Ética e Liderança Cristã

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

10 Dicas para uma Liderança de Sucesso

Liderar pessoas pode ser um desafio, mas é também um grande privilégio. E o mais interessante é perceber que a maioria das ações, atitudes e comportamentos que nos levam a uma liderança de sucesso não dependem de dons ou talentos, mas de interesse, intenção, vontade, dedicação e disciplina.
Aqui vão 10 dicas que, apesar de simples, podem revolucionar a sua liderança e transformar a vida daqueles que você lidera:

Conheça-se
Antes de conhecer e liderar outras pessoas é preciso fazê-lo a si mesmo por meio do autoconhecimento e da autoliderança. Por isso, separe alguns minutos do seu dia para refletir sobre o que tem feito e o que precisa fazer para aproximar-se do líder que você deseja ser.

Lidere pelo exemplo
Deixe que suas atitudes falem mais alto que suas palavras. Aquela história do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não funciona em liderança. Por isso, em termos de comportamento e atitude, não exija das pessoas aquilo que você mesmo não esta fazendo.

Construa o alicerce
Liderança é relacionamento e, sem que haja transparência e confiança, ela fica comprometida, já que normalmente as pessoas não se relacionam bem com aqueles em quem não confiam. Portanto, antes de qualquer outra coisa, construa relações de confiança com as pessoas.

Gerencie coisas, lidere pessoas
Gestão tem a ver com metas, recursos, processos, orçamentos etc. Liderança diz respeito a pessoas. Não tente controlar pessoas como se fossem coisas, mas lidere-as, demonstre interesse por elas, aproxime-se delas, trate-as não apenas como um recurso, mas como seres humanos.

Seja corajoso
Líderes de sucesso são corajosos e isso não significa ausência de medo, mas aprender a reconhecer seus medos, enfrentar a realidade de cada situação e escolher a melhor maneira de agir para que os objetivos sejam alcançados.

Pratique a humildade
Além de coragem, líderes de sucesso demonstram humildade em reconhecer seus erros e pontos fracos, permitindo que os outros se disponham a ajudá-lo.

Valorize as críticas
Sempre haverá pessoas que discordam do seu estilo de liderança ou das coisas que você faz. Tente entender os seus pontos de vista e trabalhe naquilo que pode ajuda-lo a melhorar. Tapinhas nas costas são mais fáceis de aceitar, mas não nos ajudam a melhorar.

Realize
O líder é responsável por realizar e não necessariamente executar, já que, para isso tem uma equipe. Líderes de sucesso desenvolvem, preparam e empoderam as pessoas para executarem com excelência suas atividades, portanto, reserve tempo em sua agenda para preparar e desenvolver seus liderados, para que você possa realizar mais.

Seja um coach
Crie planos de desenvolvimento e desafie seus liderados, exija deles o melhor, ajuste a rota e dê feedbacks construtivos e constantes. Quando eles te perguntarem sobre como fazer alguma coisa, devolva a pergunta e deixe que eles busquem a solução. Só assim eles se tornarão mais resilientes, proativos e autônomos.

Forme novos líderes
Em liderança, não existe sucesso sem sucessão. Uma liderança sem reprodução é uma liderança sem propósito e sem futuro e que apenas gera equipes dependentes e fracas, comprometendo o próprio trabalho e a continuidade da organização, portanto, forme novos líderes!

Publicado no Blog da Liderança

sábado, 18 de julho de 2015

A diferença entre chefe versus líder


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Motivação da Doação

Enoque Caló

"Este não era o momento de aceitar prata, nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas."
II Reis 5:26

Esta foi a palavra que Eliseu falou para Geazi, seu assistente de ministério.
Uma palavra difícil para orientar seu possível sucessor mesmo sabendo que a situação financeira e econômica do ministério de Eliseu não estava tão boa.
Aprendo nesta lição a importância em "pesar a motivação da doação", independentemente do valor desta. Se olharmos pelo aspecto financeiro a rejeição de Eliseu era quase uma "tolice', como poderia recusar uma oferta milionária para um ministério carente?
Nos versos anteriores podemos perceber Naamã insistindo para que Eliseu aceitasse, mas ele jura em Nome do Senhor que não aceitaria.
Setenta e dois quilos de ouro ultrapassariam hoje, quem sabe, o valor de sete milhões de reais.
E nós, aceitaríamos tal valor ou recusaríamos? Ou até agradeceríamos numa exclamação: Nossa você não imagina o quanto eu estava orando para receber tão grande quantia!
Entendo a preocupação dos líderes em poder ter o sustento para si e para a obra, mas como "dividir" no momento presente a administração das almas e do patrimônio?
Eliseu quando recebe seu chamado estava administrando um patrimônio interessante e muito valioso por sinal: as doze juntas de bois. Ele não era um homem que não havia experimentado um bom momento, ele sabia o que era ter recursos. Após o reconhecimento do seu chamado ele se desfaz do patrimônio e oferece um "grande churrasco" para a população local (I Reis 19.21). Agora, diante do rico Naamã ele tem uma posição de recusa ao dizer: "Eu não aceitarei estes presentes". Fez isso pois pesou a motivação da doação.
Já seu assistente fica transtornado ao ver Eliseu rejeitando todo aquele valor. Ele quebra princípios, usa o nome ou crédito de Eliseu de forma imprópria e coloca seu plano em prática. Porém chegou o momento de encarar a realidade onde estaria novamente na frente de Eliseu. Neste momento Eliseu dá uma palavra de repreensão ao seu assistente que já havia deixado a corrupção tomar conta do seu coração. Interessante que aquilo que é apropriado sem a devida legalidade deverá ser escondido, foi isto que o assistente fez com os setenta quilos de prata e duas mudas de roupas.
O mesmo se aplica nos dias de hoje quando é apresentado patrimônio além da receita e este é colocado em nome de terceiros para que não seja pego por algum órgão fiscalizador.
Fico impressionado como alguns acham simples sustentar uma construção de projetos suntuosos que nem ao menos serão funcionais, passarão setenta por cento do tempo fechado sem utilidade. Poderiam ser abertos para atender a população local com projetos educacionais e sociais afim de que o evangelho fosse conhecido por estas portas, mas geralmente eles não existem.
Até quando a vaidade do nosso coração nos fará ignorar os princípios bíblicos e como nos desprender do material para investir nas pessoas? Será que como Eliseu teremos condição de ignorar o valor patrimonial e transformar este em instrumento de investimento em pessoas?

