Ética e Liderança Cristã

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reflexão sobre a autoridade

Claudinei Gomes da Silva

"Você sabe com quem está falando?". Certamente que muitos de nós já ouvimos essa frase ser dita e foi mais ou menos isso que disse o Governador Pilatos diante do maior julgamento da História: "Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?" A resposta impressionante de Jesus veio como balde de água fria ao afirmar: "Não terias nenhuma autoridade sobre mim , se esta não te fosse dada de cima" (Jo 19:10-11).
A autoridade reside em Deus. Mas, parece que esse conceito é difícil de assimilar e Cristo sendo um exemplo e mestre no assunto não usou dessas prerrogativas que lhe eram inerentes. Ter ou ser uma autoridade vai além do simples exigir e mandar. O mundo está cheio de pessoas em postos de comando, convivemos com elas em todos os setores da vida. Em nossos trabalhos, empregos ou Igrejas é onde podemos ver como agem os líderes.
Os abusos ou deturpações nas lideranças sempre ocorrem em algumas organizações onde há líderes ou gestores que não aceitam as críticas e contrariação em suas decisões. Usam o cargo para oprimir e coagir por meio de ameaças e punições. Alguns alcançam o posto de chefia e acreditam que é tão somente para agir e pensar pelos outros. E o que dizer de alguns pastores e líderes onde as idéias de serviço já não fazem parte de suas filosofias ministeriais. Precisamos redescobrir o verdadeiro sentido do servir pelo simples prazer de servir.
O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir. Cristo diante de Pilatos deu-nos uma preciosa lição do que é ter autoridade. Sua submissão diante do Governador sinalizou para um fim maior; Deus seu Pai o qual procurava ouvir e servir na mais profunda intensidade.

Abuso de "autoridade" na Igreja
É justificável que ocorram certos abusos de lideranças em algumas organizações, governos ou nações, pois Cristo ponderou sobre isto, dizendo que no reino dos homens um governa e tiraniza sobre o outro, no entanto os abusos praticados por algumas lideranças de igrejas revelam uma fragilidade e um mal que devem ser tratados com a mais profunda amizade, paciência e graça.
Existem casos de pastores que não têm outras referências a não ser a si mesmos. Autoritários e mandões em suas ações e ou decisões. São líderes de si mesmos e não conseguem reconhecer nenhuma outra liderança que discorde de suas convicções teológicas ou filosóficas. Cristo reconheceu vários líderes religiosos: Nicodemos, o centurião, os escribas e fariseus sendo que nesses dois últimos criticou fortemente as suas ações que iam de encontro com seus discursos.
Reconheço a dificuldade de lidar com este assunto, mas esses temas: orgulho, ego, poder e cargos dificilmente são discutidos sem que haja farpas, ofensas, indiretas ou alfinetadas propositais. Urge que tenhamos coragem e sinceridade para tocar através do diálogo nessas feridas com a intenção de buscar uma cura. Quando ouvimos: "Você não sabe com quem está falando? Eu mando! Eu decido! Aqui sempre fazemos assim! Temos de forma clara um exemplo de alguém que não está servindo, mas que quer ser servido. Onde houver pouca disposição para ouvir e dialogar também haverá fraqueza na liderança.
O rabino Abraham Skorka no livro Razão e Fé num diálogo com o Papa Francisco e o Presbiteriano Marcelo Figueroa escreveu: "Quando a torre de Babel estava sendo construída, se um homem caísse e morresse, não diziam nada, não lamentavam. Mas se caísse um tijolo, ouvia-se: Ah, tanto tempo que perdemos para chegar aos céus!" Simplificando: isso é a base do modo como queremos encarar a vida? O que queremos? O que estamos construindo?
A exegese segundo a interpretação judaica aponta que todo o relato começa dizendo que havia um só idioma e foi isso que os levou a construir a torre de Babel. Depois Deus os castigou multiplicando os idiomas e fazendo que um não pudesse entender o idioma do outro. A ideia é que na tirania só existe uma linguagem, uma única maneira de entender, de entenderem-se uns com os outros. Aí perdemos a dimensão do diálogo.
Ninguém, nem pastor, mestre ou gerente é autoridade final em nenhum assunto, é intérprete só (Carlos Mesters). Uma autêntica liderança sempre será percebida quando houver uma real disposição no servir por servir e no prazer em dialogar com ambição de discípulo e eterno aprendiz.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Em seus passos o que Jesus JAMAIS faria?

Pablo Massolar

"Em seus passos o que faria Jesus?" Este é o título de um livro escrito por Charles Sheldon e publicado originalmente em 1896, nos Estados Unidos, com o título "In His Steps".
A obra conta a história de Henry Maxwell, pastor da Primeira Igreja da cidade de Raymond, que vive honestamente sua vida confortável e sem contratempos, até o dia em que surge em sua igreja um homem pobre e necessitado. O episódio o leva a questionar seus próprios valores, o seu modo de vida e prioridades, colocando diante de si a inquietante questão: "O que Jesus faria?".
A partir disso, decide propor aos fiéis de sua igreja que se comprometam durante um ano a não fazerem nada sem antes perguntarem o que Jesus faria na mesma situação. O desenrolar da história descreve as experiências, tanto de satisfação e realização pessoal, como também de conflito e incompreensão que vão enfrentando à medida que se empenham em levar adiante o desafio proposto.
Hoje em dia há tanta gente doente e inescrupulosa dizendo agir "em nome de Jesus", proclamando da boca para fora "seguir os passos de Jesus", mas negando-o nas atitudes, enganando, extorquindo, manipulando e oprimindo que fica difícil encontrar Jesus, de verdade, nos passos destes. Ainda que eles gritem ou cantem nervosamente o nome de Jesus o tempo todo e façam até alguns aparentes sinais milagrosos.
Algumas vezes a imagem e referência do Jesus dos Evangelhos se apaga e se confunde com tanta demonstração tosca do que querem erroneamente fazer parecer Jesus, mas nem de longe se parece efetivamente com os passos de Jesus.
Mais do que levantar questões meramente morais ou culturais, percebo a urgência de esclarecer o que não representa e jamais se veria na vida prática do verdadeiro Jesus dos Evangelhos.
Acredito que boa parte do engano se dá pelo fato das pessoas não lerem e não conhecerem minimamente os Evangelhos, além da grande distorção que se faz com as escrituras por dinheiro ou para fazer perpetuar os domínios aprisionantes das instituições e dos rituais de poder humano.
Jesus jamais exigiu sacrifícios pessoais, esforço financeiro ou físico, presentes ou qualquer tipo de oferta para abençoar, curar, salvar, purificar e orientar as pessoas a sua volta.
Jesus jamais utilizou seu poder como estratégia de marketing pessoal. Embora os milagres fossem um sinal para que as pessoas cressem, e muitos o buscavam por causa dos prodígios e do pão que era multiplicado milagrosamente, Jesus jamais utilizou isso para segurar o povo a sua volta.
Jesus jamais distribuiu pão só para garantir plateia e ter a quem evangelizar.
Jesus jamais rejeitou qualquer pessoa por não professar a fé da mesma forma que ele a professava e a entendia. Mesmo Jesus frequentando sinagogas, tendo nascido no judaísmo, jamais deixou de andar e falar com pagãos, gentios, pecadores e toda sorte de gente considerada impura para os padrões da lei de Moisés.
Jesus jamais deixou a lei da religião ser mais importante que a vida e a misericórdia.
Jesus jamais deixou de amar. Jamais recusou a mesa e a comunhão mesmo a quem ele, de antemão, já sabia que o trairia. Até diante da angústia, do medo e do abandono, Jesus jamais se deixou ser vencido pelo rancor.
Jesus jamais usou em benefício próprio a influência que exercia sobre os discípulos.
Jesus jamais ensinou expandir o Reino através do acúmulo de bens ou da construção de templos.
Jesus jamais fez conchavos políticos, acordos com Roma ou com a religião dominante em troca de favores, cargos e liberdade para continuar pregando o que e onde bem quisesse.
Jesus jamais deixou de dizer a verdade por medo ou conveniência.
Jesus jamais disse a verdade para agredir, ofender ou provocar vaziamente.
Jesus jamais disse a verdade só para provar que estava certo.
Jesus jamais usou a verdade, ao contrário, se deixou ser usado por ela.
Jesus jamais denunciou o pecado sem amor, de forma constrangedora, ameaçadora ou sem acolher até as últimas consequências o próprio pecador envolvido.
Jesus jamais tratou os pecados particulares das pessoas de forma pública e vexatória.
Jesus jamais se deixou levar pela aparência externa. O que o fazia se desdobrar em misericórdia era a sinceridade interior e despretensiosa.
Jesus jamais ficou indiferente ao sofrimento, fosse ele de ordem psíquica, espiritual ou física.
Jesus jamais tratou com diferença pobres e ricos. Se alguma diferença ficou evidente, jamais foi contra a justiça.
Jesus jamais deixou de ser humano, mesmo sendo Deus se fez servo de todos.

Muitas outras coisas jamais se encontrariam no espírito e nos passos do Jesus dos Evangelhos, da Palavra de Deus feita carne, materializada e revelada definitivamente aos homens. Os passos de Jesus são reconciliadores, libertadores e despertam para a vida ainda que tudo a sua volta seja caos e morte. O que não se enquadra no Deus que se entrega por amor e misericórdia não cabe nos passos de Jesus.

