Ética e Liderança Cristã

sábado, 3 de outubro de 2015

Líderes comuns e pessoas que realmente lideram

Wellington Moreira

Líderes comuns e pessoas que realmente lideram: a sutil diferença entre eles está na forma com que se comunicam com o mundo.
Tempos atrás estive à frente de um projeto no qual chamava atenção o fato de que algumas pessoas realizavam seu trabalho mecanicamente há muitos anos sem terem ideia dos reais motivos de cada uma das regras, procedimentos e padrões que precisavam seguir no dia a dia e mencionei este problema - e suas consequências - numa reunião com a alta direção da empresa.
Contudo, a minha preocupação não foi bem recebida por um dos gerentes que, levantando a voz, afirmou que isto não acontecia em sua área e ainda chamou à sala um dos seus encarregados de setor para comprovar. Quando a pessoa chegou, logo perguntei: "Por que toda vez que a fumaça cinza fica branca vocês têm de seguir o protocolo 17?" Ele respondeu sem gaguejar: "Eu não sei por quê, mas quando isto acontece, eu realmente sigo tudo aquilo que está descrito no protocolo 17 e o problema é resolvido". Na sequência, o questionei: "E se a fumaça sair de outra cor, a não ser branca ou cinza?" Ele respondeu: "Daí eu não sei o que fazer".
A maior parte dos líderes se relaciona com as pessoas dizendo basicamente "o quê" deve ser feito. Fornecem orientações expressas e pouco descritivas que indicam o trabalho que cabe à equipe e depois esperam que as pessoas se virem para dar conta do recado.
Outros líderes têm por hábito explicar "como" as coisas precisam ser feitas. Eles detalham a forma com que acreditam que o trabalho será bem executado e respondem as perguntas que surgirem a fim de orientar aqueles que são responsáveis por colocar a mão na massa.
E há pessoas que lideram dizendo o "por quê" das coisas. Explicam a causa ou missão que está por detrás da tarefa a ser feita, esforçando-se por responder aquela indagação que a maior parte das pessoas não faz diretamente ao seu gestor, mas sempre passa pela cabeça delas: "Por que devo me importar?"
Muita gente me questiona qual é a principal diferença entre líderes comuns e pessoas que realmente lideram? A resposta é bem simples: a forma com que eles se comunicam com os outros e consigo próprios.
Líderes comuns dizem o quê, depois como e, por último, por quê as coisas devem ser feitas desta ou daquela forma. Pessoas que causam grande impacto na sociedade fazem exatamente o contrário: elas explicam primeiro o por quê da causa, depois mostram como o trabalho será feito e só por fim comunicam o que materializa a sua ideia.
O antropólogo norte-americano Simon Sinek, autor de "Por quê? Como grandes líderes inspiram à ação" (Ed. Saraiva), escreveu a respeito deste assunto e sentenciou: "As pessoas não compram o que fazemos, mas sim a razão por que o fazemos". Ou seja, é impossível ser um líder inspirador sem praticar o valor do porquê.
Quando você fala ao coração das pessoas, consegue extrair delas aquilo que têm de melhor. Alcança um nível de compromisso que as faz superar os mais diferentes obstáculos pelo simples fato de que elas encontram sentido naquilo que realizam. Aliás, é por isso que todo mundo só fala na liderança baseada em valores.
Até mesmo o nosso diálogo interno é orientado pelas causas emocionais e não apenas pelos motivos racionais. Pode ver: às vezes, você tem todas as informações necessárias à mão para tomar uma decisão, mas ainda assim se sente confuso sem saber se deve proceder desta ou daquela forma. Qual o problema? É provável que nestas situações ainda não tenha encontrado o seu "por quê?".
Quando você se esforça em pensar no porquê das coisas, está procurando encontrar um motivo suficientemente forte para se dedicar a uma causa e não simplesmente a um trabalho ou tarefa qualquer. Está preparando a sua mente e corpo para envolver-se em algo apaixonante e que possa arrebatá-lo.
Grandes líderes na história da humanidade sempre se esforçaram por fazer com que as pessoas acreditassem nas ideias em que eles acreditavam e não nas tarefas que estavam descritas em seu Plano de Metas. Eles não se esforçaram primeiramente em fazer com que todos entendessem o que seria executado e sim por que suas causas eram significativas.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com



terça-feira, 25 de agosto de 2015

5 mentiras que mantêm você preso na sua zona de conforto

Um rei foi presenteado com dois jovens falcões. Este, imediatamente contratou um mestre em falcões para treiná-los. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que um dos falcões foi bem educado, mas não sabia o que estava acontecendo com o outro.
Desde que ele tinha chegado ao palácio, ele não havia se mudado de galho, ainda tinha que levar a comida diariamente a ele.
O rei chamou diversos curadeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer o pássaro voar. Desesperado, ele emitiu um decreto proclamando uma recompensa para aqueles que fizessem o falcão voar.
Na manhã seguinte, o rei viu o pássaro voando em seus jardins.
– Traga o autor deste milagre! Ordenou o rei.
Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:
– Como você conseguiu fazer o falcão voar? Você é um mago?
– Não foi muito difícil meu rei – disse sorrindo o homem. – Eu só cortei o galho que ele estava. Naquela ocasião, o pássaro foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão levantar vôo.

Esta fábula ensina-nos que às vezes é necessário permanecer em uma zona campo para recarregar, mas permanecer aí por um longo tempo, nunca saberemos o quão longe poderíamos chegar.
Portanto, precisamos expandir cada vez mais nossa zona de conforto. Nós só crescemos fora da zona de conforto.
Quer gostemos ou não, a capacidade de deixar conscientemente nossa zona de conforto e se atrever a descobrir novos horizontes e realizar nossos sonhos é o que nos torna diferentes dos outros, é o que nos permite ter novas experiências que enriquecem e dão sentido a nossas vidas.
Infelizmente, a maioria das pessoas preferem ficar em sua zona de conforto, o espaço em que eles se sentem mais ou menos confortável e seguro.
Para entender a zona de conforto pode imaginar dois círculos concêntricos, um pequeno dentro de um maior.
O pequeno círculo representa todas as coisas a que estamos acostumados, nossos hábitos e rotinas que normalmente visitam os locais e pessoas que frequentam. É nossa zona de conforto.

À primeira vista, tudo pode parecer grande, mas o fato é que a permanência dentro desse círculo não é uma garantia de felicidade e não garante que no final de sua vida não terá arrependimentos.
Na verdade, ficar na zona de conforto limita você, porque não lhe permite descobrir nada de novo. Assim, você pode morrer um pouco a cada dia. Lembre-se de que a vida começa onde termina sua zona de conforto.
No entanto, há um círculo muito maior, composto de coisas que você não conhece, o desconhecido, seus sonhos, novos lugares … É o círculo da aprendizagem, ai que ocorre a expansão.
Para muitas pessoas dar esse salto assusta-os demasiadamente, porque não sabem o que vão encontrar no outro círculo, de modo que colocam em prática um mecanismo de auto-sabotagem, para permanecer em sua zona de conforto e não ser forçado a sair.

As mentiras que contamos a nós mesmos para não sair da zona de conforto:

1. “Eu não tenho por que fazer”
É verdade, ninguém pode empurrá-lo para fora de sua zona de conforto e você não é obrigado a sair, mas se você ficar dentro da caixinha, não irá crescer. Lembre-se que não crescemos simplesmente pelo passar dos anos, mas pelos os desafios que enfrentamos.
Quando você pensa em um projeto que representa um grande desafio e de repente sua voz interior lhe diz que você não tem porque fazer, em realidade o que você está expressando é uma resistência à mudança, porque uma parte de você deseja que fique dentro dos limites do conhecido.
No entanto, se você pensar que não há nenhuma razão para realizar algo novo, lembre-se que simplesmente fato de crescer e descobrir, são razões mais que suficientes.

