quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Britânico escapa do corredor da morte depois de 20 anos

Fonte: BBC Brasil/Notícias Cristãs


Um cidadão britânico que passou 20 anos no corredor da morte em uma prisão de Ohio, Estados Unidos, será libertado até o Natal, segundo seu advogado.
Kenny Richey, de 43 anos, chegou a ficar a uma hora da execução. Ele foi condenado à pena capital em 1987, pela acusação de iniciar um incêndio que matou a menina Cynthia Collins, de dois anos.
Sua condenação foi revogada em agosto por uma corte americana depois de um recurso de apelação, abrindo caminho para um novo julgamento.
Richey, que sempre alegou ser inocente, acabou fazendo um acordo com a promotoria.
Ele mudou sua declaração original de inocente para uma declaração de 'não contestação' da acusação de homicídio culposo - o que não chega a ser uma admissão de culpa, mas é tratada como tal pelas cortes americanas.
Pelos termos do acordo fechado com a promotoria, ele será libertado por ter cumprido a pena prevista para homicídio culposo, de 11 anos.
Defensores dos direitos humanos comemoraram a notícia e o advogado de Kenny, Ken Parsigian, afirmou que foi uma "vitória completa".
"É o melhor presente de Natal que eu ou Kenny poderíamos pedir. Kenny está animado e emocionado. Ele está um pouco nervoso, pois agora tem que encontrar uma forma de voltar ao mundo real", disse ele ao jornal britânico The Times.

Recurso

Promotores alegaram que Kenny provocou um incêndio movido por ciúmes de sua ex-namorada e seu novo companheiro, que viviam no apartamento de baixo. Mas o acusado sempre se recusou a reconhecer os crimes.
Sua posição deve mudar em uma audiência marcada para esta quinta-feira. Seus advogados concordaram que seu cliente admitiria as acusações de homicídio culposo, invasão e risco à vida de uma criança.
De acordo com os advogados, o escocês, que deixou a casa de sua mãe em Edimburgo aos 18 anos para morar com seu pai americano, sairá da prisão em tempo para as festas de fim de ano.
Karen Torley, ex-noiva de Richey que ajudou na campanha pela libertação, afirmou que esperava a libertação.
"Estou feliz por ele e por sua família. Sempre foi uma vergonha que o sistema de Justiça de Ohio tenha considerado Kenny culpado, e chocante que o tenham colocado no corredor da morte e lutado para mantê-lo lá", disse.

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