Ética e Liderança Cristã: Planejamento
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Planejamento estratégico: como programar seu dia para aproveitar o melhor desempenho do cérebro


Nossos cérebros não são máquinas que funcionam perfeitamente. Nossas respostas físicas aos eventos do dia a dia não são sempre consistentes. Intuitivamente, você provavelmente percebe que perde a concentração depois de comer. Mas nossas respostas neurológicas flutuam muito mais do que apenas após o almoço.
Como podemos saber se a resposta do cérebro está mudando ao longo do dia de trabalho? E se soubéssemos quando ele atinge o pico de desempenho, planejaríamos o dia de forma diferente? Ao prestar atenção às diferenças neurológicas, é possível "enganar" seu cérebro para trabalhar melhor?

Programe o estresse para a manhã
Ser uma pessoa diurna ou noturna depende de muitos fatores: idade, sexo, questões sociais e ambientais. Evidências indicam que se você não é um tipo diurno, é melhor não forçar a se tornar um.
Apesar da pregação de executivos bem-sucedidos e de algumas celebridades que seguem rígidas rotinas de malhação, mudar seu padrão de sono não resulta, necessariamente, em melhor desempenho se esse não for seu ritmo natural.
A sonolência, o estado de alerta, a memória de curto prazo e até mesmo o desempenho no exercício físico estão todos ligados ao ritmo da temperatura corporal
No entanto, a manhã ainda é uma parte muito importante do dia. Um estudo com profissionais japoneses descobriu que respondemos melhor a eventos estressantes nesse período. Os trabalhadores foram submetidos a um teste de estresse duas ou 10 horas depois de acordar.
Dessa forma, os pesquisadores analisaram a resposta a tarefas estressantes no início e no final da jornada de trabalho. O estudo constatou que os níveis de cortisol dos trabalhadores aumentaram significativamente após o teste inicial, mas não após o último.
"O cortisol desempenha um papel importante na proteção do corpo", diz Yujiro Yamanaka, professor da Universidade de Hokkaido, no Japão. "O cortisol é o principal hormônio envolvido na resposta de 'lute ou fuja'."
Sem a liberação de cortisol, partes importantes da resposta neural não acontecem. Por exemplo, o cortisol regula a pressão sanguínea e aumenta os níveis de açúcar no sangue. Isso garante que, quando você está estressado, não fique em pânico, mas que mantenha sua presença de espírito e tenha energia para fazer algo a respeito.
O hormônio também restaura o equilíbrio após um evento estressante, o que significa que você conseguirá se acalmar novamente depois de uma manhã de alta pressão. Se o episódio ocorresse à noite, você continuaria se preocupando com ele.
Passar continuamente por situações estressantes no final do dia pode resultar em problemas de saúde de longo prazo, como obesidade, diabetes tipo 2 e até depressão, alerta Yamanaka. "O melhor seria evitar eventos estressantes à noite se você puder."

Encontre o seu pico da tarde
Os níveis de cortisol podem ser mais altos no período da manhã para nos ajudar a lidar com o fato de acordar cedo. "Nem todas as pessoas são mais eficazes de manhã", diz Cristina Escribano Barreno, psicóloga da Universidade Complutense de Madri. "Provérbios como 'Deus ajuda quem cedo madruga' reforçam que nossas vidas profissionais ocorrem de manhã, então as pessoas que preferem a manhã têm uma vantagem."
Nossos corpos nos preparam para as tensões do dia logo depois de acordar - por isso, é melhor aproveitar ao máximo enquanto você tem essa vantagem química. No entanto, para algumas tarefas, nossos corpos demoram para acelerar. O desempenho em tarefas simples, como fazer contas de cabeça, está relacionado à temperatura corporal - quanto mais elevada, melhor.
Geralmente, nossos corpos estão mais quentes no início da noite - então, seria melhor adiar as tarefas mentais simples para este momento do dia. Esse ritmo diário é controlado pelo nosso relógio circadiano, o que significa que nossa preferência por levantar cedo ou tarde tem um leve efeito sobre esse padrão.
"Em pessoas diurnas, esse pico aparece um pouco mais cedo e, para as noturnas, um pouco mais tarde", diz Konrad Jankowski, psicólogo da Universidade de Varsóvia, na Polônia. "Mas geralmente essa diferença de horário não é enorme - no máximo de algumas horas."
Situações estressantes de trabalho devem ser priorizadas no início do dia, para dar chance de a pessoa voltar ao trabalho depois
O aumento da temperatura corporal - que ocorre naturalmente durante o dia - também aumenta a atividade metabólica no córtex cerebral, acelerando os processos cognitivos.
"Alguns estudos mostraram que a temperatura cerebral mais alta está relacionada à transmissão sináptica mais rápida", diz Jankowski. "Aumentos artificiais na temperatura do corpo também podem aumentar o desempenho, mas apenas até níveis ligeiramente superiores a 37 graus centígrados. Um cérebro em ebulição não funciona bem."
Sonolência, estado de alerta, memória de curto prazo e até desempenho no exercício físico estão todos ligados ao ritmo da temperatura corporal, diz Jankowski. Mas isso não significa, necessariamente, que a temperatura afete diretamente todos esses processos.
"É mais o relógio circadiano que afeta a temperatura e outras funções. Então, com base em nosso perfil de temperatura, podemos prever nosso desempenho", explica o pesquisador. "Por exemplo, temos um risco maior de acidentes no início da manhã porque a temperatura do corpo está mais baixa, o que se traduz em níveis de sonolência mais altos e estado de alerta mais baixo."

