Ética e Liderança Cristã: Textos
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terça-feira, 28 de maio de 2019

Mitos da Liderança: Será que o exercício da Liderança é realmente para você?


Por Amanda Gomes, cofundadora da Escola ELAS

Algumas pessoas se questionam com certa frequência:

- Será que a liderança é pra mim?
- Será que eu devo investir em funções de liderança ou carreiras especialistas?

Muitas vezes essas perguntas estão na fala das pessoas que já possuem alguns anos de carreira e estão prestes a dar um novo passo, profissionais que acabaram de chegar em uma função de gestão de pessoas, ou, até mesmo, pessoas que já lideram equipes e que sofrem com a pressão do dia a dia para melhorar suas relações no trabalho. A dúvida é, geralmente, originada pelo mito de que a liderança é uma vocação, um dom de pessoas com certas características, como, por exemplo, a facilidade de se comunicar, de se posicionar ou, ainda, afirmar que o exercício da liderança não é adequada para pessoas tímidas.

Eu acredito que o mito principal é associar a liderança à obrigatoriedade do exercício de um cargo/função voltados à gestão de pessoas. Todas essas afirmações, na minha visão, são mitos sustentados por anos, criando, às vezes, uma aversão ao tema ou a uma condição obrigatória de decidir: “ser ou não ser”.

Você já se viu questionando sobre isso? Eu afirmo que a liderança definitivamente não tem a ver diretamente com o exercício de um cargo! Confuso isso, né? Liderança é uma habilidade e, na minha opinião, a mais importante que qualquer ser humano deve aprender para progredir em sua vida profissional e pessoal, independentemente se a escolha é uma carreira voltada para área especialista ou na área de gestão. Na minha visão, não se trata de uma opção, mas, sim, uma condição que qualquer pessoa precisa exercer para se sentir realizada com a sua vida e com as suas escolhas. Por isso, entendo como a melhor definição de liderança a capacidade de influenciar os seus pensamentos, os seus sentimentos e suas atitudes em congruência com aquilo que você deseja viver e realizar. O exercício da liderança tem a ver com uma mudança de estado interno (sentimentos/emoções) para lidar com as diversas situações que estamos dispostos diariamente.

Um exemplo que reforça essa afirmação é que, hoje, 90% da rotatividade voluntária dos colaboradores dentro das empresas, que acabam encontrando uma nova oportunidade, está relacionada a conflitos de relacionamentos com os líderes (em sua grande maioria) e pares do trabalho. Muitas vezes, profissionais que são extremamente competentes, terão que “começar” tudo novamente em outro lugar, por não terem conseguido lidar com suas emoções negativas (raiva, falta de reconhecimento, frustração) motivadas pelas relações do antigo trabalho e por questionar os valores dos seus líderes e colegas.

Essa falta de inteligência emocional de todas as pessoas envolvidas fortalece um crescimento cada vez maior do estresse e doenças associadas a ele. Profissionais, muitas vezes, interrompem suas jornadas que poderiam ser mais prósperas por não saber lidar com essas cobranças e simplesmente afirmar: “esse mundo não é para mim!”. Que mundo? O mundo das relações humanas? Não dá para fugir disso, a liderança, como eu acredito, não tem definidamente a ver com a função que você exerce, mas, sim, com a capacidade de gerir e blindar as suas emoções, agindo de forma mais madura ao lidar com as diferenças entre as pessoas. Faz sentido? Imagine, agora, você com mais recursos para lidar com suas emoções. Os seus resultados seriam diferentes? Você acredita que conseguiria influenciar melhor o seu meio e ter resultados melhores? A liderança é o efeito dos resultados vindo do exercício da inteligência emocional.

Quando aprendemos a influenciar a nossa própria vida, conseguiremos pelo nosso próprio exemplo, influenciar as pessoas em nossa volta, sejam elas dependentes de nossa orientação direta, pares, colegas, gestores e familiares. Quando aprendemos a enxergar as nossas possibilidades, vemos que o mundo tem muitas possibilidades também, encontramos novas formas de chegar a resultados sem desistir daquilo que é realmente importante para nós e podemos contribuir com o desenvolvimento das pessoas com muito mais assertividade.

Por isso, a todos que leem esse texto, na minha visão, aprender sobre liderança não é uma opção, é uma condição para você ser feliz! Comece investindo em autoconhecimento e você se surpreenderá no que essa habilidade de liderar suas emoções pode trazer de resultados extraordinários!

Publicado em Rede Jornal Contábil

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O líder antifrágil


Vanessa Prado

Quem nunca se programou para chegar cedo a um compromisso e perdeu a hora porque encontrou um congestionamento terrível no meio do caminho? É comum sermos surpreendidos por situações aleatórias não previstas que geralmente causam desconforto e irritação. Mas não precisa ser sempre assim.
Diante do caos, algumas pessoas preferem a paralisia, outras mobilizam seus esforços para enfrentar a adversidade e tem gente que simplesmente cresce com o ocorrido. Aliás, é por isso que a imprevisibilidade do mundo atual revela três diferentes tipos de líderes: os frágeis, os resilientes e os antifrágeis.
Os frágeis são aqueles muito sensíveis a qualquer tipo de mudança externa. Enquanto os negócios vão bem, eles sustentam o autocontrole; mas, quando são expostos à desordem, desfalecem e perdem o rumo. Os resilientes têm a capacidade de suportarem a pressão e não sucumbir enquanto a tormenta passa, graças à sua flexibilidade. Já os antifrágeis não apenas resistem às intempéries provocadas pelo contexto VUCA (de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade), como também aproveitam a instabilidade para crescer.
O conceito do líder antifrágil apareceu pela primeira vez em 2012, no livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos” (Ed. Best Business), escrito pelo libanês Nassim Nicholas Taleb. Segundo ele, o principal pesadelo da maioria dos gestores é perceber que o mercado que controlam de repente muda e suas convicções pouco valem dali em diante. Líder antifrágil, portanto, é quem não se amedronta diante do novo; pelo contrário, até aprecia a mudança porque sabe que ela é o motor do seu progresso.
Essa lógica veio romper com o antigo entendimento de que o oposto de fragilidade é a força ou a resistência e que essas são características do líder resiliente. Inclusive, Taleb faz uma comparação: dizer que algo resistente é o oposto de frágil é como afirmar que neutro é o oposto de negativo.
Agir como uma pessoa antifrágil não implica em ser masoquista ou ficar procurando situações caóticas. Tem a ver, sim, com uma percepção positiva acerca dos desafios e a convicção de que o desconforto é a mola propulsora de qualquer amadurecimento significativo na vida.
Infelizmente, muitos líderes apertam o “botão catástrofe” diariamente. Diante de qualquer chateação, já se abatem. Assemelham-se a vasos de porcelana que, frente ao menor impacto, logo se quebram. E suas equipes percebem isso na hora.
Pode prestar atenção. Líderes antifrágeis adoram promover o progresso quando o caos se estabelece e enquanto a maior parte dos profissionais comuns instintivamente procura abrigo para se proteger. Eles não temem o erro, as incertezas e alguns desgostos pontuais.
Como bem lembra Taleb, fala-se muito sobre o estresse pós-traumático, mas poucos comentam acerca do amadurecimento de quem enfrenta um trauma. Os garotos tailandeses que ficaram na caverna durante aqueles 18 intermináveis dias, possivelmente saíram de lá com algumas sequelas emocionais e boa parte delas favorecerá – em vez de prejudicar – o tipo de vida que eles terão daqui em diante. Sim! Quem enfrenta uma situação-limite dessa natureza tende a enxergar a maior parte dos problemas como tempestade em copo d’água.
Cada vez mais iremos nos deparar com situações aleatórias que trarão desordem e angústias. A questão é que o faremos com elas: iremos quebrar como um vaso de porcelana, resistir aos fortes ventos como um bambu chinês que não sai do lugar ou nos fortalecer como o sistema imunológico do corpo humano, que evolui ao lidar com diferentes vírus ou bactérias?

Publicado originalmente em Wellington Moreira

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Limites: você sabe reconhecer os seus?


Por Ricardo Pereira(*)

Você conhece os seus limites? Ou espera que a vida te mostre quais são? Muitas vezes achamos que somos como o super homem ou a mulher maravilha e vamos acumulando tarefas e obrigações sem nos dar conta de que, sim, somos somente seres humanos.
Quando tudo está bem, é fácil fazer mais uma coisinha aqui, outra ali, e de repente, quando menos nos damos conta, o acúmulo destas coisas ficou tão grande que a vida não está mais equilibrada, e aí é hora de parar. Acredito que você já tenha passado por momentos assim, não é? E como descobriu que já havia ultrapassado os limites de um equilíbrio saudável?
Eu costumo fazer muita coisa ao mesmo tempo. Brinco que minha mente está sempre trabalhando e pensando em novas ideias e projetos. Também não gosto de ficar parada fisicamente. Volta e meia preciso sair, dar uma caminhada, fazer alguns exercícios. Gostaria de encontrar mais amigos, mas muitas vezes a correria impede. Porém, nos últimos dias, o excesso de atividades acabou me levando a parar de forma compulsória. Fiquei dois dias sem poder realizar muita coisa e isso me serviu para repensar o que estava fazendo de errado. A resposta: limites, ou melhor, a falta deles.
Na ânsia ou empolgação por realizar tantas atividades legais ao mesmo tempo, simplesmente esqueci de que sou apenas humana, e que, sim, muitas vezes é preciso parar e me adequar ao que posso fazer sem prejuizo ao meu equilíbrio físico e emocional. Tenhamos certeza de que se a gente não sabe impor limites a si mesmo, a vida o fará. E às vezes nem demora muito! Aliás, agradeça quando não demorar muito, porque aí dá mais tempo de acertar as pontas antes!