O Deus que jamais se deixa enganar nos ensine a discernir nossos passos e nos abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Texto originalmente publicado no blog do autor, que gentilmente o cedeu para publicação no Instituto Jetro.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A essência da liderança


Gilclér Regina

"No exército americano, na hora da refeição, os soldados comem primeiro, os oficiais depois".
Gilclér Regina

Fiz algumas palestras sobre motivação para resultados, qualidade de vida e sobre o sucesso que é conquistado por trabalho, determinação e crenças pessoais, juntamente com o Escritor americano James Hunter, autor dos livros "O monge e o executivo" e "Como se tornar um líder servidor". Eis aqui algumas reflexões sobre a liderança de pessoas: O que é mais importante numa organização? O sistema ou a gestão de pessoas?
No início a empresa cresce, o dono do negócio conhece todo mundo, chama cada cliente pelo nome, sabe quem paga e quem não paga, está presente na vida de muitos funcionários. Bem, a empresa cresceu mais, multiplicaram-se os resultados e na mesma proporção, avolumaram-se os problemas. Com a falta de um sistema condizente, parece que a empresa está numa autoestrada onde passam Porches, Ferraris, BMWs e ela está de Charrete, puxada por um cavalo cansado.
Aparentemente, a primeira impressão é que a falta de um sistema profissional, de organização e métodos, e de planejamento é o que mais está causando danos a este negócio que cresceu. Por outro lado, se a empresa criar o melhor sistema do mundo e abandonar sua política de gestão de pessoas, de formação de líderes, estará fadada ao fracasso. Pois, sistema algum, por maior que seja a empresa, substituirá o ser humano, o olho clínico do empresário. É bom que se diga que os dois são importantes e se completam.

EU primeiro!
Se você observar a natureza básica de um ser humano, verá que uma criança de dois anos colocará sempre duas palavras em ação: "Eu primeiro". Para crianças pode até ser bonitinho, mas fica repulsivo em adultos. Muitos gestores "criança" que usam belos ternos, o charme pessoal, a inteligência e até alguns truques para sobreviver na "selva corporativa" acabam errando como um menininho ao bater o pé dizendo : "Eu primeiro"!
Se você estudar grandes líderes como Ghandi e Madre Teresa e mesmo a Liderança Servidora de Jesus Cristo irá descobrir a frequência com que eles falam da alegria em servir aos outros. O caminho é entender a escala de prioridades e saber que o mais importante é a equipe. No exército americano, na hora da refeição, os soldados comem primeiro, os oficiais depois.
E mesmo essas pessoas que não entendem a "importância espiritual" que o líder deve ter, sabem que a criação de um time vitorioso seja uma equipe de futebol ou uma equipe de vendas é essencialmente um ato espiritual.
Tenho estudado minha vida inteira temas como motivação, qualidade e liderança e sou um apaixonado pela área de vendas. Minha biblioteca é composta em sua grande maioria por livros deste tema. Entender de pessoas é sempre o caminho: O mundo é dividido entre os que fazem e os que reclamam. Liderar é saber navegar neste oceano e obter resultados com uma equipe motivada que trabalhe com alegria.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As bases bíblicas da ética cristã

do Bereianos


por Alderi Souza de Matos

A palavra “ética” vem do grego ethos e se refere aos costumes ou práticas que são aprovados por uma cultura. A ética é a ciência da moral ou dos valores e tem a ver com as normas sob as quais o indivíduo e a sociedade vivem. Essas normas podem variar grandemente de uma cultura para outra e dependem da fonte de autoridade que lhes serve de fundamento.
A ética cristã tem elementos distintivos em relação a outros sistemas. O teólogo Emil Brunner declarou que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos.
A ética é importante para a vida diária do cristão. A cada momento precisamos tomar decisões que afetam a outros e a nós mesmos. A ética cristã ajuda as pessoas a encarar seus valores e deveres de uma perspectiva correta, a perspectiva de Deus. Ela mostra ao ser humano o quanto está distante dos alvos de Deus para a sua vida, mas o ajuda a progredir em direção esse ideal.
Se fosse possível declarar em uma só sentença a totalidade do dever social e moral do ser humano, poderíamos fazê-lo com as palavras de Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22, 37 e 39)

1. A ÉTICA DO ANTIGO TESTAMENTO

1.1 O caráter ético de Deus
A religião dos judeus tem sido descrita como “monoteísmo ético”. O Velho Testamento fala da existência de um único DEUS, o criador e Senhor de todas as coisas. Esse Deus é pessoal e tem um caráter positivo, não negativo ou neutro. Esse caráter se revela em seus atributos morais. Deus é Santo (Lv 11, 45; Sl 99, 9), justo (Sl 11, 7; 145, 17), verdadeiro (Sl 119, 160; Is 45, 19), misericordioso (Sl 103, 8; Is 55, 7), fiel (Dt 7, 9; Sl 33, 4).

1.2 A natureza moral do homem
A Escritura afirma que Deus criou o ser humano à sua semelhança (Gn 1, 26-27). Isso significa que o homem partilha, ainda que de modo limitado, do caráter moral de seu Criador. Embora o pecado haja distorcido essa imagem divina no ser humano, não a destruiu totalmente. Deus requer uma conduta ética das suas criaturas: “Sede santos porque eu sou santo” (Lv 19, 2; 20, 26).

1.3 A Lei de Deus
A lei expressa o desejo que Deus tem de que as suas criaturas vivam vidas de integridade. Há três tipos de leis no Antigo Testamento: cerimoniais, civis e morais. Todas visavam disciplinar o relacionamento das pessoas com Deus e com o seu próximo. A lei inculca valores como a solidariedade, o altruísmo, a humildade, a veracidade, sempre visando o bem-estar do indivíduo, da família e da coletividade.

1.4 Os Dez Mandamentos
A grande síntese da moralidade bíblica está expressa nos Dez Mandamentos (Ex 20, 1-17; Dt 5, 6-21). As chamadas “duas tábuas da lei” mostram os deveres das pessoas para com Deus e para com o seu próximo. O Reformador João Calvino falava nos três usos da Lei: judicial, civil e santificador. Todas as confissões de fé reformadas dão grande destaque à exposição dos Dez Mandamentos.

1.5 A contribuição dos profetas
Alguns dos preceitos éticos mais nobres do Antigo Testamento são encontrados nos livros dos Profetas, especialmente Isaías, Oséias, Amós e Miquéias. Sua ênfase está não só na ética individual, mas social. Eles mostram a incoerência de cultuar a Deus e oferecer-lhe sacrifícios, sem todavia ter um relacionamento de integridade com o semelhante. Ver Isaías 1, 10-17; 5, 7 e 20; 10 1-2; 33, 15; Oséias 4, 1-2; 6, 6; 10, 12; Amós 5, 12-15, 21-24; Miquéias 6, 6-8.

2. A ÉTICA DO NOVO TESTAMENTO

1. A ética do Novo Testamento não contrasta com a do Antigo, mas nele se fundamenta. Jesus e os Apóstolos desenvolvem e aprofundam princípios e temas que já estavam presentes nas Escrituras Hebraicas, dando também algumas ênfases novas.

2. A ética de Jesus: a ética de Jesus está contida nos seus ensinos e é ilustrada pela sua vida. O tema central da mensagem de Jesus é o conceito do “reino de Deus”. Esse reino expressa uma nova realidade em que a vontade de Deus é reconhecida e aceita em todas as áreas. Jesus não apenas ensinou os valores do reino, mas os exemplificou com a vida e o seu exemplo.

3. O Sermão da Montanha: uma das melhores sínteses da ética de Jesus está contida no Sermão da Montanha (Mateus Caps. 5 a 7). Os seus discípulos (os Filhos do Reino) devem caracterizar-se pela humildade, mansidão, misericórdia, integridade, busca da justiça e da paz, pelo perdão, pela veracidade, pela generosidade e acima de tudo pelo amor. A moralidade deve ser tanto externa como interna (sentimentos, intenções): Mt 5, 28. A fonte do mal está no coração: Mc 7, 21-23.

4. A vontade de Deus: Jesus acentua que a vontade ou o propósito de Deus é o valor supremo. Vemos isso, por exemplo, em Mt 19, 3-6. O maior pecado do ser humano é o amor próprio, o egocentrismo (Lc 12, 13-21; 17, 33). Daí a ênfase nos dois grandes mandamentos que sintetizam toda a lei: Mt 22, 37-40. Outro princípio importante é a famosa “regra de ouro”: Mt 7, 12.

5. A ética de Paulo: Paulo baseia toda a sua ética na realidade da redenção em Cristo. Sua expressão característica é “em Cristo” (II Co 5, 17; Gl 2, 20; 3, 28; Fp 4, 1). Somente por estar em Cristo e viver em Cristo, profundamente unido a Ele pela fé, o cristão pode agora viver uma nova vida, dinamizado pelo Espírito de Cristo. Todavia, o cristão não alcançou ainda a plenitude, que virá com a consumação de todas as coisas. Ele vive entre dois tempos: o “já” e o “ainda não”.

6. Tipicamente em suas cartas, depois de expor a obra redentora de Deus por meio de Cristo, Paulo apresenta uma série de implicações dessa redenção para a vida diária do crente em todos os aspectos (Rm 12, 1-2; Ef 4, 1)

7. Entre os motivos que devem impulsionar as pessoas em sua conduta está a imitação de Cristo (Rm 15, 5; Gl 2, 20; Ef 5, 1-2; Fp 2, 5). Outro motivo fundamental é o amor (Rm 12, 9-10; I Co 13, 1-13; 16, 14; Gl 5, 6). O viver ético é sempre o fruto do Espírito (Gl 5, 22-23).

8. Na sua argumentação ética, Paulo dá ênfase ao bem-estar da comunidade, o corpo de Cristo (Rm 12, 5; I Co 10, 17; 12, 13 e 27; Ef 4, 25; Gl 3, 28). Ao mesmo tempo, ele valoriza o indivíduo, o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14, 15; I Co 8, 11; I Ts 4, 6; Fm 16)

9. Acima de tudo, o crente deve viver para Deus, de modo digno dele, para o seu inteiro agrado: Rm 14, 8; II Co 5, 15; Fp 1, 27; Cl 1, 10; I Ts 2, 12; Tt 2, 12.