Respeite seu ciclo de sono
Para tarefas mais complexas, no entanto, a melhor hora do dia depende de você ser uma pessoa diurna ou noturna. O mais importante é isolar-se das distrações - e é melhor fazer isso de acordo com seu ciclo de sono.
"Pessoas que precisam realizar tarefas muito complexas, que exigem distanciamento de distrações, geralmente escolhem horas extremas, quando o resto do mundo está dormindo", acrescenta Jankowski. "Para as pessoas diurnas, isso seria de manhã cedo antes que os outros estejam acordados. Para as noturnas, o momento em que os outros já foram dormir."
Podemos dizer que situações de trabalho estressantes, como fazer apresentações ou lidar com conflitos, devem ser priorizadas para o início do dia, o que permite voltar a níveis normais de estresse e ao trabalho depois. E isso lhe garante tempo para se concentrar em tarefas mais solitárias que exigem foco mental no final do dia. Mas permita-se um pouco de flexibilidade se você souber que é uma pessoa diurna ou noturna.
Às vezes, a melhor maneira de preparar o cérebro para o dia de trabalho pode ser no conforto da sua própria cama.

Publicado originalmente em BBC

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Gestão de Projeto


José Renato Santiago (*)

O dia a dia de cada um de nós tem estado cada vez mais cheio e repleto de responsabilidades. São inúmeros os diferentes papéis que devemos assumir ao longo de nova vida pessoal e profissional.
Além disso, os assuntos relacionados com cada um destes papéis, muitas vezes não têm qualquer alinhamento ou relação entre si. Há, no entanto algo, um artifício que seja, que permite potencializar o sucesso no atendimento dos objetivos traçados junto as várias atividades e atribuições que possuímos.
É fato que toda atividade deve possuir um objetivo ou meta a ser alcançada, sem a qual não se consegue sequer ter o entendimento sobre o real motivo da execução de qualquer atividade. Sendo assim, há: Objetivo.
Também é verdade que toda e qualquer atividade a ser desenvolvida, possui começo, meio e fim, isto é, há um prazo pré-definido a ser atendido. Sendo assim, há: Prazo.
Por fim, existem insumos, isto é, elementos e componentes com os quais e com quem devemos interagir tendo em vista viabilizar o atendimento da meta traçada. Sendo assim, há: Stakeholders (termo em inglês sem qualquer outra melhor tradução em português).
Ora, não é impossível identificar que estes três elementos são os componentes básicos que compõem um Projeto: Prazo, Objetivo e Stakeholders.
É imediato considerar que a gestão de qualquer atividade segue de maneira direta, a forma como se gerencia um projeto. Eis o óbvio que se torna tão necessário para se alcançar o sucesso. Toda atividade pode, e deve, seguir os preceitos que fundamentam a gestão de um projeto.
Tanto no campo pessoal como profissional cabe considerar a possibilidade de seguir este alinhamento, ou talvez uma receita:

- Definir o objetivo e meta;
- Definir o prazo de execução;
- Definir os stakeholders e insumos necessários para atendimento do objetivo, dentro do prazo desejado;

Assim como em qualquer organização, que necessita potencializar o sucesso de suas ações, não é diferente o entendimento a ser adotado por todo profissional presente na mesma.
E certamente, esta disciplina e organização potencializará sucesso similar no plano pessoal.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