Parada compulsória
Quanta gente que trabalha feito louca, sem horas de descanso nem momentos de lazer com a família, de uma hora para a outra descobre que está doente e precisa parar compulsoriamente? Essas historias são super comuns. E depois, em geral, estas mesmas pessoas saem dessa fase mais equilibradas, dando mais valor à qualidade de vida, tempo livre e equílibrio em tudo que fazem?
Estes momentos também servem para nos mostrar que não somos insubstituíveis na maioria dos casos. Quando eu tinha minha agência de comunicação, alguns anos atrás, também aconteceu comigo. Cuidava de tantas coisas ao mesmo tempo e achava que não poderia parar. Mas aí tive que ficar quieta no meu canto por cerca de duas semanas por questões de saúde, e percebi que tudo continuou. Nessas horas sempre aparecem as melhores pessoas e a ajuda certeira para fazer a vida seguir. E aí resta olharmos de camarote, para que, de uma próxima vez, tenhamos a sabedoria de parar antes de ultrapassarmos os nossos limites, e a humildade de reconhecer que o mundo gira, mesmo quando estamos parados.

Dê limites para os outros também
Algo importante que costuma acontecer é que, em geral, pessoas que fazem muitas coisas ao mesmo tempo e assumem muitas responsabilidades para si, também acabam deixando a porta aberta para surgirem ainda mais coisas e responsabilidades em suas costas. É como se houvesse uma plaquinha em suas testas onde estaria escrito algo assim: “Pode deixar comigo. Eu dou conta de mais essa tarefa”. Só que não pode ser desta forma.
Muitas vezes aquela tarefa curta de meia hora que você topa fazer de última hora é exatamente a meia hora de descanso que você planejava ter, percebe? Portanto, é preciso dar limites para os outros também, saber dizer “não” sem culpa, ou simplesmente explicar que no momento não é possível, mas podem conversar de novo adiante. Tudo é uma questão de equilíbrio!
É claro que muito do que coloquei aqui depende da fase de vida em que estamos. Há momentos em que precisamos dar tudo de nós, fazer o melhor que pudermos para as coisas funcionarem bem. Se você está com um projeto novo e importante, se acabou de ter bebê, se está trabalhando e estudando para terminar logo a faculdade e ganhar mais… talvez sejam momentos onde provavelmente terá que ultrapassar um pouco os limites e se dedicar mais, dormir menos, deixar a balança pender um pouco mais de um lado do que de outro. Mas esse tipo de coisa não pode ser constante, percebe? É preciso que, após essa fase, exista uma outra de maior equilíbrio para recarregar as energias.
Espero que este artigo de hoje sirva para lembrá-lo que, apesar de às vezes não parecer, você precisa e merece um pouco de descanso também. E deve parar aquele momento necessário para refletir o que anda saindo do controle. Lembre-se que se não fizer isso voluntariamente, em algum momento a vida acaba lhe cobrando, portanto, alguns minutinhos para repensar e colocar a rotina em ordem parecem ser a fórmula mais adequada para conseguir os melhores resultados, concorda? Boa sorte e muito equilíbrio!

(*) Educador financeiro, palestrante, Sócio cofundador do Dinheirama e autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse. No Twitter: @RicardoPereira E no Linkedin: Ricardo Pereira

Publicado originalmente em Dinheirama

sábado, 21 de abril de 2018

A ética cristã e o aborto


Por Eliseu Antonio Gomes

INTRODUÇÃO
Na maior parte dos grandes questionamentos éticos, a Bíblia Sagrada possui posicionamento definido e cristalino.
A ética embasada na Lei de Deus e no ensinamento de Cristo é obviamente uma escolha melhor, revela lógica e bom senso, do que uma ética que ambiciona basear-se no iluminismo ou em filosofias mais nova. A partir de um ponto de vista bíblico, é possível declarar por qual motivo o cristão deve ser ético, e também qual é a verdadeira origem da sua vontade de ser ético.

I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO

1.1 Conceito geral de aborto
O aborto é o fim da gravidez, a interrupção do nascimento, é a remoção de um embrião ou feto antes que ele possa sobreviver fora do útero, ou seja, é causar a morte do embrião ou feto. Ao ocorrer espontaneamente, é descrito como aborto espontâneo. Se o aborto é causado de propósito, é então chamado de aborto induzido ou "aborto espontâneo induzido". A palavra aborto é freqüentemente usada para significar apenas abortos induzidos.
Hipócrates (460 a.C. - 370 a.C.), foi médico grego, considerado o pai da medicina na cultura ocidental, autor do juramento que leva seu nome. O Juramento de Hipócrates, escrito entre o terceiro e quinto século a.C. é um dos mais conhecidos textos médicos gregos e considerado mais que um rito de passagem para graduados em medicina. O juramento feito solenemente pelos médicos, por ocasião de sua formatura, é a expressão mais antiga da ética médica no mundo ocidental. Apresenta as bases de vários princípios aos profissionais na área da saúde que continuam sendo de suma importância na atualidade. A síntese deste documento aborda os deveres que o médico deve ter para com o seu professor e para com a profissão; inclui os princípios de sigilo e não maleficência; abrange a integridade de vida, a assistência aos doentes e o desprezo pela sua própria pessoa.
Por conta do Juramento de Hipócrates, é amplamente visto como questionável o exercício da interrupção da gravidez na área legal da medicina.

A militância pró-aborto costuma salientar os seguintes argumentos a favor da sua posição:
• O direito da mulher sobre o seu corpo;
• O fato de não se autorizar o aborto faz com que haja muitos abortos clandestinos que envolvem riscos graves para a saúde;
• As mães pobres, que são forçadas a dar à luz aos seus filhos, têm muitos problemas financeiros;
• As mulheres não devem ser forçadas a trazer filhos indesejados ao mundo;
• As mulheres não devem ser obrigadas a trazer filhos gravemente deficientes ao mundo;
• As vítimas de violação ou de incesto não devem ser forçadas a seguir com a gravidez;
• A dissuasão, se for usada, deve ser verbal e pessoal, e não legal;
• O apoio oficial a mães que tiveram filhos sem terem condições materiais para isso é muito dispendioso.

1.2 O aborto no contexto legal.
A consciência da pós-modernidade alega que quando permitido por lei, o aborto no mundo desenvolvido pode ser um dos procedimentos mais seguros na medicina. É discutível a afirmação da Organização Mundial de Saúde quando diz que os abortos induzidos não aumentam o risco de problemas mentais ou físicos a longo prazo, segundo matéria do Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada, abortos realizados em instalações insalubres causam 47 mil mortes e 5 milhões de internações hospitalares a cada ano, com cerca de 45% de fracassos.
As leis do aborto e as visões culturais ou religiosas dos abortos são diferentes em todo o mundo. Em algumas áreas, o aborto só é legal em casos específicos, como estupro, problemas com o feto , pobreza , risco à saúde da mulher ou incesto. Em muitos lugares, há muito debate sobre as questões morais, éticas e legais do aborto. Aqueles que se opõem ao aborto freqüentemente sustentam que um embrião ou feto é um humano com direito à vida , e assim eles podem comparar o aborto ao assassinato. Aqueles que defendem a legalidade do aborto freqüentemente sustentam que uma mulher tem o direito de tomar decisões sobre seu próprio corpo. Outros favorecem o aborto legal e acessível como uma medida de saúde pública.

1.3 Conceito bíblico de aborto.
Tal como a eutanásia, o aborto não é objeto de nenhum estudo específico nos livros da Bíblia Sagrada. Contudo, mais ainda do que em relação à eutanásia o texto de Êxodo 23.7, que aborda a defesa do Senhor ao inocente e ao justo, deve ser entendido como pondo de lado qualquer possibilidade de concretizar esse ato, pois Deus não justificará o ímpio. Na lei mosaica, provocar a encerramento da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso, causar a morte do feto era cabível do pedido de retaliação (Êxodo 21.22,23).

1.4 O aborto na história da igreja.
Em 1973, Jane Wade foi à Justiça americana afirmando que sua gravidez tinha origem em um ato de violação e reclamava a exigência do Estado em que mantivesse a sua gravidez. Ela alegou seu direito a privacidade, com base na Constituição, e afirmou que essa privacidade se entendia ao útero. Seu caso ficou conhecido como Processo Roe-Wade. A sentença dada pelo Tribunal defendeu seu direito à privacidade e consequentemente arrastou vários outros casos de desejo ao aborto a uma situação de extrema permissividade. Vários anos depois que Jane Wade ganhou seu processo e abortou, admitiu que havia mentido, declarou que não havia sido violada e a gravidez fora consequência de falha nos métodos contraceptivos que usara. Em 1995 ela se converteu a Cristo, deixou seu trabalho em uma clínica de aborto e integrou-se a uma igreja cujo pastor é um dos líderes do Movimento Militante Pró-Vida.

II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO

2.1 Quando começa a vida?
A Bíblia nos ensina sobre a origem da vida: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente' (Gênesis 2.7). Após o homem ser formado através do processo sobrenatural da combinação das substâncias que há na terra, o Criador lhe soprou o fôlego da vida, dando início, assim, à vida humana. Baseado neste nesse fato, entendemos que, cada ser que é formado, a partir da fecundação, o sopro de vida lhe é assegurado pela lei biológica estabelecida por Deus.
Em Isaías 49.1, encontramos o inicio do segundo dos quatro Cânticos do Servo, que retrata a missão do Messias e há a exortação para que a nação de Israel despreze os conselhos de sabedoria humana. A passagem bíblica refere-se a Jesus Cristo, que se tornaria um ser humano desde o ventre de Maria, que teria que se encarnar e seria conhecido como o Emanuel, que significa Deus conosco (Isaías 7.14).
Sobre a chamada ao ministério profético de Jeremias temos, no capítulo 1 e versículo 5, a informação que Deus o chamou antes que ele fosse formado no útero de sua mãe. Não se trata de reencarnação, trata-se do conhecimento absoluto que Deus tinha de Jeremias e do seu plano soberano para a vida dele antes que ele fosse concebido.
Em Gálatas 1.15, Paulo escreve que Deus o separou ao ministério apostólico antes que ele nascesse. Com isso, não queria dizer que sobre nascer e ser separado fisicamente de sua mãe, e sim sobre ser separado e colocado à parte por Deus para o serviço desde o seu nascimento.

