Ética e Liderança Cristã: Comunicação
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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Como falar em público? 5 dicas para falar como um grande negociador


Falar em público costuma ser uma das principais dificuldades para a maioria das pessoas. Algumas, inclusive, acabam comprometendo situações extremamente importantes, como apresentações ou mesmo o fechamento de um negócio por não saber como se comunicar bem.

Porém, saber como falar em público é crucial para o sucesso profissional. Afinal, ser capaz de unir boas práticas de oratória e comunicação faz toda a diferença na hora de fechar uma negociação.

Pensando nisso, trouxemos 5 dicas essenciais para você aprender a falar em público. Acompanhe a leitura e confira!

A importância da oratória
Podemos definir a oratória como a capacidade de falar bem em público. Apesar de objetivo, esse significado está longe de traduzir tudo o que ela é, considerada uma verdadeira arte.

Utilizar a oratória é essencial para conseguir convencer sua audiência de um determinado ponto de vista ou ideia.

Um bom orador não faz uso apenas de um bom argumento, mas, principalmente, de um modo de falar envolvente e agradável, conquistando todo mundo que está ouvindo.

Ao longo da história, algumas personalidades se destacaram por apresentarem uma ótima oratória, sendo capazes de hipnotizar todos que os assistiam.

Martin Luther King Jr., em 1963, eternizou um dos discursos mais admirados de todos os tempos, conhecido como “Eu tenho um sonho” (I have a dream, em inglês).


Nesse discurso, ele faz um apelo às autoridades pelos direitos civis e igualdade à população negra norte-americana.

Até os dias de hoje, esse discurso é considerado como um dos mais importantes da história.

Embora a oratória esteja intimamente conectada à política, não podemos falar que seu uso se dá apenas em palanques e em discursos dirigidos às grandes massas.

Essa habilidade de falar e conquistar pessoas pode ser utilizada em diversos cenários, como reuniões profissionais, discursos de formatura, negociações, entrevistas de emprego e muitas outras situações.

A oratória é uma poderosa ferramenta para aquela pessoa que precisa conquistar seus ouvintes, mas muito se engana quem imagina que falar em público é um dom natural. Na verdade, isso é o resultado de muita prática e treino, e pode ser desenvolvido por qualquer pessoa.

5 dicas para falar em público
Se tornar um mestre orador demanda tempo e dedicação. Porém, não são todas as pessoas que pretendem investir tanto esforço nessa habilidade.

Mesmo assim, se você quer aprender a falar em público esperando apenas adquirir o necessário para melhorar suas capacidades de comunicação em curto prazo, ainda há algumas boas práticas que você pode acompanhar.

As principais são:

1. Utilize o storytelling
Uma das técnicas de comunicação mais antigas da história da humanidade, a contação de histórias (ou storytelling), foi pouco usada no mundo dos negócios, tendo sido introduzida apenas há alguns anos de maneira massiva e organizada.

Contar histórias faz parte da nossa natureza e é uma forma de captar a atenção de todos rapidamente.

Você não precisa inventar uma obra de ficção sempre que for falar, mas pode usar o storytelling de maneira mais simples, exemplificando situações que aconteceram com você ou com conhecidos para ilustrar o seu discurso.

Assim, em uma negociação, você oferecerá para a outra parte mais do que números ou oportunidades, mas sim uma experiência a ser recordada.

Sabendo conectar as histórias com o seu objetivo, as chances de conseguir alcançar o sucesso são muito maiores.

2. Treine suas falas
Em algumas situações em que precisamos improvisar, dificilmente lançaremos mão de alguma fala pronta. Nesses casos, é fundamental estar sempre preparado para conseguir desenvolver uma boa conversa.

Entretanto, em outras situações, é perfeitamente possível preparar totalmente o discurso.

Um dos maiores problemas encontrados por quem não sabe como falar em público é a insegurança. Por isso, dedicar um tempo na elaboração do seu discurso, inclusive treinando cada uma das falas, é a melhor maneira de ganhar confiança para falar quando for necessário.

3. Respire fundo e controle o ritmo
Alguns aspectos da fala influenciam diretamente uma apresentação em público, principalmente no que diz respeito à entonação.