(*) Doutor e Mestre em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP. Pós-graduado em Engenharia da Qualidade - Educação Continuada em Engenharia da USP, Pós-graduado em Marketing pela ESPM e Graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em Computadores pela FEI. Consultor de Empresas com grande experiência no desenvolvimento de projetos voltados para Inovação, Gestão do Conhecimento, Gestão de Pessoas, Capital Intelectual, Gestão de Projetos e Sustentabilidade. Tem atuado, por mais de 20 anos, em empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Engenharia, Construção, Eletroeletrônico, Tecnologia, Tratamento de Água e Bens de Consumo. Articulista e autor de dezenas de livros, dentre os quais se destacam, "Buscando o Equilíbrio", "Gestão do Conhecimento - A Chave para o Sucesso Empresarial" e "Capital Intelectual - O Grande Desafio das Organizações". Administrador do site www.boletimdoconhecimento.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Como escrever suas metas e tirá-las do papel


Wellington Moreira(*)

Todo início de ano marca um rito de passagem para muita gente, já que costuma gerar promessas do tipo: "Eu vou voltar a estudar!", "De agora em diante cuidarei da minha saúde!" e "Passarei mais tempo com os filhos!", entre outras. Mas várias dessas resoluções de ano-novo continuam apenas como boas intenções porque não se tornam verdadeiras metas ou as pessoas acabam gastando pouca energia em sua execução.
Se você me permite, quero dividir alguns aprendizados sobre esse assunto que podem ser úteis em sua vida:

1) Metas são diferentes de simples tarefas. Só podemos chamar de meta aquele alvo que revela um propósito desafiador, de realização possível, com significância pessoal e prazo máximo de execução. Ou seja, que exige esforço, competência e engajamento ao longo de algum tempo, é possível de ser feito e tem deadline.

2) Coloque tudo no papel. O ato de escrever é um importante exercício de racionalização, ajuda a elucidar o que realmente é prioritário para você e ainda aumenta o seu compromisso com as metas estabelecidas. Ou seja, não se trata de mero preciosismo.

3) Queira mais menos coisas. Muitas pessoas dirigem energia simultaneamente para várias iniciativas - que demandam tempo e dinheiro -, depois não conseguem dar conta delas e acabam desistindo de tudo. Lembre-se de que, além das suas metas, você ainda tem de cumprir uma rotina que já ocupa a maior parte do seu tempo.

4) Equilíbrio é fundamental. Alguns estudos mostram que precisamos estabelecer metas em quatro diferentes campos: pessoal, profissional, familiar e financeiro. Contudo, é importante tomar o cuidado de equilibrar os pleitos, pois é comum que metas no campo pessoal se choquem com objetivos financeiros ou então que um alvo profissional anule o propósito familiar maior - ou vice-versa.

5) Cuidado com aquilo que você quer. Todo objetivo grandioso exige renúncias e precisamos ter o cuidado de não fazer escolhas erradas, como é o caso de quem quer ter uma carreira executiva meteórica e ainda pretende dar atenção total à família e à sua saúde. É cada vez mais comum pessoas "chegarem lá" e logo depois se arrependerem do que escolheram para si.

6) Sem plano de ação só existem boas intenções. Qualquer tipo de meta exige um "como" estruturado. Se você não sabe o passo a passo que deve seguir até o cume da montanha, então possui um propósito que dificilmente se materializará. Para alcançar metas é fundamental desenvolver o lado pragmático das coisas, perguntando-se constantemente: "O que preciso fazer agora?"

7) Deixe de lado aquilo que não é prioritário. Reserve 20% da sua agenda para as metas que definiu ou, infelizmente, acabará consumido pela rotina. Esse tempo virá das coisas que hoje você faz, mas não costumam ajudá-lo a progredir.

8) Disciplina na execução. Muitas pessoas escrevem aquilo que dizem querer alcançar e depois esquecem a folha de papel em algum canto da casa. Lembre-se de que não é a qualidade da meta que o faz "chegar lá" e sim a capacidade de se manter focado naquilo que sabe ser o correto a fazer.

9) Crie lembretes. Colar as metas na porta do quarto, junto ao espelho do banheiro ou no papel de parede do computador parecem medidas muito simplórias, mas esse tipo de lembrete mantém você atento naquilo que realmente importa.

10) Estabeleça marcos de verificação. De tempos em tempos, é importante medir os progressos alcançados e a forma mais fácil de fazer isso é definir desde já quando é que você vai parar para ver o que está ok e o que precisa ser mudado logo. Uma forma simples e fácil de manter este tipo de controle é inserir desde já todos os marcos necessários em sua agenda de compromissos do smartphone.