2. “Não é o momento certo”
Condições perfeitas para empreender algo raramente ocorrem, mas para perseguir um sonho significa lutar contra o vento e a maré, criando condições ao longo do caminho.
Quando você diz a si mesmo que não é o momento certo, você está ativando o medo, provavelmente um intenso medo do fracasso inoculado em você desde a infância.
Claro, não se trata de se lançar-se a uma aventura sem avaliar os prós e contras, mas se nós realmente queremos alçar vôo, devemos ser conscientes que não podemos ficar parados, precisamos ir em pequenos passos.
E quando percebermos já estamos caminhando melhor.

3. “Vou começar quando …”
Esta é uma das desculpas mais comuns para ficar seguro em nossa zona de conforto. Na prática, é o engano perfeito, porque não estamos desistindo do sonho ou do projeto que temos em mente, mas apenas colocando-o de lado até que determinada situação ocorre.
O problema é que essa desculpa leva diretamente a procrastinação, por isso é provável que quando a condição da demanda for atendida, criaremos outra, e mais outras.
Desta forma, mantemos a esperança viva, mas ao mesmo tempo, temos que trabalhar duro para tornar esse sonho uma realidade.

4. “Não é para mim”
Basicamente, por trás dessa frase a ideia de que nós não somos o suficiente bom ou capazes. Esta é a desculpa perfeita para inseguros e pessoas com baixa auto-estima. Também é uma desculpa usada por pessoas que têm medo do mundo e se fecham para novas experiências. Em qualquer caso, você não pode saber se algo que você gosta ou não até prová-lo.
Na verdade, é provável que em mais de uma ocasião tenha pensado que algo não foi feito para você, mas depois de provar, você amou e se tornou empolgado com a nova situação. Portanto, não feche para novas experiências nem se limite como uma pessoa. É a pior coisa que poderia fazer.

5. “Eu não sei como fazer”
As coisas novas podem assustar, então uma das desculpas que inventamos para ficar em nossa zona de conforto é dizer-nos que não sabemos como enfrentar o desafio.
Podemos pensar que não temos habilidades ou que nunca podemos desenvolver. No entanto, lembre-se que quando você tem um “quê”, os “comos” vem sozinhos.
É verdade, para realizar determinados projetos a preparação é necessária, mas isso não significa que você não pode fazê-lo, significa apenas que levará mais tempo ou precisa de alguém para ajudá-lo.
Nenhuma habilidade vem do nada, todos tem na sua base muita paixão e esforço para o que a realiza, é assim com todos que atingiram esses patamares.
No fechamento, tenha sempre em mente o que Nelson Mandela disse: “Impossível é tudo aquilo que não se tenta” ou como disse Michel Jordan: “Você erra 100% das bolas que não arremessa“

Publicado em Yogui

terça-feira, 18 de agosto de 2015

3 Dicas para ter mais iniciativa e se tornar um líder

Em qualquer área ou fase da vida, a iniciativa é o que conecta você ao que você deseja e faz suas prioridades terem sentido.

por Conrado Navarro(*)

Iniciativa e liderança
A beleza da iniciativa é que ela está intimamente ligada à liderança. Você não consegue se tornar um líder de uma hora para outra, mas se você criar o hábito de ter iniciativa, então as pessoas à sua volta irão perceber isso e, naturalmente, irão enxergá-lo como um líder. A iniciativa, portanto, é uma ferramenta poderosa para que você conquiste a liderança. Isso, aliás, é parte da história que explica a diferença entre um “chefe” e um líder.

Dica 1: Pare de procrastinar
Entenda muito bem que não é possível desenvolver o hábito de ter iniciativa enquanto você ficar deixando para a amanhã aquilo que você pode fazer hoje (ou poderia ter feito semana passada). Aliás, vou pegar pesado de novo: muito difícil você alcançar qualquer nível de sucesso sem abandonar o costume horrível de procrastinar.
E tem outra coisa: deixar de procrastinar não é apenas fazer de uma vez alguns itens urgentes, mas incluir coisas importantes na sua agenda, como planejamento financeiro, leituras, cuidados com a saúde e etc. Parar de procrastinar é trabalhar suas prioridades de forma que você faça o que é importante e necessário.

Dica 2: Pratique a iniciativa
Em quase todas as situações de nosso cotidiano é possível exercer a iniciativa. Desde uma melhoria no seu trabalho até ajudar um idoso a atravessar a rua, você precisa estar atento e pronto para colocar em prática a iniciativa.
Ao fazer isso, não espere uma recompensa imediata, seja ela de que tipo for. Apenas faça o que precisa ser feito com o objetivo de desenvolver este importante hábito. Dinheiro e reconhecimento são importantes, mas as grandes recompensas da vida não são medidas apenas nestes termos. Um trabalho benfeito gera um tipo de alegria e satisfação que não deve ser ocupado apenas pelo prazer de ser pago por isso.

Dica 3: Seja um multiplicador da iniciativa
Uma vez que você já praticou o suficiente para que a iniciativa esteja presente no seu estilo de vida, agora é a hora de ensinar essa qualidade para outras pessoas. Seja você o motivo de alegria das pessoas e experimente uma sensação ímpar de felicidade em sua vida. É assim que líderes geram líderes! Comece com as pessoas mais próximas e em seguida expanda para outros.

Conclusão
Antes de encerrar, quero chamar sua atenção para um ponto adicional: se você não for um bom exemplo para as pessoas, não adianta dar sermões para elas. Isso será inútil. Sempre desenvolva o tipo de caráter que você quer encontrar por aí – e viver assim só será possível através de suas ações.
Digo isso porque para ser um bom líder, você também precisará desenvolver e cuidar de seu caráter, e para isso você precisará de muita iniciativa. O mundo carece de líderes de verdade, e você pode ser um deles! Está esperando o quê? Você já sabe o que fazer. Obrigado e até a próxima!

Foto “Initiative”, Shutterstock.

(*) Conrado Navarro
Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney.


