Ética e Liderança Cristã: Espiritualidade
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de julho de 2019

Deus chamou você para liderar!


O chamado à liderança é para todos! Você pode estar se perguntando como eu posso fazer uma afirmação tão ousada. É porque cada pessoa que aceitou Cristo foi chamada para influenciar outras pessoas. Muitas delas. Assim, a liderança não é apenas para um grupo seleto.

Há alguns anos, em seu livro Spiritual Leadership, J. Oswald Sanders deu a melhor definição de liderança que eu já li. Ele apenas afirmou: “Liderança é influência”. Eu assimilei essa definição e a ensinei a milhares de pessoas ao longo dos anos. Se você é um seguidor de Cristo, então reconhece que foi chamado para influenciar os outros. Jesus disse isso da seguinte maneira: “Vóis sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo… Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.13-16).

Não importa se você é o presidente de uma empresa ou uma dona de casa; se você se considera cristão, então você é chamado a influenciar outros. Por isso, é importante que você aprenda como se tornar um líder melhor – sendo você um pai de família, o pastor de uma igreja, o dono de uma empresa ou um líder em potencial para a próxima geração.

O problema é que, se você for como a maioria das pessoas, talvez não acorde cedo, olhe-se no espelho e diga: “Eis aí um líder dedicado e eficaz!” Hoje em dia, a maioria das pessoa não acredita que é capaz de causar um impacto relevante e positivo no mundo em que vive. Até mesmo a maioria dos pastores pensa assim. Em 1997, o Barna Research Group relatou que 95% dos pastores americanos disseram que não acreditavam ter o dom espiritual da liderança. Eles também não acreditavam ter sido devidamente preparados para a tarefa de liderança.

A verdade é que poucas pessoas podem ser consideradas líderes natas. Mas qualquer uma tem potencial. Eu acredito que você pode se tornar um líder melhor, independentemente de sua idade, gênero, estado civil ou profissão.

Os sociólogos dizem que até as pessoas introvertidas influenciarão uma média de 10 mil pessoas durante sua vida. Pense nisso! Alguém que nem está tentando liderar acabará por impactar muitas pessoas. Apenas pense no que pode fazer aquele que tem a intenção de liderar – como Jesus nos orientou a fazer. Que tipo de potencial de impacto Deus colocou dentro de você?

Eu quero que você se veja como um verdadeiro líder. Eu quero que você aprenda com os melhores líderes que já viveram: os homens e as mulheres da Bíblia. Não importa quão forte ou fraca seja a sua liderança; eu quero que você melhore e alcance todo seu potencial de liderança para a glória de Deus!*

John C. Maxwell – Bíblia da Liderança Cristã, Sociedade Bíblica do Brasil

terça-feira, 24 de julho de 2018

Primeira Consultoria de Jesus Cristo

Convide Alguém que possa te Ajudar

Deide Claudino da Costa

Em uma festa muitas coisas desagradáveis podem acontecer, entre elas uma é a falta de bebidas, e foi bem isto que aconteceu em um casamento no povoado de Caná, na região da Galileia (João 2.1-10).
Os noivos não souberam calcular a quantidade de convidados e deixaram o vinho acabar antes do término do evento, a demanda não foi capaz de atender a procura, o que em uma empresa gera muitas reclamações e perdas de clientes.
Já não havendo soluções por parte do bufê contratado, eis que entre os convidados Jesus Cristo se solidarizou com os noivos, e prestou sua primeira consultoria, uma aula teórica e prática para os organizadores. Pediu para encher seis potes de pedras, que cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água cada um, mostrando assim a quantidade necessária para atender a todos convidados presentes.
Criar tumulto é fácil, deixe isto para os amadores, se pretende ter sucesso em seus projetos, convide alguém que verdadeiramente tenha conhecimento, pois quando surgir um problema ele saberá soluciona-lo.

Publicado em Administradores

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A lógica do servir


Rodolfo Garcia Montosa (*)

"Quem é o maior: o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve".
Com estas palavras, durante a última ceia narrada por Lucas (22:27), Jesus provoca todo o modelo mental reinante. A lógica em curso é que serve quem está "por baixo", e é servido aquele "mais importante". Não é a toa que este mundo funciona tão mal, tem tanta injustiça e tantas pessoas infelizes.
Jesus traz um ensino não somente com palavras, mas com sua própria vida. Ele é sério e muito determinado quando trata desse assunto de serviço. Sua palavra aos discípulos não soa como sugestiva, mas como ordem a ser cumprida. Como Ele é Senhor, pode ordenar. Ordena e manda com a autoridade de quem vive.
Mas, sendo bem franco, parece-me que a palavra do "mundo", que o maior deve ser servido, faz mais sentido. Pense comigo: Aquela pessoa que chegou naquela posição trabalhou, esforçou-se, destacou-se. Ela merece. Certo? Errado! Essa lógica é típica da natureza pecaminosa e decaída da humanidade. Faz parte de um pensamento egoísta e ensimesmado.
Conta-se de uma pessoa que se mudou para outro país. Este país era feito de pessoas muito generosas e educadas. Logo de início, um de seus novos colegas ofereceu-se para dar uma carona toda manhã. Chegavam cedo na empresa e seu amigo estacionava o carro bem longe da porta de entrada. Eram duas mil vagas no estacionamento. Demoravam algum tempo caminhando naquele grande estacionamento vazio. Nos primeiros dias ele não disse nada. Até que chegou um dia que perguntou: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos bem cedo, o estacionamento sempre vazio, e você deixa o carro lá no final". Seu colega logo respondeu, simples assim: "é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar bem atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você não acha?"
Essa pequena história traz luz de que existe uma grande lógica no princípio que Jesus ensinou. Imagine-se participando de um grupo de dez pessoas, sendo que todas as dez querem ser servidas. O que aconteceria? Algumas ou todas ficariam infelizes e insatisfeitas. Agora imagine que todas, sem exceção, decidissem servir umas às outras. Certamente todas ficariam felizes.
Essa é a lógica do servir: se todos servirem, todos serão servidos.
Não é difícil imaginar a revolução na sociedade se todos tivessem a atitude de servir o outro. O ensino de Jesus, portanto, é revolucionário. "Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem." (Jo 13:17).
Afinal, no Reino de Deus, quem não serve não serve!