Todo ser humano tem a necessidade de deixar um legado, mas antes é necessário construí-lo. Ao longo desse ano você fará inúmeras coisas, mas será que se dedicará àquilo que o fará evoluir e crescer? Faço votos que a resposta seja positiva.

(*) Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é especialista em Comunicação Empresarial.
Palestrantente e consultor empresarial nas áreas de Desenvolvimento Gerencial e Gestão de Carreiras, também é professor universitário em cursos de pós-graduação e conferencista em grandes eventos nacionais, como o CBTD (Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento). 
Membro do IBCO (Instituto Brasileiro de Consultores Organizacionais), também é colunista de diversos jornais e portais de internet, bem como autor três livros já publicados, entre eles "O Gerente Intermediário" (Ed. Qualitymark, 2010), referência no país. 
Diretor-executivo da Caput Consultoria, entre seus principais clientes corporativos constam organizações do porte de: Companhia Siderúrgica Nacional, OnixSat, Peróxidos do Brasil, Concessionários Scania, Atlas Schindler, Sonhart, Midiograf Gráfica e Editora, Confepar, Inusittá Ambientes Planejados, Dentalclean, Construtora Plaenge, Romagnole Produtos Elétricos, Folha de Londrina, Scriba Projetos Editoriais, Editora Positivo, Móveis Nicioli, Castrolanda, LDC-SEV, Uniodonto Brasil, Grupo Hayonik e Correios.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

terça-feira, 10 de maio de 2016

10 perguntas a fazer antes de marcar uma reunião

Quero crescer na minha capacidade de liderar reuniões - para executar reuniões melhores, e servir aqueles com quem eu estou me reunindo. Aqui está o meu plano para a preparação para as reuniões que são produtivas e um incentivo para todos que comparecerem.
Já participei de muitas reuniões que não tinham fim, passavam horas extras e mesmo depois de um tempo considerável juntos, não ficou claro o que nós tínhamos realmente atingido ou acordado. Infelizmente, muitas dessas reuniões foram iniciadas e liderada por mim!
Eu criei uma série de perguntas que eu trabalho nelas antes da reunião, e que eu trago comigo no meu iPad para ajudar a guiar a discussão. Este exercício não leva muito tempo para ser concluído, e faz com que passemos um tempo mais frutífero juntos.

1) Qual é o propósito da reunião?
Qual é a meta para usar o tempo juntos? Como você vai saber se a reunião foi um sucesso? Se isso não pode ser respondido, a reunião não deve acontecer.

2) O que seria útil para eles para lerem / verem / ouvirem antes de nos encontrarmos?
Dar às pessoas tempo para se preparar vai levar a melhores resultados. Quanto mais tempo as pessoas têm para se preparar (e sabendo de antemão o que está sendo pedido deles), o mais provável é que eles estão a dar um contributo considerado e útil.

3) Como vou começar a reunião?
Isso pode ser reafirmando o propósito do encontro, mas também poderia envolver a revisitar o que aconteceu desde a última reunião, ou check-in sobre como eles estão indo.

4) Quais são as principais coisas que eu quero comunicar, e como eu quero comunicá-las?
É útil para ser claro sobre não apenas o que você gostaria de dizer (incluindo quaisquer pontos específicos de atenção), mas também como você gostaria de dizer isto. A maneira de falar fala mais alto (se não mais) do que as próprias palavras.

5) Que perguntas que tenho para eles?
Existe alguma coisa que você não tem certeza sobre o que beneficiariam com uma clarificação?

6) Que objeções ou perguntas que poderão ocorrer?
Semelhante à pergunta anterior, esta é uma oportunidade para entrar na pele da pessoa ou pessoas com quem você está se encontrando, e antecipar possíveis problemas que possam existir.

7) Que materiais de apoio que eu preciso levar comigo?
Isto poderia incluir material de referência que não foi distribuído anteriormente (ver Pergunta 2), ou formulários que poderiam ser assinados, etc.

8) Que resposta eu vou pedir?
Estou pedindo-lhes para fazer alguma coisa? Isso precisa ficar claro em sua mente antes de se reunir, e você pode precisar de pensar sobre como você vai perguntar.

9) Como posso ser um incentivo para eles?
Isso pode parecer uma pergunta excedente, mas eu quero ser um incentivo para aqueles com quem eu vou encontrar, e isso ajuda a ser intencional por considerar de antemão como isso pode ser alcançado. Também é útil para orar por este resultado.

10) Como vou fazer o acompanhamento após a reunião?
Por exemplo, vou enviar um agradecimento via e-mail, ou distribuir ata da reunião ou um conjunto de medidas de ação?