Nesse sentido, dois grandes problemas ganham destaque:

O uptalk: quando as afirmações acabam soando como indagações;
O vocal fry: quando a voz fica baixa e falha, particularmente nas partes finais das sentenças.
Para corrigir esses problemas, o ideal é respirar fundo, mantendo o fôlego até o final das frases. Dessa forma, você consegue manter um ritmo suficiente para que a entonação não se perca no decorrer do discurso.

4. Reduza seus níveis de estresse
O estresse está sempre à espreita quando estamos falando em público.

Existem diversas maneiras de se estressar nessas situações, pois elas, por si só, já criam uma predisposição para tal.

Atrasos, problemas técnicos, falta de familiarização com o espaço onde será o discurso, entre outros elementos, contribuem para aumentar os níveis de estresse.

É claro que algumas situações estão completamente fora do nosso controle. Entretanto, para a maioria dos casos, é possível tomar uma atitude de reversão.

Por isso, procure chegar mais cedo, andar pelo palco onde será sua apresentação, conversar com seu público, entre outras atitudes.

Isso ajuda muito na hora de se sentir “em casa”, quebrando a ideia de uma plateia totalmente desconhecida e, consequentemente, reduzindo seus níveis de estresse.

5. Cuide da sua postura
Um dos fatores que mais influenciam a confiança e, consequentemente, a qualidade da fala em público é a sua postura corporal.

Além de um conteúdo interessante e de uma boa oratória, o nosso corpo diz muito sobre a maneira como nos posicionamos.

Dependendo daquilo que pretendemos passar para nossos ouvintes, adotar uma linguagem corporal correta pode fazer toda a diferença nos seus objetivos.

De maneira geral, o ideal é manter o seu corpo ereto, cuidando da gesticulação e articulando as palavras com calma e imposição.

Partindo desses pontos, você passará uma mensagem de confiança e autoridade para sua plateia que, consequentemente, ouvirá seu discurso com muito mais atenção e disponibilidade para seus argumentos.

A oratória e os gatilhos mentais
Saber como falar em público é uma arte que precisa de muito treino e testes, descobrindo assim o que funciona melhor para os seus objetivos.

Dependendo da sua capacidade de oratória, você será capaz de incluir diversos gatilhos mentais na sua plateia ou na outra parte que está participando da negociação.

Os gatilhos mentais são diretrizes que o cérebro humano adota para evitar os trabalhos longos de reflexão para as tomadas de decisão.

Isso significa que, muitas vezes, a nossa mente acaba trabalhando no modo automático. E você pode se aproveitar disso, utilizando e aplicando os gatilhos mentais de forma correta para engajar pessoas e motivar determinadas ações.

Publicado originalmente em Hotmart

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Habilidades de Comunicação Aplicadas à Liderança


Liderança envolve bem mais que criar regras e políticas para sua equipe, consiste também em oferecer conselhos, orientações, influenciar pessoas e inspirá-las e para tanto uma boa comunicação é fundamental
Fábio Menezes Guedes(*)

Engana-se quem acredita estar habilitado a exercer liderança pelo simples fato de ter experiência no ramo e conhecer bem o que faz. Quando se trata de lidar com pessoas, dominar os conhecimentos técnicos já não é suficiente nem muito menos garantia de sucesso. Entre as muitas habilidades essenciais de um líder a boa comunicação é, sem dúvida, uma das mais requeridas e determinantes aos que desejam ser produtivos e eficazes.
Aprimorar as habilidades de comunicação

As habilidades de comunicação, quando bem desenvolvidas, ajudam a garantir que seus colaboradores entendam suas instruções e expectativas. É fundamental manter os membros da equipe sempre a par das situações, do progresso em projetos, dos desafios, das realizações e notícias de departamentos e empresas. Quanto mais os funcionários souberem sobre o que você faz e por que faz, mais eles desenvolverão um senso de conexão e propósito. Os subordinados precisam saber que seu líder está disponível para fornecer orientação e oferecer soluções caso se deparem com dificuldades que não possam resolver por conta própria. Um comunicador maduro é também capaz ler nas entrelinhas, pois o que os colegas não estão dizendo pode ser tão importante quanto o que eles estão falando. Desenvolver as habilidades de comunicação voltadas para o gerenciamento ajuda a fornecer o tipo de liderança que os funcionários precisam para o sucesso pessoal e organizacional.