Publicado em Dinheirama

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

4 preciosas lições de liderança que você deve aprender com Jesus Cristo


Pablo de Paula

Aprenda com o líder dos líderes a otimizar suas competências e ao mesmo tempo valorizar a alma humana por meio do amor e da sabedoria.
Jesus era o príncipe dos relacionamentos: as pessoas se sentiam amadas, acolhidas, seguras, motivadas, entusiasmadas e apaziguadas sob suas asas. A influência que ele exercia sob seus pares era algo tremendamente assustador e não raramente incomodava os cidadãos hipócritas e interesseiros que viviam nas redondezas de Israel. Isso porque o messias era demasiadamente ousado e metia o dedo nas feridas daqueles se achavam “intocáveis”, “inquestionáveis” e “inalcançáveis” pelo poder que ostentavam (político, religioso e social), demonstrando que o verdadeiro líder é aquele que não se intimida perante ambientes ilusórios, trazendo a luz da verdade para descortinar as alegorias fantasmagóricas com o intuito de restabelecer a ordem pondo a justiça no píncaro supremo da regente e supracitada pirâmide.
Sim, ele era um “cabra macho” e defendia como ninguém seus princípios e valores, porquanto acreditava titanicamente no alvo máximo de seu castelo: elevar a consciência humana e dar a ela uma base colossal para permitir seus escultores edificarem seus pilares sob uma rocha eximiamente intransponível. Em outras palavras, ele tinha como sempar propósito provar que qualquer pessoa do mundo, por mais simples que fosse, poderia ter uma existência grandiosa se soubesse vencer a maldade praticando a bondade: gerando um âmago diferenciado tendo como sumo pilar o amor e as suas formosas e inigualáveis subdivisões.
Essa sublime ideia fez com que ele fizesse um sucesso estrondoso em seu ministério, alcançando larga popularidade e recebendo inúmeras reverências por seu modo pacífico e espontâneo de lidar com a natureza humana.
Seguramente, não é por mera coincidência que ele continua atraindo numerosos discípulos mesmo depois de tantos anos terem se passado. Jesus é o personagem mais marcante e itinerante de toda a trajetória terrena e sua doutrina permanece intacta perante ventos, tempestades e abundantes fenômenos intempestivos.
É curioso ainda, que alguém nasça tão somente para satisfazer os desejos alheios, renegando as próprias vontades e volições simplesmente por amar o próximo e se preocupar exclusivamente com ele. Parece ser algo irreal para os padrões que conhecemos, transcendendo a razão e as esferas da lógica instituída, no entanto, por mais louco que isso possa aparentar, esse era o segredo sui generis do sublime paladino da ternura: viver para os outros, realizar todas as obras de bom grado, não esperar nada em troca e ter jubila/extensa satisfação.
Trazendo essa maravilha materializada para o vasto campo da administração, devemos admitir que toda essa alegoria de qualidades cristocêntricas tem muito a nos ensinar (mercadologicamente falando), pois ninguém demonstrou tamanha inteligência e equilíbrio para tratar os outros como profeta mais aclamado de Belém. Ele foi o melhor influenciador que esse planeta já teve e deve ser estimado eternamente pelo palácio irremovível que planejadamente arquitetou.
Sabemos que a inteligência emocional é um desejo latente do cerne de qualquer homem de negócios, porquanto saber gerenciar personalidades distintas é uma árdua tarefa e a globalização tornou isso ainda mais desafiador. Conheço muitos livros de liderança e todos são unânimes em reconhecer a importância dos relacionamentos para o sucesso de qualquer negociador contemporâneo, porque a ênfase foi alocada integralmente na competência interpessoal, bem como em suas mais variadas, complexadas e fortificadas ramificações.
Dale Carnegie faz questão de nos brindar com a seguinte reflexão: “Interessando-nos pelos outros, conseguimos fazer mais amigos em dois meses do que em dois anos a tentar que eles se interessem por nós.” Então, é muito mais do que uma simples escolha, é uma decisão que envolve aspectos da natureza social e o que faremos para lidar sagazmente com eles.
Destarte, decidi elencar quatro lições que aprendi com o formoso sábio de Sião para que possamos enriquecer nosso nível de discernimento e otimizar nossa capacidade de interação. Veja:

1 - Autenticidade: Jesus era integralmente verdadeiro consigo mesmo e com o próximo, de modo que aqueles que estavam a sua volta o escutavam por notarem sua transparência, sinceridade e honestidade, fazendo suas palavras serem extremamente valorizadas por serem externadas sempre com o coração.
Se você quer influenciar pessoas e fazê-las ouvi-lo prazerosamente, imite-o: dê a elas a convicção de que estão cercadas de ideias legítimas e pensamentos genuínos sem nenhum tipo de vaidade ou interesse vil. Mostre que sua doutrina irá beneficiá-las e aja sempre com equidade e justiça para que todos vejam que você é um comandante ético e minuciosamente íntegro.
Além disso, cumpra tudo o que prometer, não use sua posição para ludibriar ninguém e somente use a disciplina para instruir (nunca para humilhar). E no fim das contas, você perceberá que seus liderados serão detalhadamente um reflexo de suas ações, de sorte que tudo o que for plantado no âmago deles será colhido por suas mãos de nobre agricultor, fazendo o terreno ser exatamente aquilo sua competência o permitiu fatidicamente ser.

2 - Igualdade: O filho do carpinteiro acolhia carinhosamente os menos favorecidos - gente que a sociedade mais rejeitava, desprezava e humilhava -, como os bêbados, as meretrizes, os ladrões, os assassinos, os mentirosos, os manipuladores, enfim criaturas de conduta reprovada e questionada pelos “juízes” da época.
Obviamente, ele não se aproximava desses indivíduos para estimular essas obras e nem para condená-las, pois sua intenção era outra: dar esperança para aqueles que tinham perdido a confiança, se tornando zumbis desafeiçoados e desalmados de tanto confrontarem apenas críticas e rejeições em uma sociedade de sujeitos demagógicos e covardes que existiam especialmente para fomentarem o caos por meio do preconceito, da negatividade e das alienações endiabradamente hereges.
À vista disso, siga-o: tenha uma conduta parelha independentemente da patente vislumbrada, tratando todos os funcionários de maneira igualitária sem fazer distinção alguma entre as funções, haja vista que empresa é TEIA SINÉRGICA e se sustenta tão somente porque as partes se relacionam e se complementam entre si. Usando letras heterogêneas, um funcionário que trabalha na portaria tem rigorosamente o mesmo valor que o presidente da organização, dado que possuem o mesmo grau de importância, estando apenas em posições diferentes, ou seja, mesmo ocupando um cargo de responsabilidade menor, o porteiro é tão fundamental para a empresa quanto o seu elevado comandante, e por isso, deve ser tratado do mesmo modo.
Externei isso porque vejo que muitos administradores são ignorantes e praticam acepção de pessoas: adequando suas gentilezas embasados no nível hierárquico que cada funcionário ostenta (dando valor ao poder e não a dignidade humana). Ora, quem pratica essa idiotice não tem caráter e vive buscando interesses materiais, transformando suas relações em um fluxo de abjetas ramificações onde que mais importa não é a substância pura dos elementos (integridade), mas sim a quantidade de soberania que estes ambiciosamente acumularam (status).

3 - Servidão: O “Filho do Homem” possuía um entendimento amplo, mas não guardava apenas para si, ele compartilhava tais preciosidades e buscava o desenvolvimento e aprimoramento constante de seus seguidores.
Da mesma forma, busque dividir com seus companheiros suas habilidades, experiências e qualificações para que eles sejam aperfeiçoados no curso de suas funções. O plano máster é fazer o discípulo superar o mestre, concebendo um espírito de polimento constante para que o conhecimento seja disseminado por toda empresa e possa consequentemente fortalecer o grupo (e não as partes isoladas).
Aprendi com o passar dos anos que é impossível se realizar profissionalmente sem influenciar positivamente os outros: é algo que não consigo explicar com palavras, dado que acontece de maneira natural na vida daqueles que praticam atos generosos e tipicamente altruístas. Destarte, enriqueça a cultura de seus colaboradores e otimize o grau de instrução de cada um, objetivando maximizar a força intelectual da empresa para fazer a rede corporativa ser fortemente especializada por intermédio de doutrinações estrategicamente planejadas e vastamente executadas.