Sim ou não?
Ao longo do nosso ministério poderemos receber presença de "Naamãs" com presentes caros e significativos. O grande desafio será ter a mesma atitude de Eliseu em saber pesar a motivação da doação e estarmos prontos para rejeitar tais presentes sem perder o foco de colocar em prática o chamado. Ou, podemos ignorar esta sensibilidade e receber toda e qualquer oferta, pois quanto mais, melhor.
Todo momento ou tempo será tempo de receber? Pela instrução dada ao assistente, que não entendeu ou discerniu a motivação da doação, aprendemos que tem tempo de receber, e tempo de não receber.
Ao receber algo no tempo que não deveria ocasionou uma tragédia para o tempo presente do assistente e também para o futuro da sua família. A ambição pelas riquezas pode nos trazer marcas irreparáveis, que inclusive nossa descendência poderá também sofrer as consequências de um ato deliberado por um coração corrompido.
Como nos comportaríamos no lugar de Eliseu? Teremos condição de rejeitar uma proposta ou oferta milionária e estamos dispostos a pesar a motivação da doação?

Publicado em Instituto Jetro

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://boo-box.link/AWNB/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

segunda-feira, 22 de junho de 2015

13 Sugestões Práticas para Pastores Treinarem Novos Líderes

(*) Bobby Jamieson

A maioria dos pastores está bem familiarizada com a tirania do urgente. Geralmente há tantas brechas a tapar que parece impossível diminuir o ritmo e gastar o tempo que é necessário para treinar uma tripulação – isto é, para levantar novos líderes de igreja.
Contudo, como pastor, há diversas razões pelas quais você deve estar regularmente discipulando homens que tenham o potencial para servir como presbíteros, seja na sua igreja ou em outra.

Por que pastores devem treinar líderes

1. A Escritura ordena.
Em 2 Timóteo 2.2, Paulo escreve: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Uma vez que 2 Timóteo não foi escrita somente para Timóteo, mas para todos nós (Romanos 15.4; 2 Timóteo 3.16-17), todo pastor de uma igreja local deve treinar outros homens para serem mestres na igreja.

2. Pastores são mais aptos para treinar outros pastores.
Homens em treinamento para o ministério aprenderão melhor com aqueles que estão envolvidos na obra em tempo integral. Eles obterão sabedoria prática, sensibilidades pessoais e um entendimento minucioso da obra que não teriam de nenhuma outra maneira.

3. A igreja precisa.
Como pastor, você precisa assumir a liderança de levantar líderes, quer esses líderes venham a servir na sua própria igreja como presbíteros, quer eles vão a outro lugar. Se você não discipular líderes, quem o fará?

4. Isso evangeliza futuras gerações.
Um pastor pode fazer uma “obra missionária” para o futuro ao levantar líderes no presente. Quem liderará a sua igreja e evangelizará a sua comunidade quando você se for? Levante líderes agora e você conseguirá anunciar o evangelho não apenas na sua comunidade, mas no futuro.

Como pastores podem treinar líderes
Mas como um pastor super-ocupado, com uma escassa margem de recursos, pode discipular homens para serem líderes de igreja? Aqui está um punhado de sugestões práticas.

1. Compartilhe o seu púlpito (com cautela). Procure maneiras de dar a jovens homens de sua congregação, que sejam doutrinária e pastoralmente confiáveis, oportunidades para pregar e ensinar, ainda que eles não tenham a prática de falar em público.

2. Ensine a sua congregação a cuidar de outras igrejas e dos propósitos mais amplos do reino de Deus. O objetivo é que a igreja como um todo abrace a meta de levantar pastores tanto para si mesma como para outras igrejas. Encoraje-os a ver que isso lhes trará mais benefícios no longo prazo. O seu encorajamento e liderança irão ajudá-los a serem mais generosos, a orar e a ser mais pacientes com homens mais jovens e inexperientes.

3. Ore publicamente por outras igrejas e pastores, pelo nome.

4. Ore publicamente pela propagação do evangelho em outras nações, pelo nome.

5. Procure outras maneiras de oferecer oportunidades de ensino e evangelização a homens mais jovens, como classes de escola dominical, oração pública ou a direção do culto. Treine-os no processo. Faça avaliações construtivas.

6. Mantenha uma “revisão de culto” semanal. Convide quem esteja publicamente envolvido no ministério da igreja a recapitular os eventos do dia. Peça avaliações construtivas de sua pregação ou direção de culto. Seja um modelo de como dar e receber encorajamento e críticas piedosas. (Dicas: enfatize o que for bíblico, teológico, pastoral, em vez do que for de sua preferência pessoal. Seja honesto, mas não lance um monte de críticas sobre os jovens e inexperientes de uma só vez. Procure evidências da graça e certifique-se de que os participantes saiam sentindo-se encorajados e edificados.)

7. Estabeleça um exemplo pessoal de evangelização, amizades com não-cristãos e discipulado de cristãos mais jovens. Olhe para aqueles que começam a imitar seu exemplo e invista especificamente neles.

8. Considere desenvolver um estágio pastoral.

9. Dê grandes quantidades de bons livros. Convide líderes em formação para uma conversa sobre o livro que você lhes deu, uma vez que eles o tenham lido.

10. Convide homens mais jovens para a sua sala de estudos, para que eles leiam e produzam à medida que você faz o mesmo.

11. Convide líderes em formação para que participem do seu processo de preparação do sermão. Discuta o texto com um ou dois outros homens à medida que você estuda. Após obter o ponto principal do texto, convide alguém para pensar em aplicações do sermão com você.

12. Pense em quaisquer janelas em sua vida e ministério que você possa abrir para líderes em formação: refeições em sua casa, tarefas cotidianas, visitas pastorais, compromissos em outras igrejas, conferências.

13. Discuta questões pastorais (que não sejam delicadas) com homens mais jovens e peça-lhes sua contribuição. Isso os treinará a pensar teológica e pastoralmente, e pode até mesmo dar a você uma nova percepção do problema.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel
(*) Bobby Jamieson é doutorando em Novo Testamento na Universidade de Cambridge. Anteriormente, ele trabalhava como editor assistente do Ministério 9Marks, nos EUA.

Publicado em Ministério Fiel


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Exercendo a liderança baseada no poder de Deus

Cezar Andrade Marques de Azevedo

"Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda." (Jo 15:16)