Esse é o meu plano. Como você se prepara para as reuniões que faz?

Original por 
Tradução: Márcio Melânia

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

4 erros que você não pode cometer na divulgação dos eventos de sua igreja

Alguma vez você já planejou e executou exaustivamente um evento só para ter 15 pessoas aparecendo na sua igreja? Que decepção, não?! Mesmo que eu acredite que a qualidade é sempre melhor do que a quantidade, ver um grande número de participantes nos encoraja e, de certa forma, nos ajuda a continuar dando nosso melhor a Deus. Seu instinto inicial pode até ser o de decidir por não mais manter o mesmo evento no futuro, pensando que há uma grande falta de interesse, dentro do corpo da igreja ou de seus visitantes. Mas, por acaso, você já parou para pensar que os métodos de “marketing” utilizados podem ter sido o seu real problema? Aqui estão alguns erros que eu e você poderíamos ter cometido e que, se melhorados agora, podem fazer com que o seu próximo evento seja um sucesso altamente concorrido e de extrema qualidade.

1. “Vender” o Evento
Isto pode até soar absurdo, ou contraditório, mas me ouça. Ao promover o seu próximo evento, não faça apenas uma venda sobre o evento. Faça uma publicidade sobre o benefício que o evento trará aos participantes. Eu aprendi que as pessoas só participam verdadeiramente de um evento quando elas sabem que há algo para elas mesmas nele. Não digo de forma egoísta ou interesseira. Aqui está um exemplo para explicar. Ao criar o seu flyer, e-mail, cartaz, landing page ou site específico para a EBD dos próximos meses, não use o título “Escola Bíblica Dominical (ou Discipuladora)”. Em vez disso, faça uma mensagem como: “Uma maneira divertida e séria de sua família aprender mais sobre determinado tema bíblico e a se conectar com Jesus neste semestre!”. E, em seguida, mostre ou evidencie a EBD e todos os seus respectivos detalhes. Neste exemplo, o primeiro título está tentando “vender” o evento e só explica o que ele é. Mas a segunda mensagem faz o trabalho de dizer por que alguém deveria participar ou no mínimo querer participar dele. E isso é o que realmente conecta, impulsiona e encoraja o desejo de alguém em ser parte do seu evento.



2. Ser inconsistente
Um princípio fundamental de qualquer publicidade ou marketing é ser consistente em todas as campanhas relacionadas. Mas, muitas vezes, nós não dedicamos o tempo necessário para planejar a devida divulgação do evento da igreja e acabamos por criar comunicações aleatórias e desconexas que trarão confusão. Nossa cultura parece preferir pelos chamados fazedores e, quase sempre, intitula os planejadores de metódicos, perfeccionistas ou medrosos. Cuidado, não se deixe enganar, essas pessoas devem andar junto com você sempre. Elas lhe ajudarão muito, se você for um fazedor viciado e contumaz (como eu! Hehe). Ao planejar as comunicações que você vai fazer em torno de seu evento, olhe para ele como uma campanha publicitária e elabore um plano que irá ajudá-lo a explicar claramente os detalhes do evento. Um a um. Em seu plano, debata um tema com muito brainstorming (explicaremos como em nossos próximos posts) e fique com o tema que surgir e encorajar/empolgar a todos. Escolha um título ou um slogan para o seu evento, selecione uma imagem-tema e escolha uma fonte e cores. Leve estas características de design e de texto ao longo de cada passo e veículo que você for utilizar para anunciar o evento. Além disso, crie um cronograma. Assim você saberá quando enviar e-mails, cartazes, vídeos, postar em seus canais de mídia social ou promover o evento em seu site! Essa atitude traz consigo um bônus: uma vez que você tenha um bom cronograma construído (ao longo de vários eventos você acaba adquirindo um know-how de como fazê-lo conforme suas peculiaridades), você poderá repeti-lo para muitos eventos futuros. Afinal, não se mexe em time que está ganhando.

3. Perder seu público-alvo
Em tempos passados (e, ainda, em algumas igrejas atuais) havia boletins e anúncios pessoais do púlpito, duas maneiras básicas para se comunicar os acontecimentos de uma igreja. Mas, estes dois métodos só funcionam (ou funcionavam! Hehe) se as pessoas estivessem sentadas nos bancos e atentas às informações, não? O garoto que foi buscar água ou o atrasado de carteirinha não ouviram ou ouvirão. Atualmente, nós possuímos toneladas de outras opções para alcançar nossos “freqüentadores”, meios que estão disponíveis a cada hora de cada dia e em todos os momentos e lugares. E-mail, sites, mídias sociais, aplicativos e mensagens de texto foram aumentando nossas oportunidades de se conectar e divulgar constantemente. Defina seu público e tente usar cada uma destas fontes de publicidade e ver quais as que funcionam melhor com a sua igreja e evento. Você pode optar por várias formas de comunicação para que o seu evento possa chegar a um número maior de pessoas, mas certifique-se de que você esteja (e fique) consistente sempre!