4 - Valentia: o Rabino mais respeitado do universo era corajoso e defendia a coroa da justiça por onde passava, destruindo com garra e implacabilidade todas as esferas covardes que seus olhos podiam contemplar.
Por conseguinte, copie-o: crie um clima de respeito na empresa para que as pessoas saibam trabalhar no meio das diversidades, aproveitando as diferenças para otimizar o raio de criatividade e potencializar o nível de invenção. Lamentavelmente, muitos gestores têm mente fechada e apreciam ideias repetitivas, transformando seus ambientes empresariais em monótonas e enfadonhas castas geminianas onde tudo é permitido, menos a liberdade de pensamentos e opiniões - como uma pífia ditadura intelectual -.
Sendo assim, seja democrático: potencialize as racionalizações contrárias para que seu plantel produza atmosferas inspiradoras e piamente inusitadas, permitindo seus participantes fomentarem irreverências e inovações continuamente por meio dessas itinerantes reflexões.
O mundo moderno trouxe numerosas vantagens para o homem, contudo os valores morais e éticos são imutáveis e não podem jamais serem esquecidos. Qualidades como fidelidade, mansidão, intrepidez, sabedoria, humildade, verdade, temperança e amizade precisam ser buscadas e adoradas para que as pessoas possam encontrar a genuína felicidade: que é a pratica constante do amor ao próximo. Seguramente, esse atributo será edificado tão somente por intermédio de atitudes extensivamente abnegadoras, onde possam ser criados mecanismos de apoio e total devoção para que o semelhante possa ser galardoado com tesouros carinhosamente impagáveis e premiado com pérolas fraternalmente imensuráveis.
Isto posto, que possamos crer nessa colossal realidade, criando hábitos inteligentes para alcançarmos os nossos objetivos e simultaneamente contribuirmos para edificação plena dos nossos semelhantes.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Cristo e a administração do tempo

Ernesto Artur Berg

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria." Eclesiastes. 3. 1 a 4.
O que é tempo? Tempo é vida. Quem ganha tempo, ganha vida; quem perde tempo, perde vida. É um dos bens mais preciosos que o ser humano tem à sua disposição. O tempo tem características únicas que não iremos encontrar em nenhum outro momento ou lugar. Por exemplo:
1) O tempo é altamente deteriorável: envelhece a cada segundo. Ou você usa o tempo, ou ele simplesmente passa por você. O que você deixou de fazer hoje não conseguirá nunca mais recuperar amanhã. Poderá fazê-lo amanhã, mas o tempo já será outro. O de ontem, nunca mais...
2) O tempo não é estocável: não poderá economizar uma hora hoje e recuperá-lo daqui a dois ou três dias, caso viesse a necessitar de um tempo adicional.
3) O tempo é inelástico: o dia tem 24 horas, nem mais, nem menos. Não há como espichá-lo. Ele anda sempre no mesmo ritmo, não importa o nosso estado de espírito ou as nossas necessidades.
4) O tempo é um bem altamente democrático. Todos temos 24 horas por dia. O homem mais rico do planeta e o homem mais pobre da terra têm as mesmas 24 horas diárias.
O que varia é o que fazemos durante essas 24 horas: é a qualidade do tempo utilizado e a eficácia das nossas ações que fazem toda a diferença. Ou controlamos o tempo, ou ele nos controla. Ou gerenciamos os fatos, ou os fatos nos gerenciam. É um bem tão precioso quanto o ar e a água, mas as pessoas não se apercebem disso. Esbanjam o tempo como se fossem viver eternamente.

Cristo e a gestão do tempo
Cristo sabia da importância do tempo como fator determinante na busca de resultados. Sabia que o seu tempo para a divulgação da boa nova (evangelho) era restrito. Somente de 3 anos e meio para pregar a mensagem, arregimentar discípulos e estabelecer as bases do empreendimento multinacional da salvação de almas. Ele permaneceu em Israel, e adjacências, durante todo esse período, pois sua mensagem, inicialmente, era destinado ao povo judeu. Mas Jesus tinha também a clara percepção de que a sua mensagem não poderia jamais permanecer nos estreitos limites de uma nacionalidade e que se estenderia muito além disso.
Duas das premissas mais importantes da gerência do tempo são: 1) definir objetivos e prioridades e 2) escrever uma lista diária do que fazer, isto, é ter uma agenda das atividades que pretende executar durante o dia, iniciando sempre pelas mais importantes.
Nada indica que Cristo tivesse os objetivos e a lista diária devidamente anotados em seu bolso. Mas com certeza ele sabia sempre exatamente o que, quando e porque fazer algo, já que sua orientação vinha diretamente de Deus.

Tempo: visão de curto, médio e longo prazo.

1) Na visão de curto prazo Jesus afirma: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanha cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". Mateus 6.34 Cristo está falando temporalmente no "aqui e agora", e não no "lá e então", em algum lugar futuro no céu. A afirmação é clara: viva o hoje, que já tem as suas próprias dificuldades. Esqueça o ontem, que já aconteceu, e o amanhã que ainda não veio. Dê a cada dia a sua atenção total, o foco de suas ações, já que só o presente constrói e reconstrói o futuro.
O que a grande maioria das pessoas não percebe é que vivemos eternamente no presente, pois o amanhã, quando chegar, será hoje. Da mesma forma como não podemos respirar novamente no dia de ontem ou antecipar a respiração do dia de amanhã - mas apenas fazê-lo agora -, a vida também só existe no presente. O problema são as recordações cristalizadas do que já ocorreu e as projeções receosas do que pode ocorrer no futuro.
Inúmeras pesquisas reiteradamente revelam que 50% dos pensamentos das pessoas são voltados para o passado, 40% para as preocupações do futuro, e apenas 10% dos pensamentos são concentrados no presente. Isso sim é que é viver fora do seu tempo! Logo, a maioria parece não ter consciência do "agora" e vive dopado na dimensão atemporal do passado e do futuro, desgastando e esvaziando a força do presente.

2) Na visão de médio prazo Cristo diz: "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". Lucas 9.62. Aqui a mensagem é de que, qualquer pessoa que abraçar a causa de Cristo e, ao mesmo tempo, ficar recordando ou sentir saudades do seu passado, não poderá usufruir plenamente da nova vida que lhe foi dada. É o passado, novamente, comprimindo e pressionando as pessoas inseguras a reconsiderarem a opção feita pelo novo. Gerenciar o tempo eficientemente é agir e pensar no "agora" sem tréguas a um passado infeliz e coercitivo. A vida é curta. Concentre os esforços no que realmente conta.