(*) Graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP e Teologia pela FTSA, pós-graduado em Administração Financeira pela FGV-SP e MBA Executivo pela USP- SP. É diretor e fundador do Instituto Jetro. Foi colunista da Revista Igreja e da Revista Saber e Fé. Fez parte dos Conselhos da Editora Mundo Cristão, e atualmente faz parte da Missão Portas Abertas e da Fundação Eduardo Carlos Pereira. Pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Londrina e empresário no setor de serviços, sendo diretor presidente da BR Consórcios, empresa que administra diversas marcas de Consórcios no Brasil.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Liderando como Deus quer

O pastor deve manter-se longe dos perigos que ameaçam a integridade de seu ministério.
por Russel Shedd(*)

Samuel, filho do pastor da igreja da qual eu era membro, conversava com seus colegas da escola sobre a importância das profissões dos seus pais. Um gabava-se: “Meu pai é químico; ele descobre produtos úteis para a sociedade”. Outro dizia: “O meu é engenheiro. Ele constrói pontes e estradas”. Notando o silêncio de Samuel, os colegas perguntaram-lhe: “E o seu pai, o que ele faz?” O adolescente encolheu os ombros, meio encabulado, e confessou: “Meu pai não faz nada – somente fala.”
Acredito que muitos pastores repassam a impressão geral de que o líder de uma igreja tem uma vida isenta de responsabilidades mais pesadas. Um colega, certa vez, me contou como chegara a escolher a carreira de pastor. Quando jovem, ele passava na frente da casa de um ministro do Evangelho. Observava que ele pulava da cama depois das nove horas da manhã e, depois, seguia uma rotina bem suave – ia pescar quando lhe convinha, conversava alegremente com os amigos, era constantemente convidado para as celebrações das famílias da igreja. Nas horas mais vagas, preparava uma homilia de vinte minutes para o culto nos domingos. O jovem percebeu que aquele pastor era honrado na sociedade e recebia um salário bom, e esta foi a vida que escolheu para si.
Não me admirei em ouvir, tampos depois, que aquele jovem, já guindado à condição de pastor, havia se divorciado da esposa e seduzido a mulher de um líder da sua igreja. Acabou saindo do país com ela, indo pastorear uma igreja no exterior, onde, quem sabe, a história se repetiria. Acabei perdendo contato com aquele “pastor lobo”, vestido de pele de ovelha.
Como ele, há muitos e muitos por aí. Pastores que não fazem caso das exigências bíblicas para o pastorado, especialmente aquela que requer que o bispo seja “irrepreensível”(registrada em I Timóteo 3.2), são uma ameaça para a igreja! O mais devastador dos perigos do ministério é a falta de integridade, quando o pastor prega aquilo que não vive e ilude os membros da igreja, fingindo ser um homem chamado por Deus. Quando a igreja não tem um padrão de qualidade e não requer de seu pastor que preste contas a alguém, há o perigo da preguiça. Gastar pouco tempo com Deus ou imaginar que um curso de seminário é suficiente para o pastoreio não qualifica ninguém para o ministério. Muitos pastores pensam que nada mais é exigido do pregador senão de colecionar um acervo de boas histórias e ler um texto da Bíblia para logo esquecê-lo, sem se preocupar com o sentido da passagem ou como as Sagradas Letras deveriam ser aplicadas às vidas de seus ouvintes.

GRANDE OBRA
O professor de um seminário pediu que seus alunos procurassem saber dos membros de suas igrejas o que achavam das pregações dos seus pastores. O consenso colhido foi o de que os pastores leem a Bíblia, mas não a explicam, nem aplicam o texto para a vida diária das pessoas. Outra conclusão do estudo foi a impressão generalizada de que os líderes têm mais interesse nos negócios das igrejas do que na vida espiritual dos membros.
Robert Murray McCheyne, um jovem pastor de Dundee, na Escócia, e muito usado por Deus, disse: “A grande obra do pastor, na qual deve depositar as forças do seu corpo e mente, é a pregação. Por mais fraco, passível de menosprezo, ou louco (no mesmo sentido como chamaram a Paulo de louco) que possa parecer, este é o grande instrumento que Deus tem em suas mãos e para que, por ele, pecadores sejam salvos e os santos sejam aptos para a glória. Aprouve a Deus, pela loucura da pregação, salvar aos que creem. Foi para isso que o nosso bendito Senhor dedicou os poucos anos de seu próprio ministério – e esta foi a grande obra de Paulo e de todos os apóstolos. Por isso, Jesus nos deu este mandamento: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho’.” Com efeito, o sucesso eterno do ministério de qualquer pastor será medido pelo poder de sua pregação. Comentou Cotton Mather: “O desenho e intenção principal do pregador é restaurar o trono e domínio de Deus nas almas dos homens.”
Outro perigo envolve as finanças do pastor. Raras vezes seu salário tem alguma folga. O cartão de crédito parece ser uma providência divina para adquirir “necessidades” que estouram o orçamento. Parece que o pastor acredita que os membros têm a responsabilidade de socorrer ministros que gastam mais do que recebem. Acontece que o que parece ao pastor ser uma necessidade não convencerá os membros da comunidade, que via de regra vivem com salários inferiores ao que seu pastor recebe. Se o dinheiro é a motivação, sua alegria não virá do ministério, mas das coisas que pode comprar. Paulo combate esta ameaça, dizendo: “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros” (Romanos 13.8). A integridade do pastor se reflete na honestidade com que trata o dinheiro da igreja.
Uma pesquisa feita na escola de missões do Seminário de Fuller, nos Estados Unidos, sobre a vida de 900 líderes evangélicos, tanto na história como no presente, revelou que eles reconhecem que a autoridade espiritual é a base principal do poder, isto é, o impacto de um ministério que transforma vidas depende da intimidade que o líder tem com Jesus. Essa intimidade se nutre através de pureza pessoal, adoração e uma vida fiel de oração. Uma das principais ameaças do ministério se revela no profissionalismo que busca sucesso de outras fontes de poder. O líder cristão pode decidi raprimorar-se na psicologia, na oratória ou com conhecimentos intelectuais. Contudo, em qualquer outro foco de um ministério faltará a vitalidade que somente o Espírito Santo é capaz de suprir. O exemplo do apóstolo Paulo nos desafia a todos: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome; tendo muito, ou passando necessidade” (Filipenses 4.12).
Muitos ministros não sentem que a tentação sexual possa ser problema. Pensam que esse tipo de atração pode ser perigosa para os outros, mas não para eles. No entanto, a lamentável frequência com que os escândalos têm abalado a reputação das igrejas evangélicas sinaliza para a necessidade de cuidados especiais. Paulo advertiu seu filho na fé nos seguintes termos: “Fuja dos desejos malignos da juventude” (II Timóteo 2.22). Prevenção requer um plano eficaz para repelir as tentações que assolam a vida de muitos pastores. O texto coloca justiça, fé, amor e paz e, especialmente, a companhia de pessoas que, de coração puro, invocam o Senhor como baluarte contra a atração sexual pecaminosa.
A internet tem trazido para dentro de casa a possiblidade de contaminar o coração do pastor com a pornografia. Ainda que poucos ministros confessem esse vício secreto, a praga moderna ameaça a estabilidade de muitas famílias e o relacionamento de pastores com suas igrejas. Qualquer líder que não mantém a fé e a boa consciência enfrenta o perigo de “naufragar na fé”, conforme Paulo admoesta a Timóteo. Jesus ensinou que os puros de coração são felizes porque eles verão a Deus. E que dizer do que maculam suas mentes com pornografia?

