Ética e Liderança Cristã: Administradores
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Liderança: qual o seu estilo? Vamos conhecer os 6 estilos?


Sérgio Lopes (*)

Uma das melhores definições de liderança é: “a capacidade de influenciar pessoas para obter resultados”. Mas qual é a melhor maneira de influenciar os outros?

Influência é uma competência sempre associada ao processo de comunicação humana. Os melhores comunicadores são aqueles que conseguem transmitir as mensagens de forma clara e precisa, fazendo com que as pessoas entendam claramente e se mobilizem para atender ao “chamado”.

E como exercer uma influência positiva por meio de um processo de comunicação mais assertivo, que gere clima organizacional saudável e desafiador e resultados de alta performance?

Em minha experiência de mais de 30 anos liderando pessoas e equipes e desenvolvendo outros líderes, posso afirmar que o uso de diferentes estilos, adequados às diversas situações da gestão estratégica e do cotidiano, podem elevar o moral das pessoas e consequentemente os resultados.

Existem diversos modelos de estilos de liderança e, em minha opinião, o que pode apresentar melhores resultados é o modelo do Daniel Goleman, apresentado em detalhes no livro O Poder da Inteligência Emocional (Primal Leadership), escrito em parceria com Richard Boyatzis e Anne McKee.

Goleman, a partir de pesquisa com mais de 3.000 gestores em diversas empresas, identificou seis estilos de liderança e seus impactos na gestão. Goleman destaca que “todos os estilos já haviam sido tratados com outros nomes, mas o diferencial deste modelo está na compreensão dos recursos de inteligência emocional exigidos para cada abordagem”.

Vamos conhecer os 6 estilos?


Visionário
Utiliza como referência a construção de um futuro promissor compartilhado, conduzindo as pessoas rumo a esse “sonho”. A partir dessa visão, cria um clima organizacional “intensamente positivo”, sendo o mais ressonante dos estilos. Seu uso é recomendado quando as mudanças rumo à um novo futuro “requerem uma nova visão, ou quando há necessidade de clareza na direção”.

Conselheiro
Explora o alinhamento das metas da empresa com as metas pessoais, de forma a manter as pessoas firmes na busca de resultados. Com esse alinhamento, consegue gerar um clima “extremamente positivo” e saudavelmente desafiador. Este estilo, muito próximo do líder coach, contribui em muito para que as pessoas melhorem seu desempenho, desenvolvendo competências a longo prazo.

Agregador
Este estilo consegue criar harmonia “conectando as pessoas entre si”. É muito importante da formação de equipes, criando um clima organizacional positivo. Sua aplicação é recomendada também para resolver problemas de relacionamento – pessoal ou profissional – entre os membros do time; apoiar as pessoas em momentos de elevada tensão ou stress e; para o fortalecimento de vínculos que potencialize a sinergia.

Democrático
Compartilha o processo decisório e a geração de alternativas e oportunidades com as pessoas e equipes, valorizando as contribuições de cada um. Ao gerar o comprometimento individual a partir da participação, cria um clima positivo na equipe. É recomendável o uso deste estilo quando a decisão pode ser compartilhada, “ao obter adesão ou consenso”. Pode ser útil também para “conquistar a valiosa colaboração dos funcionários”.

Agressivo
Inicialmente há que se ter cuidado com o termo “agressivo”, pois essa palavra na nossa cultura pode ter conotação negativa. O termo utilizado na obra original é “pacesetting”, que numa tradução livre pode ser “ajuste de ritmo”.

Este estilo tem como característica marcante a definição e atingimento de “metas desafiadoras e estimulantes”. Quando usado em excesso e com demasiada frequência gera clima organizacional negativo. O estilo é muito apropriado para “obter resultados de alta qualidade de uma equipe motivada e competente” e com alto grau de maturidade.