3) Na visão de longo prazo - A regra 20/80 da alta eficiência.
Oitenta por cento do nosso tempo diário são gastos em rotinas ou picuinhas, que tomam muito tempo e só rendem 20% de resultados. Por outro lado, os que sabem esgrimir com o tempo, concentram-se no que é essencial em suas vidas. Isto só toma 20% do seu dia, mas dá um retorno de 80% de ganhos.
Cabe aqui uma pergunta: "Você sabe quais são os 20% de suas atividades e tarefas do seu dia a dia que lhe dão um retorno multiplicado de 80% de ganhos? Talvez ainda não tenha descoberto. Neste caso os fatos estão administrando a sua vida, em vez de você administrar os fatos. Você está trabalhando em cima das prioridades, ou das picuinhas da vida, que lhe dão a impressão de estar vivendo intensamente, mas que, muitas das vezes, não passam de mera agitação e correria?
Agitação e correria não significam, necessariamente, atingimento de resultados. Significam apenas o que são: agitação e correria! Isso lembra a estória do homem montando um cavalo que corria em desabalada carreira pela pradaria, como se o próprio diabo estivesse em seus calcanhares. De passagem por um amigo, este pergunta apressadamente: "Ei, onde você vai com tanta pressa?"
"Isto eu não sei", respondeu o cavaleiro. "Pergunte ao cavalo".
Para a maioria das pessoas a vida é como se elas estivessem montadas naquele cavalo, totalmente desgovernado, galopando apressadamente em direção a coisa alguma. Já se perguntou para onde a vida o está levando? Quais são os seus reais objetivos? O que está construindo em sua vida e o que está fazendo com o seu tempo? Já se perguntou quais são as suas prioridades?
É bom todos nós pensarmos nisso e com presteza. Afinal não viveremos 1.000 anos, nem 200. Com toda ajuda da ciência atual talvez cheguemos, no futuro próximo, aos 120 ou 130 anos. E mesmo assim isso não passa de um segundo no relógio cósmico. "É preciso saber viver", diz a canção do Roberto Carlos.
Cristo era um mestre no manejo do tempo e na percepção do seu significado para a humanidade. Esta passagem revela isso: "Mas ele (Jesus), respondendo-lhes disse: Quando é chegado a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Tolos! Sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos?"
O que ele estava dizendo é: "Vocês conhecem muito a respeito do mundo que os cerca, mas são incapazes de perceber e reconhecer que uma mensagem - e uma vida - muito superior a que vocês estão acostumados, está sendo entregue a vocês neste momento, por mim". Cristo estava entregando a mensagem dos 20/80 da alta eficiência espiritual.

Texto extraído e condensado do livro "O Maior Empreendedor do Mundo", de Ernesto Artur Berg. (Aguardando publicação).

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

10 Dicas para uma Liderança de Sucesso

Liderar pessoas pode ser um desafio, mas é também um grande privilégio. E o mais interessante é perceber que a maioria das ações, atitudes e comportamentos que nos levam a uma liderança de sucesso não dependem de dons ou talentos, mas de interesse, intenção, vontade, dedicação e disciplina.
Aqui vão 10 dicas que, apesar de simples, podem revolucionar a sua liderança e transformar a vida daqueles que você lidera:

Conheça-se
Antes de conhecer e liderar outras pessoas é preciso fazê-lo a si mesmo por meio do autoconhecimento e da autoliderança. Por isso, separe alguns minutos do seu dia para refletir sobre o que tem feito e o que precisa fazer para aproximar-se do líder que você deseja ser.

Lidere pelo exemplo
Deixe que suas atitudes falem mais alto que suas palavras. Aquela história do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não funciona em liderança. Por isso, em termos de comportamento e atitude, não exija das pessoas aquilo que você mesmo não esta fazendo.

Construa o alicerce
Liderança é relacionamento e, sem que haja transparência e confiança, ela fica comprometida, já que normalmente as pessoas não se relacionam bem com aqueles em quem não confiam. Portanto, antes de qualquer outra coisa, construa relações de confiança com as pessoas.

Gerencie coisas, lidere pessoas
Gestão tem a ver com metas, recursos, processos, orçamentos etc. Liderança diz respeito a pessoas. Não tente controlar pessoas como se fossem coisas, mas lidere-as, demonstre interesse por elas, aproxime-se delas, trate-as não apenas como um recurso, mas como seres humanos.

Seja corajoso
Líderes de sucesso são corajosos e isso não significa ausência de medo, mas aprender a reconhecer seus medos, enfrentar a realidade de cada situação e escolher a melhor maneira de agir para que os objetivos sejam alcançados.

Pratique a humildade
Além de coragem, líderes de sucesso demonstram humildade em reconhecer seus erros e pontos fracos, permitindo que os outros se disponham a ajudá-lo.

Valorize as críticas
Sempre haverá pessoas que discordam do seu estilo de liderança ou das coisas que você faz. Tente entender os seus pontos de vista e trabalhe naquilo que pode ajuda-lo a melhorar. Tapinhas nas costas são mais fáceis de aceitar, mas não nos ajudam a melhorar.

Realize
O líder é responsável por realizar e não necessariamente executar, já que, para isso tem uma equipe. Líderes de sucesso desenvolvem, preparam e empoderam as pessoas para executarem com excelência suas atividades, portanto, reserve tempo em sua agenda para preparar e desenvolver seus liderados, para que você possa realizar mais.

Seja um coach
Crie planos de desenvolvimento e desafie seus liderados, exija deles o melhor, ajuste a rota e dê feedbacks construtivos e constantes. Quando eles te perguntarem sobre como fazer alguma coisa, devolva a pergunta e deixe que eles busquem a solução. Só assim eles se tornarão mais resilientes, proativos e autônomos.

Forme novos líderes
Em liderança, não existe sucesso sem sucessão. Uma liderança sem reprodução é uma liderança sem propósito e sem futuro e que apenas gera equipes dependentes e fracas, comprometendo o próprio trabalho e a continuidade da organização, portanto, forme novos líderes!

Publicado no Blog da Liderança

sábado, 18 de julho de 2015

A diferença entre chefe versus líder


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Motivação da Doação

Enoque Caló

"Este não era o momento de aceitar prata, nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas."
II Reis 5:26

Esta foi a palavra que Eliseu falou para Geazi, seu assistente de ministério.
Uma palavra difícil para orientar seu possível sucessor mesmo sabendo que a situação financeira e econômica do ministério de Eliseu não estava tão boa.
Aprendo nesta lição a importância em "pesar a motivação da doação", independentemente do valor desta. Se olharmos pelo aspecto financeiro a rejeição de Eliseu era quase uma "tolice', como poderia recusar uma oferta milionária para um ministério carente?
Nos versos anteriores podemos perceber Naamã insistindo para que Eliseu aceitasse, mas ele jura em Nome do Senhor que não aceitaria.
Setenta e dois quilos de ouro ultrapassariam hoje, quem sabe, o valor de sete milhões de reais.
E nós, aceitaríamos tal valor ou recusaríamos? Ou até agradeceríamos numa exclamação: Nossa você não imagina o quanto eu estava orando para receber tão grande quantia!
Entendo a preocupação dos líderes em poder ter o sustento para si e para a obra, mas como "dividir" no momento presente a administração das almas e do patrimônio?
Eliseu quando recebe seu chamado estava administrando um patrimônio interessante e muito valioso por sinal: as doze juntas de bois. Ele não era um homem que não havia experimentado um bom momento, ele sabia o que era ter recursos. Após o reconhecimento do seu chamado ele se desfaz do patrimônio e oferece um "grande churrasco" para a população local (I Reis 19.21). Agora, diante do rico Naamã ele tem uma posição de recusa ao dizer: "Eu não aceitarei estes presentes". Fez isso pois pesou a motivação da doação.
Já seu assistente fica transtornado ao ver Eliseu rejeitando todo aquele valor. Ele quebra princípios, usa o nome ou crédito de Eliseu de forma imprópria e coloca seu plano em prática. Porém chegou o momento de encarar a realidade onde estaria novamente na frente de Eliseu. Neste momento Eliseu dá uma palavra de repreensão ao seu assistente que já havia deixado a corrupção tomar conta do seu coração. Interessante que aquilo que é apropriado sem a devida legalidade deverá ser escondido, foi isto que o assistente fez com os setenta quilos de prata e duas mudas de roupas.
O mesmo se aplica nos dias de hoje quando é apresentado patrimônio além da receita e este é colocado em nome de terceiros para que não seja pego por algum órgão fiscalizador.
Fico impressionado como alguns acham simples sustentar uma construção de projetos suntuosos que nem ao menos serão funcionais, passarão setenta por cento do tempo fechado sem utilidade. Poderiam ser abertos para atender a população local com projetos educacionais e sociais afim de que o evangelho fosse conhecido por estas portas, mas geralmente eles não existem.
Até quando a vaidade do nosso coração nos fará ignorar os princípios bíblicos e como nos desprender do material para investir nas pessoas? Será que como Eliseu teremos condição de ignorar o valor patrimonial e transformar este em instrumento de investimento em pessoas?