4. Não fazer o dever de casa
Pastores e líderes, eu lhes imploro, por favor façam o dever de casa. Passe algum tempo com sua idéia, evento, tema; deixe-os cozinhar e revirar no seu cérebro por alguns dias (pelo menos!). Leia tantas fontes secundárias quanto você puder ter acesso sobre o seu tópico, leia, leia mais um pouco, e depois, leia um pouco mais, sobre comentários e críticas, ouçam músicas relacionadas e assistam a filmes, peças e “sketches” sobre a idéia central ou temática do seu evento. Você nunca deve planejar um evento no dia (ou semana) anterior ao da de sua execução. Você não estará fazendo justiça ao seu evento e esforço, nem mesmo dará espaço para que Deus se comunique com e através de você. Estar à frente de seu evento não significa apenas liderar, planejar e executar, é estar na frente dos problemas, percalços e variantes que só vemos ao fazer a lição de casa (por pelo menos uma semana antes!). Isto lhe permitirá ter tempo suficiente para fazer ajustes, edições e cortes em áreas que simplesmente não funcionariam.

Publicado em Conversão Digital


terça-feira, 25 de agosto de 2015

5 mentiras que mantêm você preso na sua zona de conforto

Um rei foi presenteado com dois jovens falcões. Este, imediatamente contratou um mestre em falcões para treiná-los. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que um dos falcões foi bem educado, mas não sabia o que estava acontecendo com o outro.
Desde que ele tinha chegado ao palácio, ele não havia se mudado de galho, ainda tinha que levar a comida diariamente a ele.
O rei chamou diversos curadeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer o pássaro voar. Desesperado, ele emitiu um decreto proclamando uma recompensa para aqueles que fizessem o falcão voar.
Na manhã seguinte, o rei viu o pássaro voando em seus jardins.
– Traga o autor deste milagre! Ordenou o rei.
Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:
– Como você conseguiu fazer o falcão voar? Você é um mago?
– Não foi muito difícil meu rei – disse sorrindo o homem. – Eu só cortei o galho que ele estava. Naquela ocasião, o pássaro foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão levantar vôo.

Esta fábula ensina-nos que às vezes é necessário permanecer em uma zona campo para recarregar, mas permanecer aí por um longo tempo, nunca saberemos o quão longe poderíamos chegar.
Portanto, precisamos expandir cada vez mais nossa zona de conforto. Nós só crescemos fora da zona de conforto.
Quer gostemos ou não, a capacidade de deixar conscientemente nossa zona de conforto e se atrever a descobrir novos horizontes e realizar nossos sonhos é o que nos torna diferentes dos outros, é o que nos permite ter novas experiências que enriquecem e dão sentido a nossas vidas.
Infelizmente, a maioria das pessoas preferem ficar em sua zona de conforto, o espaço em que eles se sentem mais ou menos confortável e seguro.
Para entender a zona de conforto pode imaginar dois círculos concêntricos, um pequeno dentro de um maior.
O pequeno círculo representa todas as coisas a que estamos acostumados, nossos hábitos e rotinas que normalmente visitam os locais e pessoas que frequentam. É nossa zona de conforto.

À primeira vista, tudo pode parecer grande, mas o fato é que a permanência dentro desse círculo não é uma garantia de felicidade e não garante que no final de sua vida não terá arrependimentos.
Na verdade, ficar na zona de conforto limita você, porque não lhe permite descobrir nada de novo. Assim, você pode morrer um pouco a cada dia. Lembre-se de que a vida começa onde termina sua zona de conforto.
No entanto, há um círculo muito maior, composto de coisas que você não conhece, o desconhecido, seus sonhos, novos lugares … É o círculo da aprendizagem, ai que ocorre a expansão.
Para muitas pessoas dar esse salto assusta-os demasiadamente, porque não sabem o que vão encontrar no outro círculo, de modo que colocam em prática um mecanismo de auto-sabotagem, para permanecer em sua zona de conforto e não ser forçado a sair.