Drucker (1986) já havia chamado atenção para a principal tarefa da administração, que é o de atender uma finalidade produtiva comum. Cabe ao administrador, enquanto no exercício de sua liderança, buscar o atendimento das necessidades legítimas de seus liderados, razão do Senhor exortar para a importância de produzir fruto permanente, fruto este que é obra do Espírito Santo no coração daquele que administra segundo o poder de Deus (I Pd 4:11).
Este fruto, que objetiva a construção de relacionamentos duradouros, se desdobra em nove facetas: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; ..." (Gl 5:22b,23a)
O amor, que encabeça a lista, não se trata de um sentimento, mas de uma atitude que não exige nada em troca, por isso chamado de amor incondicional conforme definição desta palavra segundo o original grego, transliterado por "ágape". Este comportamento tem sua origem na percepção que o homem é a imagem, conforme a semelhança de Deus, portanto devendo ser tratado com todo respeito e apreço, não importando sua atitude. O sentimento pode variar, mas o comportamento não, por ser um ato de vontade, sendo esta a razão do amor ser a base da influência exercida pelo líder sobre seus liderados.
As demais variantes do fruto do Espírito são atributos do amor visto sob outra ótica, por isso todas elas se baseiam no comportamento adotado.
Por gozo entende-se a satisfação de estar com o liderado, resultante do calor humano, pois não há ninguém que não tenha algo a acrescentar. Nós somos seres interdependentes e não podemos fugir a questão levantada por Deus a Caim: "onde está seu irmão?" (Gn 4:9).
Paulo, escrevendo aos Corintios fala do valor de cada membro em particular para o conjunto do corpo, demonstrando que o menor é revestido de maior honra e que qualquer parte que seja não pode prescindir da outra. Se os olhos se rebelarem contra as mãos, basta um cisco para chamar a ajuda delas para que os olhos sejam guiados, enquanto persistem suas trevas momentâneas (I Co 12). Em uma empresa, qualquer cargo ou função ocupada por um indivíduo visa atender a uma necessidade desta organização, sendo imprescindível sua participação, caso contrário não teria sua existência assegurada. Deixe o café de ser feito ou o banheiro de ser limpo e imediatamente se percebe o valor destas tarefas menores para o bem estar de todos.
A paz reflete a ausência de animosidade, permitindo o entendimento harmonioso entre as partes. Ela é fundamental para o exercício da comunicação, pois neutraliza o preconceito, tão maléfico para a compreensão mútua. Jesus fez menção do exercício contínuo do perdão como base para o relacionamento (Mt 18:22), ensinando que sua aplicação se tornou possível por causa do perdão recebido da parte de Deus (Mt 18:27). É preciso entender que Deus renunciou Seu direito de punir o homem na mesma proporção do delito que este cometera, por ter satisfeito Seu senso de justiça na bendita pessoa do Senhor Jesus Cristo, que assumiu este castigo em lugar do homem. Por este ato Deus reconciliou-se com a humanidade, ato este extensivo a todo aquele que o aceita pela fé, sendo declarado justo perante Deus (Rm 3:24).
Assim o erro deve ser tratado com firmeza e honestidade, sem ressentimento, antes respeitando o direito de plena defesa. O ressentimento age como câncer, correndo o relacionamento, motivando a desconfiança e promovendo a discórdia. Uma regra útil para lidar com situações problemáticas é manter o foco sobre o problema, não sobre o indivíduo, buscando soluções eficazes para neutralizar o erro, promover o acerto e reforçar o controle.
Ser longânimo é agir com generosidade e nobreza para com o liderado, pois o relacionamento deve ser baseado na sinceridade, franqueza e honestidade. Esta atitude é reforçada pela benignidade, que é ser brando e agradável no trato pessoal, pois o sábio Salomão já aconselhava que "a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Pv 15:1), mesmo "porque a ira do homem não opera a justiça de Deus" (Tg 1:20), razão do seguinte conselho do apóstolo Tiago: "todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar" (Tg 1:19).
A atitude seguinte esperada do líder é a qualidade de agir com apreço e atenção, pois todo indivíduo busca ser amado e integrado no meio que pertence. Atos de bondades motivam a pessoa a dar o melhor de si, como foi o caso da velhinha que, ao ofertar na casa do tesouro, Jesus elogiou publicamente seu feito, demonstrando que seu ato fora em superior qualidade a todos os outros que tinham ofertado naquele dia (Lc 21:3,4). Por outro lado o líder estar atento ao ensino do Senhor, quando falou que a repreensão deve ser feita a sós (Mt 18:15), evitando humilhar seu liderado, afetando sua auto-estima.
Num mundo onde pouco valor se dá ao contrato firmado, cabe ao líder agir com fidelidade, que é a qualidade pela qual ele cumpre com suas obrigações para com seus liderados, demonstrando seu comprometimento para com eles, sustentando suas escolhas. O líder deve conceber seu local de trabalho como um jardim, no qual são criadas as condições para o crescimento sadio das plantas, preparando-as para que os frutos possam ser colhidos com qualidade. Assim, o exercício da liderança visa construir as condições favoráveis para o aperfeiçoamento contínuo, permitindo que seus subordinados tenham segurança que não haverá mudanças repentinas, injustificadas, antes recebam treinamento adequado e sejam motivados ao crescimento profissional e pessoal.
A mansidão é uma qualidade desejável ao líder por transmitir aos liderados a serenidade necessária para lidar com situações adversas, complexas e difíceis. Mediante uma atitude tranqüila, o líder torna-se um porto seguro em meio às crises, alguém com quem se possa recorrer quando as coisas não estão caminhando bem. Com isso se tem à última e fundamental qualidade, que é o exercício do domínio próprio, qualidade esta resultante do conhecimento de causa sobre as questões que lhe são afeta a liderança.
O domínio próprio reside no exercício da autoridade, que é bem distinta daquela conhecida pela administração secular. Esta confunde a autoridade e o poder como uma só coisa, definindo-a como sendo "meios de manipular, usar e controlar os outros" (Rush, 2005, p 10). Autoridade, contudo, resulta na influência pessoal sobre o subordinado para motivá-lo a fazer, portanto, não é com atos de forças que será produzida esta motivação, mas atos comportamentais que tem por base o amor incondicional.

Administrar: Fruto do Espírito
Resumindo, administrar segundo o poder que Deus dá (I Pd 4:11) exige do líder a manifestação do fruto do Espírito para que sua influência possa realmente atender as necessidades legítimas de seus liderados. O exercício deste tipo de liderança resulta em uma equipe comprometida, leal e criativa, que produz resultados com qualidade e relacionamentos duradouros. Este líder age baseado no amor incondicional, fundamentado em atos de vontade gerados pelo Espírito de Deus, por isso ele age:

• com calor humano, satisfeito por estar em contato com seu liderado, convicto que o ser humano é uma obra prima da parte de Deus e interdependentes uns dos outros;
• sem animosidade, livre de ressentimento, tendo seu coração pacificado, perdoando as faltas cometidas, sendo firme e honesto no trato pessoal;
• com generosidade e nobreza, respeitando seus subordinados independente do cargo ou função que exerça;
• com benignidade, sendo pronto no ouvir, brando na palavra e tardio no irar;
• com bondade, recompensando publicamente as atitudes positivas e repreendendo sempre em particular pelos erros cometidos;
• com fidelidade, cumprindo com suas obrigações e criando um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional e pessoal de seus liderados;
• com mansidão, lidando com serenidade nas situações adversas, complexas e difíceis;
• exercendo domínio próprio sobre seus sentimentos e atitudes, influenciando o comportamento de seus liderados mediante seu exemplo de vida.