Fonte: Mackenzie

terça-feira, 19 de março de 2013

Se você ordena presbíteros desqualificados…


por Paul Levy

Paul Levy
Paul Levy
1. A igreja é enfraquecida, pois os líderes não são exemplos de piedade. As congregações deveriam ser capazes de olhar para seus líderes e aspirar ser como eles em suas vidas e em seus ensinos.
2. Você coloca o futuro da igreja em perigo. Ministros vem e vão. A maioria dos presbíteros vai permanecer por mais tempo que os pastores e serão os homens que escolherão os próximos.
3. Você coloca seu pastor em uma posição vulnerável. Pode ser que os presbíteros sejam homens fracos que permitem que ele faça tudo que quiser. Todas as decisões são de acordo com a vontade dele e as pessoas começam a temer enfrentá-lo. Por outro lado, há incontáveis exemplos de presbíteros que fazem da vida dos pastores um tormento, ao puxarem o freio de mão a cada oportunidade que aparece e serem extremamente difíceis de lidar.
4. Líderes com teologia fraca não serão capazes de detectar erros. Muito provavelmente será uma questão de ênfase, e o ensino começa a ficar desbalanceado. Presbíteros com um bom conhecimento das Escrituras e das Confissões serão capazes de nos corrigir, ou pelo menos nos alertar quando começarmos a desequilibrar.
5. Seus presbíteros não serão pastores do rebanho. Serão apenas uma mesa diretora que toma decisões executivas sem, de fato, cuidar das pessoas e lidarem com suas necessidades. O pragmatismo mata igrejas a longo prazo.
6. Quando se trata de grandes decisões e ataques à verdade, a única esperança é que eles tomem as decisões corretas baseados nas lealdades pessoais. Eles certamente não terão as bases teológicas corretas para tomarem as decisões certas.
7. A disciplina eclesiástica será praticamente inexistente, pois eles nunca enxergarão os problemas.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

quarta-feira, 6 de março de 2013

A síndrome de Elias


De todos os grandes homens da Bíblia Sagrada, principalmente no Antigo Testamento, à exceção de Moisés, talvez nenhum outro tenha assombrado tanto seus contemporâneos como Elias. Sempre torci o nariz para Tiago que diz que Elias foi um homem como nós. Como assim como nós? Elias não morreu, ora bolas, e eu a que tudo indica irei para o buraco chamado túmulo como todos. Deus nunca respondeu minhas orações com fogo e nunca abriu um rio para eu passar. E por mais atlético que eu possa me tornar jamais ganharei de cavalos escolhidos como ele.
Porém, o que Tiago dizia não era sobre os feitos espetaculares da vida de Elias e como podemos ter os mesmos “poderes” que ele. Isto porque Tiago sabia muito bem que o poder é de Deus e não de Elias ou de qualquer outro homem. Tiago falava, sim, do ser humano Elias.

O ser humano
Analisando a vida do ser humano Elias desde o princípio, aprendemos principalmente que ele não tem muitas referências pessoais, senão vejamos: “Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade...“. Geralmente, os grandes homens e mulheres da Bíblia têm seus nomes acompanhados por uma linhagem, o que chamo aqui de “pedigree”. Este não era o caso de Elias. Ele apareceu de repente no relato, sem nada que o recomendasse diante de Acabe, a não ser: "... Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou...".
Deixe-me fazer um parêntesis: como isto contrasta com os que se dizem homens de Deus hoje em dia, que valorizam os títulos e advogam quanto tempo já estão “na obra” para justificar o seu direito de falar em nome de Deus. Desfilam seu poder em ternos bem cortados e carrões, levantando a voz e impondo as mãos sobre os pobres mortais, dizendo: “receba a unção, meu irmão!”.
Existe uma outra característica na vida de Elias que não seria muito bem recebida hoje. Parecia haver nele uma falta de senso crítico, veja novamente: “Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão”. Logo agora que ele havia colocado o rei ímpio no seu devido lugar, Deus o manda para os “cafundós do Judas”. Querite ficava do outro lado do Jordão, no deserto. Isto, segundo muitos comentaristas bíblicos, não pareceria muito racional. O racional é que ele ficasse ali, espetando o rei. Mas Elias nem sequer discute, ruma para Querite e fica lá. Deus tinha falado e ponto.
Outro parêntesis: Todos nós, cristãos sérios, sabemos muito bem que a Bíblia é a Palavra de Deus, a verdade revelada para o ser humano. Porém, assusta-me muito ver o quanto se tem torcido a Palavra de Deus para benefício próprio, para conveniências pessoais e denominacionais. O quanto se tem desobedecido e discutido o que a Palavra tem como indiscutível. Mesmo quando Deus manda Elias para Sarepta que se localizava em Sidom, Terra de Baal e de Jezabel - sua pior inimiga -, Elias não discute. Ele reconhece claramente o Espírito Santo de Deus falando e obedece. Isto porque Elias estava cheio do Espírito Santo de Deus. Crentes cheios do Espírito são capazes de compreender claramente as Sagradas Escrituras e reconhecer quando ela está sendo manipulada por falsos mestres. Portanto, “... enchei-vos do Espírito...”, continua sendo a melhor recomendação, para que, ao ouvirmos a voz do Santo Espírito, a reconheçamos sem titubear.

A síndrome
Tendo chegado até aqui, cabe-nos analisar agora a tal “síndrome” que ocorre a partir de um dos pontos mais altos da vida de Elias, a saber, o confronto no Carmelo com os profetas de Baal, o desafio de fogo e o retorno da chuva após três longos anos. Após ter se mostrado obediente e paciente, Elias, mais uma vez movimentado pelo Espírito Santo de Deus, marca o encontro fatal (para os profetas de Baal) e anuncia o final da seca. Coloque-se em sua pele, pois é aqui em que mais nos identificamos com ele.
Grandes feitos. Quem não anseia por eles? O mais humilde crente na Terra almeja fazer grandes coisas por seu Senhor, não é assim? Desafiar os poderes da maldade, grandes campanhas evangelísticas... Atualmente, existem até aqueles que declaram que mega-cidades inteiras como São Paulo e Rio de Janeiro “pertencem” ao Senhor Jesus. Compreendo até as boas intenções destes últimos, mas sabemos que não é bem assim. Elias também descobre isto no cume do Carmelo, ele faz uma pergunta simples e...” Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.” Pois é, silêncio. Talvez Elias achasse que pelos menos uma voz dissesse: Amém! Nada... só o vento.
Aqui começa o tropeço de Elias que vai levá-lo a seguinte oração, que aliás, foi única que ele fez que Deus não respondeu: “...Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.” Elias se sente sozinho, humanamente falando. Só. Este é um dos piores sentimentos que um servo de Deus pode sentir - a terrível sensação de que está malhando ferro frio, dando “murro em ponta de faca”.
De fato, Elias estava só. Após ter feito tudo como Deus sempre mandara, após ter desafiado a maldade, após ter se colocado na presença de Deus incondicionalmente, Elias estava só, não havia um amigo sequer. Quando isto acontece, quando falta um ombro amigo, tornamo-nos circunspectos, quase mórbidos. Como Elias, dizemos: “leva-me, Senhor”, “não entendem os seus caminhos”, “não querem nada contigo”, etc. Passamos a achar que somos os únicos que se importam de verdade com a “causa”. Isto é um peso que ninguém pode carregar sozinho, não é de se admirar que Elias queria a morte.
“Tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só...” Anos a fio trabalhando na “causa”, esquecendo-se de relacionamentos sinceros, levam-nos a queixas como a dele. Não é de se admirar que os crentes mais ativos e criativos sejam, muitas vezes, os mais carrancudos e intolerantes. No fundo estão sozinhos, não porque não existam outros lutando na “causa” e sim porque estão isolados. Não são capazes de enxergar os “...sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou”, os quais Deus conservou para levar avante os seus desígnios.
Tal qual aconteceu com Elias, algumas vezes acontece o mesmo comigo e mesmo com você. No ponto mais alto, no calor da obra, somos atacados pela síndrome de Elias, e achamos que não adiantou nada, por mais que lutemos nada mudou. Elias achou isto quando Jezabel ameaçou caçá-lo até a morte. No ponto mais alto é que estamos mais vulneráveis. Basta um leve empurrão, quanto mais o solavanco que deu Jezabel.

Como se evita esta síndrome?
Veja o que receita para o doente Elias o Deus Todo-Poderoso: “Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar”, muito mais do que um substituto, Eliseu foi para Elias o amigo que nunca teve, o amparo, o ombro amigo que sempre necessitou. Esta receita continua valendo para mim e para você, valeu para Paulo também - “Procura vir ter comigo depressa.”, disse ele para Timóteo. Tão importante como o relacionamento vertical (com Deus) é o relacionamento horizontal (com o próximo). Esquecer disto é abrir a porta para o fracasso pessoal, muito embora, à vista de todos, você seja o grande homem ou mulher de Deus.
Fiquemos alertas, sempre haverá os tais sete mil, ou muito mais.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Liderança ou gerenciamento?