Despótico
O termo no original em inglês é “commanding”, que numa tradução alternativa também pode ser definido como “autoritário”.
Em situações de emergência o uso deste estilo “mitiga temores determinando uma direção clara”. Como é mal aplicado, tanto na forma como na frequência, gera clima organizacional extremamente negativo, sendo o mais dissonante dos estilos. Se a situação for de crise para provocar uma virada rápida, este estilo pode ser muito útil. Também se aplica a funcionários problemáticos que precisam de uma gestão mais assertiva.

O “segredo” do uso produtivo dos estilos é aplicar o mais adequado conforme a situação e/ou o momento. Para isso, é fundamental que você conheça, a partir de seus comportamentos no dia-a-dia, quais são seus estilos mais presentes e os menos utilizados. Para esse entendimento, existem assessments de estilos de liderança que podem ser aplicados em até 360º para que gerem planos de desenvolvimento. Certamente, um bom Mentor pode ajudá-lo nessa jornada.

Publicado originalmente em Administradores

(*) Sérgio Lopes — Especialista em Liderança e Consultor em Gestão. Sergio Lopes possui mais de 40 anos de experiência, sendo 35 em Recursos Humanos, Liderança de pessoas e processos e mais de 10 anos em Consultoria organizacional. Criador do modelo Performance Total (Propósito + Competência + Resultado). Co-autor do livro “Os Loucos Geram Mais Resultados” ed. Resultado, lançado em 2018.  http://www.performancetotal.com.br/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Habilidades de Comunicação Aplicadas à Liderança


Liderança envolve bem mais que criar regras e políticas para sua equipe, consiste também em oferecer conselhos, orientações, influenciar pessoas e inspirá-las e para tanto uma boa comunicação é fundamental
Fábio Menezes Guedes(*)

Engana-se quem acredita estar habilitado a exercer liderança pelo simples fato de ter experiência no ramo e conhecer bem o que faz. Quando se trata de lidar com pessoas, dominar os conhecimentos técnicos já não é suficiente nem muito menos garantia de sucesso. Entre as muitas habilidades essenciais de um líder a boa comunicação é, sem dúvida, uma das mais requeridas e determinantes aos que desejam ser produtivos e eficazes.
Aprimorar as habilidades de comunicação

As habilidades de comunicação, quando bem desenvolvidas, ajudam a garantir que seus colaboradores entendam suas instruções e expectativas. É fundamental manter os membros da equipe sempre a par das situações, do progresso em projetos, dos desafios, das realizações e notícias de departamentos e empresas. Quanto mais os funcionários souberem sobre o que você faz e por que faz, mais eles desenvolverão um senso de conexão e propósito. Os subordinados precisam saber que seu líder está disponível para fornecer orientação e oferecer soluções caso se deparem com dificuldades que não possam resolver por conta própria. Um comunicador maduro é também capaz ler nas entrelinhas, pois o que os colegas não estão dizendo pode ser tão importante quanto o que eles estão falando. Desenvolver as habilidades de comunicação voltadas para o gerenciamento ajuda a fornecer o tipo de liderança que os funcionários precisam para o sucesso pessoal e organizacional.

Capacitar liderados
Colaboradores engessados sobre o que fazer e como fazer podem ter sua criatividade tolhida e se tornarem desinteressados em seu trabalho, o que pode afetar a produtividade em sua área de atuação. Nem todos podem sempre alcançar um objetivo da mesma maneira, portanto desde que produzam ou superem os resultados esperados, o modus operandi não deveria ser tão relevante. Desenvolver os funcionários compreende compartilhar informação e conhecimento, além de lhes dar autonomia e permitir que tomem algumas decisões a respeito de seu trabalho. Dar aos funcionários o poder de ter sucesso ou fracassar demonstra ter confiança em suas habilidades. É importante permitir que os liderados saibam exatamente quanta autoridade terão e acompanhá-los regularmente para determinar se estão no caminho certo para lograr êxito.