AVALIAÇÃO CONSTANTE
De minhas muitas décadas de ministério pastoral, tenho aprendido, continuamente, a desenvolver disciplinas pessoais e espirituais que podem nos manter a salvo na questão da integridade sexual. Em primeiro lugar, é preciso avaliar nossa condição espiritual regularmente, sabendo que a falta de oração e comunhão com Deus é fatal. Em segundo lugar, o pastor precisa manter um casamento de qualidade, com comunicação, evitando sentimentos de descontentamento, pobreza no relacionamento sexual e frieza na intimidade. Não se pode ser omisso na busca por um bom relacionamento espiritual e emocional. Além disso, é necessário, sempre, demonstrar respeito e amor, as chaves de um casamento saudável. O servo do Senhor também precisa tomar precauções básicas, fugindo de qualquer pessoa que o atraia sexualmente e evitando aconselhamentos com pessoas do sexo oposto sem a presença do cônjuge. A descoberta de um bom amigo com quem se possa abrir o coração para revelar qualquer sentimento que não seja puro e saudável deve ser uma prioridade. Por fim, deve-se ter em mente, sempre, o poder destrutivo que uma queda no pecado sexual tem sobre ministério abençoado por Deus.
Na lista de qualificações que o pastor deve ter, Paulo inclui o governo da família. O líder deve ter “os filhos sujeitos a ele”. “Se não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?”, questiona o apóstolo (I Timóteo 3.4,5)? Na cultura brasileira, muitos pais não exigem a obediência dos filhos. O individualismo reina de tal modo que os pais chegam a se cercar de cuidados para não contrariar seus filhos. Todavia, a Bíblia ensina com clareza que filhos e pais são pecadores. Todos necessitam disciplina para aprender a obedecer aos pais, tal como os pais precisam de disciplina bíblica para submeter-se a Deus. Por isso, Paulo faz a conexão do líder responsável pela igreja e a responsabilidade de chefiar a família.
Algumas qualificações são mais determinantes do sucesso no ministério do que outras. Acredito que a que mais importa para o pastor é o amor pelas pessoas e sua humildade, além de coragem. Jesus convidou os cansados e sobrecarregados a aprender dele a se tornaram humildes e mansos (Mateus 11.29). Se Jesus Cristo for realmente o modelo que norteia o ministério, não há que se duvidar de que essa qualidade tenha importância singular. Alguns pastores esquecem que são ovelhas que também precisam do pastoreio do Bom Pastor (I Pedro 5.4). Essa atitude de altivez é especialmente perigosa nos tempos em que vivemos, nos quais o sucesso ministerial é medido por números e marcas externas de uma igreja. Jesus não teve um sucesso notável ou popularidade. Tanto, que ele rejeitou a proposta do povo, que queria aclamá-lo como rei (João 6.14).
Os líderes de igrejas no presente século percebem que a liderança de uma comunidade de maneira bíblica ficou mais difícil. Mas aqueles que combatem o bom combate, pregando a Palavra e guardando a fé, receberão a coroa da justiça que o Senhor, o justo juiz, lhes dará no dia final. O ministro que combater para vencer, como o apóstolo Paulo lutou, receberá a recompensa prometida na vinda do Senhor.

Russel Philip Shedd é doutor em teologia com estudos de pós-doutorado em Novo Testamento, escritor e conferencista. Americano radicado no Brasil desde 1962, é presidente emérito de Edições Vida Nova e missionário aposentado da missão World Venture.

Publicado em Cristianismo Hoje




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Líderes esgotados

Ronaldo Lidório (*)

Estes são dias marcados por líderes cansados, em crises pessoais ou de trabalho, desanimados e frequentemente experimentando “burnout” ou outra sorte de esgotamento. Boa parte dos fatores de risco se encontra na sociedade: pressões externas, demandas sem fim ou enfermidades psicológicas. Outra parte é definida pela atitude de nosso coração.
Em 2 Timóteo 2:11-15, Paulo dá orientações ao jovem líder Timóteo:
“Esta palavra é digna de confiança: se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente diante de Deus, para que não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não traz proveito e serve apenas para perverter os ouvintes. Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade”.
As principais orientações de Paulo ao jovem líder não se referem a sucesso, destaque, produção, promoção ou realizações, mas a uma postura do coração. Ele diz “se… morremos…, se perseveramos…, se somos infiéis…” – falando sobre as coisas do coração e não da vida pública.
Paulo ensina que aquilo que nos define não é o nosso trabalho, imagem ou reconhecimento, mas nosso relacionamento com Deus. Não é um título ou reconhecimento público, mas nossa vida com o Pai. Vale lembrar que quem ensinava sobre isto era um homem afeito ao trabalho, um incansável missionário, plantador de igrejas e grande teólogo. Parece-nos que ele compreendeu (e ensinou) que a primeira missão da igreja não é frutificar, mas morrer. Apenas quando morrermos para nós mesmos é que conseguiremos viver para Deus. Por isto, escrevendo aos Gálatas, ele declara: “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).
Paulo ensina também que o obreiro chamado por Deus deve se apresentar “aprovado”. A expressão usada para esta aprovação (“Dokimon”) indica “medida completa”; nem mais nem menos. Ser e fazer aquilo que Deus colocou em suas mãos.
Talvez esteja aí a principal fonte de esgotamento entre aqueles que fazem o trabalho de Deus: a necessidade de discernir entre aquilo que Ele colocou em nossas mãos e o que simplesmente nos encanta.

Compartilho a seguir alguns breves conselhos:

1. Tenha clareza sobre o que Deus colocou em suas mãos – aquilo com o qual você deve se envolver e aquilo que, mesmo importante, não lhe compete. Não se envolva com tudo que lhe encanta.
2. Procure ser um modelo de vida, e não apenas de trabalho.
3. Guie-se pela visão que Deus lhe deu, não pelas críticas e muito menos pelos elogios.
4. Identifique os seus pontos de dispersão (aquilo que lhe tira da rota) e aprenda a evitá-los. Preste contas.
5. Lidere pela influência espiritual, e não pela autoridade da sua função.
6. Mantenha-se saudável emocionalmente. Não ande com o tanque vazio. (Leia “Andando com o tanque vazio”, de Wayne Cordeiro).
7. Tenha uma vida de oração e mantenha o equilíbrio entre a reflexão e a decisão. Evite os extremos: ser autoritário ou indeciso.
8. Alimente-se, sobretudo pela Palavra, e imprima em sua alma profundas reflexões cristãs. (Leia O Discípulo Radical, de John Stott; De Hoje em Diante, de Elben César; “O Legado Espiritual”, de James Houston; e “Vocação perigosa”, de Paul Tripp).
9. Seja coerente e consistente com suas convicções. Não negocie sua integridade, por mais alta que seja a proposta. (Leia “Dinheiro, sexo e poder”, de Richard Foster).
10. Invista em outros líderes, fazendo discípulos – não seus, mas de Cristo.