Capacitar liderados
Colaboradores engessados sobre o que fazer e como fazer podem ter sua criatividade tolhida e se tornarem desinteressados em seu trabalho, o que pode afetar a produtividade em sua área de atuação. Nem todos podem sempre alcançar um objetivo da mesma maneira, portanto desde que produzam ou superem os resultados esperados, o modus operandi não deveria ser tão relevante. Desenvolver os funcionários compreende compartilhar informação e conhecimento, além de lhes dar autonomia e permitir que tomem algumas decisões a respeito de seu trabalho. Dar aos funcionários o poder de ter sucesso ou fracassar demonstra ter confiança em suas habilidades. É importante permitir que os liderados saibam exatamente quanta autoridade terão e acompanhá-los regularmente para determinar se estão no caminho certo para lograr êxito.

Reconhecimento
Bons líderes percebem que os funcionários não são motivados apenas pelo dinheiro (embora também por este), mas pelo reconhecimento por seu trabalho. Elogiar os funcionários nas reuniões de equipe, externar honestamente gratidão pelos seus esforços e oferecer o suporte necessário quando precisarem são atitudes naturais de quem exerce liderança eficaz com excelência. O próprio Empowerment (empoderamento, descentralização da liderança), oferecendo novas tarefas interessantes com mais responsabilidade, é uma forma de reconhecimento por um bom trabalho. Outras formas de retribuir o empenho são premiações monetárias, como vales-presente ou bônus em dinheiro – desde que o orçamento permita –, folgas extras, horários flexíveis. Ao sentir que seu trabalho é apreciado, os funcionários tendem a ficarem mais propensos a superar expectativas e objetivos.

Portas Abertas
A criatividade para solucionar problemas se expande em ambientes onde qualquer membro da equipe sinta-se confortável para discutir questões, identificar falhas, propor sugestões. É vital que as pessoas sintam segurança e se percebam ouvidas, sem aquele medo de estarem “metendo o nariz onde não são chamadas”. Pontes devem ser edificadas e não muros. Todas as barreiras para uma boa comunicação devem ser removidas de modo que o diálogo não fique restrito a reuniões e outros eventos formais. A política de portas abertas é efetiva desde que haja transparência, pois falsas promessas, conversas cruzadas, segredinhos, omissão de informações são fatores que corroem as relações. O respeito mútuo e a clareza servem de base para uma relação duradoura e confiável.

Seja uma referência
Líderes não determinam aos liderados o que fazer. Tal comportamento é um modelo jurássico. Antes, eles apresentam aos funcionários como isso deve ser alcançado por meio de suas ações e atitudes. A equipe deve olhar para o líder não apenas esperando passivamente por diretrizes e ordens, mas considerando alguém a ser seguido, alguém em quem se espelhar. Os membros da equipe percebem o quanto seu líder se dedica ao trabalho, o quanto se empenha para garantir que as metas sejam atingidas e os públicos interno e externo estejam satisfeitos. Enquanto líder, é você que define o padrão para o seu departamento, mas liderança envolve bem mais que criar regras e políticas para sua equipe, consiste também em oferecer conselhos, orientações, influenciar pessoas e inspirá-las e para tanto uma boa comunicação é fundamental.

(*) Policial militar da PMCE, Administrador, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, professor, marido apaixonado, pai dedicado, apreciador de músicas antigas e nadador de águas abertas.

Publicado originalmente em Administradores

segunda-feira, 27 de março de 2017

Dicas para melhorar sua comunicação

Seja como líder ou como liderado, comunicar-se bem exige um bom relacionamento para o desenvolvimento e processo de crescimento pessoal.
Para qualquer área de atuação é muito importante manter uma boa conversa, encaixar ideias, ser compreendido e se fazer compreender.
Abaixo, seguem 7 dicas sugeridas por especialistas em comunicação para te ajudar nessa.


Saber ouvir

Se você é o tipo que só você fala em reunião, os projetos e os planos tendem a dar errado. Tudo que é feito em equipe tem mais chances de dar certo. Então, aprenda a ouvir e tente sempre se colocar no lugar do outro. Se só você fala, saiba que algo está errado.