2.2 O que diz a bíblia.
A Bíblia mostra claramente que, no entender de Deus, o feto é uma pessoa.
• Jó 3.3 pressupõe a continuidade entre o ser que é concebido e o ser que nasce.
• Jeremias 1.5 e Isaías 49.1 descrevem a forma como Deus se relaciona com a pessoa quando esta ainda está no ventre de sua mãe.
• O Livro de Salmos, em 139.13-16, revela de maneira comovente que Deus é quem cria o ser humano desde o útero, desenvolve o ser humano no ventre de sua mãe.
• Salmo 51.5 diz que a pessoa tem a tendência de pecar desde o ventre
• Em Lucas 1.41, João Batista é descrito como "criancinha" (brephos, em grego). O texto narra o episódio em que ele saltou de alegria quando ainda estava no ventre de sua mãe Isabel, quando esta recebeu a saudação de Maria, que viria a ser a mãe do Salvador. E em Lucas 2.16, o mesmo termo grego é usado para descrever Jesus, já nascido.

2.3 Qual a posição da igreja?
No mundo greco-romano era comum a prática do aborto. Foi preciso que os pais da igreja entrassem em cena para condenar essa prática. No Didaquê (século II): "Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém nascido". Essa questão contribuiu para estabelecer o debate acirrado, primeiro entre os gregos e depois entre os cristãos, sobre o momento em que o bebê, ainda em formação, recebia a alma, tornando-se um ser humano. Por influência de Aristóteles, o pensamento cristão aderiu à ideia de que o feto era animado pela alma humana apenas em uma fase tardia de sua gestação. Tomás de Aquino afirmou depois que na primeira fase o feto tinha uma alma vegetal, na segunda tinha uma alma animal e só na terceira recebia uma alma que podia ser considerada humana. Em 1588, o Papa Xisto V eliminou esse princípio aristotélico.

III – TIPOS DE ABORTO E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
A legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez em três casos somente. Neste tópico apresentamos as principais implicações éticas para estes tipos de aborto.

3.1 Aborto de Anencéfalo
Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) legalizou a interrupção da gravidez de feto anencéfalo (má-formação rara do tubo neural). A principal implicação ética desta decisão está no descarte de um ser humano por apresentar uma má formação cerebral. Trata-se de uma ideologia racista chamada "eugenia" que defende a sobrevivência apenas dos seres saudáveis e fortes. Uma nítida incoerência de quem defende os direitos humanos e ao mesmo tempo age de modo discriminatório. Neste quesito enfatizam as Escrituras: para com Deus, não há acepção de pessoas (Romanos 2.11). Como aceitar a ideia de que Deus não rejeitaria um ser humano em seus primeiros dias de existência?

3.2 Aborto em caso de estupro
Como não é necessária a comprovação do crime de estupro e nem autorização judicial para o aborto, a lei é permissiva e complacente com a interrupção da gravidez sob a alegação de estupro sem que ele tenha ocorrido. Assim, discute-se a inviolabilidade do direito à vida do nascituro (Art. 5°, CF e Art. 2° do CC). Outra questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime.
Para os cristãos o ensino bíblico é claro: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12.21). Não convém reagir ao mal com outro mal, o que só produz mais mal. A reação do crente convertido a Cristo é mudar a situação da maldade para atitudes de bondade, benevolência, benignidade, magnanimidade.

3.3 Aborto terapêutico
Procura-se justificar clinicamente esta ação sob a alegação de que a vida de um adulto tem maior valor que a de um ser em gestação. Daí surge questões éticas quanto à valoração da vida humana. Uma pessoa merece viver e outra não? Tertuliano, em sua obra Apologeticum (197), ensinava que não existe diferença entre uma pessoa que já tenha nascido e um ser em gestação. Outra questão é acerca do poder sobre a existência.
É Deus quem dá a vida e nos permite viver em nosso corpo físico. Podemos decidir quem deve viver ou morrer? É apenas da alçada de Deus levar o homem à beira da tumba e quando toda a esperança parece ter tido o fim, levantá-lo outra vez. Estar neste mundo ou deixá-lo é uma decisão que cabe ao Criador e jamais algo que satisfaça aos desejos pessoais de alguma criatura humana. Cada ser gerado tem um propósito nobre a cumprir, maior que a vontade pessoal, portanto, interromper uma gestação é notadamente um enorme equívoco. Portanto, ajamos com sabedoria, prudência e critério, nunca nos esquecendo da sacralidade da vida humana. As Escrituras Sagradas afirmam que a vida e a morte são, unicamente, da alçada divina (1Samuel 2.6; Filipenses 1.21-24).

CONCLUSÃO
Todos os cristãos comparecerão diante do tribunal de Cristo, , no segundo advento, portanto deve estar empenhado em pregar a revelação da Palavra de Deus exatamente como ela é. estar sempre preparado para proclamar a Verdade, deve abordar a questão do pecado na vida daqueles que servem ao Senhor e na vida de quem é pecador não arrependido. A doutrina de Cristo deve ser exposta com mansidão, mesmo que rejeitada (1Timóteo 4.1,2).
Valorizar a dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios imutáveis do cristianismo. Na sociedade secular, o cristão autentico deve tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana,

https://en.wikipedia.org/wiki/Hippocratic_Oath
https://en.wikipedia.org/wiki/Abortion

Para conhecer mais leia "Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais de Nosso Tempo", CPAD, p.44.

Material em fase de conclusão

Publicado originalmente em Eliseu Antonio Gomes

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Como escrever suas metas e tirá-las do papel


Wellington Moreira(*)

Todo início de ano marca um rito de passagem para muita gente, já que costuma gerar promessas do tipo: "Eu vou voltar a estudar!", "De agora em diante cuidarei da minha saúde!" e "Passarei mais tempo com os filhos!", entre outras. Mas várias dessas resoluções de ano-novo continuam apenas como boas intenções porque não se tornam verdadeiras metas ou as pessoas acabam gastando pouca energia em sua execução.
Se você me permite, quero dividir alguns aprendizados sobre esse assunto que podem ser úteis em sua vida:

1) Metas são diferentes de simples tarefas. Só podemos chamar de meta aquele alvo que revela um propósito desafiador, de realização possível, com significância pessoal e prazo máximo de execução. Ou seja, que exige esforço, competência e engajamento ao longo de algum tempo, é possível de ser feito e tem deadline.

2) Coloque tudo no papel. O ato de escrever é um importante exercício de racionalização, ajuda a elucidar o que realmente é prioritário para você e ainda aumenta o seu compromisso com as metas estabelecidas. Ou seja, não se trata de mero preciosismo.

3) Queira mais menos coisas. Muitas pessoas dirigem energia simultaneamente para várias iniciativas - que demandam tempo e dinheiro -, depois não conseguem dar conta delas e acabam desistindo de tudo. Lembre-se de que, além das suas metas, você ainda tem de cumprir uma rotina que já ocupa a maior parte do seu tempo.

4) Equilíbrio é fundamental. Alguns estudos mostram que precisamos estabelecer metas em quatro diferentes campos: pessoal, profissional, familiar e financeiro. Contudo, é importante tomar o cuidado de equilibrar os pleitos, pois é comum que metas no campo pessoal se choquem com objetivos financeiros ou então que um alvo profissional anule o propósito familiar maior - ou vice-versa.

5) Cuidado com aquilo que você quer. Todo objetivo grandioso exige renúncias e precisamos ter o cuidado de não fazer escolhas erradas, como é o caso de quem quer ter uma carreira executiva meteórica e ainda pretende dar atenção total à família e à sua saúde. É cada vez mais comum pessoas "chegarem lá" e logo depois se arrependerem do que escolheram para si.

6) Sem plano de ação só existem boas intenções. Qualquer tipo de meta exige um "como" estruturado. Se você não sabe o passo a passo que deve seguir até o cume da montanha, então possui um propósito que dificilmente se materializará. Para alcançar metas é fundamental desenvolver o lado pragmático das coisas, perguntando-se constantemente: "O que preciso fazer agora?"

7) Deixe de lado aquilo que não é prioritário. Reserve 20% da sua agenda para as metas que definiu ou, infelizmente, acabará consumido pela rotina. Esse tempo virá das coisas que hoje você faz, mas não costumam ajudá-lo a progredir.

8) Disciplina na execução. Muitas pessoas escrevem aquilo que dizem querer alcançar e depois esquecem a folha de papel em algum canto da casa. Lembre-se de que não é a qualidade da meta que o faz "chegar lá" e sim a capacidade de se manter focado naquilo que sabe ser o correto a fazer.

9) Crie lembretes. Colar as metas na porta do quarto, junto ao espelho do banheiro ou no papel de parede do computador parecem medidas muito simplórias, mas esse tipo de lembrete mantém você atento naquilo que realmente importa.

10) Estabeleça marcos de verificação. De tempos em tempos, é importante medir os progressos alcançados e a forma mais fácil de fazer isso é definir desde já quando é que você vai parar para ver o que está ok e o que precisa ser mudado logo. Uma forma simples e fácil de manter este tipo de controle é inserir desde já todos os marcos necessários em sua agenda de compromissos do smartphone.

Todo ser humano tem a necessidade de deixar um legado, mas antes é necessário construí-lo. Ao longo desse ano você fará inúmeras coisas, mas será que se dedicará àquilo que o fará evoluir e crescer? Faço votos que a resposta seja positiva.