Armando Correa de Siqueira Neto

Um erro freqüente de compreensão sobre a liderança refere-se ao seu emprego associado à posição de hierarquia. Sempre que o termo liderança surge, ele rapidamente encaixa-se, mentalmente, no ponto alto dos organogramas. Já se acostumou com este tipo de ideia, e, portanto, qualquer outro conceito que se tente descrever, é motivo para suspeita e forte resistência para refletir a respeito.
O modelo de educação pelo qual as crianças são submetidas é carregado desta percepção, levando-as, posteriormente, a uma crença conseqüente de que liderar é mandar. Ouve-se, inclusive, a já conhecida frase: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". Neste tipo de cultura a figura de um líder pode se configurar a partir do poder autoritário, superior, intransponível e, em alguns casos, de causar medo.
Todavia, várias pessoas de diferentes lugares e organizações despertaram para uma outra realidade: a liderança possui outras características, diferenciando-se do tradicional modelo hierárquico. Ela, ao contrário da grande crença presente, existe para servir. Inverte-se, então, o papel anteriormente determinado de que o líder deveria ser servido. Neste modelo, o servir está presente em duas vias, mas essencialmente, ele deve estar disponível na liderança.
Este conceito traduz-se nas relações aprofundadas que se criam, a partir do compromisso mútuo ou propósito compartilhado entre as partes, da responsabilidade pessoal, da influência que é exercida ao invés da imposição, da motivação obtida pelo respeito e da mudança que se processa com o passar do tempo. Para que ocorra esta evolução é necessária a aprendizagem constante, levando os membros do grupo a uma transformação pessoal. Da hierarquia do organograma, passa-se ao modelo circular, em cuja base está o relacionamento humano como o maior bem a ser cultivado.
A liderança é exercida pelos vários membros do grupo, dependendo da circunstância e a necessidade presentes. Portanto, é situacional. Cada pessoa pode, conforme a possibilidade, exercer a liderança por determinado período e retornar ao seu lugar de seguidor. Há um líder, contudo, ele cria oportunidades para que os seguidores atuem na liderança, e, inclusive, os prepara para um dia darem prosseguimento às atividades organizacionais. Ele não retém o conhecimento e a prática da liderança, dividindo-a com os demais.
Nesta perspectiva, ao se ter a pessoa como figura central na vida da organização, surge novo desafio a ser observado: o gerenciamento. Eis aqui outra forma errônea de se considerar a liderança, que não deve ser entendida como uma posição para administrar os processos. A definição para o gerenciamento, que é compreendido pelo seu foco nos resultados, é vista a partir do planejamento, orçamento, organização, direção, controle, produção, venda e a estabilidade organizacional. Por outro lado, a liderança, cujo foco está nas pessoas, é observada pela criação de visão e estratégias, geração de cultura e valores comuns, colaboração quanto ao crescimento, inspiração e motivação dos colaboradores e na criação das mudanças.
Esta distinção clara entre liderança e gerenciamento tem causado dificuldade exacerbada quanto a sua prática cotidiana. Afirma-se que a liderança deve substituir o velho modelo de gestão gerencial, e isso se torna impossível, haja vista a necessidade de se manter as vistas voltadas para os resultados. Cria-se um impasse: focar as pessoas através da liderança, ou os resultados, por meio do gerenciamento?
A liderança não é capaz de substituir o gerenciamento; ela deve ser agregada a ele. É um desafio, do qual percebe-se que muitos gerentes já possuem algumas habilidades e qualidades, e outras que podem ser desenvolvidas, para exercer uma liderança eficiente. A questão deve passar pelo alinhamento entre a liderança e o gerenciamento. Deve-se rever e avaliar estas habilidades e qualidades, somando-as à prática da gerência, focando assim, pessoas e resultados; liderança e gerenciamento.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dízimo: contribuição voluntária

Gilberto Garcia

Na perspectiva religiosa a entrega do dízimo é compromisso espiritual do fiel com Deus sendo esta uma contribuição feita com amor, desprendimento e generosidade, destinada para o sustento e propagação da obra de pregação do evangelho de Cristo, como contido em Malaquias e reforçado por Paulo, que nos exorta a dar com alegria.
Esta, inclusive, é a natureza jurídica do dízimo, uma doação voluntária, onde é o crente que determina, à luz de suas conveniências pessoalíssimas, num exercício de fé, espiritualidade e religiosidade, quanto vai contribuir para o Reino, entregando este valor para que a Igreja o administre e preste contas de sua mordomia cristã.
A contribuição é de livre vontade, eis que é fruto de compromisso pessoal do fiel, num ato de culto a Deus, não cabendo a Organização Religiosa fiscalizar, ou mesmo estabelecer quaisquer benefícios a quem contribua com mais, ou mesmo, penalidades ao membro que queira contribuir com menos do que o valor relativo a dez por cento.

Exposição vexatória é proibida
Destaque-se que o novo Código Civil proíbe a exposição vexatória de pessoas, daí não ser recomendado ao pastor, diretores estatutários, inclusive aos tesoureiros, ao conselho fiscal, ou mesmo a qualquer membro da Igreja a divulgação de valores contribuídos ou não, por este ou aquele irmão, sendo importante que a Igreja se abstenha de afixar lista de contribuintes em lugares de acesso a membresia, eis que este é um assunto privativo do fiel.
Consequentemente a contribuição do crente à Igreja, qualquer seja sua confissão de fé, é espontânea, não devendo, sob qualquer hipótese, ser cobrada, nem mesmo indiretamente, através do cerceamento do exercício de atividades, cargos ou funções eclesiásticas, sendo que sua destinação deve estar prevista em um orçamento aprovado por todos, inclusive com vital atuação do Conselho Fiscal, contribuindo para o zelo no uso dos recursos do Reino de Deus.

Transparência administrativa
Por isso é obrigação da direção da Igreja prestar contas aos membros e fiéis, eis que ela é tão somente administradora dos valores, de onde e como foram aplicados os recursos financeiros auferidos com a entrega dos dízimos e ofertas, num procedimento de transparência administrativa e no afã de estimular novas contribuições.
Registre-se que a Constituição Federal estabelece a imunidade fiscal para os partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e as Igrejas, de qualquer confissão religiosa, não podendo estes ser tributados com impostos, mas podem ser tributadas com taxas ou contribuições, em função de suas atividades na condição de pessoa jurídica de direito privado.
Assim os dízimos, ofertas e contribuições dos membros e fiéis estão constitucionalmente imunes de impostos, entretanto, por normatização legal, necessitam as Igrejas manter sua contabilidade de acordo com normas contábeis vigentes para as organizações com fins não econômicos, como contido no Código Tributário Nacional, ainda disciplinado pelo Conselho Federal de Contabilidade.
As Igrejas podem ser, inclusive, acionadas pelo Ministério Público para que apresente seus Livros Contábeis, comprovando que suas atividades eclesiásticas não visam lucro financeiro, além de obrigatoriamente prestar contas a Receita Federal de suas receitas e despesas, sob pena de pagamento de multa, através da Declaração Anual de Imposto de Renda Pessoa Jurídica.
Compete a Igreja ensinar que a Bíblia Sagrada institui o dízimo, ou seja, os dez por cento dos rendimentos, exatamente para que a obra não sofra solução de continuidade, não que Deus dependa do dinheiro do fiel, mas que a entrega do dízimo, oferta ou contribuição, também materializa, de forma concreta e palpável, o comprometimento de fé do membro.
Surge uma oportunidade ímpar para que as Igrejas orientem aos membros, a administrarem seus recursos financeiros, poupando, investindo, e assumindo compromissos dentro de suas possibilidades, não se deixando levar pelo mote da sociedade consumista, e aí ficarem impedidos de participar ativamente, através da amorosa entrega dos dízimos e ofertas, assumindo a condição de cooperador do Reino, que é de Deus, para o sustento da Igreja, e, a propagação do evangelho de Cristo, crendo que o Senhor da Obra é seu grande provedor.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Qualidades de um Bom Líder