Sim ou não?
Ao longo do nosso ministério poderemos receber presença de "Naamãs" com presentes caros e significativos. O grande desafio será ter a mesma atitude de Eliseu em saber pesar a motivação da doação e estarmos prontos para rejeitar tais presentes sem perder o foco de colocar em prática o chamado. Ou, podemos ignorar esta sensibilidade e receber toda e qualquer oferta, pois quanto mais, melhor.
Todo momento ou tempo será tempo de receber? Pela instrução dada ao assistente, que não entendeu ou discerniu a motivação da doação, aprendemos que tem tempo de receber, e tempo de não receber.
Ao receber algo no tempo que não deveria ocasionou uma tragédia para o tempo presente do assistente e também para o futuro da sua família. A ambição pelas riquezas pode nos trazer marcas irreparáveis, que inclusive nossa descendência poderá também sofrer as consequências de um ato deliberado por um coração corrompido.
Como nos comportaríamos no lugar de Eliseu? Teremos condição de rejeitar uma proposta ou oferta milionária e estamos dispostos a pesar a motivação da doação?

Publicado em Instituto Jetro

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://boo-box.link/AWNB/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

segunda-feira, 22 de junho de 2015

13 Sugestões Práticas para Pastores Treinarem Novos Líderes

(*) Bobby Jamieson

A maioria dos pastores está bem familiarizada com a tirania do urgente. Geralmente há tantas brechas a tapar que parece impossível diminuir o ritmo e gastar o tempo que é necessário para treinar uma tripulação – isto é, para levantar novos líderes de igreja.
Contudo, como pastor, há diversas razões pelas quais você deve estar regularmente discipulando homens que tenham o potencial para servir como presbíteros, seja na sua igreja ou em outra.

Por que pastores devem treinar líderes

1. A Escritura ordena.
Em 2 Timóteo 2.2, Paulo escreve: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Uma vez que 2 Timóteo não foi escrita somente para Timóteo, mas para todos nós (Romanos 15.4; 2 Timóteo 3.16-17), todo pastor de uma igreja local deve treinar outros homens para serem mestres na igreja.

2. Pastores são mais aptos para treinar outros pastores.
Homens em treinamento para o ministério aprenderão melhor com aqueles que estão envolvidos na obra em tempo integral. Eles obterão sabedoria prática, sensibilidades pessoais e um entendimento minucioso da obra que não teriam de nenhuma outra maneira.

3. A igreja precisa.
Como pastor, você precisa assumir a liderança de levantar líderes, quer esses líderes venham a servir na sua própria igreja como presbíteros, quer eles vão a outro lugar. Se você não discipular líderes, quem o fará?

4. Isso evangeliza futuras gerações.
Um pastor pode fazer uma “obra missionária” para o futuro ao levantar líderes no presente. Quem liderará a sua igreja e evangelizará a sua comunidade quando você se for? Levante líderes agora e você conseguirá anunciar o evangelho não apenas na sua comunidade, mas no futuro.

Como pastores podem treinar líderes
Mas como um pastor super-ocupado, com uma escassa margem de recursos, pode discipular homens para serem líderes de igreja? Aqui está um punhado de sugestões práticas.

1. Compartilhe o seu púlpito (com cautela). Procure maneiras de dar a jovens homens de sua congregação, que sejam doutrinária e pastoralmente confiáveis, oportunidades para pregar e ensinar, ainda que eles não tenham a prática de falar em público.

2. Ensine a sua congregação a cuidar de outras igrejas e dos propósitos mais amplos do reino de Deus. O objetivo é que a igreja como um todo abrace a meta de levantar pastores tanto para si mesma como para outras igrejas. Encoraje-os a ver que isso lhes trará mais benefícios no longo prazo. O seu encorajamento e liderança irão ajudá-los a serem mais generosos, a orar e a ser mais pacientes com homens mais jovens e inexperientes.

3. Ore publicamente por outras igrejas e pastores, pelo nome.

4. Ore publicamente pela propagação do evangelho em outras nações, pelo nome.

5. Procure outras maneiras de oferecer oportunidades de ensino e evangelização a homens mais jovens, como classes de escola dominical, oração pública ou a direção do culto. Treine-os no processo. Faça avaliações construtivas.

6. Mantenha uma “revisão de culto” semanal. Convide quem esteja publicamente envolvido no ministério da igreja a recapitular os eventos do dia. Peça avaliações construtivas de sua pregação ou direção de culto. Seja um modelo de como dar e receber encorajamento e críticas piedosas. (Dicas: enfatize o que for bíblico, teológico, pastoral, em vez do que for de sua preferência pessoal. Seja honesto, mas não lance um monte de críticas sobre os jovens e inexperientes de uma só vez. Procure evidências da graça e certifique-se de que os participantes saiam sentindo-se encorajados e edificados.)

7. Estabeleça um exemplo pessoal de evangelização, amizades com não-cristãos e discipulado de cristãos mais jovens. Olhe para aqueles que começam a imitar seu exemplo e invista especificamente neles.

8. Considere desenvolver um estágio pastoral.

9. Dê grandes quantidades de bons livros. Convide líderes em formação para uma conversa sobre o livro que você lhes deu, uma vez que eles o tenham lido.

10. Convide homens mais jovens para a sua sala de estudos, para que eles leiam e produzam à medida que você faz o mesmo.

11. Convide líderes em formação para que participem do seu processo de preparação do sermão. Discuta o texto com um ou dois outros homens à medida que você estuda. Após obter o ponto principal do texto, convide alguém para pensar em aplicações do sermão com você.

12. Pense em quaisquer janelas em sua vida e ministério que você possa abrir para líderes em formação: refeições em sua casa, tarefas cotidianas, visitas pastorais, compromissos em outras igrejas, conferências.

13. Discuta questões pastorais (que não sejam delicadas) com homens mais jovens e peça-lhes sua contribuição. Isso os treinará a pensar teológica e pastoralmente, e pode até mesmo dar a você uma nova percepção do problema.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel
(*) Bobby Jamieson é doutorando em Novo Testamento na Universidade de Cambridge. Anteriormente, ele trabalhava como editor assistente do Ministério 9Marks, nos EUA.