Reconhecimento
Bons líderes percebem que os funcionários não são motivados apenas pelo dinheiro (embora também por este), mas pelo reconhecimento por seu trabalho. Elogiar os funcionários nas reuniões de equipe, externar honestamente gratidão pelos seus esforços e oferecer o suporte necessário quando precisarem são atitudes naturais de quem exerce liderança eficaz com excelência. O próprio Empowerment (empoderamento, descentralização da liderança), oferecendo novas tarefas interessantes com mais responsabilidade, é uma forma de reconhecimento por um bom trabalho. Outras formas de retribuir o empenho são premiações monetárias, como vales-presente ou bônus em dinheiro – desde que o orçamento permita –, folgas extras, horários flexíveis. Ao sentir que seu trabalho é apreciado, os funcionários tendem a ficarem mais propensos a superar expectativas e objetivos.

Portas Abertas
A criatividade para solucionar problemas se expande em ambientes onde qualquer membro da equipe sinta-se confortável para discutir questões, identificar falhas, propor sugestões. É vital que as pessoas sintam segurança e se percebam ouvidas, sem aquele medo de estarem “metendo o nariz onde não são chamadas”. Pontes devem ser edificadas e não muros. Todas as barreiras para uma boa comunicação devem ser removidas de modo que o diálogo não fique restrito a reuniões e outros eventos formais. A política de portas abertas é efetiva desde que haja transparência, pois falsas promessas, conversas cruzadas, segredinhos, omissão de informações são fatores que corroem as relações. O respeito mútuo e a clareza servem de base para uma relação duradoura e confiável.

Seja uma referência
Líderes não determinam aos liderados o que fazer. Tal comportamento é um modelo jurássico. Antes, eles apresentam aos funcionários como isso deve ser alcançado por meio de suas ações e atitudes. A equipe deve olhar para o líder não apenas esperando passivamente por diretrizes e ordens, mas considerando alguém a ser seguido, alguém em quem se espelhar. Os membros da equipe percebem o quanto seu líder se dedica ao trabalho, o quanto se empenha para garantir que as metas sejam atingidas e os públicos interno e externo estejam satisfeitos. Enquanto líder, é você que define o padrão para o seu departamento, mas liderança envolve bem mais que criar regras e políticas para sua equipe, consiste também em oferecer conselhos, orientações, influenciar pessoas e inspirá-las e para tanto uma boa comunicação é fundamental.

(*) Policial militar da PMCE, Administrador, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, professor, marido apaixonado, pai dedicado, apreciador de músicas antigas e nadador de águas abertas.

Publicado originalmente em Administradores

terça-feira, 24 de julho de 2018

Primeira Consultoria de Jesus Cristo

Convide Alguém que possa te Ajudar

Deide Claudino da Costa

Em uma festa muitas coisas desagradáveis podem acontecer, entre elas uma é a falta de bebidas, e foi bem isto que aconteceu em um casamento no povoado de Caná, na região da Galileia (João 2.1-10).
Os noivos não souberam calcular a quantidade de convidados e deixaram o vinho acabar antes do término do evento, a demanda não foi capaz de atender a procura, o que em uma empresa gera muitas reclamações e perdas de clientes.
Já não havendo soluções por parte do bufê contratado, eis que entre os convidados Jesus Cristo se solidarizou com os noivos, e prestou sua primeira consultoria, uma aula teórica e prática para os organizadores. Pediu para encher seis potes de pedras, que cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água cada um, mostrando assim a quantidade necessária para atender a todos convidados presentes.
Criar tumulto é fácil, deixe isto para os amadores, se pretende ter sucesso em seus projetos, convide alguém que verdadeiramente tenha conhecimento, pois quando surgir um problema ele saberá soluciona-lo.