Que o Altíssimo nos ajude a termos nossa identidade definida em Cristo, a fazer tudo (e tão somente) o que Ele colocou em nossas mãos e sermos encontrados aprovados – por Ele.

(*) Ronaldo Lidorio é doutor em antropologia e missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão AMEM. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.

Publicado em Ultimato


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Bíblia: O livro proeminente da administração


Leonardo Posich(*)

O amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos. 1 Tm 6:10
Em meio a rotina estupefata de estudante do curso de administração de empresas, muito me debrucei sobre os livros clássicos dessa magnífica ciência, e que tantos condenam a sua importância para o mundo dos negócios.
Ao passar horas estudando as teorias e vivências de Taylor ou até mesmo tentando responder algumas dúvidas que pairavam sobre minha mente acerca dos pensamentos mais profundos e inestimáveis de Drucker, jamais tive a mesma experiência de ter dedicado parte do meu precioso tempo, lendo e praticando a Palavra de Deus.
Deixando de lado um pouco dos nossos valores, crenças e nem muito menos questionando a veracidade ou o tamanho da sua fé, te convido a se despir da sua rotulariedade e encarar o fato, que esse magnífico livro tem, valiosos ensinamentos tanto para sua vida quanto para os seus negócios.
Um dos principais personagens (se não o principal) e o divisor de águas entre o antigo e o novo testamento (Jesus Cristo) nos deixa claro como ser um ótimo líder. Seu legado milenar esta enraizado no cerne da humanidade e seus ensinamentos continuam mudando vidas.
Não precisa ser especialista e nem muito estudado, para entender, que líderes não são profissionais que sabem somente lidar com metas, números e objetivos mas acima de tudo, sabem influenciar e inspirar pessoas em prol de um objetivo comum.
Em Salmos 16:32 diz o seguinte:
Muito melhor é o homem paciente que o guerreiro, mais vale controlar as emoções e os ímpetos do que conquistar toda uma cidade.
O líder ou qualquer profissional paciente, é mais assertivo em sua tomada de decisões. Muitos reinados sucumbiram perante a sua própria impaciência. Na pressa, cometemos nossos piores erros. Mais importante que a velocidade é a própria direção.
"Prefiro dar passos curtos e firmes sem perder o sentido, do que andar em alta velocidade e perder o rumo".
Você só saberá se chegou, se estiver focado aonde é o seu destino.
Há quem diga que palavra de Deus condena o próprio o dinheiro. Os ensinamentos bíblicos são claros com relação ao uso do próprio capital. Quanto a avareza, a palavra de Deus é mais transparente que uma bolha de sabão.
O avaro procura prazer em seu próprio dinheiro e acaba sempre soterrado em sua própria ganância. Dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor. Deixo aqui uma pergunta: Você morre servindo ao dinheiro, ou você vive servido pelo dinheiro?
Não trabalhe pelo dinheiro, faça o dinheiro trabalhar para você. Ele não é o fim, mas sim o meio. Tão bom quanto ganhar dinheiro é poder mudar a vida de alguém.
Dinheiro não é ruim ele é bom. Mas pode ser melhor ainda se for usado para o bem. Porém não é tudo. Enquanto o avaro pensa somente em seu enriquecimento próprio, o empreendedor (generoso) visa gerar valor (empregar pessoas e gerar renda) dentro da sociedade.

Lei da abundância: aquele que plantar pouco, o pouco colherá. Falando de forma ainda mais clara e direta. A árvore boa não dará frutos ruins e a árvore ruim não dará frutos bons. Se você tem um bom negócio (produtos e serviços de qualidade) clientes satisfeitos e felizes você terá.
As suas atitudes falam tão alto que chega a ensurdecer o seu discurso. No mundo dos negócios, se você não é honesto, não vai pra frente. E se for pra frente, logo tropeça e não levanta mais. Quem é feliz no pouco, será feliz no muito. Quem honra as pequenas coisas, honrará as grandes obras e será incubido de grandes responsabilidades.
O invejoso é ávido pela riqueza, é capaz de passar por cima de todos e de tudo para o seu próprio enriquecimento, e é péssimo para entregar valor para aqueles que o cercam. A inveja é algo que corrói a sua alma e destrói seu espírito. Muitos líderes foram destronados pela sua própria inveja. Você já leu a história do rei Saul?
Eu costumo dizer para mim mesmo todos os dias, hoje serei melhor do que ontem. Falo isso, porque sei que o maior concorrente que eu posso ter, sou eu mesmo. Minha mente esta a todo tempo tentando matar meus próprios sonhos. Costumamos nos auto sabotar e é engraçado como a bíblia fala muito sobre isso.
Eu poderia passar horas escrevendo esse artigo acerca desse importante livro de administração (embora não visto dessa forma por inúmeras pessoas) e ainda assim, seria pouco para externalizar tamanho ensinamento.
A Bíblia diz, que aquele que tiver preguiça, cairá em um profundo sono. Quem trabalha bem, trabalha bem até de graça. A insatisfação com o trabalho é uma das principais causas da baixa produtividade. Não ter prazer no que faz, é um sério agravante para o insucesso.
Existem muitos profissionais que costumam arranjar desculpas com relação a sua produtividade. Diz não trabalhar bem, por conta do péssimo salário. Outros são capazes de entregar um trabalho medíocre e usar como desculpa, a má remuneração.
Como todo e qualquer livro, esse só fará diferença em sua vida, se você dedicar parte do seu precioso tempo lendo, estudando e praticando aquilo que lhe é ensinado. Um livro pode ser somente um simples objeto de capa dura, repleto de folhas brancas com vastas palavras, empoeirado no fundo de uma gaveta e nenhuma diferença fará em sua vida.
Se tivesse lido a Bíblia quando estudava administração, tenho certeza que minha curva de aprendizado seria muito menor. Teria quebrado menos e acertado mais.
“Quem tenta enriquecer-se depressa não ficará sem castigo" (Prov 28:20).
Não existe sucesso sem trabalho árduo e esperar que Deus faça as coisas por você, não te fará alguém melhor!

(*)Leonardo Posich é formado em administração de empresas, pela faculdade Cesusc. Empreendedor digital (ijumper) e ex-sócio do Mundo Canibal Games (dos jurássicos da internet Rodrigo e Ricardo Piologo). Especialistas em captação de novos negócios (prospecção, geração de tráfego qualificado e vendas). Atualmente esta escrevendo um livro na área de relacionamentos (a base de qualquer negócio) além disso é uma pessoa super comprometida com o seu sucesso!