Aprenda a se posicionar

É importante dizer o que você pensa. Sempre com respeito. Impor sua opinião não te levará a lugar nenhum. Aprenda qual o melhor momento e saiba se posicionar sem gerar mal estar. Em algumas situações, isso pode ser determinante.


Autoconfiança

Você precisa ter firmeza quando fala. Se transmitir dúvida, ficará difícil de o restante confiar em você. Esteja seguro das suas decisões, escolhas e transmita isso em suas falas.

Silêncio

Ele também é importante, pode ter certeza. Tão sábio quanto saber o que falar no momento e na hora certa, é saber é hora de calar. Só o silêncio te permite ouvir, dá espaço para o outro pensar e também te deixa esclarecer as ideias. Melhor do que falar uma bobagem, é ficar quieto.


Seja objetivo

Se você dá voltas ao mundo para falar uma coisa pequena, mude isso. Ser objetivo e simples na comunicação é o segredo para uma boa comunicação. Na medida do possível, vá direto ao ponto.


Busque apoio

Caso não saiba como lidar com uma situação, busque ajuda. Use sempre todos os recursos.


Nunca seja agressivo

Nunca, em hipótese alguma fale com agressividade. No momento que isso acontecer, qualquer coisa boa se desfaz. Bateu nervoso? Saia um pouco, vá respirar, mas não diga nada no momento de raiva.


Márcio Melânia

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

4 erros que você não pode cometer na divulgação dos eventos de sua igreja

Alguma vez você já planejou e executou exaustivamente um evento só para ter 15 pessoas aparecendo na sua igreja? Que decepção, não?! Mesmo que eu acredite que a qualidade é sempre melhor do que a quantidade, ver um grande número de participantes nos encoraja e, de certa forma, nos ajuda a continuar dando nosso melhor a Deus. Seu instinto inicial pode até ser o de decidir por não mais manter o mesmo evento no futuro, pensando que há uma grande falta de interesse, dentro do corpo da igreja ou de seus visitantes. Mas, por acaso, você já parou para pensar que os métodos de “marketing” utilizados podem ter sido o seu real problema? Aqui estão alguns erros que eu e você poderíamos ter cometido e que, se melhorados agora, podem fazer com que o seu próximo evento seja um sucesso altamente concorrido e de extrema qualidade.

1. “Vender” o Evento
Isto pode até soar absurdo, ou contraditório, mas me ouça. Ao promover o seu próximo evento, não faça apenas uma venda sobre o evento. Faça uma publicidade sobre o benefício que o evento trará aos participantes. Eu aprendi que as pessoas só participam verdadeiramente de um evento quando elas sabem que há algo para elas mesmas nele. Não digo de forma egoísta ou interesseira. Aqui está um exemplo para explicar. Ao criar o seu flyer, e-mail, cartaz, landing page ou site específico para a EBD dos próximos meses, não use o título “Escola Bíblica Dominical (ou Discipuladora)”. Em vez disso, faça uma mensagem como: “Uma maneira divertida e séria de sua família aprender mais sobre determinado tema bíblico e a se conectar com Jesus neste semestre!”. E, em seguida, mostre ou evidencie a EBD e todos os seus respectivos detalhes. Neste exemplo, o primeiro título está tentando “vender” o evento e só explica o que ele é. Mas a segunda mensagem faz o trabalho de dizer por que alguém deveria participar ou no mínimo querer participar dele. E isso é o que realmente conecta, impulsiona e encoraja o desejo de alguém em ser parte do seu evento.