Ninguém manifestará estas qualidades de modo natural, antes exigirá intensa disciplina para a mudança do comportamento, contudo o líder será recompensado pela alegria indescritível, pois o Senhor Jesus ensinou que a verdadeira liderança se exerce mediante a disposição de servir, nunca por conta do desejo de ser superior ao seu semelhante, dando Ele próprio como exemplo daquele que exerce este tipo de conduta (Mt 20:25-28).

Para que estas qualidades se transformem em hábito, resultando na solidificação do caráter do líder, este deve estar consciente que precisará passar por quatro estágios (Hunter, 2004):

1. estágio em que não há consciência do hábito ou tem por ele profundo desinteresse;
2. estágio que se tem consciência da necessidade de mudar o hábito, mas não possui habilidade para esta mudança. Neste estágio todo esforço empreendido aparenta ser antinatural e desanimador;
3. estágio que se torna experiente no exercício da habilidade aprendida;
4. estágio que o hábito adquirido se torna natural, incorporado ao caráter, portanto, sendo feito de forma inconsciente.

Assim, o caminho para o exercício da liderança é penoso, exige grande dose de disciplina e sacrifício pessoal, mas produzirá como resultante a habilidade de influenciar os liderados para que trabalhem como uma equipe, visando atingir os objetivos que atendam ao bem comum.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com
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Hunter, James C. O Monge e o Executivo. Uma história sobre a essência da administração. 10° Ed, Rio de Janeiro. Sextante, 2004.

Chefe versus Líder


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Síndrome de Burnout



Estudo mostra que cerca de 1.500 pastores abandonam o ministério pastoral todos os meses.


A saúde dos líderes pastorais tem sido colocada em cheque constantemente por uma série de males que têm acometido vários pastores nos últimos dias. Os pastores lutam com desafios espirituais em sua essência, mas, não se limitam a estes. Como sujeitos “bio-fisio-psico-sócio-espirituais” lidamos o tempo todo com outros indivíduos que mantém a mesma complexidade. Desta dinâmica de relacionamentos uma série de males pode emergir.
Dentre as doenças que têm sido diagnosticadas existe uma sobre a qual eu nunca havia ouvido falar até a pouco tempo. É a chamada “Síndrome de Burnout”, um mal que parece ter sido feito sob medida para os líderes pastorais que tem na ministração a outros a sua marca de trabalho.
Pregar, ensinar, liderar, aconselhar, visitar, consolar, encorajar, corrigir, planejar, mediar etc. São tarefas que têm tudo a ver com a possibilidade do líder sofrer desta síndrome. Já foi constatado em pesquisas que os profissionais expostos a altos níveis de estresse e aqueles que trabalham em funções em que precisam se doar mais como pessoas são os que mais apresentam este mal.
Os pastores têm todo o perfil para serem vítimas comuns dessa síndrome. Podemos traduzir a palavra “burnout” como “combustão completa”, ou seja, algo queimado totalmente. Psicologicamente falando este termo se aplica a uma situação de completa exaustão e entrega ao desencorajamento.
Este termo pode ser aplicado ao pastor quando este se vê “queimado” com reflexos espirituais, emocionais e físicos. Este mal é terrível e infelizmente temos de constatar que muitos colegas já estão sofrendo dele. Há muitos líderes “queimados”, que já há muito tempo têm revelado sintomas dessa síndrome, talvez eles mesmos não notem, mas quem está ao seu redor sim!
Outro dia atendi um pastor de outra denominação no gabinete que chegou apresentando exatamente os sintomas dessa síndrome. Ele chegou ao ponto de dizer que, em determinados momentos, tinha vontade de jogar o carro no poste. Graças a Deus hoje ele está bem. Nenhum pastor está livre disso.

Quais são os sintomas dessa síndrome?

Segundo estudiosos os principais sintomas são:

  • Exaustão emocional com uma profunda falta de estímulo profissional. As perspectivas se perdem, os sonhos são abandonados e a ansiedade ganha espaço.
  • Despersonalização com uma insensibilização diante de tudo e de todos ao redor. O pastor veste uma couraça de auto-proteção diante das tensões interpessoais e circunstâncias do dia-a-dia laboral.
  • Perde-se a capacidade de produzir criativamente e as tarefas que ainda continuam sendo feitas se transformam em simples obrigação e rotina.
  • Apresenta comportamento agressivo e irritadiço sem motivo aparente e um mau humor frequente.
  • Sentimento de baixa realização e desencorajamento profissional com uma avaliação muito negativa sobre si mesmo.
  • Sentimento de derrota e abatimento também são comuns.
  • Além disso tudo, ainda pode surgir a depressão e dores.

Pela natureza do trabalho, os pastores estão na linha de frente daqueles que podem sofrer da “Síndrome de Burnout”. Um pastor acometido dessa síndrome irá gerar problemas para si mesmo, para sua família e para as pessoas a quem tem de ministrar.

Como podemos buscar prevenir este mal?

Penso que não uma, mas muitas ações são indicadas para prevenção:

  • descanso frequente, férias e passeios,
  • um sono reparador(dormir sempre no mesmo horário. Sono de 7 horas no mínimo),
  • a prática de um hobbie ou esportes saudáveis e contínuos,
  • uma alimentação correta,
  • uma saúde em dia,
  • uma visão de si mesmo equilibrada,
  • a manutenção de expectativas realistas em relação si mesmo e ao ministério,
  • o compartilhar contínuo de fardos,
  • uma vida devocional coerente,
  • o desenvolvimento de amizades verdadeiras,
  • uma divisão mais equitativa de horários(tempo para lazer, alimentação, família etc),
  • a quebra eventual da rotina de vida,
  • o não acumulo de emoções negativas,
  • mudanças na vida sempre que possíveis e necessárias,
  • o desfrutar de aspectos mais simples da vida como um abraço de um filho, o carinho da esposa e o sorriso de um amigo leal,
  • uma caminhada em um local tranquilo,
  • uma leitura por prazer, etc.

Tudo isso pode cooperar. Se você percebe que está sofrendo desse mal, não se desespere, procure ajuda, há cura. Não tenha vergonha de abrir o coração com alguém que de fato possa lhe ajudar neste momento. Sua vida é muito preciosa para ser “queimada”.
Talvez a pior consequência da “Síndrome de Burnout” seja a possibilidade de nos levar a perder a capacidade de descansar no Senhor, mas é ai que reside a base para a prevenção e a cura desse mal.
Se como pastores estamos na linha de frente para sermos pegos por este mal, por outro lado, temos ao nosso dispor o maior recurso do universo para sermos sarados - a mão de Jeová-Rafa estendida em nossa direção.
Que Ele nos abençoe, nos guarde e nos cure.

Pr. Ednilson C. de Abreu e Centro de apoio a família.

