver. O ideal evangélico está expresso em 2Coríntios 5.17. Além disso, na época de Jeremias, a religião havia se tornado um "Grande negócio". É só conferir com as exclamações do profeta Jeremias que não tolerava os abusos como em 5.30,31 e Lamentações 4.13. Tudo isso é o que A. W. Tozer chamou de "tratamento comercial" do evangelho. Esse mesmo "tratamento comercial" é responsável pelo pragmatismo religioso: "visto que a igreja está cheia, Deus está abençoando", afirmam.
Outro desafio às portas do século 21 são os novos estilos de culto. O que em outros países é denominado histórico ou contemporâneo, em nosso país é objeto da pergunta "tradicional ou renovado?" Outras comunidades têm utilizado a terminologia Culto Jovem contrapondo-se ao estilo recebido de liturgia e rito.
É evidente que o culto é mensurado pela transformação causada nos que cultuam a Deus, e há de ser sempre "em espírito e em verdade" (Jo 4.23,24), ou não há de ser culto. É gratidão, reconhecimento, louvor, e (embora não seja o propósito primário) terapêutico. Ao tempo que o cultuante reconhece o cuidado, carinho e amor de Deus, louva-O e sai aliviado das tensões, dos cuidados e preocupações, terapia grupal no louvor comunitário.
O culto, por ser dinâmico, envolve mudanças, mas envolve igualmente o que nunca deve ser mudado. Deus não muda; as verdades eternas não mudam; a Palavra de Deus não muda. Questiona-se a ressurreição de Jesus Cristo, a realidade do pecado, a necessidade de salvação, e a singularidade da obra redentora de Cristo. Mas o método pode mudar porque não são estáticos, mas se adequam aos tempos e circunstâncias.
A liderança da igreja às vésperas do século 21 há de estar aberta para o novo sem perder a visão do permanente na igreja. Afinal, somos líderes e capacitadores numa comunidade local sem perder a visão do todo da Igreja de Jesus Cristo; e capacitadores e líderes da Igreja de Deus sem perder a visão da comunidade como expressão local dessa Igreja. Numa análise do que chama "a Igreja do Futuro", Ralph W. Neighbour destaca que a "Igreja do Presente" se caracteriza por ser tridimensional: tem largura, comprimento e profundidade, mas não possui poder espiritual para Dar à luz outra geração de cristãos. A "Igreja do Futuro", além dessas dimensões, tem mais uma: altura, ou seja, vive num mundo físico, de três dimensões como a outra, mas vive em acréscimo num ambiente espiritual onde "principados, potestades, príncipes do mundo destas trevas, hostes espirituais da iniqüidade" são diariamente enfrentados.
É o caso, então, de examinar o que Neighbour destaca quanto ao que caracteriza essa Igreja dinâmica, ativa, viva, quadridimensional:
· O Espírito Santo é Quem a dirige. É só permitir que Ele a controle nos termos de Efésios 3.16. A Igreja e sua liderança não são significativas pelo que possuem, mas porque são usadas por Deus.
· Essa Igreja vive na quarta dimensão, sem qualquer alusão à ideologia esposada pelo pastor coreano David (antes Paul) Yongi Cho. Humanos, somos seres tridimensionais; mas como povo de Deus, e ainda mais, liderança desse povo, temos por conceito o sublime e urgente dever de ser quadridimensionais. Afinal, é nessa dimensão que o poder de Deus se revela e Satanás é vencido (cf. Jo 3.3; Ef 2.18,19). Onde se enfatizam as três dimensões, a liderança trabalha para o povo; nas quadridimensionais, a liderança trabalha com o povo.
Não é de estranhar, portanto, que na Igreja onde se enfatizam as quatro dimensões a liderança seja composta por aqueles em quem os milagres de Deus acontecem de modo pessoal, e não de segunda mão. Ver a Deus, por exemplo, é experiência de primeira mão: Noé teve uma experiência sensorial com Deus e tornou-se o arauto divino para o arrependimento do seu povo (Gn 6.13); Abraão viu a Deus, e isso resultou num rompimento com a velha e surrada vida no politeísmo de sua terra natal (Gn 12.1ss); Jacó viu a Deus, e desde esse momento tornou-se "o princípe de Deus" ((israel, cf. Gn 32.22-32); Moisés viu a Deus e isso fez diferença na sua vida (Ex 3. 1-12; 34.29-35); Gideão que teve um encontro transformador com o Todo-Poderoso (Jz 6.11-24); Elias recuperou-se de um processo de depressão para a vitória porque viu a Deus (1Rs 19.8ss); Isaías nunca mais foi o mesmo depois da visão de Deus (Is 6.1ss); foi o caso de Paulo (At 9.1.ss). E "ver a Deus" dá novas energias. Quando se experimenta pessoalmente o poder de Deus, não se necessita ser aguilhoado para crer que todas as coisas são possíveis por meio de Cristo Jesus. Um líder que tenha tido uma visão definida de Deus será capaz de amar, terá todas as condições de repassar esperança, assim como capacidade de comunicar a fé. Na verdade, só podemos influenciar e liderar outros até o ponto a que nós mesmos chegamos. Nesse ponto, vai se revelar o líder espiritual em contraposição ao líder natural. Segundo Sanders, o paralelo entre estas duas qualidades de líderes é o seguinte:
O Líder Natural
· É autoconfiante
· Conhece os homens
· Toma as próprias decisões
· Usa os próprios métodos
· Gosta de comandar os outros (e ser obedecido)
· É motivado por questões pessoais
· É independente.

Bem diferente, portanto, do Líder Espiritual, o qual:
· Confia em Deus
· Conhece os homens e conhece a Deus
· Faz a vontade de Deus
· É humilde
· Usa o método de Deus
· Busca obedecer a Deus
· É motivado pelo amor a Deus e aos homens
· Dependência de Deus

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