I. O QUE VEM A SER UM LÍDER

Deus pode escolher a quem Ele quiser para ocupar a posição de líder. Afinal de contas, Ele é Deus, nós apenas criaturas, Ele o Criador.
Deus está chamando líderes. Ele está a procura de líderes. “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30).
É uma pessoa que está consciente do seu papel na liderança, sabe que está no comando e que este comando foi-lhe outorgado por Deus. Também está consciente que exerce um forte impacto e uma grande influência na vida dos liderados. Agora, ele não deve de forma alguma incidir uma influência forçada. Isso deve ser natural.
Ele é alguém que vê as necessidades das outras pessoas. Está sensível para com elas. Com isso, procura, na maneira do possível, ajudá-las a superar os seus obstáculos. Deve demonstrar um amor genuíno, como um amor de pai para filho. Afinal de contas, eles são o rebanho que Deus lhe confiou nas mãos e um dia prestará contas disso.
“Para que um homem seja líder ele tem de ter seguidores. e para que tenha seguidores ele tem de ter a confiança deles. Assim sendo, a primeira qualidade do líder tem de ser integridade inquestionável. Sem ela, não é possível o verdadeiro sucesso, não importam se estejam trabalhando em turma de fábrica, campo de futebol, no exército ou num escritório. Se os colegas de um homem descobrem nele falsidade, se percebem que nele falta integridade direta, este homem fracassará. Seus ensinos e seus atos devem ser congruentes.Assim, a maior necessidade é integridade e propósito elevado.
1- Todo o poder que o líder vem a possuir, deve primeiramente ser por ele reconhecido que lhe concedido por Deus. Tudo provêm de Deus. Cristo disse: “Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Sem Cristo, o líder nada pode. “O exemplo máximo de liderança é Jesus. Seu grupo era constituído por doze, incluindo um que duvidou, outro que negou conhecê-lo e ainda outro que o traiu entregando-o aos assassinos. No entanto, com este pequeno grupo, ele mudou o mundo”
2- O líder não é um ditador. Aquele que chega com a palavra e diz tudo o que se deve fazer. Ele deve procurar incutir nas mentes das pessoas que elas devem participar na elaboração dos projetos, dos planos, etc. Assim, ele não irá exercer uma função autoritária e poderá com isso estar desenvolvendo novos líderes dentro do grupo. O líder deve, no entanto, ter a consciência que deve sempre estabelecer metas, bem como os meios necessários para atingi-las. Para isso, uma boa comunicação é fundamental. O líder deve ser alguém que saiba se comunicar. Deve saber dizer exatamente o que pretende e como pretende. Boa comunicação é imprescindível para a realização das metas, assim os liderados não problemas em seguí-lo. Motivação é chave para atingir os planos. Ele deve estar sempre motivando os demais, bem como motivando a si mesmo. Quando o trabalho é bem executado, ele deve saber dar crédito às pessoas por isso, deve elogiar o trabalho bem feito. Deve também cobrar quando o trabalho não acontece.
3-O líder deve procurar pedir auxílio ao Senhor Jesus Cristo – o Líder dos líderes, o Mestre por excelência – para exercer a liderança. Se colocando diante de Deus para escutar o que Ele manda, estará sendo o tipo de líder que Deus está a procura. Uma pessoa consagrada, temente a Deus, que faz o que Lhe agrada, porque seu objetivo e glorificar Aquele que o arregimentou. “Os líderes que trabalham com mais eficiência me fazem perceber que nunca dizem ‘eu’, não pensam ‘eu’. Pensam ‘nós’. Pensam na ‘equipe’. Entendem que seu serviço fazem a equipe funcionar. Aceitam responsabilidade e não se evadem, mas ‘nós’ conseguimos o crédito. Há uma identificação (com frequência, um tanto inconsciente) com a tarefa e com o grupo. Isso é o que cria a confiança. O que capacita para conseguir que a tarefa seja feita”
4-. Como um Líder Deve ser Conhecido O líder cristão deve ser uma pessoa que é conhecida por meio de seu poder espiritual, a sua autoridade diretamente da Palavra de Deus. Líderes devem ser pessoas que são fervorosas em oração. Ele deve ser uma pessoa que vive na Palavra e através disso desafiar os seus liderados a seguir o seu exemplo. O modo de vida, de agir, de falar, do líder deve ser inteiramente controlado ou guiado pelo Espírito Santo.
O líder é alguém que deixa uma marca na vida, bem como no coração das pessoas. O seu proceder fará com que alguém sinta o desejo de fazer o que a Palavra de Deus diz. Ele procura causar um impacto na vida dos liderados não para querer receber glória ou querer aparecer, mas para que seja um fruto para toda a eternidade.
2. O Líder e a Firmeza Espiritual “Para liderar o povo de Deus, um dos maiores segredos é a firmeza, e não a força. Os líderes mais respeitados são aqueles que têm firmeza espiritual, refletindo isso em suas vidas espirituais”. [4] Os líderes têm que ser pessoas firmes. A firmeza dos líderes também afetará a vida dos demais.
Um líder é alguém como todo mundo. Sente o que todo mundo sente. O líder deve ser alguém que busca auxílio diretamente de Deus. Recorre sempre ao Senhor para aprender a arte de exercer liderança.
II. O QUE É LIDERANÇA ESPIRITUAL
“Liderança é a capacidade de reconhecer as habilidades especiais e as limitações dos outros, associada à capacidade de introduzir cada um dentro do serviço que desempenhará melhor.”
1- Liderança é uma responsabilidade tremenda. Liderança espiritual é uma responsabilidade maior ainda. O líder deve ser o exemplo, seus liderados devem correr juntamente com ele na área espiritual. Ele é exortado a fazê-lo com diligência, não por constrangimento, e sim de maneira espontânea (1Pe 5.1-4), certo de que um dia prestará contas da sua liderança (Hb 13.17). Isso faz com que os líderes sejam pessoas que devem andar com Deus para não virem a errar em sua liderança e sejam causa de desgraças na vida de outros.
Aquele que é líder, e exerce liderança espiritual, confia em Deus, obedece aos Seus mandamentos, procura compreender qual é a vontade de Deus e anda nela, tem uma dependência em Deus. A liderança espiritual é dada por Deus, por meio do Espírito Santo àqueles que Ele acha por bem designar. O homem não escolhe, mas atende ao chamado de Deus, por isso é uma tarefa celeste.
É dito que qualquer pessoa que consegue influenciar alguém a realizar alguma coisa, consegue liderar tal pessoa. Com isso, pode-se dizer que liderança é influência. O líder deve procurar influenciar o povo de Deus a buscar cumprir os intentos de Deus. é claro que o maior impacto, a maior influência que o líder de Deus pode exercer na vida de uma outra pessoa é a da transformação. Transformar a vida de outros é um grande prazer para o líder, sobretudo porque ele vê o seu suor sendo frutificado. Verifica a Pessoa de Cristo sendo formada na vida de um liderado seu. Com certeza, uma tarefa gratificante. As maiores mudanças que ocorrem na vida de uma pessoa, é exercida mediante aquele a quem ela tem maior contato. “Os grandes líderes influenciam-nos a ir a lugares que nunca iríamos por conta própria e a fazermos coisas de que nunca tínhamos pensado que fôssemos capazes”
2 “O que é mais importante, a pessoa ou a tarefa?
Essa é uma questão que tem causado tensão há séculos. O que é certo depende do que você está fazendo.
Se você estiver em uma festa, as pessoas soa fundamentais.
Se você estiver apagando um incêndio, a tarefa é fundamental.
Salmo 78.72 responde a essa pergunta com um diamante resplandecente: ‘E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas’ É função dos líderes alimentar e guiar”
III. QUALIDADES NA VIDA DE UM LÍDER 
1. Qualidades Espirituais É indispensável que o líder caminhe ao lado e com Deus na liderança. Para isso, é necessário que o coração do líder seja inteiramente de Deus (2Cr 16.9). Sendo assim, o líder é uma pessoa que procura com intensidade ter ou possuir uma elevada estatura espiritual. O padrão divino para o líder é extremamente elevado, para que ele possa atingir o padrão de Deus, é necessário obediência plena da parte dele. Seu viver deve ser irrepreensível. O que ele ensina em relação às verdades espirituais da Palavra de Deus, devem condizer com a verdade. Não deve acontecer de que um membro chegue diante dele e o acusa de não estar praticando o que prega, de não estar cumprindo este ou aquele outro mandamento da Palavra de Deus. Temos na vida de Daniel um grande exemplo: ele era irrepreensível, não havia nada que as pessoas podiam falar com relação a faltas em sua vida. Sendo assim, seus inimigos tentaram achar algo para acusá-lo na lei de Deus. Nada encontraram. Por fim, tiveram que fazer algo para que ele viesse a cair, mas sua vida espiritual era tão elevada que mesmo diante do decreto do rei, ele não sucumbiu. Sua firmeza espiritual foi o seu segredo (Dn 6).
As qualidades espirituais devem ser prioridades absolutas na vida do líder. Se ele assim proceder, as pessoas irão querer imitar o seu exemplo.
2. Qualidades Morais Os líderes devem possuir uma vida limpa, isso não deve ser por medo dos liderados, mas sim pelo temor diante de Deus, por querer agradá-lo. Nas Escrituras, temos um exemplo bastante forte deste padrão moral que o líder deve ter. José se recusou a ter relações sexuais com a mulher de Potifar, não por temer a Potifar, mas por temer cometer tamanho pecado diante de Deus (Gn 39.7-21).
Ter uma vida moral reta é algo que não tem preço. Não se pode comprar. Tendo uma vida limpa perante Deus e os demais, o líder terá uma visão clara de seus alvos e objetivos, será mais fácil para ele alcançar seus objetivos assim.
Pessoas com problemas de visão procuram um oftalmologista para corrigir o problema. Líderes com problemas em sua vida moral, terão uma visão distorcida do ministério, não mais agirão com clareza. Por isso, é fator primordial ter uma vida limpa.
3. Qualidades Pessoais. Cada líder tem a sua própria personalidade. Ninguém é igual a ninguém. Porém há qualidades pessoais que cada líder deveria ter preocupação. Um líder deve estabelecer alvos pessoais. Ele deve estabelecer alvos para si mesmo, bem como para sua congregação (Rm 12.3; Fp 3.14).
O líder é uma pessoa cuja influência se faz sentir em todos os aspectos. Por onde quer que vá, ele é alvo de observações e por isso há de exercer uma influência na vida das pessoas que o cercam. Ele não deve procurar fazer certas coisas somente para que outras pessoas vejam que ele está fazendo, mas ele deve ter em sua mente que quando ele faz alguma coisa os outros estão observando o seu modo de fazer ou agir. Até mesmo tudo o que o líder fala, faz ou pensa serve para influenciar os seus liderados, quer positiva, quer negativamente. De uma maneira ou de outra, o líder, influenciará os seus liderados em tudo o que faz, portanto, é necessário que se tenha o máximo cuidado para não ser uma influência negativa na vida deles.
IV. AS QUALIFICAÇÕES ESPIRITUAIS DE UM LÍDER
Deus está a procura de líderes. Líderes que tenham o coração voltado para Ele, para Sua obra. Pessoas cujo coração é do Senhor. O apóstolo Paulo, aconselhando a Timóteo (1Tm 4.6-16), nos deixou as especificações para o ministro que Deus está procurando, o bom ministro de Cristo e os meios para se chegar a tal:
1) Os perigos espirituais – Paulo estava ensinando a Timóteo a maneira de como se deve proceder na Casa de Deus e assim, advertindo contra as doutrinas falsas (v.6).
2) Nutrição através da Palavra de Deus – uma doutrina correta, a sã doutrina, é a base do ensino. Sabemos que a Palavra de Deus é recebida pela fé, ela, por sua vez, faz aumentar a nossa fé, desenvolvendo a nossa vida espiritual. O bom ministro de Cristo deve saber, expor e definir as doutrinas fundamentais e ensinar aos liderados o que a Bíblia diz (v.6).
3) O exercício da piedade – a boa doutrina deve ser pura. A piedade é o caráter e a semelhança de Deus. O conselho de Paulo a Timóteo era o de fazer o exercício pessoal, tanto quanto o espiritual (vs.7,8).
4) Esforço no serviço – além de ser piedoso, o bom ministro de Cristo deve esforçar-se no desempenho do serviço, além das lutas contra as forças do mal, pois sabe que é sustentado por Deus, O “Conservador de todos os homens” (v.10).
5) Exemplo por sua vida – uma das coisas mais importantes na vida de Timóteo era o seu exemplo. Para ser padrão exige-se um exemplo bastante elevado. Se Timóteo fosse padrão apenas na Palavra e não no procedimento, ele se tornaria imprestável para o ministério. Sem amor, não se pode viver. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Se não for puro, a impureza há de derrubar por completo a vida do líder (v.12).