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O jornalista Marcelo Brasileiro publicou uma matéria na revista Cristianismo Hoje na qual falou sobre a quantidade crescente de pastores que abandonam o ministério pastoral por não suportarem as cobranças que esse sacerdócio exige.
A reportagem aponta pesquisas como a realizada pelo ministério LifeWay, que aponta que apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade dos pastores entrevistados, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”.
Outra pesquisa sobre o tema é a do Instituto Francis Schaeffer, que revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Em uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), cerca de 70 pastores saíram da igreja por mês desde o ano passado.
Não se trata de pessoas que abandonam a fé cristã, mas de líderes que deixam o púlpito por não suportarem o as exigências do cargo.
Temos como exemplo o pastor José Nilton Lima Fernandes, 41 anos, que durante todo o ano de 2011 esteve de licença e afirma que essa experiência lhe mostrou que é possível servir ao ministério pastoral sem estar dirigindo uma igreja. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”, explica.
“Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, completou o pastor, que conta ter pedido licença da sua função na Igreja Presbiteriana Independente (IPI) no final de 2010, depois de quase 15 anos enfrentando problemas.
Atualmente Nilton retomou seu trabalho como pastor em uma IPI da zona leste da capital paulista.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Como Implementar Membresia a uma Igreja Existente?

John Folmar(*)

“Como nós podemos nos envolver no ministério nesta igreja?”

O experiente casal desejava começar a servir naquele mesmo dia – realizando pequenos grupos em sua casa, liderando estudos bíblicos, qualquer coisa. Encorajado pelo entusiasmo deles, eu simplesmente os instei a continuarem visitando a igreja e conhecendo-a melhor. O fato é que novos freqüentadores não devem servir a igreja de nenhuma maneira oficial, seja servindo café ou cuidando voluntariamente das crianças.
Isso não é porque nós somos mesquinhos ou hostis. É porque nós cremos que a pergunta mais importante que deve confrontar um novo freqüentador em qualquer igreja é esta: Qual é o seu estado diante de Deus? Você foi perdoado de seus pecados e adotado em sua família? Até que você tenha abordado essas questões, o seu serviço na igreja pode simplesmente distraí-lo dessas perguntas mais importantes.

Nós não sabíamos quem “nós” éramos
Quando eu comecei a pastorear a United Christian Church of Dubai em 2005, nós não sabíamos quem “nós” éramos.
Não havia nenhuma lista atestando quem era e quem não era um membro em situação regular de nossa igreja. Havia apenas algumas centenas de pessoas que apareciam a cada semana, algumas regularmente, outras não. Pessoas que nunca haviam se comprometido com a igreja estavam não apenas servindo café, mas também liderando pequenos grupos. Os presbíteros não sabiam, mas alguns desses líderes oficiais nutriam visões heterodoxas, como o universalismo e o modalismo. Eles nunca haviam sido examinados por meio de qualquer processo de membresia.
Paulo instruiu os presbíteros em Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos” (Atos 20.28). Sem membresia, como podemos nós saber quem é esse rebanho, a fim de que possamos orar por ele e cuidar dele? Os membros são simplesmente aqueles que por acaso aparecem em nossas reuniões semanais? Hebreus 13.17 diz que nós iremos “prestar contas” do rebanho que nos foi confiado. Assim, é importante saber quem é esse rebanho.
Foi por essa razão que minha igreja começou a adotar uma membresia de igreja formal, seis anos atrás. Ao estabelecerem a membresia, os presbíteros podem conhecer e cuidar do rebanho que lhes foi confiado.

Entrando em turbulência
Todos na igreja UCCD concordavam com a membresia enquanto ela permanecia opcional. Ninguém fazia objeção à membresia enquanto ela era apenas para os líderes, ou para os muito comprometidos, ou uma nova técnica de gerenciamento. Mas, quando nós apresentamos a membresia como uma expectativa para todos os crentes em nossa congregação, houve turbulência. Muitas pessoas não entendiam ou concordavam que a membresia era uma expectativa bíblica. Alguns até mesmo a consideravam legalista, facciosa ou excludente.
O processo de entrevista para novos membros foi especialmente contestado. Um indivíduo escreveu: “Eu nunca estive numa igreja onde você sente que precisa passar num teste como cristão para pertencer à família. A experiência de igreja como um todo deveria ser de amor e cuidado. [...] É óbvio que você primeiro convida amorosamente os membros para a igreja e, se percebe que eles necessitam de liderança ou mentoria adicionais para crescerem como cristãos, então você pode fazer alguma coisa. Nós temos sentido como se tivéssemos de ‘passar por média’ antes de podermos pertencer à igreja UCCD, e eu tenho certeza de que esse não é o modo como Deus planejou”.

Membresia: a segunda ferramenta mais importante da reforma
Seis anos depois, a despeito dessas objeções, nós descobrimos que a membresia bíblica de igreja tem sido vital para fortalecer a nossa igreja. De fato, além da pregação da Palavra, eu creio que o modo mais importante de reformar uma congregação é implantar uma membresia.

Lições aprendidas ao longo do caminho
Aqui estão algumas lições que aprendemos ao longo do caminho.

1. Primeiro, ensine a respeito.
O caminho mais eficaz para indispor uma congregação é começar a mudar a cultura da igreja sem apresentar um fundamento bíblico para a mudança. Paulo exortou Timóteo a ministrar “com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4.2). Se a sua igreja viveu por anos sem uma membresia bíblica, então pode levar anos para se ver uma mudança bíblica verdadeira.

2. Pregue expositivamente.
À medida que as pessoas crescem espiritualmente ao ouvirem a Palavra pregada a cada semana, elas se tornarão mais receptivas a argumentos bíblicos acerca do governo eclesiástico e, de fato, acerca de todas as áreas da vida. “O Espírito dá vida” (João 6.63, NVI) e ele usa a Palavra para fazê-lo.

3. Eleve o nível do que significa ser um cristão.
Enfatize em sua pregação a santidade de Deus, juntamente com a correspondente exigência de que o povo de Deus reflita o seu caráter (p. ex., 1 Pedro 1.16).
Por meio de uma dieta perseverante de pregação expositiva, aponte para a disciplina eclesiástica no Novo Testamento (ver, por exemplo, Gálatas 6.1-2; 2 Tessalonicenses 3.6-15; 1 Timóteo 5.19-20; Tito 3.10-11; Judas 22-23 etc.). No devido tempo, as pessoas podem se perguntar por que elas não têm visto a disciplina praticada em sua igreja. A disciplina eclesiástica é a evidência bíblica mais clara em favor da membresia de igreja (por exemplo, Mateus 18.15-20; 1 Coríntios 5; também 2 Coríntios 2.6).
Uma igreja é um grupo identificável de crentes que estão conscientemente comprometidos uns com os outros. As suas vidas não são perfeitas, mas pela graça de Deus eles são, de um modo substancial e observável, diferentes do mundo à sua volta. À medida que você sublinhe o significado de ser a “nação santa” de Deus (1 Pedro 2.9), a membresia começará a fazer mais sentido.