Administradores

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Chamados para sermos íntegros, não perfeitos!


José Roberto Cristofani

O tema da "perfeição cristã" foi amplamente discutido por John Wesley.
Em um longo tratado Wesley apresentou a tese, as questões dela derivadas e as respostas às objeções feitas sobre o assunto. Basicamente, Wesley defendeu a ideia de que o cristão pode e deve buscar a perfeição pelo processo de santificação. Ele cria que se uma pessoa pudesse ficar um minuto sem pecar, ela poderia ficar dois, depois três e assim por diante. Ressalto, entretanto, que a questão, como apresentada por Wesley, é bem mais complexa e profunda do que apresentada aqui. Por hora basta colocá-la assim.
Muitos aspectos desta ideia wesleyana ainda são correntes nos dias de hoje no meio cristão. Bem como muitos questionamentos sobre se é possível nos tornarmos perfeitos ou não. O debate prossegue.
Para o nosso propósito aqui, é suficiente destacar o estreito vínculo que foi estabelecido entre "perfeição" e "pecado". Este vínculo reduziu a questão ao seu aspecto teológico, apenas. Em tese, ser perfeito é estar sem pecado. Será mesmo possível alguém chegar a tal estado de "perfeição"? A discussão não tem fim.

Retradução da palavra perfeito
"Completo serás para com o Senhor teu Deus". Dt 18:13. Ao retraduzir o texto de Deuteronômio 18.13 encontro pistas valiosas para uma nova abordagem do texto. A retradução deste versículo abre uma janela de novas possibilidades para iluminar um caminho possível. Vejamos:

"Completo serás para com o Senhor teu Deus"
A diferença é enorme. Entre "perfeito" (que não tem defeitos; ideal; impecável) e "completo" (que contém todos os elementos necessários; inteiro, acabado) existe uma grande diferença, mesmo em português.
Outras traduções possíveis para a palavra hebraica (tamim) usada no texto de Deuteronômio 18.13 seguem abaixo:
You must walk blamelessly before the Lord your God. (Você deve andar sem culpa diante do Senhor seu Deus.) The Living Bible
You must remain completely loyal to the Lord your God. (Você deve permanecer completamente leal ao Senhor seu Deus.) NRSV
Serás íntegro para con Jehovah tu Dios. (Será íntegro para com Jeová teu Deus.) RVA
Sé íntegro en tu trato con el Señor, tu Dios; (Seja íntegro em seu trato com o Senhor teu Deus;) Biblia del Peregrino
You must be "wholehearted" with the Lord your God. (Você deve ser "completa e sinceramente devotado, determinado, entusiasmado, marcado pelo completo compromisso, livre de toda reserva e hesitação" com o Senhor seu Deus.) Tanakh
O foco dessas traduções do vocábulo "tamim" gira ao redor do campo semântico de: lealdade, integridade, sinceridade. Ademais, a mesma palavra "tamim" é usada para descrever anos completos (Gênesis 47.18); sacrifícios de animais saudáveis (Levítico 22.21-22); inteireza do galho da videira (Ezequiel 15.5); discurso verdadeiro (Amós 5.10); construções terminadas (1 Reis 6.22); cumprimento da destruição do povo (Números 14.33).
Como podemos ver, os indicativos do uso deste termo apontam sempre para a ideia de completude, algo inteiro, aquilo que tem todas as partes e nada falta. Sendo utilizado para diversos âmbitos da vida, tais como: o calendário, as práticas religiosas, os objetos, a comunicação, o trabalho, o conflito etc.
Com esta compreensão em mente, podemos entender melhor como algumas pessoas no Primeiro Testamento foram consideradas "perfeitas", isto é, "completas". São exemplos: Noé (Gênesis 6.9 - Eis a história de Noé. Noé era homem justo (tsadiq) e íntegro (tamim) entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.); Abrão (Gênesis 17.1 - Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito (tamim).); Davi (2 Samuel 22.24 - Também fui inculpável (tamim) para com ele e me guardei da iniquidade.).
Também temos Jó que é chamado de "íntegro" (Jó 1.1 - Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro (tam) e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.). Obviamente que aqui é usada outra palavra "tam". Mas ela é sinônima de "tamim" e "tom" (que significa "integridade").
É importante observar que tanto Noé como Abrão, Davi e Jó, entre outros, não eram "perfeitos" em qualquer sentido. Porém, foram "completos" em seus relacionamentos com o Senhor e com as pessoas da sua geração.
Portanto, traduzo "tamim" em Deuteronômio 18.13 por "Completo" resgatando o sentido de integralidade do ser humano. Recolocando, assim, a exigência bíblica dentro da sua semântica original, a saber, que a pessoa deve relacionar-se com o Senhor de forma íntegra.
"Sede vós completos como completo é o vosso Pai celeste" Mt 5:48
A versão Almeida Revista e Atualizada traduz o texto de Mateus 5.48 da seguinte maneira:
"Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste."
O vocábulo em questão é "teleios", traduzido, aqui, por "perfeito". Opção adotada pela grande maioria das versões em diversas línguas. Por exemplo:
Vós, portanto, sereis perfeitos, como é perfeito vosso Pai celeste. TEB
Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês. NVI
Sed pues perfectos como vuestro Padre del cielo es perfecto. (Sede, pois, perfeitos como vosso Pai do Céu é perfeito. Biblia del Peregrino
A palavra "teleios" significa algo completo, indivisível. Aquilo que tem a totalidade como seu componente principal. É o contrário de parcial ou de limitado. É a medida das coisas cheias, completas, inteiras.
Quando usamos o termo "teleios" para pessoas, queremos indicar que a mesma é madura, desenvolvida. Sendo contrária a imaturidade, a palavra é usada para descrever pessoas espiritualmente maduras. Desenvolvidas inteiramente, completamente preparadas e prontas para relacionamentos e ações responsáveis. O Segundo Testamento faz uso de "teleios" em diversas ocasiões. As passagens mais relevantes, para o nosso propósito, são:
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito (teleios), vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. (Mateus 19.21)
Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados (teleios); não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; (1 Coríntios 2.6)
Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos (teleios). (1 Coríntios 14.20)
Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita (teleios) varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Efésios 4.13)
Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos (teleios) e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. (Colossenses 4.12)
Mas o alimento sólido é para os adultos (teleios), para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. (Hebreus 5:14)
Ora, a perseverança deve ter ação completa (teleios), para que sejais perfeitos (teleios) e íntegros (holokleros), em nada deficientes. (Tiago 1.4). Aqui "íntegros" traduz "holokleros", sinônimo de "teleios".
Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito (teleios) varão, capaz de refrear também todo o corpo. (Tiago 3.2)
Como podemos ver pelos exemplos transcritos, o campo semântico de "teleios" é bastante similar ao de "tamim". Fala-se, nos textos, sobre completude, indivisibilidade, integridade, inteireza etc.
Assim, ao traduzir Deuteronômio 18.13 por "Completo serás para com o Senhor teu Deus" e Mateus 5.48 por "Sedes completos como é completo o vosso Pai celeste.", quero expressar a compreensão de que não se trata de "perfeição cristã" ou de qualquer outra espécie de perfeição. Mas expressa a integralidade do ser humano diante de Deus e de seus semelhantes.
Portanto, o que os textos bíblicos enfatizam é um estado permanente de desenvolvimento e aprendizagem dos valores do Reino de Deus e da busca pela maturidade pessoal íntegra.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Marketing Multinível nas igrejas