As mentiras que contamos a nós mesmos para não sair da zona de conforto:

1. “Eu não tenho por que fazer”
É verdade, ninguém pode empurrá-lo para fora de sua zona de conforto e você não é obrigado a sair, mas se você ficar dentro da caixinha, não irá crescer. Lembre-se que não crescemos simplesmente pelo passar dos anos, mas pelos os desafios que enfrentamos.
Quando você pensa em um projeto que representa um grande desafio e de repente sua voz interior lhe diz que você não tem porque fazer, em realidade o que você está expressando é uma resistência à mudança, porque uma parte de você deseja que fique dentro dos limites do conhecido.
No entanto, se você pensar que não há nenhuma razão para realizar algo novo, lembre-se que simplesmente fato de crescer e descobrir, são razões mais que suficientes.

2. “Não é o momento certo”
Condições perfeitas para empreender algo raramente ocorrem, mas para perseguir um sonho significa lutar contra o vento e a maré, criando condições ao longo do caminho.
Quando você diz a si mesmo que não é o momento certo, você está ativando o medo, provavelmente um intenso medo do fracasso inoculado em você desde a infância.
Claro, não se trata de se lançar-se a uma aventura sem avaliar os prós e contras, mas se nós realmente queremos alçar vôo, devemos ser conscientes que não podemos ficar parados, precisamos ir em pequenos passos.
E quando percebermos já estamos caminhando melhor.

3. “Vou começar quando …”
Esta é uma das desculpas mais comuns para ficar seguro em nossa zona de conforto. Na prática, é o engano perfeito, porque não estamos desistindo do sonho ou do projeto que temos em mente, mas apenas colocando-o de lado até que determinada situação ocorre.
O problema é que essa desculpa leva diretamente a procrastinação, por isso é provável que quando a condição da demanda for atendida, criaremos outra, e mais outras.
Desta forma, mantemos a esperança viva, mas ao mesmo tempo, temos que trabalhar duro para tornar esse sonho uma realidade.

4. “Não é para mim”
Basicamente, por trás dessa frase a ideia de que nós não somos o suficiente bom ou capazes. Esta é a desculpa perfeita para inseguros e pessoas com baixa auto-estima. Também é uma desculpa usada por pessoas que têm medo do mundo e se fecham para novas experiências. Em qualquer caso, você não pode saber se algo que você gosta ou não até prová-lo.
Na verdade, é provável que em mais de uma ocasião tenha pensado que algo não foi feito para você, mas depois de provar, você amou e se tornou empolgado com a nova situação. Portanto, não feche para novas experiências nem se limite como uma pessoa. É a pior coisa que poderia fazer.

5. “Eu não sei como fazer”
As coisas novas podem assustar, então uma das desculpas que inventamos para ficar em nossa zona de conforto é dizer-nos que não sabemos como enfrentar o desafio.
Podemos pensar que não temos habilidades ou que nunca podemos desenvolver. No entanto, lembre-se que quando você tem um “quê”, os “comos” vem sozinhos.
É verdade, para realizar determinados projetos a preparação é necessária, mas isso não significa que você não pode fazê-lo, significa apenas que levará mais tempo ou precisa de alguém para ajudá-lo.
Nenhuma habilidade vem do nada, todos tem na sua base muita paixão e esforço para o que a realiza, é assim com todos que atingiram esses patamares.
No fechamento, tenha sempre em mente o que Nelson Mandela disse: “Impossível é tudo aquilo que não se tenta” ou como disse Michel Jordan: “Você erra 100% das bolas que não arremessa“

Publicado em Yogui

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Elefantes brancos e os projetos


Guilherme Ávilla Gimenez

Com certeza, você já deve ter utilizado a expressão "elefante branco", principalmente em relação a alguma obra pública, cujo investimento financeiro não dá retorno algum à sociedade. Mas, você sabe de onde vem essa expressão idiomática? Para entender de onde vem "elefante branco", precisamos viajar para o sudeste asiático, onde encontramos elefantes albinos - considerados sagrados - principalmente em Laos, Tailândia, Myanmar e Camboja. Para os moradores dessa região, o elefante albino trazia paz e prosperidade e, por esse motivo, os governantes os tinham em sua propriedade, mas também os presenteavam aos seus cidadãos favoritos. Para os governantes sustentarem tais animais não era problema. Mas, para alguns que os recebiam de presente, o elefante se tornava um grande estorvo, principalmente pela despesa.
Os elefantes eram protegidos pela lei religiosa e não poderiam ser utilizados para o trabalho, de modo que serviam unicamente de enfeite. E que enfeite caro! Um elefante chega a consumir 150 quilos de alimento por dia e bebe 110 litros de água. E isso por aproximadamente 50 anos. Quando alguém ganhava um elefante branco, já sabia que, dali para frente, teria enormes gastos, que, em geral, não se justificavam pelos supostos favores espirituais que o animal poderia trazer. Daí a expressão ‘elefante branco', que serve para identificar tudo aquilo que se torna um consumidor de recursos sem um retorno satisfatório.