4. Faça aplicações corporativas em seus sermões.
Não aplique a Escritura apenas a crentes individuais. Peça às pessoas que considerem o que uma passagem diz à igreja como um todo. Com o passar do tempo, isso as direcionará para uma responsabilidade comunitária e pactual de uns para com os outros.

5. Dissemine essa visão entre os presbíteros e outros líderes.
Distribua o livreto Refletindo a glória de Deus, de Mark Dever,[1] aos potenciais líderes de sua igreja. Se os seus líderes preferirem comédia, tente o livro Plantar igrejas é para os fracos, de Mike McKinley.[2] Converse com eles sobre os argumentos para uma congregação biblicamente organizada.

6. Seja você mesmo um modelo robusto de vida comunitária.
Faça de sua vida um microcosmo da forte comunidade corporativa que você deseja ver em sua igreja. Seja hospitaleiro. Almoce com homens que estejam respondendo ao seu ministério. Comece a construir uma comunidade nuclear que reconheça o valor de prestar contas e ter comunhão. Comece pequeno, seja paciente em suas interações com outros e ore por elas.

7. Ore para que Deus enriqueça as relações em sua igreja, de modo que a membresia faça sentido.
Sem uma comunidade cristã genuína, a membresia é apenas uma casca. Nós dependemos do Espírito Santo para criar as afeições fraternais e manter a unidade que a membresia expressa de modo tão belo. Esteja em constante oração pela comunhão e pelos relacionamentos em sua igreja. Encoraje conversas espirituais. À medida que os relacionamentos em sua igreja se aprofundam, confissão de pecado e correção se tornarão mais comuns.

8. Implante um pacto eclesiástico para enfatizar a responsabilidade corporativa.
Um pacto é uma promessa que cada membro faz de amar e cuidar da igreja. Ele também especifica as obrigações que os crentes têm uns com os outros. Se a sua igreja tem mais de 50 anos, vocês provavelmente já têm um pacto perdido em algum lugar do armário. Desempoeire-o e o reintroduza em sua igreja, mas apenas depois de haver ensinado os conceitos o bastante. Se vocês não têm um pacto, considerem usar este aqui.[3]
A fim de se certificarem de que o pacto é de fato um documento “vivo” em sua igreja, recitem-no juntos antes da Ceia do Senhor ou das reuniões de membros. A verdadeira membresia é composta por aqueles que conscientemente fizeram um pacto com os demais em sua igreja. Sem um pacto e uma membresia, sua igreja pode ser apenas um ponto de pregação.

9. Prepare-se para objeções.

Objeção nº 1: Nós nunca fizemos isso antes.
Resposta: Deixe que a Bíblia, não a tradição, estabeleça o que você faz na igreja. Considere a prevalência da disciplina eclesiástica no Novo Testamento (p. ex., Mateus 18.15-17, 1 Coríntios 5, 2 Coríntios 2.6). Se é possível expulsar alguém de uma assembléia identificável, é possível também admitir alguém. Isso é membresia. E o Novo Testamento presume que todos os cristãos são membros de igrejas.

Objeção nº 2: Membresia é algo legalista e sem amor.
Resposta: Pode ser, mas não o é necessariamente nem deve sê-lo. De fato, permitir que alguém permaneça confortavelmente parte de sua igreja, sem nunca confrontá-lo com a questão de se ele ou ela está de pé diante de Deus, talvez seja a coisa menos amorosa que você jamais possa fazer. É preciso reconhecer que a membresia sozinha não tornará a sua congregação mais amorosa, mas ela deveria ser uma potente demonstração da comunidade forjada pelo Espírito.

Objeção nº 3: Consome tempo demais. Ao final de uma cansativa reunião de presbíteros, quem deseja dedicar atenção a uma dúzia de formulários de entrevista de novos membros e conversar sobre detalhes, vidas e testemunhos de indivíduos? Certa vez, um presbítero me perguntou: “Não podemos delegar isso a um diácono?”.
Resposta: O chamado primordial de um presbítero não é gerenciar programas, mas “[atender] por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos” (Atos 20.28). O que poderia ser mais inerente a esse chamado do que ver novos membros entrando e velhos membros saindo?

A membresia antecipa as questões mais importantes
Outra razão para praticar a membresia de igreja é que ela antecipa as mais importantes questões. O processo de triagem e o contato pastoral são vitais para a igreja.
Certo homem do Iêmen quis ser membro da UCCD, mas, baseado na entrevista, ele claramente não era um crente. Cientes desse fato, nós começamos a trabalhar com ele as verdades básicas do evangelho. Agora ele é um cristão frutífero que compartilha o evangelho com outros. Quando outro homem da África do Sul passou pelo processo de membresia, ele não podia explicar o evangelho claramente, embora parecesse crer na Verdade e desse evidência do fruto da fé. Após algumas conversas mais intencionais e o livro Cristianismo básico de John Stott,[4] a sua fé começou a se aprofundar e a florescer. Agora ele serve fielmente como diácono em nossa igreja. Muitas outras pessoas têm sido salvas e fortalecidas por meio do processo de membresia na UCCD.

É claro que nem todo mundo é persuadido.
Três anos atrás, um marido que estava descontente com nosso processo de membresia escreveu aos presbíteros acerca de sua esposa, que estava perturbada após a entrevista de membresia: “A experiência como um todo a fez questionar a fé cristã”, ele disse.
Ele não percebeu que é exatamente para isso que a membresia existe.
Ela existe para nos fazer examinar a nossa fé (2 Coríntios 13.5). Por quê? Não porque nós pastores somos abrasivos, insensíveis ou antipáticos. Não porque cremos ser melhores que os outros, ou porque estamos na posição de julgar a fé das pessoas. Em vez disso, nós devemos permitir que o processo de membresia da igreja nos faça examinar a nossa fé porque a pergunta “Eu sou mesmo um cristão?” é uma das questões mais importantes que jamais podemos enfrentar.

Notas:

[1] Mark Dever. Refletindo a glória de Deus: elementos básicos da estrutura da igreja: diáconos, presbíteros, congregacionalismo e membresia. São José dos Campos: Fiel, 2008.
[2] Mike McKinley. Plantar igrejas é para os fracos. São José dos Campos: Fiel, 2013.
[3] Em inglês.
[4] John Stott. Cristianismo básico. Viçosa/MG: Ultimato, 2007.


Tradução: Vinícius Silva Pimentel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright.