Publicado em Ministério Fiel


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Exercendo a liderança baseada no poder de Deus

Cezar Andrade Marques de Azevedo

"Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda." (Jo 15:16)

Drucker (1986) já havia chamado atenção para a principal tarefa da administração, que é o de atender uma finalidade produtiva comum. Cabe ao administrador, enquanto no exercício de sua liderança, buscar o atendimento das necessidades legítimas de seus liderados, razão do Senhor exortar para a importância de produzir fruto permanente, fruto este que é obra do Espírito Santo no coração daquele que administra segundo o poder de Deus (I Pd 4:11).
Este fruto, que objetiva a construção de relacionamentos duradouros, se desdobra em nove facetas: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; ..." (Gl 5:22b,23a)
O amor, que encabeça a lista, não se trata de um sentimento, mas de uma atitude que não exige nada em troca, por isso chamado de amor incondicional conforme definição desta palavra segundo o original grego, transliterado por "ágape". Este comportamento tem sua origem na percepção que o homem é a imagem, conforme a semelhança de Deus, portanto devendo ser tratado com todo respeito e apreço, não importando sua atitude. O sentimento pode variar, mas o comportamento não, por ser um ato de vontade, sendo esta a razão do amor ser a base da influência exercida pelo líder sobre seus liderados.
As demais variantes do fruto do Espírito são atributos do amor visto sob outra ótica, por isso todas elas se baseiam no comportamento adotado.
Por gozo entende-se a satisfação de estar com o liderado, resultante do calor humano, pois não há ninguém que não tenha algo a acrescentar. Nós somos seres interdependentes e não podemos fugir a questão levantada por Deus a Caim: "onde está seu irmão?" (Gn 4:9).
Paulo, escrevendo aos Corintios fala do valor de cada membro em particular para o conjunto do corpo, demonstrando que o menor é revestido de maior honra e que qualquer parte que seja não pode prescindir da outra. Se os olhos se rebelarem contra as mãos, basta um cisco para chamar a ajuda delas para que os olhos sejam guiados, enquanto persistem suas trevas momentâneas (I Co 12). Em uma empresa, qualquer cargo ou função ocupada por um indivíduo visa atender a uma necessidade desta organização, sendo imprescindível sua participação, caso contrário não teria sua existência assegurada. Deixe o café de ser feito ou o banheiro de ser limpo e imediatamente se percebe o valor destas tarefas menores para o bem estar de todos.
A paz reflete a ausência de animosidade, permitindo o entendimento harmonioso entre as partes. Ela é fundamental para o exercício da comunicação, pois neutraliza o preconceito, tão maléfico para a compreensão mútua. Jesus fez menção do exercício contínuo do perdão como base para o relacionamento (Mt 18:22), ensinando que sua aplicação se tornou possível por causa do perdão recebido da parte de Deus (Mt 18:27). É preciso entender que Deus renunciou Seu direito de punir o homem na mesma proporção do delito que este cometera, por ter satisfeito Seu senso de justiça na bendita pessoa do Senhor Jesus Cristo, que assumiu este castigo em lugar do homem. Por este ato Deus reconciliou-se com a humanidade, ato este extensivo a todo aquele que o aceita pela fé, sendo declarado justo perante Deus (Rm 3:24).
Assim o erro deve ser tratado com firmeza e honestidade, sem ressentimento, antes respeitando o direito de plena defesa. O ressentimento age como câncer, correndo o relacionamento, motivando a desconfiança e promovendo a discórdia. Uma regra útil para lidar com situações problemáticas é manter o foco sobre o problema, não sobre o indivíduo, buscando soluções eficazes para neutralizar o erro, promover o acerto e reforçar o controle.
Ser longânimo é agir com generosidade e nobreza para com o liderado, pois o relacionamento deve ser baseado na sinceridade, franqueza e honestidade. Esta atitude é reforçada pela benignidade, que é ser brando e agradável no trato pessoal, pois o sábio Salomão já aconselhava que "a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Pv 15:1), mesmo "porque a ira do homem não opera a justiça de Deus" (Tg 1:20), razão do seguinte conselho do apóstolo Tiago: "todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar" (Tg 1:19).
A atitude seguinte esperada do líder é a qualidade de agir com apreço e atenção, pois todo indivíduo busca ser amado e integrado no meio que pertence. Atos de bondades motivam a pessoa a dar o melhor de si, como foi o caso da velhinha que, ao ofertar na casa do tesouro, Jesus elogiou publicamente seu feito, demonstrando que seu ato fora em superior qualidade a todos os outros que tinham ofertado naquele dia (Lc 21:3,4). Por outro lado o líder estar atento ao ensino do Senhor, quando falou que a repreensão deve ser feita a sós (Mt 18:15), evitando humilhar seu liderado, afetando sua auto-estima.
Num mundo onde pouco valor se dá ao contrato firmado, cabe ao líder agir com fidelidade, que é a qualidade pela qual ele cumpre com suas obrigações para com seus liderados, demonstrando seu comprometimento para com eles, sustentando suas escolhas. O líder deve conceber seu local de trabalho como um jardim, no qual são criadas as condições para o crescimento sadio das plantas, preparando-as para que os frutos possam ser colhidos com qualidade. Assim, o exercício da liderança visa construir as condições favoráveis para o aperfeiçoamento contínuo, permitindo que seus subordinados tenham segurança que não haverá mudanças repentinas, injustificadas, antes recebam treinamento adequado e sejam motivados ao crescimento profissional e pessoal.
A mansidão é uma qualidade desejável ao líder por transmitir aos liderados a serenidade necessária para lidar com situações adversas, complexas e difíceis. Mediante uma atitude tranqüila, o líder torna-se um porto seguro em meio às crises, alguém com quem se possa recorrer quando as coisas não estão caminhando bem. Com isso se tem à última e fundamental qualidade, que é o exercício do domínio próprio, qualidade esta resultante do conhecimento de causa sobre as questões que lhe são afeta a liderança.
O domínio próprio reside no exercício da autoridade, que é bem distinta daquela conhecida pela administração secular. Esta confunde a autoridade e o poder como uma só coisa, definindo-a como sendo "meios de manipular, usar e controlar os outros" (Rush, 2005, p 10). Autoridade, contudo, resulta na influência pessoal sobre o subordinado para motivá-lo a fazer, portanto, não é com atos de forças que será produzida esta motivação, mas atos comportamentais que tem por base o amor incondicional.

Administrar: Fruto do Espírito
Resumindo, administrar segundo o poder que Deus dá (I Pd 4:11) exige do líder a manifestação do fruto do Espírito para que sua influência possa realmente atender as necessidades legítimas de seus liderados. O exercício deste tipo de liderança resulta em uma equipe comprometida, leal e criativa, que produz resultados com qualidade e relacionamentos duradouros. Este líder age baseado no amor incondicional, fundamentado em atos de vontade gerados pelo Espírito de Deus, por isso ele age:

• com calor humano, satisfeito por estar em contato com seu liderado, convicto que o ser humano é uma obra prima da parte de Deus e interdependentes uns dos outros;
• sem animosidade, livre de ressentimento, tendo seu coração pacificado, perdoando as faltas cometidas, sendo firme e honesto no trato pessoal;
• com generosidade e nobreza, respeitando seus subordinados independente do cargo ou função que exerça;
• com benignidade, sendo pronto no ouvir, brando na palavra e tardio no irar;
• com bondade, recompensando publicamente as atitudes positivas e repreendendo sempre em particular pelos erros cometidos;
• com fidelidade, cumprindo com suas obrigações e criando um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional e pessoal de seus liderados;
• com mansidão, lidando com serenidade nas situações adversas, complexas e difíceis;
• exercendo domínio próprio sobre seus sentimentos e atitudes, influenciando o comportamento de seus liderados mediante seu exemplo de vida.

Ninguém manifestará estas qualidades de modo natural, antes exigirá intensa disciplina para a mudança do comportamento, contudo o líder será recompensado pela alegria indescritível, pois o Senhor Jesus ensinou que a verdadeira liderança se exerce mediante a disposição de servir, nunca por conta do desejo de ser superior ao seu semelhante, dando Ele próprio como exemplo daquele que exerce este tipo de conduta (Mt 20:25-28).