Elefantes brancos na liderança
Na liderança, precisamos ter cuidado para não construirmos, comprarmos ou recebermos "elefantes brancos". Todo líder, na ansiedade de fazer algo grande, corre o risco de um alto investimento em algo cujo retorno pode simplesmente não existir. Vivemos momentos de escassez de recursos, todos estão diminuindo seus gastos, e não há como implementarmos projetos que se tornarão, em tempo curto ou médio, verdadeiros "elefantes brancos". E isso vale até para a família e projetos pessoais.
Quem nunca ouviu a história daquela pessoa que sonhava em ter uma casa na praia, um carro mais caro ou um apartamento maior? Pouco tempo depois, a pessoa estava diante de um "elefante branco" e, em vez de aproveitar o bem adquirido, não via a hora de se desfazer dele. E aí temos a origem de mais uma expressão idiomática: "duas alegrias: uma quando compra e outra quando vende". A questão é que alguns "elefantes brancos" não podem ser simplesmente vendidos. Alguns se tornaram patrimônio emocional de um grupo, equipe ou corporação. Não se pode simplesmente se desfazer dele, pelo menos de maneira rápida. Então, é melhor pensar bem antes de permitir que o ‘elefante' seja comprado, recebido ou construído.

Elefantes e os projetos
É aí que entra uma matéria muito importante da gestão de projetos, a avaliação de risco. Será que vale a pena fazer tal coisa? Implementar esse ou aquele projeto? E os custos que virão quando o tivermos em funcionamento? Avaliar riscos é fundamental para não termos prejuízos que venham inviabilizar outras ações e até projetos mais importantes para a família, empresa ou sociedade em geral.
E o que fazer depois de ter um "elefante branco" na empresa ou em casa? A única alternativa é desmistificá-lo, torná-lo rentável e prático para o uso. Em um primeiro momento, isso será difícil, visto que há todo um imaginário ‘religioso' associado a ele. Mas ou o desmistificamos ou o veremos morrer de fome... Ou, então, nós morreremos de fome, diante do consumo dos quilos, litros e reais que um ‘elefante' consumirá em cada período. O que preferimos?
Temos exemplos de grandes empreendimentos sendo reinventados em sua função e utilidade. Projetos sendo redimensionados a fim de gerarem pelo menos sua autossustentabilidade.
Todo líder terá de fazer algo em relação aos "elefantes brancos" que estão diante de si. Alguns, em sua própria casa. Outros, em sua empresa. E alguns deles, já considerados até ‘membros da família'. Que tal fazer uma lista de todos eles e começar a tratá-los de um modo mais racional e prático, considerando todas as possibilidades razoáveis, moralmente corretas e inteligentes? Quem sabe a "segunda alegria" venha rápido e solucione grande parte de seus problemas atuais.

(*) Guilherme Ávilla Gimenez
É Técnico em Administração de Empresas. Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (Rio de Janeiro), com Mestrado em Ciências da Religião pela UMESP (São Bernardo do Campo) e Doutorado em Teologia pelo ITEPAR (Paraná).
Também é pós-graduado em ministério pastoral pelo Seminário Teológico de Dallas (USA). MBA em Gestão de Projetos pela UNICESUMAR. Cursou Capelania no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.
Fez vários cursos nas áreas de Técnicas de Gerência de Projetos, Gestão de Pessoas (Fundação Getúlio Vargas) e Curso de Liderança Avançada - Emerging Leadership Iniciative (Reconhecido pela Universidade Cornell - Estados Unidos) - Austin/TX
Foi Conselheiro da Convenção Batista do Estado de São Paulo, Relator do Conselho de Ação Social da CBESP, Secretário da Junta de Missões Mundiais da CBB e Conselheiro da Convenção Batista Goiana. É docente da Faculdade Teológica Batista de São Paulo e articulista da Editora Vida Nova no Site Teologia Brasileira. Atualmente é Conselheiro da Convenção Batista do Estado de São Paulo.
É Pastor da Igreja Batista Betel em São Paulo e conferencista nas áreas de Liderança e Espiritualidade. Semanalmente publica artigos de liderança no site www.prgimenez.net .

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