Publicado em Ministério Fiel


(*)John Folmar, casado com Keri, é pai de Ruth, Chloe e Andrew. Mudou-se para Dubai em 2005 para servir na UCCD como Pastor efetivo. Depois de formar-se no Southern Baptist Theological Seminary, John atuou na equipe de Capitol Hill Baptist Church, em Washington DC, por vários anos antes de ser chamado para servir na UCCD.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A Diferença ente o Chefe e o Líder


quarta-feira, 11 de março de 2015

5 livros que todo gestor deveria ler

Pessoas que atuam em cargos de liderança, em qualquer área dentro de uma organização e em qualquer tipo de atividade econômica, devem sempre se aprimorar os conhecimentos comportamentais sobre gestão de pessoas
Rogério Martins, no Administradores

Pessoas que atuam em cargos de liderança, em qualquer área dentro de uma organização e em qualquer tipo de atividade econômica, devem sempre se aprimorar os conhecimentos comportamentais sobre gestão de pessoas.
É muito comum vermos pessoas que cresceram na carreira profissional e atingiram novos cargos, passando a comandar pessoas, porém sem o devido preparo em como lidar adequadamente com estas pessoas, como oferecer um feedback correto, como cobrar resultados, como criar um clima favorável à motivação e produtividade e assim por diante.
A experiência pode ajudar, mas nem todos terão tempo suficiente ou autoconhecimento necessário para transformar a oportunidade de gerir pessoas em uma experiência positiva de liderança. Cursos, palestras e seminários também ajudam, e muito. Porém, acredito que o preparo deve ser acompanhado de uma boa literatura sobre o tema.
Por isso aponto abaixo cinco livros que todo gestor deveria ler, como uma forma de complementar a experiência e a sala de aula. Certamente que esta lista pequena não contempla tudo aquilo que seja necessário para se tornar um líder mais eficaz, contudo, é um caminho inicial para a melhoria neste papel fundamental para o desenvolvimento de organizações de sucesso e também a construção de uma sociedade mais ética.

“O livro de ouro da liderança”
Autor: John Maxwell
Começo por aquele que considero uma bíblia da liderança. Para mim é uma referência para quem está começando ou já possui mais experiência na gestão de pessoas. Com linguagem fácil, exercícios e dicas altamente preciosas o autor cria como se fosse um curso de liderança através de suas páginas. Volta e meia estou relendo, analisando alguns capítulos em especial e, por isso, tornou-se meu livro de cabeceira.

“O espírito do líder”
Autor: Ken O’Donnell Um livro diferente no conteúdo e abordagem, e por isso mesmo instigante. O autor apresenta alguns dos valores e atitudes básicos que auxiliam a desenvolver as qualidades humanas e espirituais necessárias para a formação de um novo tipo de líder. É uma coleção com três volumes que abrangem as seguintes competências essenciais do verdadeiro líder: ser um líder sábio, os três pilares da sabedoria, autoconsciência, confiança, respeito, diálogo, lidar com mudanças, ser ético, manter o foco, poder pessoal, cooperação e silêncio.

“Transformando suor em ouro”
Autor: Bernardinho
Você deve estar pensando que estou louco em indicar o livro de um ex-jogador e treinador de Vôlei. Não, não estou. O livro é ótimo para quem quer aprender com exemplos práticos sobre motivação, relações humanas e como extrair o melhor de cada pessoa. Permeado por histórias e dicas motivacionais o livro é de agradável leitura, sem aprofundar questões técnicas de liderança (próximo indicado faz isso). Um dos capítulos que merece destaque é “Aos campeões, o desconforto”. Ele desafia a máxima que em time que está ganhando não se mexe, não se incomoda. Vale a leitura, sem preconceitos.

“Liderança orientada para resultados”
Autores: Dave Ulrich, Jack Zenger e Norm Smallwood
Como os líderes constroem empresas e aumentam a lucratividade. Quem hoje em dia trabalha sem orientação para resultados? Os autores revelam como produzir resultados em quatro áreas específicas: para os funcionários, para a organização, para os clientes e para os investidores. Eles oferecem diretrizes práticas para que os leitores desenvolvam e cultivem em si mesmos a liderança voltada para resultados. E eles não se limitam a soluções fáceis, palavras pomposas e tendências que caracterizam muitos dos programas de liderança. Em vez disso, os autores dão ênfase à produção de resultados mensuráveis e suscetíveis de integração em qualquer estratégia empresarial ou estrutura organizacional.

“Não tenha medo de ser chefe”
Autor: Bruce Tulgan
Um livro do tipo: faça você mesmo. O autor aponta o maior problema das empresas hoje em dia – uma epidemia de subgerenciamento que afeta toda a escala de comando – e oferece um caminho para que os gerentes reassumam seu papel e se tornem os líderes fortes de que suas equipes precisam. Ele identifica as principais dificuldades enfrentadas pelos gerentes, relata casos reais e apresenta soluções simples e eficazes para lidar com os problemas do dia a dia. Com uma abordagem prática e positiva, ele destrói, um a um, os mitos que rondam o gerenciamento, como: o mito de que não há tempo suficiente para gerenciar pessoas e o mito de que o único jeito de ser firme é agir como um cretino e que ser um cara legal é deixar cada fazer o que quiser.

Publicado em Livros Só Mudam as Pessoas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

10 Motivos para estudar

O blog Ética e Liderança Cristã indica para você, o site Cursos 24 Horas, a melhor maneira para você aprender, aperfeiçoar conhecimentos em diversos e variados cursos de forma prática e online.

Veja abaixo 10 Motivos para Estudar: 


Motivo 1Rápido e Práticomotivo 1
Fazer Cursos Online é uma forma rápida e prática de aprender. É possível iniciar um curso em qualquer dia, não é necessário apresentar documentos ou participar de processos burocráticos para iniciar as aulas.
Motivo 1Valores Acessíveismotivo 2
Nossos cursos variam entre R$ 20,00 e R$ 60,00. Um treinamento parecido em outras instituições pode custar mais de R$ 500,00. Nossa eficiência e alto volume de alunos possibilitam oferecer cursos de alta qualidade por valores reduzidos. Além disso, não há nenhuma cobrança de mensalidade em nossos cursos, eles são pagos uma única vez.
Motivo 1Flexibilidademotivo 3
O processo é totalmente flexível: Flexibilidade de Local, Flexibilidade de Horário, Flexibilidade de Duração do Curso. Estude de onde preferir, da sua casa, trabalho, faculdade, lan-house ou de qualquer computador, faça nos seus horários disponíveis e conclua os cursos em quanto tempo desejar. Tudo é feito de acordo com seu ritmo, sem compromisso com prazos e horários fixos.
Motivo 1Não necessita se locomovermotivo 4
Fazendo nossos Cursos Online você não gasta com locomoção até uma escola presencial, não perde tempo no trânsito. Isso significa mais tempo livre para estudar, resultando em um melhor aproveitamento.
Motivo 1Banco de Currículosmotivo 5
Diversas empresas contatam-nos e solicitam indicações de alunos para vagas de emprego. Ao estudar conosco, você pode incluir seu currículo no Banco de Currículos e ser indicado para vagas relacionadas aos cursos feitos.
Motivo 1Certificado Válido em Todo o Brasilmotivo 6
O Certificado é válido em todo o Brasil e em vários outros países, ele pode ser utilizado em faculdades, empresas públicas e privadas, concursos e provas de título, entre outros.
Motivo 1Empresa Mantenedora da ABEDmotivo 7
O Cursos 24 Horas é uma empresa mantenedora da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Nosso nome e logo é exibido na página de Mantenedores da ABED.
Motivo 1Funcionários treinados conoscomotivo 8
Outra prova de qualidade do sistema de ensino é o número de empresas que já tiveram funcionários treinados conosco. Veja na imagem ao lado algumas dessas empresas.
Motivo 1Seu Currículo fica Atualizadomotivo 9
Todos os cursos podem ser incluídos em seu currículo. As pesquisas comprovam que manter o currículo atualizado é uma das formas mais eficientes para ser promovido, conseguir um novo emprego, ou até mesmo evitar uma demissão do emprego atual.
Motivo 1Professores Altamente Qualificadosmotivo 10
Uma equipe de professores altamente qualificados fica à disposição para atender aos alunos, corrigindo exercícios, enviando material adicional e tirando todas as dúvidas que possam surgir durante o curso.