Para que estas qualidades se transformem em hábito, resultando na solidificação do caráter do líder, este deve estar consciente que precisará passar por quatro estágios (Hunter, 2004):

1. estágio em que não há consciência do hábito ou tem por ele profundo desinteresse;
2. estágio que se tem consciência da necessidade de mudar o hábito, mas não possui habilidade para esta mudança. Neste estágio todo esforço empreendido aparenta ser antinatural e desanimador;
3. estágio que se torna experiente no exercício da habilidade aprendida;
4. estágio que o hábito adquirido se torna natural, incorporado ao caráter, portanto, sendo feito de forma inconsciente.

Assim, o caminho para o exercício da liderança é penoso, exige grande dose de disciplina e sacrifício pessoal, mas produzirá como resultante a habilidade de influenciar os liderados para que trabalhem como uma equipe, visando atingir os objetivos que atendam ao bem comum.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com
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Hunter, James C. O Monge e o Executivo. Uma história sobre a essência da administração. 10° Ed, Rio de Janeiro. Sextante, 2004.

Chefe versus Líder


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Síndrome de Burnout



Estudo mostra que cerca de 1.500 pastores abandonam o ministério pastoral todos os meses.


A saúde dos líderes pastorais tem sido colocada em cheque constantemente por uma série de males que têm acometido vários pastores nos últimos dias. Os pastores lutam com desafios espirituais em sua essência, mas, não se limitam a estes. Como sujeitos “bio-fisio-psico-sócio-espirituais” lidamos o tempo todo com outros indivíduos que mantém a mesma complexidade. Desta dinâmica de relacionamentos uma série de males pode emergir.
Dentre as doenças que têm sido diagnosticadas existe uma sobre a qual eu nunca havia ouvido falar até a pouco tempo. É a chamada “Síndrome de Burnout”, um mal que parece ter sido feito sob medida para os líderes pastorais que tem na ministração a outros a sua marca de trabalho.
Pregar, ensinar, liderar, aconselhar, visitar, consolar, encorajar, corrigir, planejar, mediar etc. São tarefas que têm tudo a ver com a possibilidade do líder sofrer desta síndrome. Já foi constatado em pesquisas que os profissionais expostos a altos níveis de estresse e aqueles que trabalham em funções em que precisam se doar mais como pessoas são os que mais apresentam este mal.
Os pastores têm todo o perfil para serem vítimas comuns dessa síndrome. Podemos traduzir a palavra “burnout” como “combustão completa”, ou seja, algo queimado totalmente. Psicologicamente falando este termo se aplica a uma situação de completa exaustão e entrega ao desencorajamento.
Este termo pode ser aplicado ao pastor quando este se vê “queimado” com reflexos espirituais, emocionais e físicos. Este mal é terrível e infelizmente temos de constatar que muitos colegas já estão sofrendo dele. Há muitos líderes “queimados”, que já há muito tempo têm revelado sintomas dessa síndrome, talvez eles mesmos não notem, mas quem está ao seu redor sim!
Outro dia atendi um pastor de outra denominação no gabinete que chegou apresentando exatamente os sintomas dessa síndrome. Ele chegou ao ponto de dizer que, em determinados momentos, tinha vontade de jogar o carro no poste. Graças a Deus hoje ele está bem. Nenhum pastor está livre disso.

Quais são os sintomas dessa síndrome?

Segundo estudiosos os principais sintomas são:

  • Exaustão emocional com uma profunda falta de estímulo profissional. As perspectivas se perdem, os sonhos são abandonados e a ansiedade ganha espaço.
  • Despersonalização com uma insensibilização diante de tudo e de todos ao redor. O pastor veste uma couraça de auto-proteção diante das tensões interpessoais e circunstâncias do dia-a-dia laboral.
  • Perde-se a capacidade de produzir criativamente e as tarefas que ainda continuam sendo feitas se transformam em simples obrigação e rotina.
  • Apresenta comportamento agressivo e irritadiço sem motivo aparente e um mau humor frequente.
  • Sentimento de baixa realização e desencorajamento profissional com uma avaliação muito negativa sobre si mesmo.
  • Sentimento de derrota e abatimento também são comuns.
  • Além disso tudo, ainda pode surgir a depressão e dores.

Pela natureza do trabalho, os pastores estão na linha de frente daqueles que podem sofrer da “Síndrome de Burnout”. Um pastor acometido dessa síndrome irá gerar problemas para si mesmo, para sua família e para as pessoas a quem tem de ministrar.

Como podemos buscar prevenir este mal?

Penso que não uma, mas muitas ações são indicadas para prevenção:

  • descanso frequente, férias e passeios,
  • um sono reparador(dormir sempre no mesmo horário. Sono de 7 horas no mínimo),
  • a prática de um hobbie ou esportes saudáveis e contínuos,
  • uma alimentação correta,
  • uma saúde em dia,
  • uma visão de si mesmo equilibrada,
  • a manutenção de expectativas realistas em relação si mesmo e ao ministério,
  • o compartilhar contínuo de fardos,
  • uma vida devocional coerente,
  • o desenvolvimento de amizades verdadeiras,
  • uma divisão mais equitativa de horários(tempo para lazer, alimentação, família etc),
  • a quebra eventual da rotina de vida,
  • o não acumulo de emoções negativas,
  • mudanças na vida sempre que possíveis e necessárias,
  • o desfrutar de aspectos mais simples da vida como um abraço de um filho, o carinho da esposa e o sorriso de um amigo leal,
  • uma caminhada em um local tranquilo,
  • uma leitura por prazer, etc.

Tudo isso pode cooperar. Se você percebe que está sofrendo desse mal, não se desespere, procure ajuda, há cura. Não tenha vergonha de abrir o coração com alguém que de fato possa lhe ajudar neste momento. Sua vida é muito preciosa para ser “queimada”.
Talvez a pior consequência da “Síndrome de Burnout” seja a possibilidade de nos levar a perder a capacidade de descansar no Senhor, mas é ai que reside a base para a prevenção e a cura desse mal.
Se como pastores estamos na linha de frente para sermos pegos por este mal, por outro lado, temos ao nosso dispor o maior recurso do universo para sermos sarados - a mão de Jeová-Rafa estendida em nossa direção.
Que Ele nos abençoe, nos guarde e nos cure.

Pr. Ednilson C. de Abreu e Centro de apoio a família.

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O jornalista Marcelo Brasileiro publicou uma matéria na revista Cristianismo Hoje na qual falou sobre a quantidade crescente de pastores que abandonam o ministério pastoral por não suportarem as cobranças que esse sacerdócio exige.
A reportagem aponta pesquisas como a realizada pelo ministério LifeWay, que aponta que apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade dos pastores entrevistados, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”.
Outra pesquisa sobre o tema é a do Instituto Francis Schaeffer, que revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Em uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), cerca de 70 pastores saíram da igreja por mês desde o ano passado.
Não se trata de pessoas que abandonam a fé cristã, mas de líderes que deixam o púlpito por não suportarem o as exigências do cargo.
Temos como exemplo o pastor José Nilton Lima Fernandes, 41 anos, que durante todo o ano de 2011 esteve de licença e afirma que essa experiência lhe mostrou que é possível servir ao ministério pastoral sem estar dirigindo uma igreja. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”, explica.
“Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, completou o pastor, que conta ter pedido licença da sua função na Igreja Presbiteriana Independente (IPI) no final de 2010, depois de quase 15 anos enfrentando problemas.
Atualmente Nilton retomou seu trabalho como pastor em uma IPI da zona leste da capital paulista.