6) Ministério em público – é dividido por Paulo em três partes: leitura, exortação e ensino (v.13). Leitura da Palavra de Deus ao público, exortação em relação ao texto lido e o ensino, a instrução das verdades da fé cristã.
7) Desenvolver do dom – o líder deve saber qual é o seu dom e desenvolvê-lo (v.7), deve colocar seu dom ou dons em prática, caso não o faça ficará atrofiado e a Igreja de Cristo sai perdendo. O crente tem a responsabilidade de usar e desenvolver o seu dom, nas parábolas das dez minas (Lc 19.11-27) e na dos talentos (Mt 25.14-30) vemos uma ilustração clara dessa verdade.
8) Meditação na Palavra de Deus – quando o bom ministro de Cristo está meditando na Palavra, seu entendimento se abre com o auxílio do Espírito Santo e a todos é manifesto o seu poder na vida (v.15).
9) Diligência no serviço – é dito que o não nos custa nada, damos pouco ou até mesmo nenhum valor (com algumas exceções). O servo de Cristo que não demonstra zelo e diligência no exercício do seu ministério não será de forma alguma bem sucedido em seu proceder (v.15).
10) Cuidado de ti mesmo e da doutrina – ele cuida-se a si próprio (v.16) e também da preservação da pureza da doutrina que aprendera. Um perigo é que muitas vezes o servo de Cristo se ocupa de maneira tão intensa no serviço do Mestre que se esquece, descuida ou negligencia a sua vida espiritual. Por isso, Paulo exorta: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”.
V. O LÍDER QUE DEUS PROCURA
1. Quanto a Sua Moral:
a) Irrepreensível: o líder deve ser uma pessoa irrepreensível em tudo porque qualquer defeito em sua vida poderá vir a ser reproduzido na vida dos outros membros da Igreja. É ser uma pessoa respeitadora, que não tenha com o que possam acusar, sem manchas (Lc 1.5,6).
b) Esposo de uma Só Mulher: a moral do líder deve ser exemplar. Isso é evidenciado logo por sua total devoção a sua esposa (1Tm 3.2; Tt 1.6).
2. Quanto ao Seu Modo de Viver:
a) Temperante: é ser equilibrado. Ser equilibrado em seus atos. Uma pessoa moderada, para que isso seja possível, deve ser vigilante para que não venha ser levado aos extremos por qualquer paixão (Tt 2.2).
b) Sóbrio: é equilibrado ou moderado em seu modo de pensar. Uma pessoa sensata, ajuizada. Ao tomar decisões usa de sabedoria (1Tm 3.2; 2Tm 4.5; 1Pe 1.13).
c) Modesto: é equilibrado ou moderado em seus próprios desejos. Alguém que é despretensioso, tendo como sua única ambição servir ao Senhor. Simplicidade no modo de se apresentar, de falar de si mesmo (1Tm 3.2).
3. Quanto ao Seu Serviço:
a) Hospitaleiro: para o desempenho do seu serviço, torna-se essencial para o líder esta qualidade. Ele deve demonstrar a sua bondade e dar exemplo para com todos no sentido de ser um bom hospedeiro em sua própria casa (Rm 12.13; Hb 13.2; 1Tm 3.2; Tt 1.8).
b) Apto para Ensinar: o líder precisa ter uma certa aptidão para ensinar. Entre os crentes sempre há a necessidade de ensino e esta oportunidade não deve de forma alguma ser negligenciada pelo líder, ele deve procurar aproveitá-la ao máximo possível. Ele deve ensinar a outros e treinar líderes (1Tm 3.2; Tt 1.9).
4. Quanto às Suas Atitudes:
a) Não Dado ao Vinho: isto demonstra domínio de si mesmo. O líder deve procurar ter domínio próprio e fazer com que não tenha apetites carnais (1Tm 3.3; Tt 1.7).
b) Não Violento: também requer o domínio próprio. É alguém que não é dominado pela ira. Não descarrega seus problemas ou anseios e dificuldades sobre outrem (1Tm 3.3; Tt 1.7).
c) Cordato: justamente o contrário do homem que é violento em modo de agir. É alguém cuja natureza é calma, prudente e bem controlado. Pessoa que tem bom senso. É moderado em sua forma de agir (1Tm 3.3; Tt 3.2).
d) Inimigo de Contendas: o seu modo de vida despreza a competição com uma outra pessoa. Não usa de rivalidades. Não entra em lutas com outra pessoa (1Tm 3.3; 1Co 1.11; 3.3).
e) Não Avarento: não é uma pessoa escrava do desejo de acumular riquezas para si. Não é dominado pela avareza, não tem apego demasiado ou sórdido pelo dinheiro (1Tm 3.3).
f) Governe Bem Sua Própria Casa: não assume o papel de ditador. A sua autoridade deve ser moral e espiritual, usando para isso a autoridade da Palavra de Deus (1Tm 3.4).
g) Criar os Filhos Sob Disciplina: se ele, na qualidade de líder, não sabe governar a sua própria casa e seus próprios filhos, “como cuidará da Igreja de Deus?” (1Tm 3.4).
h) Respeitoso: sabemos que “é necessário” ter essa qualidade. Como se pode respeitar um homem que não tenha convicções, fala sempre de acordo com o pensamento de seus ouvintes? Ele deve ser uma pessoa de “uma só palavra” (1Tm 3.4)
VI. CONHECENDO AS QUALIDADES DE LIDERANÇA DO LÍDER
O líder de Deus deve possuir características ímpares que o colocam como um legítimo representante do Senhor Jesus Cristo. É claro que existem muitas outras qualidades que um líder deva ter, mas nós citaremos apenas as seguintes:
1) Integridade: um líder que não é íntegro em sua vida pessoal não é um verdadeiro líder. integridade requer caráter. Para que um líder seja íntegro, ele deve ser sincero, esta sinceridade é verificada em seu viver diário: nas conversações, no agir, nas finanças, no serviço. A integridade faz parte da vida do líder. uma vida pura, sem manchas demonstra integridade. Ninguém pode falar mal do líder que assim procede.
2) Determinação: para o líder, o ser determinado faz com não tenha receios em executar seus planos. Ele deve possuir determinação para fazer a obra de Deus, para corrigir os problemas na igreja, para iniciar trabalhos, e tudo quanto mais é possível. “De muitas maneiras, toda a vida e todo o ministério de Jesus abrangeram o estabelecimento de prioridades e sua firmeza em não se desviar delas. Quando ele disse: ‘Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos’, Jesus falou da necessidade de não sermos desviados da nossa meta real e importante, mesmo em situações de emergência que possam solicitar a nossa atenção (Mateus 8.22). , [...] Atenda às suas prioridades e tudo o mais se encaixará em seu devido lugar” [10]
3) Sabedoria: capacidade que uma pessoa tem para fazer do conhecimento que têm adquirido. Sabedoria envolve percepção do coração humano, é saber realmente como as coisas são. “O conhecimento é obtido pelo estudo, mas quando o Espírito enche um homem, Ele concede sabedoria para usar e aplicar esse conhecimento de maneira correta”. [11] O líder deve pedir de Deus a sabedoria para poder dirigir o rebanho. Sem sabedoria o líder fracassará, não conseguirá desempenhar o seu papel, não saberá aconselhar, dialogar, discernir as coisas espirituais. portanto, torna-se fator preponderante o líder ter sabedoria.
4) Disciplinado: um líder que não é disciplinado estará em apuros. Disciplina é primordial para a vida do líder. Ele como ser líder, estudos, estudos evangélicos, Estudos Gospel, liderança, liderar, Líderes, para líderesdeve ser disciplinado em tudo. Deve estabelecer algumas obrigação para reger sua vida. Disciplina, envolve todas as áreas: na vida espiritual, disciplina para com a leitura da Palavra de Deus, oração, exercício do seu dom, dentre outros; na vida particular, disciplina no seu modo de viver, seu testemunho, seu alvos e planos; na vida financeira, disciplina em saber controlar gastos, organizar orçamentos, manter-se longe do amor ao dinheiro. Um líder sem disciplina não saberá o que fazer primeiro, ou que realizar a seguir. Não conseguirá colocar seus projetos em desenvolvimento, ou apenas começará e não conseguirá terminar ou terminará muito além do prazo estipulado.
5) Humor: é uma qualidade que ajuda em muito ao líder de Deus. Esta qualidade pode ser benéfica em situações de pressão, cuja tensão é bastante grande, nessa hora um pouco de humor também pode ajudar. O líder sabe quando se deve usar de humor, pois até mesmo no humor, há lugar e hora certas. Não adianta possuir senso de humor e usá-lo toda hora, em locais e ocasiões impróprias. O líder deve praticar o humor, ser alegre não faz mal a ninguém e dar risadas não é pecado, relaxa.
6) Coragem: o líder deve ter coragem suficiente para enfrentar um erro. Também para tomar decisões difíceis. “Coragem é aquela qualidade de espírito que capacita os homens a enfrentar o perigo, ou a dificuldade, com firmeza, ou sem medo, sem depressão mental”.[12] Uma grande vantagem do líder cristão é que nele habita o Espírito Santo, o líder é templo do Espírito Santo de Deus e isso faz com que ele seja uma pessoa com coragem, ou pelo menos, deva ter coragem. A coragem do líder se vê diante de enfrentar fatos ou condições adversas, quando têm de ser firme ou enfrentar oposição, ele é corajoso para dizer o que está certo ou errado, não teme ser reprimido pelo povo, pois sabe o que é certo e fica firme na posição, se esta tem respaldo bíblico. A coragem do líder fará com que a igreja o siga. Muitos podem temer enfrentar tal situação ou empreender tal plano ou projeto, o líder de coragem enfrenta sem vacilar, pois sabe que com ele está o Senhor. coragem leva a ousadia. Ousadia é fazer coisas diferentes que deixam uma marca. Uma marca na vida da família, das pessoas, da congregação, do povo, do bairro…
7) Poder Inspirativo:
o líder de Deus é alguém cuja presença, cujo modo de falar, de agir, inspira as pessoas para o serviço. Ele é capaz de incendiar as pessoas para a realização de algo. Sua energia faz com que as pessoas queiram colaborar para o bom andamento da obra de Deus. O líder tem também um grande poder de iniciativa. Sabe o que deve ser feito, quando, como e por isso conduz as pessoas a realizar também. Juntamente com isso vem a capacidade do líder de transformar a sua visão em ação, é a sua habilidade executiva. Um líder que apenas sabe o que deve ser feito, sabe discernir espiritualmente as coisas, mas não tem capacidade para executar, para colocar o plano em ação terá inúmeros problemas.
VII. A MANIFESTAÇÃO DA LIDERANÇA
1. O Líder Deve Aprender a Obediência O ato ou efeito de obedecer. Estar sujeito à autoridade legítima de alguém. A Bíblia tem muito a dizer sobre a obediência. O líder não está isento do dever de praticá-la. Nosso exemplo maior de obediência foi o Senhor Jesus Cristo. O Rei da Glória, o Senhor dos Senhores, O Criador do universo e de tudo quanto nele há, foi obediente. Não há exemplo maior! Notemos que nosso Mestre também aprendeu a obediência: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.7-9). Do mesmo modo como nosso Senhor Jesus Cristo, cada um de nós, deve aprender a obedecer. O ser humano, geralmente, não consente em obedecer, mas, não é isso que somos exortados a fazer.
Agora, Cristo não somente aprendeu a obediência, mas também praticou a obediência. Ele, sendo Deus, poderia muito bem não se submeter a vergonhosa cruz que lhe foi proposta. Aprendemos que Ele não levou isso em conta, antes, “assumindo a forma de servo…a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-8). Este é o maior exemplo de obediência. Exemplo esse que cada líder deve seguir, a obediência em todos os aspectos de sua vida. torna-se claro, portanto, que o líder deve tomar por decisão obedecer aos claros mandamentos da Palavra de Deus.
Na Bíblia, encontramos muitas “oportunidades perdidas” de pessoas que literalmente não obedeceram ao claro mandamento de Deus:
1) A Oportunidade Perdida de Israel: no deserto, em Cades-Barnéia, não acreditaram na Palavra de Deus (Nm 13). Avançar significaria posse imediata da Terra Prometida. Não haveria Jordão para atravessar, nem 38 anos de peregrinação, nem morte no deserto para a geração que contemplara as glórias da terra onde manavam leite e mel. Aparentemente, pensamos que Deus aprovou o envio dos espias, mas Deuteronômio 1.22 nos ensina que isso partiu do coração do homem. Como sempre acontece, Deus permitiu uma ação que era compatível com a Sua vontade permissiva. Ele permitiu que Moisés enviasse os espias. O resultado foi que não entraram na terra. Por causa da desobediência a Deus tiveram que enfrentar a experiência no deserto.
2) A Oportunidade Perdida de Moisés: um dos momentos mais cruciais da vida de Moisés foi a sua experiência na rocha em Meribá (Nm 20.7-13). Ele recebera a ordem de Deus para falar à rocha e desta sairia a água para o povo. No entanto, Moisés feriu a rocha duas vezes. um erro trágico! Primeiro, um ato claramente desobediente para com Deus; segundo, Cristo, nossa Rocha foi ferido uma única vez. Pela seriedade da desobediência de Moisés (e também de Arão), não entrou na Terra.