(*) Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é especialista em Comunicação Empresarial.
Palestrantente e consultor empresarial nas áreas de Desenvolvimento Gerencial e Gestão de Carreiras, também é professor universitário em cursos de pós-graduação e conferencista em grandes eventos nacionais, como o CBTD (Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento). 
Membro do IBCO (Instituto Brasileiro de Consultores Organizacionais), também é colunista de diversos jornais e portais de internet, bem como autor três livros já publicados, entre eles "O Gerente Intermediário" (Ed. Qualitymark, 2010), referência no país. 
Diretor-executivo da Caput Consultoria, entre seus principais clientes corporativos constam organizações do porte de: Companhia Siderúrgica Nacional, OnixSat, Peróxidos do Brasil, Concessionários Scania, Atlas Schindler, Sonhart, Midiograf Gráfica e Editora, Confepar, Inusittá Ambientes Planejados, Dentalclean, Construtora Plaenge, Romagnole Produtos Elétricos, Folha de Londrina, Scriba Projetos Editoriais, Editora Positivo, Móveis Nicioli, Castrolanda, LDC-SEV, Uniodonto Brasil, Grupo Hayonik e Correios.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

terça-feira, 25 de agosto de 2015

5 mentiras que mantêm você preso na sua zona de conforto

Um rei foi presenteado com dois jovens falcões. Este, imediatamente contratou um mestre em falcões para treiná-los. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que um dos falcões foi bem educado, mas não sabia o que estava acontecendo com o outro.
Desde que ele tinha chegado ao palácio, ele não havia se mudado de galho, ainda tinha que levar a comida diariamente a ele.
O rei chamou diversos curadeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer o pássaro voar. Desesperado, ele emitiu um decreto proclamando uma recompensa para aqueles que fizessem o falcão voar.
Na manhã seguinte, o rei viu o pássaro voando em seus jardins.
– Traga o autor deste milagre! Ordenou o rei.
Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:
– Como você conseguiu fazer o falcão voar? Você é um mago?
– Não foi muito difícil meu rei – disse sorrindo o homem. – Eu só cortei o galho que ele estava. Naquela ocasião, o pássaro foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão levantar vôo.

Esta fábula ensina-nos que às vezes é necessário permanecer em uma zona campo para recarregar, mas permanecer aí por um longo tempo, nunca saberemos o quão longe poderíamos chegar.
Portanto, precisamos expandir cada vez mais nossa zona de conforto. Nós só crescemos fora da zona de conforto.
Quer gostemos ou não, a capacidade de deixar conscientemente nossa zona de conforto e se atrever a descobrir novos horizontes e realizar nossos sonhos é o que nos torna diferentes dos outros, é o que nos permite ter novas experiências que enriquecem e dão sentido a nossas vidas.
Infelizmente, a maioria das pessoas preferem ficar em sua zona de conforto, o espaço em que eles se sentem mais ou menos confortável e seguro.
Para entender a zona de conforto pode imaginar dois círculos concêntricos, um pequeno dentro de um maior.
O pequeno círculo representa todas as coisas a que estamos acostumados, nossos hábitos e rotinas que normalmente visitam os locais e pessoas que frequentam. É nossa zona de conforto.

À primeira vista, tudo pode parecer grande, mas o fato é que a permanência dentro desse círculo não é uma garantia de felicidade e não garante que no final de sua vida não terá arrependimentos.
Na verdade, ficar na zona de conforto limita você, porque não lhe permite descobrir nada de novo. Assim, você pode morrer um pouco a cada dia. Lembre-se de que a vida começa onde termina sua zona de conforto.
No entanto, há um círculo muito maior, composto de coisas que você não conhece, o desconhecido, seus sonhos, novos lugares … É o círculo da aprendizagem, ai que ocorre a expansão.
Para muitas pessoas dar esse salto assusta-os demasiadamente, porque não sabem o que vão encontrar no outro círculo, de modo que colocam em prática um mecanismo de auto-sabotagem, para permanecer em sua zona de conforto e não ser forçado a sair.

As mentiras que contamos a nós mesmos para não sair da zona de conforto:

1. “Eu não tenho por que fazer”
É verdade, ninguém pode empurrá-lo para fora de sua zona de conforto e você não é obrigado a sair, mas se você ficar dentro da caixinha, não irá crescer. Lembre-se que não crescemos simplesmente pelo passar dos anos, mas pelos os desafios que enfrentamos.
Quando você pensa em um projeto que representa um grande desafio e de repente sua voz interior lhe diz que você não tem porque fazer, em realidade o que você está expressando é uma resistência à mudança, porque uma parte de você deseja que fique dentro dos limites do conhecido.
No entanto, se você pensar que não há nenhuma razão para realizar algo novo, lembre-se que simplesmente fato de crescer e descobrir, são razões mais que suficientes.

2. “Não é o momento certo”
Condições perfeitas para empreender algo raramente ocorrem, mas para perseguir um sonho significa lutar contra o vento e a maré, criando condições ao longo do caminho.
Quando você diz a si mesmo que não é o momento certo, você está ativando o medo, provavelmente um intenso medo do fracasso inoculado em você desde a infância.
Claro, não se trata de se lançar-se a uma aventura sem avaliar os prós e contras, mas se nós realmente queremos alçar vôo, devemos ser conscientes que não podemos ficar parados, precisamos ir em pequenos passos.
E quando percebermos já estamos caminhando melhor.

3. “Vou começar quando …”
Esta é uma das desculpas mais comuns para ficar seguro em nossa zona de conforto. Na prática, é o engano perfeito, porque não estamos desistindo do sonho ou do projeto que temos em mente, mas apenas colocando-o de lado até que determinada situação ocorre.
O problema é que essa desculpa leva diretamente a procrastinação, por isso é provável que quando a condição da demanda for atendida, criaremos outra, e mais outras.
Desta forma, mantemos a esperança viva, mas ao mesmo tempo, temos que trabalhar duro para tornar esse sonho uma realidade.

4. “Não é para mim”
Basicamente, por trás dessa frase a ideia de que nós não somos o suficiente bom ou capazes. Esta é a desculpa perfeita para inseguros e pessoas com baixa auto-estima. Também é uma desculpa usada por pessoas que têm medo do mundo e se fecham para novas experiências. Em qualquer caso, você não pode saber se algo que você gosta ou não até prová-lo.
Na verdade, é provável que em mais de uma ocasião tenha pensado que algo não foi feito para você, mas depois de provar, você amou e se tornou empolgado com a nova situação. Portanto, não feche para novas experiências nem se limite como uma pessoa. É a pior coisa que poderia fazer.

5. “Eu não sei como fazer”
As coisas novas podem assustar, então uma das desculpas que inventamos para ficar em nossa zona de conforto é dizer-nos que não sabemos como enfrentar o desafio.
Podemos pensar que não temos habilidades ou que nunca podemos desenvolver. No entanto, lembre-se que quando você tem um “quê”, os “comos” vem sozinhos.
É verdade, para realizar determinados projetos a preparação é necessária, mas isso não significa que você não pode fazê-lo, significa apenas que levará mais tempo ou precisa de alguém para ajudá-lo.
Nenhuma habilidade vem do nada, todos tem na sua base muita paixão e esforço para o que a realiza, é assim com todos que atingiram esses patamares.
No fechamento, tenha sempre em mente o que Nelson Mandela disse: “Impossível é tudo aquilo que não se tenta” ou como disse Michel Jordan: “Você erra 100% das bolas que não arremessa“

Publicado em Yogui

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Síndrome de Burnout



Estudo mostra que cerca de 1.500 pastores abandonam o ministério pastoral todos os meses.


A saúde dos líderes pastorais tem sido colocada em cheque constantemente por uma série de males que têm acometido vários pastores nos últimos dias. Os pastores lutam com desafios espirituais em sua essência, mas, não se limitam a estes. Como sujeitos “bio-fisio-psico-sócio-espirituais” lidamos o tempo todo com outros indivíduos que mantém a mesma complexidade. Desta dinâmica de relacionamentos uma série de males pode emergir.
Dentre as doenças que têm sido diagnosticadas existe uma sobre a qual eu nunca havia ouvido falar até a pouco tempo. É a chamada “Síndrome de Burnout”, um mal que parece ter sido feito sob medida para os líderes pastorais que tem na ministração a outros a sua marca de trabalho.
Pregar, ensinar, liderar, aconselhar, visitar, consolar, encorajar, corrigir, planejar, mediar etc. São tarefas que têm tudo a ver com a possibilidade do líder sofrer desta síndrome. Já foi constatado em pesquisas que os profissionais expostos a altos níveis de estresse e aqueles que trabalham em funções em que precisam se doar mais como pessoas são os que mais apresentam este mal.
Os pastores têm todo o perfil para serem vítimas comuns dessa síndrome. Podemos traduzir a palavra “burnout” como “combustão completa”, ou seja, algo queimado totalmente. Psicologicamente falando este termo se aplica a uma situação de completa exaustão e entrega ao desencorajamento.
Este termo pode ser aplicado ao pastor quando este se vê “queimado” com reflexos espirituais, emocionais e físicos. Este mal é terrível e infelizmente temos de constatar que muitos colegas já estão sofrendo dele. Há muitos líderes “queimados”, que já há muito tempo têm revelado sintomas dessa síndrome, talvez eles mesmos não notem, mas quem está ao seu redor sim!
Outro dia atendi um pastor de outra denominação no gabinete que chegou apresentando exatamente os sintomas dessa síndrome. Ele chegou ao ponto de dizer que, em determinados momentos, tinha vontade de jogar o carro no poste. Graças a Deus hoje ele está bem. Nenhum pastor está livre disso.

Quais são os sintomas dessa síndrome?