Publicado em Administradores

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Liderar a si mesmo para liderar os demais


Nelma Sá (*)

O dia a dia, dentro e fora do trabalho, exige uma tomada rápida e constante de uma enormidade de decisões

Vemos por todos os lados treinamentos focados em liderança, quase sempre com um viés focado no mundo dos negócios. Faz sentido, principalmente quando lembramos que no jargão corporativo, "líder" é a palavra que vem cada vez mais sendo usada no lugar de "chefe".
Mas um indivíduo não lidera apenas uma equipe. O dia a dia, dentro e fora do trabalho, exige uma tomada rápida e constante de uma enormidade de decisões. Portanto, mais do que pensar em que está à nossa volta, precisamos pensar em nós mesmos. Em outras palavras: temos que ser líderes de nossas próprias vidas para guiá-la pelos caminhos que nos permitam conquistar nossos sonhos e projetos.
Ao nos fortalecermos, aprimorarmos o autoconhecimento e embarcamos em uma jornada que leva de carona todos os outros em nosso redor. Nos tornamos, assim, pessoas melhores e líderes capazes de inspirar, motivar e encorajar qualquer time a buscar grandes resultados.
Há aquelas pessoas que acreditam que não nasceram para ser líderes, mas isso não existe. Esse tipo de pensamento nada mais é do que uma representação dos próprios medos. Todos nós nascemos com potenciais de liderança, a única diferença é que alguns indivíduos precisam de um impulso para desenvolvê-los.
Hoje temos à nossa disposição instrumentos que mapeiam as nossas potencialidades e respectivos desafios (aspectos a desenvolver). Esse é o primeiro passo para o desenvolvimento da liderança. Em seguida, é fundamental que experienciemos esses potenciais, de forma que possamos refletir e compreender o nosso padrão de funcionamento, que está inconsciente em nós. Essa é inclusive a ideia por trás da Jornada de Autoliderança, um programa da Todos os Cantos de viagens para o Brasil e para o exterior durante as quais exercitamos o nosso autoconhecimento em meio a longas caminhadas marcadas pela reflexão, pelo silêncio, pela contemplação.
Outro aspecto importante de ser ressaltado é que cada indivíduo desenvolve o seu potencial dentro do próprio ritmo, inexistindo um prazo pré-determinado para o alcance dos objetivos. Os resultados, porém, são evidentes em todas as pessoas. Desenvolver a autoliderança significa ampliar a capacidade de concretização, aprender a desenvolver e a gerir os desafios, fazer escolhas conscientes e alinhadas com os princípios e valores. A partir daí, vamos nos tornando donos de nossas próprias vidas, conectados com a liberdade e responsabilidade pelas escolhas.
É um processo que também nos permite respeitar nossa própria singularidade e, consequentemente, respeitar o outro na sua diversidade. E ainda abre a oportunidade para sermos verdadeiros conosco, reconhecendo em nós mesmos o "lugar interior" a partir do qual tomamos nossas escolhas e decisões.
Não importa se com isso vamos nos tornar grandes CEOs ou pais e mães de família. Uma vez desenvolvida a autoliderança, somos capazes de ditar o caminho de nossas próprias vidas. Caminhar rumo à felicidade e paz interior é o grande prêmio.

(*) Administradora de empresas, educadora, coach e vice-presidente da Unipaz São Paulo. A executiva já passou por esses desafios e hoje ajuda mulheres nessa transição.

Publicado originalmente em Administradores

terça-feira, 25 de abril de 2017

O checklist da liderança

Apresentamos 15 princípios que um líder deve internalizar para atingir a alta performance e ser considerado por seus pares e seguidores como um líder exemplar.

Marco Morsch (*)