3) A Oportunidade Perdida de Saul: ele fora o primeiro rei de Israel. Também ficou conhecido o rei que perdeu a coroa (1Sm 13.1-14). Foi ungido rei em Gilgal e lá perdeu o reinado (1Sm 15.26-28; 28.17). Seu pecado fora o de oferecer sacrifícios, coisa essa que somente os sacerdotes podiam realizar (Lv 16). Se ele não tivesse se precipitado, o reino seria dele para sempre. Desobedeceu e perdeu.
“Obediência é melhor que restauração” (Pr. Shaw).
A obediência do líder de Deus é de suma importância para obter sucesso em sua vida. se falhar as consequências serão trágicas como o foram na vida dos exemplos citados acima. Nosso Mestre, o Senhor Jesus Cristo, ensinou que obedecer a Deus é muito mais importante do que qualquer outra coisa, mais importante até mesmo que o alimento físico (Mt 4.1-4).
Os maiores erros que cometemos nesta vida são geralmente devidos à nossa impaciência em aguardar o tempo de Deus.
2. O Líder Deve Saber Perdoar Quem não sabe perdoar não está apto a liderar. O perdão é um fator importantíssimo em nosso meio. Ninguém é perfeito, por isso, torna-se tão necessário que o perdão seja exercido. O principal motivo pelo qual nós devemos perdoar àqueles que nos ofenderam é que, em primeiro lugar Cristo nos perdoou (Ef 4.32; Cl 3.13). Não há escolha, temos que perdoar.
Para o líder é fator primordial dar o exemplo no perdoar. Não interessa se ele foi o ofensor ou o ofendido, a Bíblia deixa claro que deve haver a responsabilidade de perdoar. O que acontece, é que geralmente se espera que aquele que ofendeu deva procurar o ofendido, mas o contrário também é ensinado nas Escrituras e ainda exortado a fazê-lo (Mt 5.23,24; 18.21,22; Mc 11.25,26; Lc 17.3,4).
Quando se perdoa, nossa obrigação é a de esquecermos do fato, não tocar mais no assunto e vivermos em paz com a pessoa referida (Mt 18.23-35).
Nosso Deus perdoou o nosso pecado. Que amor genuíno Ele demonstrou por nós. Seu perdão foi evidenciado ao mandar Seu Filho para morrer em uma cruel cruz por nós. Pela morte de Cristo, Deus pôde ser justo em perdoar os nossos pecados (Jo 3.16; Gl 4.4).
O líder que não sabe perdoar, simplesmente não está aplicando o mandamento de Cristo. É uma pessoa hipócrita, pois se ele foi perdoado por Deus, sem merecer esse perdão, por que é que não pode fazer o mesmo? O saber perdoar é divino.
3. O Líder e a Vida de Visão e Planejamento Uma das maiores preocupações do líder de Deus se diz respeito a visão. Visão é algo que está bem claro na mente do líder, uma imagem nítida, na qual ele quer que os liderados sejam ou façam. Tende esta imagem de maneira nítida em sua mente, o líder planejará o melhor método para se alcançar esta visão, como irá transformar isso em ação.
A concentração de um líder não deve estar no passado nem no presente, mas no futuro. Ele é uma pessoa que sempre está a frente das pessoas, vê mais e vê além que os demais, e também na imensa maioria das vezes, ele é alguém que vê antes de todos os outros. Geralmente se diz que líderes com visão, são líderes pioneiros. São o tipo de pessoa que nos conduzem a territórios ainda não explorados por qualquer outro. “Todos os homens sonham; mas não igual. Aqueles que sonham à noite nos recessos empoeirados de sua mente acordam para descobrir que foi vaidade; mas os sonhadores do dia são homens perigosos, que podem conduzir seus sonhos com olhos abertos para fazê-lo possível.” (T.E. Lawrence).
O planejamento do futuro deve ser uma grande responsabilidade do líder. Ele deve olhar para o horizonte e verificar as possibilidades e as impossibilidades, e até quem sabe, torná-las possíveis.
Neemias era um homem de visão. mesmo distante de sua Terra, pois estava em cativeiro, ele recebera a visão de reconstruir as muralhas de Jerusalém. Era um servo, copeiro do rei Artaxerxes, da Pérsia. Então, a missão de Neemias, era transformar sua visão em realidade, seu planejamento em objetivos realizados. O primeiro passo que Neemias dera foi em sentido a oração. Depois, falou com o rei Artaxerxes. Mais tarde, em Jerusalém, com o plano em sua mente, os meios necessários, e o poder de Deus para realizar e derrotar os inimigos e a oposição, transformou a sua visão em ação. “O que distingue o verdadeiro líder dos outros; é o fato de ele possuir uma visão. Isso é importante porque constitui a chave mestra para um liderança vitoriosa.” [13] “É a visão que dá base e sustentação a todo ato de liderança. Sem visão não pode haver uma missão adequada. Sem missão, não há possibilidade de um produtivo programa de metas. Sem o programa de metas não há liderança. Sem liderança, o mundo enfraquece em pecado e tristeza. A liderança começa com uma visão”. [14] O líder deve executar a visão de Deus a partir de sua vida.
4. O Líder Deve Ter uma Vida de Oração .Oração é falar com Deus, é conversamos com Ele de maneira simples e objetiva, ao passo que Deus fala conosco através de Sua Palavra. Oração deve advir do desejo da alma em estar em perfeita comunhão com nosso Pai celeste. “Se existe algo essencial sobre a oração é que ela fortalece o nosso relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por essa razão, orar é mais uma questão de ‘querer’ do que de ‘dever’”. [15] Muitas vezes, o líder se encontra sob o peso da responsabilidade da liderança para com os liderados. Esse peso pode drenar-lhe muito de suas forças e energias. Quando este se encontra sobrecarregado com o peso do ministério e as várias circunstâncias que podem estar a sua volta, provavelmente o único meio de vir a aliviar sua tensão, é através da oração. A oração deve ser a base para todo líder prosseguir com o seu ministério. Sem oração não existe liderança. O líder deve ser exemplo.
Por meio da oração, o líder busca saber a orientação de Deus para os determinados fins que inspira realizar. As vitórias são conquistadas quando os joelhos são dobrados diante de Deus. Uma grande verdade que tenho aprendido é “Tudo o que nasce de joelhos, nasce para ficar em pé”. A oração é a nossa maior arma. É o maior meio de nós temos para recorrer aos recursos infinitos de Deus.
Novamente, nosso maior exemplo é o Senhor Cristo. Ele começou Seu ministério terreno em oração. Deu prosseguimento ao ministério em oração e terminou a Sua vida aqui na terra da mesma forma que iniciou, em oração (Mt 26.39-42; Lc 5.16; 22.41-44). Que belíssimo exemplo a ser seguido, imitado, almejado.
Qualquer obra que for feita, deve ser em oração. Os servos de Deus, em comunhão com Deus, têm ousadia em falar com Deus. Da mesma forma que Neemias teve ousadia em falar com o rei. O líder deve andar tão perto de Deus de forma que possa vir a dizer o mesmo que Neemias (Ne 1.10; 2.1-8). A oração é uma verdadeira luta, uma luta que o obreiro de Deus deve tratar sem se cansar. A oração deve ser como sangue, passa em nossas veias diariamente. As palavras de J. Edgar Hoover são importantes: “A força da oração é maior que qualquer possível combinação de poderes controlados pelo homem, pois a oração é o maior meio que o homem tem de recorrer aos recursos infinitos de Deus”.
Sem oração o líder não vai a lugar algum. Não se pode conduzir o rebanho de Deus sem oração. O líder que negligencia esta ferramenta não conseguirá obter o poder de Deus. Não dá para negar que há uma necessidade extrema de o líder ser uma pessoa de oração. Oração é guerra, guerra espiritual.
5. O Líder e a Humildade. Humildade é uma característica que o próprio Cristo demonstrou e com isso Ele esperava que os seus seguidores a possuam também. Ela traz serenidade e equilíbrio ao líder. Um dos grandes exemplos de humildade demonstrado por Cristo foi no lavar dos pés dos discípulos (Jo 13.1-11). Ele não se importou em se rebaixar perante. Deu o exemplo. O líder deve ser um servo, deve ir de encontro às necessidades dos liderados. Meio para se cultivar a humildade: Cristo deve ser o Senhor de nossas vidas. Ele deve viver em nós. Entronizando a Cristo em nosso coração iremos obedecê-lo. Cristo ensinou a seus discípulos a simplicidade e a humildade de uma vida de oração. Temos nas Escrituras Sagradas um princípio que rege que a nossa força é aperfeiçoada na fraqueza (2Co 12.9,10). O líder deve estar disposto a reconhecer a sua fraqueza. Fazendo assim, estará exercitando a humildade e com isso, Deus poderá auxiliá-lo de forma mais precisa, pois este líder reconhece que por si só não tem a capacidade de resolução. O líder que não agir dessa maneira ficará mais e mais enfraquecido, porque estará dependendo de si mesmo, não estará seguindo o exemplo do Mestre, quanto menos agradará o Senhor.
Muitas vezes, o líder é criticado por não fazer isso, ou aquilo; a maneira com que o líder deve reagir mediante tais críticas é essencial. Uma atitude de humildade geralmente faz com que essas críticas sejam para crescimento do líder. A sua humildade em admitir os seus erros, geralmente capacita os demais em admitir os seus também.
Aquele que é humilde está livre do temível orgulho, bem como da arrogância. É uma pessoa prestativa, porque não se coloca como auto-suficiente, sabe que não pode confiar em si mesmo. No entanto, a pessoa humilde sabe quais são suas qualidades, seus dons, seus talentos. Ser humilde faz com que nos coloquemos em lugar inferior ao que mereço.
“A humildade é importante para o líder porque as pessoas seguem mais entusiasticamente aquele cuja motivação não é servir-se a si mesmo. Se todos os outros fatores forem iguais, o líder humilde está mais perto de alcançar seus objetivos. Por quê? Porque seu objetivo é beneficiar a todo o grupo, e não o seu engrandecimento pessoal. A alegria do líder humilde provém de ver o grupo caminhar no sentido de atender às reais necessidades do grupo. a liderança que não possui essa qualidade, essa expressão de amor, inevitavelmente perde a credibilidade” [16] CONCLUSÃO Neste trabalho pude aprender muito sobre como deve atuar o verdadeiro líder de Deus e como ele deve desempenhar a sua liderança em meio a comunidade.
O desejo do coração de Deus é formar Cristo no coração de cada filho seu. Os líderes que Ele têm levantado devem dar o exemplo. Devem procurar serem líderes de verdade, líderes que almejam estar com Cristo, que almejam uma comunhão íntima com o Mestre, o Líder dos líderes, o Líder por Excelência.
Os princípios que apresentei aqui são de extrema importância. É fundamental para o bom ministro de Cristo seguí-los e principalmente praticá-los. Procurar exercer uma vida padrão diante de Deus. Liderança não é brincadeira. O líder tem que estar caminhando com Deus para poder exercer o ministério que lhe foi confiado. Deus capacita o líder que quer fazer a Sua vontade, os princípios, qualidades para um bom líder são outorgados pelo Espírito ao líder desejoso de cumprir a sua missão.
Devemos agradar a nosso Deus em nosso viver diário. Para isso, temos que praticar o que a Sua Palavra nos fala, nos ensina. O bom líder, ministro de Cristo, fará a vontade de Deus e se submeterá ao senhorio de Cristo.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBER, Cyril J. Neemias e a Dinâmica da Liderança Eficaz. São Paulo, SP.: Editora Vida, 1999.
BRINER, Bob. Os Métodos de Administração de Jesus: com 12 executivos, Ele criou a maior “empresa” do mundo. São Paulo, SP.: Nexo Editorial, 1999.
CAMPANHÃ, Josué. Segredos da Liderança: Diretrizes práticas para um liderança bem-sucedida. São Paulo, SP.: Editora Vida, 1999.
ENGSTROM, Ted W. Como se Forma um Líder Cristão. Portugal: Núcleo Editora, 1984.
FINZEL, Hans. Dez Erros que um Líder Não Pode Cometer. São Paulo: Edições Vida Nova, 1999 HABECKER, Eugene B. Redescobrindo a Alma da Liderança. São Paulo, SP.: Editora Vida, 1998.
HAGGAI, John. Seja um Líder de Verdade: Liderança que permanece para um mundo em transformação. Venda Nova, MG.: Editora Betânia, 1990.
JONES, Kenneth. Orientação para um Líder: A Primeira Epístola a Timóteo. Carangola, MG.: Editora Dois Irmãos Ltda., 1986.
RYRIE, Charles Caldwell. A Bíblia Anotada. São Paulo, SP.: Editora Mundo Cristão, 1994, Versão Almeida, Revista e Atualizada.
SANDERS, J. Oswald. Liderança Espiritual: Os atributos que Deus valoriza na vida de homens e mulheres para exercerem liderança. São Paulo, SP.: Editora Mundo Cristão, 1997.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