Segundo estudiosos os principais sintomas são:

  • Exaustão emocional com uma profunda falta de estímulo profissional. As perspectivas se perdem, os sonhos são abandonados e a ansiedade ganha espaço.
  • Despersonalização com uma insensibilização diante de tudo e de todos ao redor. O pastor veste uma couraça de auto-proteção diante das tensões interpessoais e circunstâncias do dia-a-dia laboral.
  • Perde-se a capacidade de produzir criativamente e as tarefas que ainda continuam sendo feitas se transformam em simples obrigação e rotina.
  • Apresenta comportamento agressivo e irritadiço sem motivo aparente e um mau humor frequente.
  • Sentimento de baixa realização e desencorajamento profissional com uma avaliação muito negativa sobre si mesmo.
  • Sentimento de derrota e abatimento também são comuns.
  • Além disso tudo, ainda pode surgir a depressão e dores.

Pela natureza do trabalho, os pastores estão na linha de frente daqueles que podem sofrer da “Síndrome de Burnout”. Um pastor acometido dessa síndrome irá gerar problemas para si mesmo, para sua família e para as pessoas a quem tem de ministrar.

Como podemos buscar prevenir este mal?

Penso que não uma, mas muitas ações são indicadas para prevenção:

  • descanso frequente, férias e passeios,
  • um sono reparador(dormir sempre no mesmo horário. Sono de 7 horas no mínimo),
  • a prática de um hobbie ou esportes saudáveis e contínuos,
  • uma alimentação correta,
  • uma saúde em dia,
  • uma visão de si mesmo equilibrada,
  • a manutenção de expectativas realistas em relação si mesmo e ao ministério,
  • o compartilhar contínuo de fardos,
  • uma vida devocional coerente,
  • o desenvolvimento de amizades verdadeiras,
  • uma divisão mais equitativa de horários(tempo para lazer, alimentação, família etc),
  • a quebra eventual da rotina de vida,
  • o não acumulo de emoções negativas,
  • mudanças na vida sempre que possíveis e necessárias,
  • o desfrutar de aspectos mais simples da vida como um abraço de um filho, o carinho da esposa e o sorriso de um amigo leal,
  • uma caminhada em um local tranquilo,
  • uma leitura por prazer, etc.

Tudo isso pode cooperar. Se você percebe que está sofrendo desse mal, não se desespere, procure ajuda, há cura. Não tenha vergonha de abrir o coração com alguém que de fato possa lhe ajudar neste momento. Sua vida é muito preciosa para ser “queimada”.
Talvez a pior consequência da “Síndrome de Burnout” seja a possibilidade de nos levar a perder a capacidade de descansar no Senhor, mas é ai que reside a base para a prevenção e a cura desse mal.
Se como pastores estamos na linha de frente para sermos pegos por este mal, por outro lado, temos ao nosso dispor o maior recurso do universo para sermos sarados - a mão de Jeová-Rafa estendida em nossa direção.
Que Ele nos abençoe, nos guarde e nos cure.

Pr. Ednilson C. de Abreu e Centro de apoio a família.

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O jornalista Marcelo Brasileiro publicou uma matéria na revista Cristianismo Hoje na qual falou sobre a quantidade crescente de pastores que abandonam o ministério pastoral por não suportarem as cobranças que esse sacerdócio exige.
A reportagem aponta pesquisas como a realizada pelo ministério LifeWay, que aponta que apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade dos pastores entrevistados, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”.
Outra pesquisa sobre o tema é a do Instituto Francis Schaeffer, que revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Em uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), cerca de 70 pastores saíram da igreja por mês desde o ano passado.
Não se trata de pessoas que abandonam a fé cristã, mas de líderes que deixam o púlpito por não suportarem o as exigências do cargo.
Temos como exemplo o pastor José Nilton Lima Fernandes, 41 anos, que durante todo o ano de 2011 esteve de licença e afirma que essa experiência lhe mostrou que é possível servir ao ministério pastoral sem estar dirigindo uma igreja. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”, explica.
“Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, completou o pastor, que conta ter pedido licença da sua função na Igreja Presbiteriana Independente (IPI) no final de 2010, depois de quase 15 anos enfrentando problemas.
Atualmente Nilton retomou seu trabalho como pastor em uma IPI da zona leste da capital paulista.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Como Implementar Membresia a uma Igreja Existente?

John Folmar(*)

“Como nós podemos nos envolver no ministério nesta igreja?”

O experiente casal desejava começar a servir naquele mesmo dia – realizando pequenos grupos em sua casa, liderando estudos bíblicos, qualquer coisa. Encorajado pelo entusiasmo deles, eu simplesmente os instei a continuarem visitando a igreja e conhecendo-a melhor. O fato é que novos freqüentadores não devem servir a igreja de nenhuma maneira oficial, seja servindo café ou cuidando voluntariamente das crianças.
Isso não é porque nós somos mesquinhos ou hostis. É porque nós cremos que a pergunta mais importante que deve confrontar um novo freqüentador em qualquer igreja é esta: Qual é o seu estado diante de Deus? Você foi perdoado de seus pecados e adotado em sua família? Até que você tenha abordado essas questões, o seu serviço na igreja pode simplesmente distraí-lo dessas perguntas mais importantes.

Nós não sabíamos quem “nós” éramos
Quando eu comecei a pastorear a United Christian Church of Dubai em 2005, nós não sabíamos quem “nós” éramos.
Não havia nenhuma lista atestando quem era e quem não era um membro em situação regular de nossa igreja. Havia apenas algumas centenas de pessoas que apareciam a cada semana, algumas regularmente, outras não. Pessoas que nunca haviam se comprometido com a igreja estavam não apenas servindo café, mas também liderando pequenos grupos. Os presbíteros não sabiam, mas alguns desses líderes oficiais nutriam visões heterodoxas, como o universalismo e o modalismo. Eles nunca haviam sido examinados por meio de qualquer processo de membresia.
Paulo instruiu os presbíteros em Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos” (Atos 20.28). Sem membresia, como podemos nós saber quem é esse rebanho, a fim de que possamos orar por ele e cuidar dele? Os membros são simplesmente aqueles que por acaso aparecem em nossas reuniões semanais? Hebreus 13.17 diz que nós iremos “prestar contas” do rebanho que nos foi confiado. Assim, é importante saber quem é esse rebanho.
Foi por essa razão que minha igreja começou a adotar uma membresia de igreja formal, seis anos atrás. Ao estabelecerem a membresia, os presbíteros podem conhecer e cuidar do rebanho que lhes foi confiado.

Entrando em turbulência
Todos na igreja UCCD concordavam com a membresia enquanto ela permanecia opcional. Ninguém fazia objeção à membresia enquanto ela era apenas para os líderes, ou para os muito comprometidos, ou uma nova técnica de gerenciamento. Mas, quando nós apresentamos a membresia como uma expectativa para todos os crentes em nossa congregação, houve turbulência. Muitas pessoas não entendiam ou concordavam que a membresia era uma expectativa bíblica. Alguns até mesmo a consideravam legalista, facciosa ou excludente.
O processo de entrevista para novos membros foi especialmente contestado. Um indivíduo escreveu: “Eu nunca estive numa igreja onde você sente que precisa passar num teste como cristão para pertencer à família. A experiência de igreja como um todo deveria ser de amor e cuidado. [...] É óbvio que você primeiro convida amorosamente os membros para a igreja e, se percebe que eles necessitam de liderança ou mentoria adicionais para crescerem como cristãos, então você pode fazer alguma coisa. Nós temos sentido como se tivéssemos de ‘passar por média’ antes de podermos pertencer à igreja UCCD, e eu tenho certeza de que esse não é o modo como Deus planejou”.

Membresia: a segunda ferramenta mais importante da reforma
Seis anos depois, a despeito dessas objeções, nós descobrimos que a membresia bíblica de igreja tem sido vital para fortalecer a nossa igreja. De fato, além da pregação da Palavra, eu creio que o modo mais importante de reformar uma congregação é implantar uma membresia.

Lições aprendidas ao longo do caminho
Aqui estão algumas lições que aprendemos ao longo do caminho.

1. Primeiro, ensine a respeito.
O caminho mais eficaz para indispor uma congregação é começar a mudar a cultura da igreja sem apresentar um fundamento bíblico para a mudança. Paulo exortou Timóteo a ministrar “com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4.2). Se a sua igreja viveu por anos sem uma membresia bíblica, então pode levar anos para se ver uma mudança bíblica verdadeira.

2. Pregue expositivamente.
À medida que as pessoas crescem espiritualmente ao ouvirem a Palavra pregada a cada semana, elas se tornarão mais receptivas a argumentos bíblicos acerca do governo eclesiástico e, de fato, acerca de todas as áreas da vida. “O Espírito dá vida” (João 6.63, NVI) e ele usa a Palavra para fazê-lo.

3. Eleve o nível do que significa ser um cristão.
Enfatize em sua pregação a santidade de Deus, juntamente com a correspondente exigência de que o povo de Deus reflita o seu caráter (p. ex., 1 Pedro 1.16).
Por meio de uma dieta perseverante de pregação expositiva, aponte para a disciplina eclesiástica no Novo Testamento (ver, por exemplo, Gálatas 6.1-2; 2 Tessalonicenses 3.6-15; 1 Timóteo 5.19-20; Tito 3.10-11; Judas 22-23 etc.). No devido tempo, as pessoas podem se perguntar por que elas não têm visto a disciplina praticada em sua igreja. A disciplina eclesiástica é a evidência bíblica mais clara em favor da membresia de igreja (por exemplo, Mateus 18.15-20; 1 Coríntios 5; também 2 Coríntios 2.6).
Uma igreja é um grupo identificável de crentes que estão conscientemente comprometidos uns com os outros. As suas vidas não são perfeitas, mas pela graça de Deus eles são, de um modo substancial e observável, diferentes do mundo à sua volta. À medida que você sublinhe o significado de ser a “nação santa” de Deus (1 Pedro 2.9), a membresia começará a fazer mais sentido.