O que é necessário para você se tornar um líder extraordinário? Um bom ponto de partida para auxiliá-lo é analisar e responder ao Checklist do Líder.
Um checklist é uma lista de controle que auxilia na verificação de itens necessários, coisas a serem feitas ou pontos a serem considerados, usado geralmente como um lembrete. Um checklist do líder é uma ferramenta gerencial útil para identificar aspectos relevantes e fundamentais para a essência e exercício da liderança extraordinária. Ele serve como um ponto de partida útil para gestores, adaptável evidentemente ao tipo de empresa, nível de função e momento contextual da organização.
Dentre as inúmeras listas de qualidades e atributos de liderança existentes na literatura e na prática gerencial, escolhemos abordar o checklist de Michael Useem, professor de administração da Wharton School, nos Estados Unidos, e autor de “As prioridades do líder:15 princípios que formam a agenda da liderança”. Isso por que a referida lista decorre de larga experiência do autor e de diversas pesquisas e entrevistas com líderes, pensadores e pesquisadores de vários países e empresas.
Uma liderança eficaz pode ser dominada, e no centro dessa aprendizagem, explica o autor, pode-se criar uma Lista de Líder, um conjunto completo de princípios vitais de liderança que fornecem um mapa claro para navegar por praticamente qualquer momento de liderança. Um checklist não é obviamente umsubstituto da compreensão e da análise, mas pretende ser um agente simples para desencadear os atributos da liderança.
Para Useem, a essência do líder envolve 15 princípios fundamentais e de missão crítica que ajudam os líderes a desenvolver habilidades de tomar decisões corretas em ambientes imprevisíveis e estressantes, pontos que realmente fazem a diferença. Segundo o autor, “esses princípios constituem os fundamentos vitais de um checklist do líder”. A seguir, apresentamos estes princípios:

1. Articule uma visão: Formular uma visão clara e persuasiva e comunicá-la a todos os membros da empresa.

2. Pense e atue estrategicamente: Estabeleça uma estratégia pragmática para alcançar essa visão, tanto a curto como a longo prazo, e assegure-se de que ela seja amplamente compreendida por todos; Considere todos os jogadores e antecipe reações e resistências antes que elas se manifestem.

3.Honre a sala: Expresse com frequencia a sua confiança e apoio naqueles que trabalham com e para você.

4. Responsabilize-se pelo controle: Adote um comportamento voltado para ação, que assuma a responsabilidade, mesmo quando ela não for formalmente delegada, especialmente se você estiver numa posição privilegiada para fazer a diferença.

5. Aja de forma decisiva: Tome decisões acertadas e oportunas e garanta que elas sejam executadas.

6. Comunique-se persuasivamente: Comunique-se de maneira que as pessoas jamais o esqueçam; Simplicidade e clareza de expressão ajudam, assim como elementos que vão desde ações pessoais até grandes eventos.

7. Motive a equipe: Aprecie as diferentes intenções que as pessoas trazem em si, e, em seguida, construa sobre os diversos motivos para tirar o melhor de cada um.

8. Abrace a linha de frente: Delegue autoridade, exceto para decisões estratégicas, e aproxime-se daqueles que estejam mais diretamente envolvidos no trabalho da empresa.

9. Desenvolva a liderança nos outros: Desenvolva a liderança por toda a organização, agindo como coach de futuros líderes.

10. Administre relacionamentos: Construa relacionamentos e vínculos pessoais duradouros com aqueles que o seguem, e esforce-se para controlar e direcionar os sentimentos e paixões no ambiente de trabalho.

11. Identifique as implicações pessoais: Ajude todos a apreciar o impacto que a visão e a estratégia provavelmente terão em seus próprios trabalhos e no futuro da empresa.

12. Demonstre seu caráter: Por meio de gestos, comentários e explicações, certifique-se de que os outros o apreciem por ser uma pessoa integra e ética.

13. Amorteça o otimismo excessivo: Contraponha-se à arrogância do sucesso, concentre sua atenção em ameaças latentes e problemas pendentes, e se proteja contra a tendência de os gestores se engajarem em riscos injustificados.

14. Construa uma equipe líder diversificada: Os líderes precisam assumir a responsabilidade final, mas a liderança é também um esporte de equipe cujo melhor resultado ocorre quando a equipe é capaz de coletivamente solucionar todos os principais desafios.

15. Coloque o interesse comum em primeiro lugar. Na definição da estratégia, na comunicação da visão e na tomada de decisões, o propósito comum vem em primeiro lugar, o interesse pessoal por último.

Para ilustrar apenas um dos princípios, considere o primeiro, articular uma visão comum e um ponto de vista claro. Todos os grandes líderes são visionários, capazes de imaginar um futuro positivo idealizado e compartilhá-lo de maneira inspiradora com seus seguidores. Por exemplo, Mahatma Gandhi e Nelson Mandela são dois ícones de liderança visionária e transformacional, pois suas condutas de liderança comum incluíam uma capacidade excepcional de definir uma visão persuasiva de mudança, imaginar uma estratégia para atingí-la e hontar aqueles seguidores que eram solicitados a alcançá-la.

Os 15 princípios de Useem se alinham perfeitamente com várias abordagens sobre liderança.


(*) Marco Aurélio Morsch é professor, mestre em administração de empresas, consultor e palestrante. Formado em Direito pela UFRGS e Master em Tecnologia Educacional pela FAAP, é coautor dos livros “Comportamento do Consumidor: Conceitos e Casos” (Pearson, 2005) e “Marketing Estratégico” (DVS Editora, 2004). Atualmente é professor nos Cursos de Administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou como executivo e gestor em diversas empresas tais como Caixa, NET Serviços e Campos Advocacia Empresarial. Foi professor da FAAP por 19 anos, onde coordenou o Curso de Pós Graduação em Marketing. Com mais de 20 anos de experiência em treinamento e desenvolvimento de executivos, em 2006 fundou a Morsch Consultoria, empresa de treinamento, palestras e educação executiva.



Publicado originalmente em Administradores.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

4 preciosas lições de liderança que você deve aprender com Jesus Cristo


Pablo de Paula

Aprenda com o líder dos líderes a otimizar suas competências e ao mesmo tempo valorizar a alma humana por meio do amor e da sabedoria.
Jesus era o príncipe dos relacionamentos: as pessoas se sentiam amadas, acolhidas, seguras, motivadas, entusiasmadas e apaziguadas sob suas asas. A influência que ele exercia sob seus pares era algo tremendamente assustador e não raramente incomodava os cidadãos hipócritas e interesseiros que viviam nas redondezas de Israel. Isso porque o messias era demasiadamente ousado e metia o dedo nas feridas daqueles se achavam “intocáveis”, “inquestionáveis” e “inalcançáveis” pelo poder que ostentavam (político, religioso e social), demonstrando que o verdadeiro líder é aquele que não se intimida perante ambientes ilusórios, trazendo a luz da verdade para descortinar as alegorias fantasmagóricas com o intuito de restabelecer a ordem pondo a justiça no píncaro supremo da regente e supracitada pirâmide.
Sim, ele era um “cabra macho” e defendia como ninguém seus princípios e valores, porquanto acreditava titanicamente no alvo máximo de seu castelo: elevar a consciência humana e dar a ela uma base colossal para permitir seus escultores edificarem seus pilares sob uma rocha eximiamente intransponível. Em outras palavras, ele tinha como sempar propósito provar que qualquer pessoa do mundo, por mais simples que fosse, poderia ter uma existência grandiosa se soubesse vencer a maldade praticando a bondade: gerando um âmago diferenciado tendo como sumo pilar o amor e as suas formosas e inigualáveis subdivisões.
Essa sublime ideia fez com que ele fizesse um sucesso estrondoso em seu ministério, alcançando larga popularidade e recebendo inúmeras reverências por seu modo pacífico e espontâneo de lidar com a natureza humana.
Seguramente, não é por mera coincidência que ele continua atraindo numerosos discípulos mesmo depois de tantos anos terem se passado. Jesus é o personagem mais marcante e itinerante de toda a trajetória terrena e sua doutrina permanece intacta perante ventos, tempestades e abundantes fenômenos intempestivos.
É curioso ainda, que alguém nasça tão somente para satisfazer os desejos alheios, renegando as próprias vontades e volições simplesmente por amar o próximo e se preocupar exclusivamente com ele. Parece ser algo irreal para os padrões que conhecemos, transcendendo a razão e as esferas da lógica instituída, no entanto, por mais louco que isso possa aparentar, esse era o segredo sui generis do sublime paladino da ternura: viver para os outros, realizar todas as obras de bom grado, não esperar nada em troca e ter jubila/extensa satisfação.
Trazendo essa maravilha materializada para o vasto campo da administração, devemos admitir que toda essa alegoria de qualidades cristocêntricas tem muito a nos ensinar (mercadologicamente falando), pois ninguém demonstrou tamanha inteligência e equilíbrio para tratar os outros como profeta mais aclamado de Belém. Ele foi o melhor influenciador que esse planeta já teve e deve ser estimado eternamente pelo palácio irremovível que planejadamente arquitetou.
Sabemos que a inteligência emocional é um desejo latente do cerne de qualquer homem de negócios, porquanto saber gerenciar personalidades distintas é uma árdua tarefa e a globalização tornou isso ainda mais desafiador. Conheço muitos livros de liderança e todos são unânimes em reconhecer a importância dos relacionamentos para o sucesso de qualquer negociador contemporâneo, porque a ênfase foi alocada integralmente na competência interpessoal, bem como em suas mais variadas, complexadas e fortificadas ramificações.
Dale Carnegie faz questão de nos brindar com a seguinte reflexão: “Interessando-nos pelos outros, conseguimos fazer mais amigos em dois meses do que em dois anos a tentar que eles se interessem por nós.” Então, é muito mais do que uma simples escolha, é uma decisão que envolve aspectos da natureza social e o que faremos para lidar sagazmente com eles.
Destarte, decidi elencar quatro lições que aprendi com o formoso sábio de Sião para que possamos enriquecer nosso nível de discernimento e otimizar nossa capacidade de interação. Veja:

1 - Autenticidade: Jesus era integralmente verdadeiro consigo mesmo e com o próximo, de modo que aqueles que estavam a sua volta o escutavam por notarem sua transparência, sinceridade e honestidade, fazendo suas palavras serem extremamente valorizadas por serem externadas sempre com o coração.
Se você quer influenciar pessoas e fazê-las ouvi-lo prazerosamente, imite-o: dê a elas a convicção de que estão cercadas de ideias legítimas e pensamentos genuínos sem nenhum tipo de vaidade ou interesse vil. Mostre que sua doutrina irá beneficiá-las e aja sempre com equidade e justiça para que todos vejam que você é um comandante ético e minuciosamente íntegro.
Além disso, cumpra tudo o que prometer, não use sua posição para ludibriar ninguém e somente use a disciplina para instruir (nunca para humilhar). E no fim das contas, você perceberá que seus liderados serão detalhadamente um reflexo de suas ações, de sorte que tudo o que for plantado no âmago deles será colhido por suas mãos de nobre agricultor, fazendo o terreno ser exatamente aquilo sua competência o permitiu fatidicamente ser.

2 - Igualdade: O filho do carpinteiro acolhia carinhosamente os menos favorecidos - gente que a sociedade mais rejeitava, desprezava e humilhava -, como os bêbados, as meretrizes, os ladrões, os assassinos, os mentirosos, os manipuladores, enfim criaturas de conduta reprovada e questionada pelos “juízes” da época.
Obviamente, ele não se aproximava desses indivíduos para estimular essas obras e nem para condená-las, pois sua intenção era outra: dar esperança para aqueles que tinham perdido a confiança, se tornando zumbis desafeiçoados e desalmados de tanto confrontarem apenas críticas e rejeições em uma sociedade de sujeitos demagógicos e covardes que existiam especialmente para fomentarem o caos por meio do preconceito, da negatividade e das alienações endiabradamente hereges.
À vista disso, siga-o: tenha uma conduta parelha independentemente da patente vislumbrada, tratando todos os funcionários de maneira igualitária sem fazer distinção alguma entre as funções, haja vista que empresa é TEIA SINÉRGICA e se sustenta tão somente porque as partes se relacionam e se complementam entre si. Usando letras heterogêneas, um funcionário que trabalha na portaria tem rigorosamente o mesmo valor que o presidente da organização, dado que possuem o mesmo grau de importância, estando apenas em posições diferentes, ou seja, mesmo ocupando um cargo de responsabilidade menor, o porteiro é tão fundamental para a empresa quanto o seu elevado comandante, e por isso, deve ser tratado do mesmo modo.
Externei isso porque vejo que muitos administradores são ignorantes e praticam acepção de pessoas: adequando suas gentilezas embasados no nível hierárquico que cada funcionário ostenta (dando valor ao poder e não a dignidade humana). Ora, quem pratica essa idiotice não tem caráter e vive buscando interesses materiais, transformando suas relações em um fluxo de abjetas ramificações onde que mais importa não é a substância pura dos elementos (integridade), mas sim a quantidade de soberania que estes ambiciosamente acumularam (status).