2. Ser inconsistente
Um princípio fundamental de qualquer publicidade ou marketing é ser consistente em todas as campanhas relacionadas. Mas, muitas vezes, nós não dedicamos o tempo necessário para planejar a devida divulgação do evento da igreja e acabamos por criar comunicações aleatórias e desconexas que trarão confusão. Nossa cultura parece preferir pelos chamados fazedores e, quase sempre, intitula os planejadores de metódicos, perfeccionistas ou medrosos. Cuidado, não se deixe enganar, essas pessoas devem andar junto com você sempre. Elas lhe ajudarão muito, se você for um fazedor viciado e contumaz (como eu! Hehe). Ao planejar as comunicações que você vai fazer em torno de seu evento, olhe para ele como uma campanha publicitária e elabore um plano que irá ajudá-lo a explicar claramente os detalhes do evento. Um a um. Em seu plano, debata um tema com muito brainstorming (explicaremos como em nossos próximos posts) e fique com o tema que surgir e encorajar/empolgar a todos. Escolha um título ou um slogan para o seu evento, selecione uma imagem-tema e escolha uma fonte e cores. Leve estas características de design e de texto ao longo de cada passo e veículo que você for utilizar para anunciar o evento. Além disso, crie um cronograma. Assim você saberá quando enviar e-mails, cartazes, vídeos, postar em seus canais de mídia social ou promover o evento em seu site! Essa atitude traz consigo um bônus: uma vez que você tenha um bom cronograma construído (ao longo de vários eventos você acaba adquirindo um know-how de como fazê-lo conforme suas peculiaridades), você poderá repeti-lo para muitos eventos futuros. Afinal, não se mexe em time que está ganhando.

3. Perder seu público-alvo
Em tempos passados (e, ainda, em algumas igrejas atuais) havia boletins e anúncios pessoais do púlpito, duas maneiras básicas para se comunicar os acontecimentos de uma igreja. Mas, estes dois métodos só funcionam (ou funcionavam! Hehe) se as pessoas estivessem sentadas nos bancos e atentas às informações, não? O garoto que foi buscar água ou o atrasado de carteirinha não ouviram ou ouvirão. Atualmente, nós possuímos toneladas de outras opções para alcançar nossos “freqüentadores”, meios que estão disponíveis a cada hora de cada dia e em todos os momentos e lugares. E-mail, sites, mídias sociais, aplicativos e mensagens de texto foram aumentando nossas oportunidades de se conectar e divulgar constantemente. Defina seu público e tente usar cada uma destas fontes de publicidade e ver quais as que funcionam melhor com a sua igreja e evento. Você pode optar por várias formas de comunicação para que o seu evento possa chegar a um número maior de pessoas, mas certifique-se de que você esteja (e fique) consistente sempre!

4. Não fazer o dever de casa
Pastores e líderes, eu lhes imploro, por favor façam o dever de casa. Passe algum tempo com sua idéia, evento, tema; deixe-os cozinhar e revirar no seu cérebro por alguns dias (pelo menos!). Leia tantas fontes secundárias quanto você puder ter acesso sobre o seu tópico, leia, leia mais um pouco, e depois, leia um pouco mais, sobre comentários e críticas, ouçam músicas relacionadas e assistam a filmes, peças e “sketches” sobre a idéia central ou temática do seu evento. Você nunca deve planejar um evento no dia (ou semana) anterior ao da de sua execução. Você não estará fazendo justiça ao seu evento e esforço, nem mesmo dará espaço para que Deus se comunique com e através de você. Estar à frente de seu evento não significa apenas liderar, planejar e executar, é estar na frente dos problemas, percalços e variantes que só vemos ao fazer a lição de casa (por pelo menos uma semana antes!). Isto lhe permitirá ter tempo suficiente para fazer ajustes, edições e cortes em áreas que simplesmente não funcionariam.

Publicado em Conversão Digital


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dez dicas para criar o site da igreja


Sidney Nunes

Não existe um fórmula mágica para o sucesso de um site, pretendemos pontuar algumas dicas que irão facilitar a criação do novo site de sua igreja, e que também podem ser usadas para seu site pessoal.
No Brasil existem milhares de igrejas e denominações. Estimamos que menos de 30% dessas igrejas têm um site publicado na rede mundial de computadores. Mesmo com quase duas décadas de internet em nosso país, criar um website ainda parece ser um mistério para muita gente. Listamos algumas dicas para ajudar:

1. Pesquise outras Igrejas
Sugerimos à pessoa responsável pelo site que pesquise para saber o que deve ser usado. O primeiro caminho é pesquisar na internet. O que as outras igrejas estão fazendo? O que há de bom ou ruim nos sites dessas igrejas? Como eles expõem as suas informações, suas missões, suas denominações, seus produtos, seus serviços, tais como textos e imagens? Ao fazer esse exercício, o responsável pelo site deve pensar em como planejar todos esses elementos em seu novo site. Ele precisa pensar em bons textos, boas imagens, páginas internas e outros aspectos importantes para uma navegação legal, como ferramentas para atendimento aos membros dessa comunidade.