As dez minas


Rodolfo Garcia Montosa

Baseado em Lucas 19:11-27

A viagem por Samaria estava chegando ao fim. Finalmente eles estavam por adentrar Jerusalém. Quanta expectativa! Pensavam que finalmente o Rei assumiria seu posto, acabando com o governo romano. Logo depois desse último episódio, já estava tudo preparado para receber Jesus de maneira triunfal na cidade da paz. Mal sabiam que, em uma semana, o Rei seria morto. Mas, por enquanto, aproveitando todo esse contexto, Jesus resolve contar mais uma de suas histórias reveladoras e desafiadoras.

Conta-nos que um homem haveria de retirar-se para ser coroado rei. Muitos não aceitaram seu reinado, o que não o impediu de receber tal posição. Antes de sair, chamou dez servos e distribuiu dez minaspara cada, ordenando-lhes que trabalhassem aqueles recursos. Quando do seu retorno, já como rei, chamou seus servos para a prestação de contas. Uns tiveram ganhos expressivos com as minas, recebendo prêmios de cidades para cuidar. Outro não produziu nada, recebendo dura crítica, além de perder as minas que tinha. Aqueles que o rejeitaram foram considerados como inimigos e mortos. Três grupos distintos de pessoas, cada qual com posicionamentos diferentes perante o Rei.

Em primeiro lugar temos o grupo dos que rejeitam a Jesus. Estes manifestam repulsa (Lucas 19.14) logo que o Senhor lhes anuncia que iria ser coroado. Enquanto outros proclamariam "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lucas 19.38), esse grupo chamou Jesus de rei negativamente por quatro vezes, caçoando e provocando, sendo duas perante Pilatos (Lucas 23.2-3) e duas na cruz (Lucas 23.37-38), como que emitindo sua decisão: Não o queremos governando sobre nós! O grupo o crucificou com palavras e ações. Seu destino foi ser destruído (Lucas 19.27).           

Já o grupo dos que desobedecem a Jesus estão representados por aquele que não trabalhou as minasrecebidas. O fato de ter recebido as mesmas minas demonstra que era de confiança. Acontece que não compreendeu a vontade do Senhor, interpretando mal seu caráter e não trabalhando em nada os recursos que recebera. Está desconectado do coração do Senhor e não percebe que foi chamado para dar continuidade a seus negócios enquanto ele estivesse ausente, fazendo o que ele mesmo faria, pensando como ele pensaria, investindo tempo onde ele mesmo investiria. Ao menos se aplicasse asminas nas mãos de terceiros teriam alguns rendimentos. Ocupou sete dos dezessete versículos que reflete desaprovação, desinteresse, desobediência. Seu destino é perder todos os recursos do Senhordepois de sua volta (Lucas 19.24-26).    

Por último, o grupo dos que se envolvem com Jesus tem ganho em cima de ganho. Para eles não basta ser um membro do reino de seu Senhor, mas importa participar da vida dele. Não precisam de muitas informações para se engajar, envolver, dedicar. Aplicam-se em multiplicar os recursos que receberam. Para esse grupo, obediência é coisa levada a sério. Para o Senhor também. O reino é muito maior que as poucas minas. O período da ausência serviu para testar a fidelidade dos servos. Por isso, para cadamina multiplicada, uma cidade inteira é dada. Seu destino é ganhar muito além do que produziram.

Ele conta essa história para mudar a nossa história. Ainda restaram sete outros servos sobre os quais não se falou nada. Estes representam nossas vidas. Estamos vivendo o tempo da ausência do Senhor. Recebemos minas do Senhor, dons e talentos para serem usados. O galardão é generoso, pois nosso Senhor é abençoador e nos envolve em seus interesses. Ele voltará a qualquer momento e nos perguntará o que temos feito com as minas que recebemos. Portanto, deixe de lado todo o tipo de medo e dedique-se à obra do Senhor. Acorde! Desperte! Envolva-se! Ainda há tempo!

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o sitehttp://www.institutojetro.com/