4. Faça aplicações corporativas em seus sermões.
Não aplique a Escritura apenas a crentes individuais. Peça às pessoas que considerem o que uma passagem diz à igreja como um todo. Com o passar do tempo, isso as direcionará para uma responsabilidade comunitária e pactual de uns para com os outros.

5. Dissemine essa visão entre os presbíteros e outros líderes.
Distribua o livreto Refletindo a glória de Deus, de Mark Dever,[1] aos potenciais líderes de sua igreja. Se os seus líderes preferirem comédia, tente o livro Plantar igrejas é para os fracos, de Mike McKinley.[2] Converse com eles sobre os argumentos para uma congregação biblicamente organizada.

6. Seja você mesmo um modelo robusto de vida comunitária.
Faça de sua vida um microcosmo da forte comunidade corporativa que você deseja ver em sua igreja. Seja hospitaleiro. Almoce com homens que estejam respondendo ao seu ministério. Comece a construir uma comunidade nuclear que reconheça o valor de prestar contas e ter comunhão. Comece pequeno, seja paciente em suas interações com outros e ore por elas.

7. Ore para que Deus enriqueça as relações em sua igreja, de modo que a membresia faça sentido.
Sem uma comunidade cristã genuína, a membresia é apenas uma casca. Nós dependemos do Espírito Santo para criar as afeições fraternais e manter a unidade que a membresia expressa de modo tão belo. Esteja em constante oração pela comunhão e pelos relacionamentos em sua igreja. Encoraje conversas espirituais. À medida que os relacionamentos em sua igreja se aprofundam, confissão de pecado e correção se tornarão mais comuns.

8. Implante um pacto eclesiástico para enfatizar a responsabilidade corporativa.
Um pacto é uma promessa que cada membro faz de amar e cuidar da igreja. Ele também especifica as obrigações que os crentes têm uns com os outros. Se a sua igreja tem mais de 50 anos, vocês provavelmente já têm um pacto perdido em algum lugar do armário. Desempoeire-o e o reintroduza em sua igreja, mas apenas depois de haver ensinado os conceitos o bastante. Se vocês não têm um pacto, considerem usar este aqui.[3]
A fim de se certificarem de que o pacto é de fato um documento “vivo” em sua igreja, recitem-no juntos antes da Ceia do Senhor ou das reuniões de membros. A verdadeira membresia é composta por aqueles que conscientemente fizeram um pacto com os demais em sua igreja. Sem um pacto e uma membresia, sua igreja pode ser apenas um ponto de pregação.

9. Prepare-se para objeções.

Objeção nº 1: Nós nunca fizemos isso antes.
Resposta: Deixe que a Bíblia, não a tradição, estabeleça o que você faz na igreja. Considere a prevalência da disciplina eclesiástica no Novo Testamento (p. ex., Mateus 18.15-17, 1 Coríntios 5, 2 Coríntios 2.6). Se é possível expulsar alguém de uma assembléia identificável, é possível também admitir alguém. Isso é membresia. E o Novo Testamento presume que todos os cristãos são membros de igrejas.

Objeção nº 2: Membresia é algo legalista e sem amor.
Resposta: Pode ser, mas não o é necessariamente nem deve sê-lo. De fato, permitir que alguém permaneça confortavelmente parte de sua igreja, sem nunca confrontá-lo com a questão de se ele ou ela está de pé diante de Deus, talvez seja a coisa menos amorosa que você jamais possa fazer. É preciso reconhecer que a membresia sozinha não tornará a sua congregação mais amorosa, mas ela deveria ser uma potente demonstração da comunidade forjada pelo Espírito.

Objeção nº 3: Consome tempo demais. Ao final de uma cansativa reunião de presbíteros, quem deseja dedicar atenção a uma dúzia de formulários de entrevista de novos membros e conversar sobre detalhes, vidas e testemunhos de indivíduos? Certa vez, um presbítero me perguntou: “Não podemos delegar isso a um diácono?”.
Resposta: O chamado primordial de um presbítero não é gerenciar programas, mas “[atender] por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos” (Atos 20.28). O que poderia ser mais inerente a esse chamado do que ver novos membros entrando e velhos membros saindo?

A membresia antecipa as questões mais importantes
Outra razão para praticar a membresia de igreja é que ela antecipa as mais importantes questões. O processo de triagem e o contato pastoral são vitais para a igreja.
Certo homem do Iêmen quis ser membro da UCCD, mas, baseado na entrevista, ele claramente não era um crente. Cientes desse fato, nós começamos a trabalhar com ele as verdades básicas do evangelho. Agora ele é um cristão frutífero que compartilha o evangelho com outros. Quando outro homem da África do Sul passou pelo processo de membresia, ele não podia explicar o evangelho claramente, embora parecesse crer na Verdade e desse evidência do fruto da fé. Após algumas conversas mais intencionais e o livro Cristianismo básico de John Stott,[4] a sua fé começou a se aprofundar e a florescer. Agora ele serve fielmente como diácono em nossa igreja. Muitas outras pessoas têm sido salvas e fortalecidas por meio do processo de membresia na UCCD.

É claro que nem todo mundo é persuadido.
Três anos atrás, um marido que estava descontente com nosso processo de membresia escreveu aos presbíteros acerca de sua esposa, que estava perturbada após a entrevista de membresia: “A experiência como um todo a fez questionar a fé cristã”, ele disse.
Ele não percebeu que é exatamente para isso que a membresia existe.
Ela existe para nos fazer examinar a nossa fé (2 Coríntios 13.5). Por quê? Não porque nós pastores somos abrasivos, insensíveis ou antipáticos. Não porque cremos ser melhores que os outros, ou porque estamos na posição de julgar a fé das pessoas. Em vez disso, nós devemos permitir que o processo de membresia da igreja nos faça examinar a nossa fé porque a pergunta “Eu sou mesmo um cristão?” é uma das questões mais importantes que jamais podemos enfrentar.

Notas:

[1] Mark Dever. Refletindo a glória de Deus: elementos básicos da estrutura da igreja: diáconos, presbíteros, congregacionalismo e membresia. São José dos Campos: Fiel, 2008.
[2] Mike McKinley. Plantar igrejas é para os fracos. São José dos Campos: Fiel, 2013.
[3] Em inglês.
[4] John Stott. Cristianismo básico. Viçosa/MG: Ultimato, 2007.


Tradução: Vinícius Silva Pimentel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright.

Publicado em Ministério Fiel


(*)John Folmar, casado com Keri, é pai de Ruth, Chloe e Andrew. Mudou-se para Dubai em 2005 para servir na UCCD como Pastor efetivo. Depois de formar-se no Southern Baptist Theological Seminary, John atuou na equipe de Capitol Hill Baptist Church, em Washington DC, por vários anos antes de ser chamado para servir na UCCD.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Você é um líder?


Ou é um Líder de Crachá?

"Se o líder não for uma pessoa motivada, sua equipe estará morta"

Gilclér Regina

Uma das diferenças mais gritantes que existem nas empresas é o líder de fato e o líder de crachá. O primeiro é motivador de pessoas, inspirador... O segundo age na mesmice (como chefe), vira e mexe procura erros, toma decisões em detalhes equivocados, simplesmente para fazer valer sua “autoridade”, um autêntico inseguro.
Neste caso, para este tipo de “chefinho” o relatório é muito mais importante que o resultado.
Uma pergunta que sempre tenho que responder é a seguinte: De onde surge a motivação do ser humano? Desde que o mundo é mundo, a motivação existe e sempre estará relacionada à escolha de caminhos e atitudes na tomada de decisão.
O ser humano usou seu cérebro inicialmente para sua sobrevivência, sempre vivendo em grupos, vamos chamar aqui de família. Essa motivação persiste até os dias atuais. E hoje, o que mais importa para se obter toda essa vivência de resultados chama-se relacionamento.
A arte de liderar é igual a arte da política: Sempre em dois caminhos como tudo na vida. Ou você escolhe a arte de “fazer amigos” mesmo sabendo dizer “NÃO” quando é preciso, ou então será um míope corporativo, um fazedor de inimigos e um construtor de resultados medíocres.
O Rei Salomão disse: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”. Sempre teremos dois caminhos, vivemos mesmo num mundo de escolhas.

O líder deve saber trabalhar com duas situações:
• Primeiro que ele estará diante de pessoas e estas são na sua essência muito diferentes, com reações e perfis diferentes.
• Segundo, reconhecer o que a maioria das lideranças no mundo reconhece, isto é, entender que o grande desafio para se atingir metas e objetivos passa por uma equipe motivada.

O que fazer? Saber aceitar as diferenças individuais e ao mesmo tempo trabalhar o potencial de cada um. Não se pode construir uma empresa 100% em excelência e resultados com uma equipe 50% em comprometimento com metas, qualidade ou mesmo na aceitação de desafios. Afinal, não existe meia-meta!
Mas também não se constrói metas com líderes de crachás (figurinha carimbada de alguns chefes) que trabalham o terrorismo no dia-a-dia, e sua ênfase é “somente respeitar as normas” e cobrar relatórios. Neste caso, adeus resultados!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Marketing Multinível nas igrejas

Sidney Nunes

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. (Mateus 24:12)

Estou percebendo algo em nossas igrejas que tem me deixado muito triste. Vejo que muitos crentes tem uma grande dificuldade de participar das atividades regulares da igreja:

1) não podem ir ao culto durante a semana porque estão estudando ou porque passaram um dia difícil de trabalho, ou chegam tarde em casa.
2) não podem participar de um evangelismo no final de semana porque estão cansados de uma semana difícil e, para muitos, é complicado falar com as pessoas, abordá-las, mesmo sendo para falar do amor de Cristo.
3) não podem participar dos ministérios existentes na igreja porque são tímidos.
4) muitas pessoas, não se conhecem porque existe uma dificuldade na comunicação: dificuldade de ir até a pessoa, algumas são introvertidas. Então, acabam os cultos e muitos nem se falam na saída, ou só falam com as mesmas pessoas, aquelas já conhecidas.
5) alguns líderes não tem tempo para visitar as suas ovelhas, estão muitos atarefados.
6) alguns líderes não tem tempo para sair com os irmãos depois do culto, estão sempre com pressa, tem que dedicar mais tempo para a sua família.