2. Qual é a visão de sua igreja?
O internauta que navega na internet precisa entender a visão principal de sua igreja assim que acessar a página principal. Alguns líderes estão tão envolvidos com sua missão na igreja que para eles é evidente o que oferecem. Mas, para o internauta e ou novo membro, pode não ser. É importante explicar o que a igreja tem a oferecer logo na primeira página.

3. Linguagem simples e objetiva
Não é melhorando na escrita que o responsável pelo site pode impressionar os visitantes na sua página. Se o técnico de informática se denomina consultor de hardware e software, o internauta que busca um reparo no seu computador pode não entender que é esse o serviço oferecido. O título empolado também pode prejudicá-lo em resultados de buscas, uma vez que ele não estará nos resultados de uma procura por técnicos de informática. A linguagem usada no site deve ser simples e parecida com a usada pelos consumidores. "‘Moda Gestante' pode ser elegante, mas o responsável pelo site terá mais audiência se escrever ‘Roupas para Grávidas' em seu site, por exemplo.

4. Onde está o contato, com quem devo falar?
Um erro muito comum é não colocar os meios de contato da igreja no site. Se não for fácil a visualização desta informação, o responsável pelo site não irá conseguir atenção daquele visitante. O mais indicado é colocar um telefone e o endereço no rodapé da página principal e criar uma aba de contatos com integração ao Google Maps ou outro serviço de mapas. Assim, o visitante ainda pode localizar o endereço da igreja antes de ir até lá pessoalmente.

5. Um bom Design
Ao acessar o site, o internauta deve ter a sensação de ter entrado na igreja física. A página precisa trazer a identidade visual da visão do líder em cores harmoniosas e poucas fontes. Até aí, os conselhos existentes já são bem conhecidos. Sugerimos criar uma estrutura básica e depois refinar o design a partir de percepções próprias e feedbacks dos membros, amigos e usuários de seu novo site.

6. Plagiar um site: Nunca
Eu me impressiono com a quantidade de pessoas que copiam textos da internet e colam em seus sites. Mesmo que seja pequeno, faça conteúdo sempre exclusivo relacionado á sua Igreja. Até porque o site não é lugar para textos longos. Há dois riscos em copiar um texto. O primeiro é o de plágio propriamente dito. O segundo é ficar mal posicionado nas buscas, uma vez que os buscadores comparam textos iguais e listam o primeiro a ser publicado na busca do Google. Ou seja, o concorrente que escreveu o texto original aparecerá antes do seu site.

7. Seu site deve ser referência
O Google é responsável por cerca de metade das visitas aos sites existentes. Ele posiciona melhor nas buscas quem ele entende que é uma referência da área. Mas como o Google sabe que determinada pessoa é um expert? Por outras referências, como um blog. Sugerimos a todos que tenham um site a criarem blogs com assuntos relativos à sua igreja e que postem alguma novidade pelo menos uma vez por semana. Quanto mais o responsável pelo site falar de sua igreja, mais o Google vai entender que ele conhece do assunto e seu segmento.

8. Redes sociais
Grandes empresas, especialmente as B2B, podem ter ressalvas para entrar em redes sociais voltadas para o consumo, como Twitter e Facebook. Mas, para os pequenos, estar nessas plataformas de grande audiência é quase obrigatório. Se o Google é responsável por 50% das visitas dos sites, 20% vêm das redes sociais. São plataformas eficientes e gratuitas para reforçar a marca de sua igreja, sobretudo para pequenas igrejas. Já as newsletters estão caindo em desuso e são consideradas spam por muitos provedores de e-mail no Brasil.

9. Pense localmente
Os internautas que procuram igrejas, em geral, são pessoas das redondezas. Então não adianta tentar abraçar o mundo e querer aparecer como uma das melhores igrejas do país. O responsável pelo site terá mais sucesso se reforçar a localidade dentro do texto. As chances de aumentar a busca de internautas e novos membros são muito maiores para aqueles que reforçam sua atuação no bairro. Recomendo ir do site micro para o macro: primeiro o bairro, a região na cidade, o município, e assim por diante.