Participe agora. É só Acessar: www.cursos24horas.com.br 



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Liderança em momentos de crise

Guilherme Ávilla Gimenez(*)

Uma grande maioria de pessoas se sente desconfortável quando precisa assumir a liderança diante de alguma situação ou momento histórico difícil. Quando as coisas vão bem, todos querem ser líderes, mas em situações de crise, poucos se apresentam para liderar. Porém é nesses momentos - de crise e dificuldade - que a figura de um líder se torna indispensável.
Pessoas buscam no líder um ponto de apoio, um reforço emocional e, principalmente, uma direção segura quando as incertezas aumentam. Um estudo recente da revista americana Educational Leadership mostra que a grande maioria dos líderes se sente amedrontada em assumir posições mais firmes em momentos de crise e prefere abraçar uma postura mais branda, passando quase despercebidos. Em situações assim, os líderes se mostram muito tímidos, deixando de lado uma oportunidade única de ajudar os liderados a superarem crises e aprenderem lições especiais sobre enfrentamento e amadurecimento.
Assumir a liderança em momentos de crise exige pelo menos três grandes virtudes do líder.

A primeira é a responsabilidade.
Líderes são como capitães em momentos de naufrágio: devem ser os últimos a abandonar a embarcação quanto está afundando. Ainda que muitas vezes a culpa de uma crise não seja do líder, cabe a ele assumir a responsabilidade da gestão da crise, sendo um personagem importante no processo de vitória e superação.
Líderes estão sempre diante de decisões que podem afetar radicalmente a vida de pessoas e de organizações. Uma impressão errada sobre determinado assunto ou uma escolha precipitada podem levar a decisões erradas e a consequências terríveis. Por esse motivo que alguns líderes preferem não tomar decisões e veem sua carreira ruir diante de situações que exigem uma tomada de decisão. Não há como sobreviver na liderança sem tomar decisões ou então esperando que alguém as tome por você. E, diante do medo de errar e da necessidade de agir surge uma inquietude no coração de todo líder, um peso de responsabilidade que por vezes incomoda tanto que alguns chegam a abrir mão da liderança para aquietar seu coração.
É possível amenizar esse peso da responsabilidade? Sim! Podemos usar a sabedoria para lidar com as decisões, dividindo responsabilidades e diminuindo riscos. O primeiro passo nesse processo é compartilhar decisões. Não falo em passar a responsabilidade a outras mas sim dividir temas difíceis e ouvir outras pessoas que talvez possam esclarecer pontos ainda obscuros e ajudar na tomada de decisão. Compartilhar decisões é um processo que depende de confiança, entrosamento de equipe e delegação de poder. Ao admitir que você precisa de ajuda, opinião ou de dicas estará se abrindo para ouvir e aprender com o outro e isso será proveitoso, gerando um ambiente de grande participação.
Além de compartilhar decisões é importante buscar o máximo de informações possíveis sobre o tema a ser tratado. Talvez seja necessário contratar um técnico que entenda melhor do que você - e de sua equipe - todas as consequências relacionadas a determinada decisão. Uma consultoria pode ser esclarecedora e trará uma opinião externa, nada passional e fortemente técnica. Dependendo da decisão, investir em consultoria é uma boa pois evitará gastos provenientes de uma eventual decisão errada. Ler artigos sobre o assunto e até fazer algum curso rápido também são maneiras de ter as informações necessárias para uma decisão acertada.
Cautela, paciência, entendimento amplo dos riscos, estudo de casos semelhantes e uma boa dose de prudência são outros elementos que ajudam bastante a amenizar o peso da responsabilidade. Mas, não se iluda: decidir sempre traz riscos e corrê-los é uma das facetas da liderança que nem todo mundo gosta de lidar. Compartilhe decisões, busque ajuda e esforce-se ao máximo para não errar. Na maioria dos casos essa somatória de precauções dá certo e o resultado é positivo. Mas, se tendo feito tudo certo você ainda vier a errar, então, é assumir a responsabilidade e encarar o próximo desafio, afinal, nada como um bom acerto para ameninar o erro cometido.

A segunda virtude é a influência positiva, ou a motivação.
Um bom líder sempre será uma influência positiva. Seu papel será o de incentivar, motivar e despertar no liderado a força necessária para vencer as crises. Diante de uma situação difícil, não podemos esperar outro papel de um líder senão o de produzir força e coragem nos liderados para que vençam os desafios. A motivação de um líder tem um poder incrível - comenta John Maxwell, em O Livro de Ouro da Liderança.

A terceira virtude é a indicação de alternativas viáveis para a solução dos problemas.
Líderes são como placas que indicam caminhos. E quando se está perdido, qualquer placa, ainda que pequena, já ajuda bastante; quanto mais um líder, que se torna em um verdadeiro outdoor, indicando boas alternativas para sair da crise e viver momentos de paz e alegria.
Quando um líder assume a liderança em momentos de crise, muitas coisas podem acontecer, dentre elas, a transformação da crise em um momento de grande aprendizado e superação. Mas se um líder se omite, a crise pode tornar-se destrutiva, a ponto de acabar com uma organização, uma empresa e até uma igreja. Líderes nunca deveriam desprezar o grande potencial que têm para ajudar seus liderados a vencer crises!

Assuma sua liderança. Todos ao seu redor agradecerão!


(*)Técnico em Administração de Empresas. Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (Rio de Janeiro), com Mestrado em Ciências da Religião pela UMESP (São Bernardo do Campo) e Doutorado em Teologia pelo ITEPAR (Paraná).
Também é pós-graduado em ministério pastoral pelo Seminário Teológico de Dallas (USA). MBA em Gestão de Projetos pela UNICESUMAR. Cursou Capelania no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

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