Mas essa história está mudando com o marketing multinível!

Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. (Eclesiastes 5:10)

Por interesse financeiro:
1) aquele irmão que nunca tinha tempo de ir aos cultos durante a semana, como num milagre, agora tem tempo, não só para ir, mas para até fazer da sua casa, a sede da reunião.
2) aquele irmão que não falava de Jesus para as pessoas porque era tímido, ou não tinha um chamado para isso, agora está falando com todos do seu mais novo produto comercial.
3) aquele irmão que, quando acabava o culto, só falava com os mesmos da sua classe social e financeira da igreja, agora, como uma mágica, e como um político, fala com todos, abre a porta da sua casa e já não vai mais embora depois do culto, a pressa sumiu!
4) os líderes que não visitavam as "ovelhas" para falar do amor de Jesus, agora estão visitando todas em nome da "empresa americana".
5) os líderes que não saíam com os membros depois dos cultos, agora é lei: mal esperam o culto acabar e já estão com seus tablets e netbooks plugados na internet para mostrar como se ganhar dinheiro no "reino dos homens".

Amados amigos e irmãos, acho que toda crítica deve ser construtiva! Pretendo finalizar essa reflexão de forma construtiva! Não estou aqui para falar mal de uma ou mais empresas, para lhe pedir para deixar de ser o representante do reino dos homens americanos!

Fique calmo! Pode continuar! O dinheiro é seu! O tempo é seu! A vida é sua! É só uma reflexão!

Conheço muitas pessoas que estão no reino dos homens americanos, mas que estão fazendo a obra de Deus normalmente como antes! Falando com as pessoas como antes! Conheço poucos, que nem contaria com as duas mãos, mas conheço! Mas você pode me perguntar: "amigo, qual é a sua proposta?!" Simples, quero lançar o ministério Jesusfree!

Para entrar neste ministério:
1) Não precisa pagar nenhum valor em dinheiro, vender bens, cotas estipuladas de vendas. Nada disso, neste ministério tudo é gratuito!
2) Você escolherá um dia da semana para fazer as reuniões em sua casa sobre o amor de Jesus, o reino de Deus e a sua justiça!
3) Sugerimos uma meta inicial:

Enviar 30 mensagens por mês no seu Facebook para pessoas que não são cristãs.
Enviar gratuitamente 365 mensagens do reino de Deus em seu celular por ano, com versículos bíblicos! Quanto mais pessoas você falar do amor de Deus, maior serão as sua bençãos no reino dos céus! E maior será o seu galardão!

Jesusfree!!
Você vai falar com todos da igreja do amor de Cristo! Vai sair com as pessoas e falar do amor de Jesus! Não precisa falar de dinheiro, porque pela graça sóis salvos! Você vai visitar os irmãos, amigos e parentes para falar do amor de Jesus!
Líderes, não deixem escapar uma ovelha! Todas as famílias saberão desta tão antiga revelação: Deus amou o mundo de uma maneira tão grande, que enviou o seu filho unigênito para todos os que acreditam tenham a vida eterna com Cristo Jesus! Vamos para as ruas e falaremos do Jesusfree!! "Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus!".
Tem que ter tempo e disposição para ser membro deste ministério! Afinal de contas, você vai evangelizar em nome de Jesus! Mandar mensagens pela internet e pelo celular em nome de Jesus! Receber pessoas em sua casa, ou fazer reuniões em outros lares sobre Jesus! Tem que aproveitar o culto e pós-culto! Tem que falar nas ruas, nas empresas, nos restaurantes, sempre falar de Jesus!

Mas você pode dizer: "amigo, qual será o meu retorno em participar do ministério Jesusfree"?

Caro amigo(a) e irmã (o), o nosso retorno são as lágrimas!

As suas lágrimas diante da presença de Deus em sua vida pela busca de um Deus vivo e as lágrimas das almas que estarão sendo transformadas pela graça e o amor de Jesus que ressuscitou e está dentro de nós por meio do Espírito Santo. Devo lembrar que Jesus iniciou seu ministério aqui na terra usando 12 pessoas em seu "marketing multinível", porém esse trabalho sem fins lucrativos era para ganhar almas e manifestar a glória de Deus.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

terça-feira, 26 de novembro de 2013

18 coisas que não me arrependerei de fazer com minha esposa

TIM CHALLIES


 Há algumas semanas, eu compartilhei 18 coisas que não me arrependerei de fazer com meus filhos e o tempo que gastei escrevendo aquele artigo me fez pensar sobre os quinze anos de casamento com Aileen (e mais os três anos anteriores de namoro). Eu senti que seria correto pensar em outras 18 coisas e, dessa vez, eu faço essa lista em honra dela.
Aqui estão 18 coisas que eu sei que não me arrependerei de fazer com minha esposa.
1. Orar com ela. Demorou muito para nós dois começarmos a realmente orar juntos; mesmo agora, temos um longo caminho a percorrer. Contudo, eu tenho aprendido a importância de orar juntos e nunca me arrependo dos momentos que gastamos juntos diante do Senhor.
2. Sair com ela. Todos nós ouvimos centenas de vezes sobre como é importante continuar saindo, mesmo depois de casados. Isso é mais fácil falar que fazer quando os filhos são novos e exigem muita atenção, mas descobrimos que é muito mais fácil agora que os filhos são um pouco mais velhos. Eu nunca me arrependerei desses momentos a sós.
3. Servir com ela. Embora a maior parte do meu relacionamento com Aileen seja vivido cara-a-cara, nós sempre trabalhamos muito bem lado-a-lado. Nós já planejamos e executamos todo tipo de eventos e programas no passado, e inevitavelmente tornamo-nos mais próximos enquanto fizemos essas coisas. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastamos servindo juntos.
4. Relembrar com ela. Alguns dos nossos momentos mais doces foram usados para contemplar memórias de dias passados – os diários ridículos que tínhamos quando namorávamos, as fotos do nosso casamento e as crianças quando eram pequenas. Relembrar é um prazer genuíno e nunca nos arrependeremos desse tempo junto, lembrando o que o Senhor fez e até onde ele nos levou.

Relembrar é um prazer genuíno e nunca nos arrependeremos desse tempo junto, lembrando o que o Senhor fez e até onde ele nos levou.

5. Liderá-la em amor. Estou convencido de que Deus me chamou para amorosamente liderar minha esposa. Esse tipo de liderança não me veio com facilidade, mas sei que há um preço alto a se pagar caso recuse a aceitá-lo. Eu nunca me arrependerei de liderar Aileen, quando eu lidero com o bem dela como meu objetivo e com Cristo como meu modelo.
6. Comprar-lhe flores. Estou casado há 15 anos e ainda fico encabulado de carregar um buquê de flores por um estacionamento. Mas as flores continuam especiais, ela continua amando e eu continuo adorando dar esse presente. Eu nunca me arrependerei de demonstrar amor dessa forma.
7. Pedir-lhe perdão. É uma realidade estranha e terrível que a pessoa a quem mais amo seja a pessoa contra quem eu mais peco. Eu tenho oportunidades ilimitadas de pedir seu perdão. Embora isso exija engolir meu orgulho, eu sei que nunca me arrependerei de pedir-lhe que me perdoe quando eu pequei contra ela.
8. Perdoá-la. É claro que isso acontece dos dois lados, e ela também peca contra mim. Como eu, ela pode lutar para pedir perdão. Assim, quando ela pede, eu nunca me arrependo de imediata e sinceramente perdoá-la e tirar aquela ofensa da minha cabeça.

É uma realidade estranha e terrível que a pessoa a quem mais amo seja a pessoa contra quem eu mais peco. Eu tenho oportunidades ilimitadas de pedir seu perdão.

9. Segurar sua mão. É fácil deixar que aquilo que costumava ser especial torne-se desinteressante e esquecido. Dar as mãos é um daqueles hábitos doces que podem ser perdidos muito rapidamente. Eu nunca me arrependerei de estender a mão e caminhar com ela de mãos dadas.
10. Planejar seu tempo livre. Aileen entrega muito de si para o lar e a família, mas tende a estar melhor quando tem um hobby para dedicar parte de seu tempo e de sua atenção. Eu nunca me arrependerei do tempo que usamos para planejar como ela poderia dedicar tempo para as atividades que ama.
11. Lavá-la com a Palavra. O livro de Efésios deixa claro que uma das alegres responsabilidades do marido é lavar sua esposa na água da Palavra de Deus. Enquanto nosso casamento prossegue, tenho visto mais e mais claramente o valor e a beleza de fazer exatamente isso. Eu nunca me arrependerei dos momentos que gastamos juntos, ouvindo de Deus por meio de sua Palavra.
12. Escutá-la. Eu sou rápido demais para dar minha opinião, criar desculpas, falar sem realmente ouvir e escutar. Mas estou aprendendo que nunca me arrependerei das vezes em que pacientemente ouvi e permiti que Aileen falasse sem interrupções, sem intervenções, sem que eu ficasse na defensiva.
13. Ler com ela. Se você quer conversar sobre compatibilidade dentro do casamento, bem, Aileen e eu somos bastante incompatíveis em relação aos livros que amamos ler. Mas, quando nós achamos um desses livros e quando nos comprometemos a lê-lo juntos, eu nunca me arrependo do tempo e do esforço.
14. Deleitar-se nela. Com todo pecado, estresse e tensão que a vida pode oferecer, é fácil perder aquele senso de admiração e deleite na dádiva que é uma esposa. Eu nunca me arrependerei de pensar sobre ela, agradecer a Deus por ela, e aumentar meu deleite nela.