3 - Servidão: O “Filho do Homem” possuía um entendimento amplo, mas não guardava apenas para si, ele compartilhava tais preciosidades e buscava o desenvolvimento e aprimoramento constante de seus seguidores.
Da mesma forma, busque dividir com seus companheiros suas habilidades, experiências e qualificações para que eles sejam aperfeiçoados no curso de suas funções. O plano máster é fazer o discípulo superar o mestre, concebendo um espírito de polimento constante para que o conhecimento seja disseminado por toda empresa e possa consequentemente fortalecer o grupo (e não as partes isoladas).
Aprendi com o passar dos anos que é impossível se realizar profissionalmente sem influenciar positivamente os outros: é algo que não consigo explicar com palavras, dado que acontece de maneira natural na vida daqueles que praticam atos generosos e tipicamente altruístas. Destarte, enriqueça a cultura de seus colaboradores e otimize o grau de instrução de cada um, objetivando maximizar a força intelectual da empresa para fazer a rede corporativa ser fortemente especializada por intermédio de doutrinações estrategicamente planejadas e vastamente executadas.

4 - Valentia: o Rabino mais respeitado do universo era corajoso e defendia a coroa da justiça por onde passava, destruindo com garra e implacabilidade todas as esferas covardes que seus olhos podiam contemplar.
Por conseguinte, copie-o: crie um clima de respeito na empresa para que as pessoas saibam trabalhar no meio das diversidades, aproveitando as diferenças para otimizar o raio de criatividade e potencializar o nível de invenção. Lamentavelmente, muitos gestores têm mente fechada e apreciam ideias repetitivas, transformando seus ambientes empresariais em monótonas e enfadonhas castas geminianas onde tudo é permitido, menos a liberdade de pensamentos e opiniões - como uma pífia ditadura intelectual -.
Sendo assim, seja democrático: potencialize as racionalizações contrárias para que seu plantel produza atmosferas inspiradoras e piamente inusitadas, permitindo seus participantes fomentarem irreverências e inovações continuamente por meio dessas itinerantes reflexões.
O mundo moderno trouxe numerosas vantagens para o homem, contudo os valores morais e éticos são imutáveis e não podem jamais serem esquecidos. Qualidades como fidelidade, mansidão, intrepidez, sabedoria, humildade, verdade, temperança e amizade precisam ser buscadas e adoradas para que as pessoas possam encontrar a genuína felicidade: que é a pratica constante do amor ao próximo. Seguramente, esse atributo será edificado tão somente por intermédio de atitudes extensivamente abnegadoras, onde possam ser criados mecanismos de apoio e total devoção para que o semelhante possa ser galardoado com tesouros carinhosamente impagáveis e premiado com pérolas fraternalmente imensuráveis.
Isto posto, que possamos crer nessa colossal realidade, criando hábitos inteligentes para alcançarmos os nossos objetivos e simultaneamente contribuirmos para edificação plena dos nossos semelhantes.

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