10. Visual é tudo
Um bom site deve conter todos os textos necessários para o internauta entender a missão, visão de sua igreja, seus diferenciais, a experiência dos líderes e a localização da mesma. Mas isso será de pouca serventia se as imagens no site não convidarem o internauta a conhecer a sua igreja. Economizar com fotos não é um bom conselho. Uma foto bonita, além de ser um bom chamariz aos novos membros e visitantes, funciona como um atestado inconsciente do profissionalismo da igreja. Já uma foto ruim pode fazer pesar a impressão de amadorismo mesmo para o profissional mais talentoso. Pense: É tudo para Jesus, faça o melhor!
Desejamos muito sucesso para o site de sua igreja!

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O líder e a comunicação eficiente


Oswaldo Luiz Gomes Jacob
O filósofo Aristóteles ensinou aos seus discípulos que uma comunicação eficiente depende de três substantivos: Ethos, Pathos e Logia. São três palavras gregas muito pertinentes. Achei esta colocação sugestiva e gostaria de examiná-la com você na perspectiva da liderança cristã. Presenciamos o surgimento de lideranças comprometidas com o status e com um personalismo que têm feito muito mal à Igreja de Jesus. Vamos examinar cada substantivo para o nosso proveito como líderes cristãos, comprometidos com o Senhor Jesus.
Ethos significa ética, integridade, retidão. A nossa comunicação deve ser pautada na verdade, integridade, retidão e coerência. A nossa postura deve ser caracterizada pela integridade. Revelar quem realmente somos é uma demonstração do modo ethos de viver. Então, viver eticamente quer dizer que estou comprometido com a integridade, com uma postura retilínea. Jesus é  o nosso exemplo do ser ético. Sabia o momento de falar e o momento de calar. Suas manifestações eram verdadeiras. O seu ser era coerente com o seu viver. Palavras e ações eram sincronizadas. Ele nos ensinou que a palavra do cristão deve ser "sim, sim; não, não" (Mt 5.37). Viver de modo autêntico, íntegro e coerente era normal em Jesus. A Sua autoridade estava calcada na ética do Pai. Ele era e é a verdade revelada.
Pathos é o segundo substantivo na comunicação do líder cristão. Quer dizer empatia, simpatia, sensibilidade para com o outro. O líder cristão é movido pela sensibilidade em entender as pessoas. Ele deve tratar as pessoas com empatia, com a sensibilidade de Jesus. Todas as suas relações devem ser caracterizadas pela maneira fácil de conviver com o outro. Jesus era movido por íntima compaixão, principalmente para com os necessitados. Jesus chorou ao ver os habitantes de Jerusalém mergulhados na incredulidade; chorou ao saber da morte de Lázaro e foi muito sensível aos enfermos, aos rejeitados pela sociedade da Palestina. Diante da fome do povo que O acompanhava, Ele multiplicou pães e peixes. O coração do Mestre era movido pelo pathos, por uma profunda compaixão.
O terceiro elemento de uma comunicação eficiente é a logia, isto é, a palavra, a linguagem acessível, fácil. A palavra tem vida. Ela é semente. Comunica ética e sentimento. A nossa palavra deve ser sempre temperada com sal para sabermos comunicar de forma eficiente. Também, equilibrada, cheia de sabedoria. Deve haver coerência nas palavras que utilizamos para comunicarmos pensamentos, ideias e conceituações. Jesus é o fundamento da palavra que comunicamos às pessoas, sempre carregada de ética e paixão ou empatia. A comunicação do líder pressupõe clareza e profundidade. A palavra que uso na comunicação deve ser produto do que sou verdadeiramente.
Como líderes, sejamos eficientes em nossa comunicação utilizando o ethos, o pathos e a logia. Três substantivos de uma comunicação bem sucedida. Que haja em nossas relações integridade (sinceridade), empatia (sensibilidade) e palavra coerente (lógica, racional). A sabedoria em nossa comunicação como lideres está no uso correto desses três substantivos. O Pai nos revelou na Sua Palavra a ética, a empatia e a coerência visando uma liderança eficiente neste mundo. Os súditos do Reino têm estes traços bem definidos. Sejamos líderes assim.  

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/