Sidney Nunes

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. (Mateus 24:12)

Estou percebendo algo em nossas igrejas que tem me deixado muito triste. Vejo que muitos crentes tem uma grande dificuldade de participar das atividades regulares da igreja:

1) não podem ir ao culto durante a semana porque estão estudando ou porque passaram um dia difícil de trabalho, ou chegam tarde em casa.
2) não podem participar de um evangelismo no final de semana porque estão cansados de uma semana difícil e, para muitos, é complicado falar com as pessoas, abordá-las, mesmo sendo para falar do amor de Cristo.
3) não podem participar dos ministérios existentes na igreja porque são tímidos.
4) muitas pessoas, não se conhecem porque existe uma dificuldade na comunicação: dificuldade de ir até a pessoa, algumas são introvertidas. Então, acabam os cultos e muitos nem se falam na saída, ou só falam com as mesmas pessoas, aquelas já conhecidas.
5) alguns líderes não tem tempo para visitar as suas ovelhas, estão muitos atarefados.
6) alguns líderes não tem tempo para sair com os irmãos depois do culto, estão sempre com pressa, tem que dedicar mais tempo para a sua família.

Mas essa história está mudando com o marketing multinível!

Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. (Eclesiastes 5:10)

Por interesse financeiro:
1) aquele irmão que nunca tinha tempo de ir aos cultos durante a semana, como num milagre, agora tem tempo, não só para ir, mas para até fazer da sua casa, a sede da reunião.
2) aquele irmão que não falava de Jesus para as pessoas porque era tímido, ou não tinha um chamado para isso, agora está falando com todos do seu mais novo produto comercial.
3) aquele irmão que, quando acabava o culto, só falava com os mesmos da sua classe social e financeira da igreja, agora, como uma mágica, e como um político, fala com todos, abre a porta da sua casa e já não vai mais embora depois do culto, a pressa sumiu!
4) os líderes que não visitavam as "ovelhas" para falar do amor de Jesus, agora estão visitando todas em nome da "empresa americana".
5) os líderes que não saíam com os membros depois dos cultos, agora é lei: mal esperam o culto acabar e já estão com seus tablets e netbooks plugados na internet para mostrar como se ganhar dinheiro no "reino dos homens".

Amados amigos e irmãos, acho que toda crítica deve ser construtiva! Pretendo finalizar essa reflexão de forma construtiva! Não estou aqui para falar mal de uma ou mais empresas, para lhe pedir para deixar de ser o representante do reino dos homens americanos!

Fique calmo! Pode continuar! O dinheiro é seu! O tempo é seu! A vida é sua! É só uma reflexão!

Conheço muitas pessoas que estão no reino dos homens americanos, mas que estão fazendo a obra de Deus normalmente como antes! Falando com as pessoas como antes! Conheço poucos, que nem contaria com as duas mãos, mas conheço! Mas você pode me perguntar: "amigo, qual é a sua proposta?!" Simples, quero lançar o ministério Jesusfree!

Para entrar neste ministério:
1) Não precisa pagar nenhum valor em dinheiro, vender bens, cotas estipuladas de vendas. Nada disso, neste ministério tudo é gratuito!
2) Você escolherá um dia da semana para fazer as reuniões em sua casa sobre o amor de Jesus, o reino de Deus e a sua justiça!
3) Sugerimos uma meta inicial:

Enviar 30 mensagens por mês no seu Facebook para pessoas que não são cristãs.
Enviar gratuitamente 365 mensagens do reino de Deus em seu celular por ano, com versículos bíblicos! Quanto mais pessoas você falar do amor de Deus, maior serão as sua bençãos no reino dos céus! E maior será o seu galardão!

Jesusfree!!
Você vai falar com todos da igreja do amor de Cristo! Vai sair com as pessoas e falar do amor de Jesus! Não precisa falar de dinheiro, porque pela graça sóis salvos! Você vai visitar os irmãos, amigos e parentes para falar do amor de Jesus!
Líderes, não deixem escapar uma ovelha! Todas as famílias saberão desta tão antiga revelação: Deus amou o mundo de uma maneira tão grande, que enviou o seu filho unigênito para todos os que acreditam tenham a vida eterna com Cristo Jesus! Vamos para as ruas e falaremos do Jesusfree!! "Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus!".
Tem que ter tempo e disposição para ser membro deste ministério! Afinal de contas, você vai evangelizar em nome de Jesus! Mandar mensagens pela internet e pelo celular em nome de Jesus! Receber pessoas em sua casa, ou fazer reuniões em outros lares sobre Jesus! Tem que aproveitar o culto e pós-culto! Tem que falar nas ruas, nas empresas, nos restaurantes, sempre falar de Jesus!

Mas você pode dizer: "amigo, qual será o meu retorno em participar do ministério Jesusfree"?

Caro amigo(a) e irmã (o), o nosso retorno são as lágrimas!

As suas lágrimas diante da presença de Deus em sua vida pela busca de um Deus vivo e as lágrimas das almas que estarão sendo transformadas pela graça e o amor de Jesus que ressuscitou e está dentro de nós por meio do Espírito Santo. Devo lembrar que Jesus iniciou seu ministério aqui na terra usando 12 pessoas em seu "marketing multinível", porém esse trabalho sem fins lucrativos era para ganhar almas e manifestar a glória de Deus.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

18 coisas que não me arrependerei de fazer com meu marido


POR AILEEN CHALLIES

Aqui é a Aileen (esposa do Tim)! Depois que Tim escreveu 18 Coisas que Não me Arrependerei de Fazer com Meus Filhos e 18 Coisas que Não me Arrependerei de Fazer com Minha Esposa, algumas pessoas entraram em contato perguntando se ele poderia completar com um artigo feito por uma esposa para seu marido. Ele não pretendia fazer isso quando começou a escrever, mas achou que faria sentido fechar a série dessa forma. Tim me perguntou se eu gostaria de cuidar disso. Eu sou meio que uma escritora relutante, mas decidi aceitar o desafio (com o acordo de que ele não mudaria nada que eu dissesse!).

Então, aqui estão 18 coisas que não me arrependerei de fazer com meu marido.

1. Sair com ele. Como Tim é pastor, normalmente a segunda-feira é seu dia de folga. Mas, como muitos dias de folga, nossas segundas são geralmente preenchidas por tarefas (e, no caso dele, escrevendo). Porém, uma coisa que sempre tentamos fazer é sair de casa para ter um pouco de tempo e um almoço. Eu nunca me arrependerei de separar esse tempo para estarmos juntos.

2. Cozinhar. Bem, na maioria das vezes, ele só assiste. Mas, algumas das minhas memórias mais queridas são de Tim entrando na cozinha com uma cadeira para ficar comigo enquanto eu preparo o jantar (eu acho que ele faz isso subconscientemente também!). As noites de sexta são nossas noites de pizza e filme. Tim normalmente participa e nós fazemos pizza juntos. Eu adoro esses momentos e nunca me arrependerei do tempo que passamos cozinhando juntos.

3. Orar com ele. Eu amo orar com meu marido. Eu amo ouví-lo orar proque eu vejo muito do seu coração quando lhe escuto falando com o Senhor. Eu nunca me arrependerei de priorizar os períodos de oração com ele.

Eu amo orar com meu marido. Eu amo ouví-lo orar proque eu vejo muito do seu coração quando lhe escuto falando com o Senhor.

4. Liberando-o para servir. Esta tem sido uma luta em nosso casamento, e houve momentos em que fiquei ressentida pelo tanto de tempo e atenção que seu pastorado toma. Liberar Tim para servir nossa igreja não apenas permitindo que ele vá, mas acreditando na necessidade e no benefício de seu ministério à igreja o permite funcionar como deveria na posição que Deus lhe deu. Ele é um presbítero, marido e pai melhor quando sente essa liberdade. Eu sei que nunca me arrependerei de liberá-lo para servir.

5. Dar-lhe um beijo de boa noite. Normalmente, Tim e eu vamos para a cama ao mesmo tempo e oramos juntos antes de adormecermos. Muito frequentemente, é mais fácil, no fim de um longo dia, simplesmente virar e dormir. Mas esse beijo de boa noite é uma forma simples e doce de demonstrar afeição. Eu nunca me arrependerei de dar beijos de boa noite em meu marido.

6. Trabalhar juntos em projetos. Desde que começamos a namorar, Tim e eu trabalhamos juntos em eventos ou projetos. Entre projetos de reforma da casa, dirigir negócios ou promover concertos e conferências, nós sempre cooperamos bem. O tempo que passamos trabalhando juntos por um objetivo comum apenas fortaleceu nosso casamento.Trabalhar juntos é algo de que nunca me arrependerei.

7. Cultos domésticos. Eu amo assistir meu marido ler a Bíblia para nossos filhos. Eu adoro assistí-lo interagir com as crianças sobre o texto e, então, orar com elas sobre isso. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastamos juntos em cultos domésticos.

8. Rir. Eu amo quando Tim ri. Ele é uma pessoa reservada que normalmente ri baixo e, com pouca frequência, gargalha abertamente. Entretanto, quando ele realmente se diverte, ele tem a risada mais encantadora. Eu valorizo os momentos em que podemos rir juntos.

9. Pedir-lhe perdão. Eu sou uma pessoa orgulhosa, e demorou muito para eu aprender como pedir perdão quando peco contra a pessoa mais importante da minha vida. Eu sou muito grata pela graça e o crescimento de Deus, e oro por crescimento contínuo nesta área. Eu sei e tenho aprendido que nunca me arrependerei de pedir perdão para Tim quando peco contra ele.

Eu sei e tenho aprendido que nunca me arrependerei de pedir perdão para Tim quando peco contra ele.

10. Ser carinhosa. Tim e eu naturalmente recebemos amor de diferentes maneiras. Sua linguagem do amor é toque. A minha não é. Eu tive de aprender o quanto significa para ele que eu demonstre afeição física e eu nunca me arrependerei do tempo usado para mostrar afeto em sua linguagem do amor.

11. Telefonar. Normalmente, eu ligo para Tim quando estou voltando para casa de uma tarde cavalgando ou jogando futebol. Geralmente, ligo quando estou empolgada com minha tarde e quero contar-lhe o que está acontecendo. Eu nunca me arrependerei dos momentos conversando de volta para casa.

12. Aprender com ele. Desde que começamos a sair, há dezoito anos atrás, temos gostado muito de aprender juntos (talvez porque nos conhecemos em uma matéria do colégio!). Embora seja tão difícil encontrar tempo, sempre gostamos de ler um livro ou artigo, ou ouvir um sermão juntos. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastei aprendendo com ele.

13. Seguir sua liderança. O âmago da submissão de uma esposa a seu marido é confiar na liderança de seu marido e permitir-se ser liderada. Nosso casamento e nossas vidas funcionam muito melhor quando eu me permito seguir a liderança de Tim. Nos meus melhores momentos, eu sei que nunca me arrependerei de deixar que ele lidere.

14. Apoiá-lo. Há muitas vozes dizendo aos homens quem eles são, mas a voz da esposa é a mais alta de todas. O ego de um marido é bem mais frágil do que geralmente pensamos. Toda esposa aprende rapidamente que ela pode edificá-lo ou demolí-lo com suas obras e atitudes. Eu observo como Tim depende das minhas palavras, e sei que nunca me arrependerei de encorajá-lo e apoiá-lo.

15. Recebê-lo. Cumprimentar Tim quando ele chega em casa no fim do dia é algo em que ainda estou trabalhando. Normalmente, eu me envolvo com o que estou fazendo, mas isso é algo pequeno que significa muito para ele. Eu sei que nunca me arrependerei de receber meu marido com um abraço, um beijo e um “Como foi seu dia?”.”

16. Viajar com ele. Nós ainda temos uma família jovem, mas, às vezes, conseguimos chamar alguém para cuidar dos nossos filhos para podermos viajar juntos. Isso exige muita preparação! Eu passo uma semana organizando refeições e limpando a casa para poder viajar para uma conferência ou outro lugar com Tim. Mas eu amo o tempo com ele e amo vê-lo nesse contexto. Eu nunca me arrependerei de arrumar tempo para viajar com meu marido.

17. Ajudá-lo. Nós temos uma casa agitada com três filhos que exigem e precisam de muito do nosso tempo. E, em todo o caos, eu sei que nunca me arrependerei de tirar tempo para parar o que estou fazendo e unir-me com meu marido para mostrá-lo e aos meninos o quanto ele é importante para mim.

18. Perdoá-lo. Tim peca contra mim, mas quase sempre pede meu perdão. Eu sou muito grata pelo sangue de Cristo que cobre todo meu pecado e muito grata porque ele me ensina que também devo perdoar meu marido. Eu aprendi rapidamente no casamento que quando eu não perdoo, fico amarga. Assim, eu sei e creio que jamais me arrependerei de perdoar meu marido.

Eu sou muito grata pelo sangue de Cristo que cobre todo meu pecado e muito grata porque ele me ensina que também devo perdoar meu marido

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A espiritualidade do líder

Ednilson Correia de Abreu

O tema da espiritualidade está na moda. Se por um lado isso é positivo, por chamar a atenção do mundo para uma perspectiva muitas vezes ignorada, por outro, corre-se o risco de uma banalização e um desvirtuamento do tema. Mas, e para os líderes, que implicações o tema da espiritualidade tem?
Falar que o líder cristão precisa ser espiritual, é um truísmo. Não se pode ser um líder cristão e não ser espiritual. Como manter uma liderança cristã relevante sem manter um vital relacionamento com Cristo?
Não basta apenas ser líder, conhecer as técnicas e as estratégias mais modernas do mundo da liderança. O líder eficaz, antes de fazer, precisa ser, e ser espiritual. Muitos caem aqui. Começaram bem como líderes espirituais, mas no decorrer da jornada se tornaram apenas líderes, firmando-se apenas em suas habilidades gerenciais, eloqüência, personalidade, manipulações, etc.

Fatores geradores de problemas na espiritualidade do líder

Pragmatismo – Muitos líderes perderam o seu relacionamento vital com Deus por conta de um comprometimento radical com o pragmatismo. Como estratégias de sucesso, passaram a pautar seus atos pelos resultados, acabaram negociando valores antes inegociáveis. Os fins acabaram justificando os meios e com isso a perspectiva espiritual sadia foi para o espaço.
Competição com outros ministérios - Uma visão competitiva extrema pode produzir uma perda ou enfraquecimento da vivência espiritual do líder. É quando ele passa apenas a lutar pelo seu lugar no mercado, como se a sua própria sobrevivência ou dignidade humana dependesse disso. Líderes cristãos não são competidores entre si. Somos partes de um mesmo time.
Visão materialista do ministério - Quando um líder desenvolve uma visão materialista do ministério é um sinal forte de que a sua espiritualidade encontra-se extinta ou em vias disso. Quando o homem perde a visão espiritual da vida ele precisa substituí-la por outras realidades e a mais comum é o apego às coisas materiais e a aparente segurança que elas promovem.
Perda do cultivo de um relacionamento real com Deus - Creio que a raiz disso tudo está na perda de um relacionamento diário, real e equilibrado com Deus. Quando o líder se deixa enredar por uma rotina dura e fria e ignora a necessidade de se manter na presença do Senhor como um estilo de vida, isso terá um efeito decisivo sobre o seu poder e relevância.

Um caminho de prevenção e cura espiritual do líder

Lembre-se de quem você realmente é Todo líder cristão precisa se lembrar que é um cristão. Parece óbvio, mas o problema é que, por ser óbvio, acabamos nos esquecendo disso, e deixamos a rotina se instalar e achamos que funcionaremos em uma espécie de piloto automático. Isso não existe. Espiritualidade sadia requer ações proativas de nossa parte, o tempo não nos torna mais espirituais nem o fato de estarmos envolvidos em afazeres eclesiásticos ou para-eclesiásticos. Espiritualidade sadia é vida em Deus e com Deus.

Viva perto de Deus
Precisamos viver com Deus de verdade. Quanto mais perto de Deus estivermos, mais aptos estaremos para levar as pessoas sob a nossa influência para mais perto dele. A palavra profética de Miquéias nos chama atenção aqui quando diz: “O Senhor já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus. Miquéias 6.8 (NTLH)

O que gera a proximidade de Deus
Transformação pessoal ética – Um líder espiritual será um líder ético, cujo moral é ilibada e limpa diante dos homens e de Deus; cujo coração é levado a amar e perdoar como ele mesmo é amado e perdoado por Deus.

Sabedoria – Na luz do Senhor, veremos a luz para nos iluminar ao longo dos caminhos difíceis e das decisões do dia-a dia. A sabedoria verdadeira vem de Deus para nós.
Visão – Aliada à sabedoria, uma vida de proximidade de Deus produzirá visão, que é aquela capacidade de poder ver aquilo que a maioria não vê. Um líder que anda com Deus de verdade é capacitado e enxergar.
Consolo – Temos carências e limitações, enfrentamos tragédias e tristezas, como todo ser humano. A liderança não nos isenta de experiências dolorosas. Mas temos um Deus que prometeu caminhar conosco em todos os momentos, inclusive nos vales de lágrimas.
Paz – Liderar não é fácil e a todo instante algo tenta roubar a nossa paz, por isso, quanto mais próximo do Senhor estivermos, mais de sua paz receberemos.
Esperança – Sem esperança não podemos liderar. A esperança energiza os sonhos. Um líder que vive perto de Deus terá suas esperanças renovadas diariamente e assim seus sonhos serão renovados na mesma medida.
Encorajamento – Há dias em que parece que tudo está contra nós, que o Diabo jogou todas as suas armas em nossa direção. Mas uma vida próxima de Deus vai trazer encorajamento, Deus usará os seus meios maravilhosos para nos mostrar que ele está lá ao nosso lado para nos fortalecer.
Vitória espiritual – Um líder espiritual obterá vitórias espirituais e estas são as mais importantes da vida, pois elas fundamentarão todas as outras que podemos ter no trabalho, na família, nos relacionamentos e etc.

Concluindo, quero lembrar três coisas:

O mundo precisa de líderes espirituais
O mundo precisa de líderes com conteúdo espiritual verdadeiro, homens e mulheres que sejam referencias de vidas iluminadas pelo sobrenatural, marcadas por um poder transcendente que vem de um Deus que é capaz de usar vasos de barros, como nós, transformando-os em utensílios tremendos, cheios de graça e poder influenciador de vidas.

A sociedade está buscando um caminho espiritual
A sociedade está em busca de um caminho espiritual seguro e quem melhor do que os líderes deste tempo para apontarem este caminho?
Líderes espirituais, comprometidos seriamente com Deus e sua vontade na terra podem influenciar decisivamente a sociedade enferma em que vivemos hoje.

Jesus como o maior líder espiritual discipulou os seus liderados como homens espirituais
Portanto devemos seguir a mesma rota. Se há uma marca que precisamos deixar sobre os nossos liderados, esta precisa ser essencialmente espiritual. Eles precisam entender e ver em nós o poder de uma vida realmente comprometida em viver com Deus todos os dias.
Cuidado para que não ocorra em sua vida aquilo que Bill Hybels citou: “O ritmo no qual estou fazendo a obra de Deus está destruindo a obra de Deus em mim”. Ao contrário, Deus espera que a nossa liderança seja exercida em sua presença e que esta nos leve cada vez para mais perto dele, levando junto conosco aqueles que estão sob a nossa influência.
Que Deus nos abençoe assim.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com