É fácil perder aquele senso de admiração e deleite na dádiva que é uma esposa. Eu nunca me arrependerei de pensar sobre ela, agradecer a Deus por ela, e aumentar meu deleite nela.

15. Desfrutar de interesses em comum. Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a namorar Aileen foi aprender a gostar de tênis; este foi apenas o primeiro dos muitos interesses que aprendemos a desfrutar juntos. Eu nunca me arrependi de aprender a gostar de alguma coisa por causa dela e do nosso relacionamento.


16. Adorar com ela. Uma das minhas grandes alegrias na vida é adorar ao Senhor lado-a-lado com aquela pessoa que amo mais do que qualquer outra. Esta é uma pequena prévia do céu, apenas um vislumbre da eternidade, onde o adoraremos perfeitamente para sempre. Eu nunca me arrependo de priorizar a igreja e o culto com Aileen.
17. Viajar com ela. Nós amamos nossas férias em família, com nós cinco esparramados na praia ou espremidos em uma cabana. Mas Aileen e eu também encontramos grande benefício em férias a sós, sejam dois dias por perto ou uma semana longe de casa. Eu nunca me arrependerei de interromper a vida normal com esses maravilhosos momentos juntos.
18. Dizer eu te amo. Sim, mesmo o “eu te amo” pode tornar-se um hábito vazio em vez de uma declaração séria. Quando eu paro por apenas um momento, quando eu penso sobre o que estou dizendo, essa pequena frase ganha um sentido muito mais profundo. Eu nunca me arrependi e nunca me arrependerei de olhar Aileen nos olhos e dizer: “eu te amo”.

A alegria dessa lista é que eu poderia facilmente listar mais dezoito itens e outros dezoito mais. O Senhor me abençoou com muito mais do que mereço.

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

terça-feira, 19 de novembro de 2013

18 coisas que não me arrependerei de fazer com meus filhos

Por Tim Challies

Como a maioria dos pais, eu tenho aqueles momentos em que culpa e arrependimento me atingem como uma onda. Eu penso, então, em como boa parte do meu tempo como pai já passou e quão pouco resta. Meu filho mais velho tem treze anos. Ele já é um adolescente, restando-lhe apenas mais um ano até o ensino médio, somente oito anos até a idade que eu tinha quando saí de casa para me casar. Minhas meninas o acompanham de perto. Quando aquela onda se levanta, quando sinto que poderia afogar-me debaixo de toda aquela tristeza, às vezes, eu considero estas coisas das quais nunca me arrependerei.

Aqui estão 18 coisas que eu sei que não me arrependerei de fazer com meus filhos.

1. Orar com eles por eles. Fico perplexo com o fato de que uma das coisas que mais me intimida é orar com meus filhos. Não estou falando de orar com toda a família antes ou depois de uma refeição, mas orar com a minha filha por minha filha ou com meu filho por meu filho. No entanto, este tipo de oração permite-lhes perceber que estou preocupado com o que lhes preocupa e permite-nos unir-se em oração por essas mesmas coisas. Eu sei que preciso priorizar isso porque nunca me arrependerei de orar com eles por eles.

2. Ler livros para eles. Quando o verão torna-se outono, quando os dias ficam mais curtos e as noites esfriam, passamos muitas das nossas noites juntos na sala de estar, enquanto eu leio livros em voz alta. Nós lemos sobre o nosso caminho por este mundo, e por muitos outros, nós lemos sobre o porvir na história e sobre dias há muito no passado; nós conhecemos heróis e vilões, e experimentamos tudo isso juntos como uma família. Eu nunca me arrependerei de ler livros para os meus filhos .

3. Dar beijos de boa noite. Os dias se alongam e eu fico tão cansado. Na hora em que as crianças vão para a cama, às vezes estou tão desgastado que a última coisa que quero fazer é vê-los na cama e dar beijos de boa noite. Mas eu sempre me alegro por fazê-lo e, muitas vezes, descubro aquele momento em que as crianças estão mais abertas, mais ansiosas para falar, e mais ansiosas para ouvir. Eu sei que nunca me arrependerei de todos aqueles beijos de boa noite.
Eu sei que nunca me arrependerei de todos aqueles beijos de boa noite.

4. Levá-los para a igreja. Há tanta alegria em estar juntos na igreja como família, adorar juntos o Senhor e juntos ouvir sobre ele em sua Palavra. Eu não levo meus filhos à igreja para que eles possam aprender boas maneiras ou serem pessoas melhores, eu os levo à igreja para que possam saber quem são, para que possam aprender sobre quem é Deus, e para que possam encontrar e experimentar a graça. Eu nunca me arrependerei de priorizar a igreja.

5. Levá-los para tomar café da manhã. Uma tradição muito amada em nossa família é levar meus filhos para tomar café nas manhãs de sábado – um deles por semana. É uma tradição que perdi, mas voltou, perdi novamente e voltou mais uma vez. É uma tradição que vale a pena manter. A despesa de 10 ou 20 dólares e o tempo que leva nada são em comparação com o investimento em suas vidas. Eu nunca me arrependerei dos nossos cafés da manhã com o papai.

6. Deixar meus amigos serem seus amigos. Adoro quando meus filhos fazem amizade e tornam-se amigos dos meus amigos. Eu quero que meus filhos tenham amigos mais velhos e mais sábios do que eles e amigos que possam ajudá-los nas áreas em que sou fraco. Eu nunca me arrependerei de incentivar meus amigos a serem amigos deles.

7. Fazer devocionais em família. Devocional em família é uma disciplina difícil de manter, especialmente quando as crianças ficam mais velhas e têm mais lição de casa e responsabilidades. Mas, nós nos comprometemos, nos re-comprometemos e perseveramos, porque estes são momentos preciosos – apenas alguns minutos juntos para ler a Bíblia, para falar sobre o que ouvimos e para orar. Eu sei que nunca me arrependerei de um único momento buscando o Senhor juntos.

8. Discipliná-los. Eu odeio disciplinar meus filhos, eu odeio ter que discipliná-los. Contudo, estou absolutamente convencido de que se recusar a discipliná-los é recusar-se a amá-los e respeitá-los. O privilégio revogado, a conversa severa, o tempo gasto sozinho em seu quarto – essas coisas são vistas como ódio no momento, porém, percebidas como amor mais tarde. Eu nunca me arrependerei de disciplinar meus filhos com amor.

9. Fazer coisas especiais. Grande parte da vida é vivida em situações cotidianas e o amor normalmente é demonstrado no dia-a-dia. Mas também há valor no jogo à tarde, na noite de balé, as viagens com o papai. Eu nunca me arrependerei de fazer essas coisas especiais com meus filhos.

10. Pedir perdão. Eu tenho mais dificuldade em pedir desculpas aos meus filhos do que a qualquer outra pessoa. Em algum lugar lá no fundo da minha mente, eu estou convencido de que desculpar-me com eles é revelar fraqueza; mas, nos meus melhores momentos, eu sei que pedir desculpas a eles – pedir perdão quando pequei contra eles – é honrar a Deus e a eles. Eu nunca me arrependerei daquelas vezes em que já pedi perdão a eles.

11. Perdoá-los. Minha grande fraqueza é um dos grandes pontos fortes dos meus filhos. Quando eles pecam, quase sempre são rápidos em buscar o meu perdão. Eu nunca me arrependerei de sincera e imediatamente conceder o perdão que eles pedem.

12. Amar a mãe deles. Eu sei que a estabilidade de uma mãe e um pai que estão firmemente comprometidos um com o outro traz estabilidade para toda a família. Eu posso amar meus filhos ao assegurar-lhes o meu amor por sua mãe por meio das minhas palavras, atos e afeição. Eu nunca me arrependerei de regularmente reafirmar o meu amor pela mãe deles.

13. Identificar a graça de Deus. Enquanto meus filhos fazem suas profissões de fé e começam a crescer em piedade , tem sido uma alegria ver a graça de Deus em suas vidas. Estou aprendendo a contar-lhes o que eu observo, a elogiá-los por isso, e apontar para Aquele que fez tudo. Eu sei que nunca me arrependerei de identificar esse tipo de graça em suas vidas.

14. Expressar afeto. Gosto de andar de mãos dadas com as minhas filhas e adoro abraçar o meu filho antes de ele ir para a escola. Esta afeição física os faz sentirem-se seguros e amados ao ensinar limites e toques apropriados e platônicos. Eu nunca me arrependerei de continuamente expressar afeto físico.

15. Planejar pequenas surpresas. Os pequenos e ocasionais presentes de quando eu volto para casa depois de uma palestra, uma rosa para minhas meninas enquanto eu compro um buquê de flores para a mamãe, o jantar no McDonalds sem qualquer motivo especial. Eu nunca me arrependerei de planejar e a executar essas pequenas surpresas especiais.

16. Dar-lhes toda a minha atenção. Eu quase sempre tenho um dispositivo eletrônico à mão e, muitas vezes, tenho dois ou três deles. É tão fácil interromper uma conversa a cada zumbido ou bip, quebrar o contato visual e perder a concentração. Eu sei que eu nunca me arrependerei de dar aos meus filhos toda a minha atenção quando eles têm algo a dizer.

17. Conduzir ao evangelho. O evangelho não é apenas uma porta de entrada para a vida cristã, mas a própria fonte de esperança e alegria na vida cristã . Precisamos voltar ao evangelho continuamente, precisamos do evangelho todos os dias. E eu nunca me arrependerei de conduzir meus filhos ao evangelho.

18. Dizer-lhes “eu te amo”. Eu amo profundamente meus filhos e posso demonstrar esse amor de cada uma das maneiras que listei acima. Mas, quando eles vão para a escola, quando eles saem com os amigos, quando me ligam do escritório, quando usamos o Skype à distância, eu nunca me arrependerei de dizer-lhes novamente: “Eu te amo”.

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Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui.