Ética e Liderança Cristã

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Liderança ou Coaching?

"A questão crucial para qualquer pessoa responsável por outros - seja como pastor de uma igreja ou como gerente de uma empresa: quando é que eu lidero o meu grupo, e quando eu os treino, através do coaching?" Artigo do psicólogo cristão Christoph Schalk faz esta reflexão: "Para responder a esta pergunta você deve primeiramente estar ciente dos princípios básicos da liderança e do coaching. Você pode então decidir, dependendo da situação, se é necessária liderança ou coaching e qual deles levará ao objetivo desejado". Continue lendo o artigo.
"Liderar significa assegurar que as instruções estão sendo seguidas, definir limites e esclarecer as condições gerais. Exemplos disso na vida da igreja são do tipo: "A partir de janeiro o boletim da igreja irá circular a cada dois meses, em vez de uma vez por trimestre", ou "Todos os líderes de grupos devem prestar contas ao pastor". Em uma empresa poderá ser assim: "Telefonemas pessoais não são permitidos durante o horário de expediente", ou "A partir de janeiro os departamentos X e Y serão fundidos em um só". Estas decisões e limitações não deixam margem para discussão ou mudança. Nesses casos, o pastor/líder tem de certificar-se que as regras foram observadas, ou seja, demonstrar uma liderança clara.
"Coaching, por outro lado, é adequado para situações em que um colaborador é livre para agir e criar. É importante esclarecer o alcance desta liberdade diretamente com o funcionário – caso contrário, mal-entendidos e conflitos podem ocorrer e o coaching não funcionará corretamente. A liberdade de ação no exemplo do boletim da igreja pode significar que a pessoa responsável pode decidir como ele pretende resolver a questão de edições mais frequentes, por exemplo, seja aumentando o número de colaboradores ou reduzindo o tamanho do boletim. O pastor coach o apoia em sua busca pela melhor solução e pela implementação de medidas adequadas. Tal como acontece com a combinação dos dois departamentos na empresa, o diretor pode utilizar o coaching para orientar seus colaboradores a desempenhar um papel ativo e criativo no processo de reestruturação. Ele pode incentivá-los a assumir a responsabilidade, a pensar em medidas por eles próprios, e colocá-las em prática."

Coaching faz uso do potencial dos colaboradores

"Coaching é uma boa maneira de incentivar os colaboradores a atingir seus próprios objetivos pessoais (que são subordinados aos objetivos globais da igreja ou da empresa) e de apoiá-los nos respectivos processos de planejamento e execução. Coaching é também útil em prover treinamento avançado no trabalho e em garantir que a igreja ou a empresa realmente obtenha benefícios a partir dos recém adquiridos conhecimentos e habilidades dos colaboradores.
"O coach pode orientar os colaboradores focando sua atenção nas coisas que já estão funcionando bem com questionamentos do tipo: Quais os pontos fortes, as aptidões e as abordagens já disponíveis? Que habilidades os colaboradores possuem? O que já funciona bem? A tarefa do pastor/líder ou executivo é reforçar a consciência dos colaboradores acerca dos aspectos positivos, mostrar seu apreço por eles e fornecer encorajamento. Os colaboradores têm, muitas vezes, todas as competências e os recursos necessários, mas se sentem presos em suas tarefas específicas ou situação. Nesses casos, o coach os relembra de seus pontos fortes e os motiva a adotar uma perspectiva mais positiva, concentrando-se no que é possível e que dará precedência sobre o que parece impossível. Geralmente, tudo que é necessário para esclarecer a situação são respostas a algumas perguntas simples e, dessa forma, os colaboradores se sentem aptos a agir.
"Exemplos de questões que suscitam a sensibilização de uma pessoa para soluções em potencial são: "Aonde exatamente você quer chegar?", "Tem alguma ideia sobre como encontrar uma solução?", "Como os de fora saberão que enfrentamos este problema?","O que tem funcionado bem até agora?" Questões simples como estas - orientadas para uma possível solução - têm produzido alguns resultados surpreendentes."

Coaching significa deixar seguir
"Coaching significa tornar os colaboradores conscientes da sua própria capacidade para encontrar soluções. O colaborador deve, então, também ser autorizado a assumir a responsabilidade de escolher as soluções e adotá-las. A linha entre a liderança e coaching pode ser atravessada durante o processo. No exemplo do boletim da igreja isso significaria: "A partir de janeiro o boletim da igreja irá circular a cada dois meses, em vez de uma vez por trimestre" (declaração clara - líderança). A conversa poderá então avançar para questões como: "Tem alguma ideia de como poderíamos proceder a este respeito? O que precisa acontecer, a fim de alcançar esta meta? "(Espaço para ideias próprias - coaching).
"Para as pessoas em cargos executivos uma parte essencial do coaching é aprender a deixar seguir: você tem que deixar seguir suas próprias idéias, sugestões e ajudas concretas - caso contrário, é o coach, que acaba por resolver o problema. Coaching significa também dar às pessoas a liberdade de ação. Você tem que dar-lhes a oportunidade de demonstrar as suas próprias habilidades, ideias, conhecimento e competência. Eles têm de se sentir livres para tomar suas próprias decisões, tomar a iniciativa, encontrar soluções e planejar seus passos rumo à meta desejada."

Alimento para os pensamentos...

Que liberdade de ação meus colaboradores têm em suas tarefas? Como foi, exatamente, formulada essa liberdade de ação? Que problemas ainda precisam ser esclarecidos? Quais instruções eu preciso dar-lhes? Como? Em que áreas posso treiná-los? Na realização dos seus próprios objetivos? Planejar como atingir o objetivo e colocar em prática? Em seu próprio desenvolvimento pessoal?

* O autor deste artigo, Christoph Schalk, é psicólogo (Mestrado em Psicologia Organizacional), e trabalha como coach e formador de coaches. Durante os últimos 15 anos, treinou pessoalmente mais de 300 dirigentes e executivos, e cerca de 600 coaches em mais de 25 países. Seu tema favorito neste momento: "O líder/executivo como coach".

Agência Soma

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Liderança em Davi

Lições Baseadas na vida de Davi.

· Introdução:

Davi se refugiou na caverna de Adulão fugindo de Saul; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. (I Sm 22: 1-3)
Davi retorna ao território de Judá, mas não muito distante da fronteira de Israel com a Filistia. Ele se esconde de Saul na caverna de Adulão. A localização de Adulão não é exata, mas parece ter se sido há algumas milhas a leste de Gate, na direção de Belém e Jerusalém. Parece que Davi encontrou um esconderijo isolado e seguro, longe o suficiente de Gate e não muito perto de Saul. (Adulão será o Q.G. da Davi).
Davi parece estar sozinho, até agora. Mas, quando se esconde na caverna de Adulão, uma porção de gente começa a chegar esperando juntar-se a ele. Os primeiros a ouvir sobre seus parentes, que se unem a ele na caverna. Eles devem sentir que, uma vez que Davi é visto como inimigo de Saul, eles também não estão seguros. Penso eu, ser a melhor posição teológica, com base no destino dos sacerdotes (ver I Sm 22). Outros os seguem, aqueles que estão em perigo, em dívida, ou não são a favor de Saul. Eles vêm a Davi como seu novo líder. Aqueles que se juntam a Davi durante sua estadia na caverna chegam aproximadamente a 400 homens.

1. Como líder, Davi nunca menosprezou aqueles que o Senhor lhe enviava.

Davi atraia estes homens sem procurá-los. ( II Sm 22:1-3).

2. Como líder, Davi tinha a habilidade necessária para treinar homens que não possuíam nenhuma capacidade. Transformado estes homens na Elite Militar da sua época. Um verdadeiro exército de Deus.

· De covardes, Davi os fez valentes e poderosos (II Sm 23:8).
· De aflitos, Davi os fez soldados valorosos. Um Exercito de Deus (I Cro 12:22).
· De endividados, Davi os fez mais valiosos do que ouro. O menor valia por 10 homens e o maior por 1000. (I Cro 12: 14).

3. Como líder, Davi não tinha medo ou receio de colocar ao seu lado homens que teriam seus potenciais maximizados no decorrer do treinamento. Muitos destes Valentes seriam melhores do que Davi na arte da guerra. (I Sm 23:8-17).

· Josebe matou 800 com uma lança.
· Eleazar com sua mão pegada à espada atacou os filisteus e os feriu.
· Samá defendeu seu campo de lentilhas, efetuando grande combate.

4. Como líder, Davi tinha admiração e respeito pela vida e serviço fiel dos seus liderados. (II Sm 23:17).

· Os valentes ouvem o suspiro por água do seu líder e agem imediatamente em missão.
· Não era uma ordem de Davi, nem um pedido, era apenas um desejo pela água da fonte de Belém. Todavia, estes homens romperam as barreiras e obstáculos por causa do desejo de servir ao ungido do Senhor.


5. Seus liderados o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração.


A lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas.
Davi nunca procurou a fidelidade destes homens.
Todavia extraiu deles lealdade e serviço por meio da sua devoção para com eles.
Davi publicamente honrou o sacrifício dos valentes presenteando a Deus com a água que eles trouxeram em oferta a Davi.
Será que em nossos dias ainda existem homens valentes, a ponto de arriscarem suas vidas, rompendo limites e obstáculos em favor do seu líder.
Será que ainda existem homens como Davi (devotado aos seus liderados). Homens cuja sua atitude de amor, zelo e admiração pelos seus liderados falam mais alto que suas palavras.

6. Como líder, Davi era a inspiração de seus liderados. Ele era alguém que resplandecia a luz do Senhor. Ele era a lâmpada de Israel (II Sm 21:17).

· Davi já estava velho. Seus pais já descansam no sepulcro. A vida estava passando e os anos se abreviaram. Davi já não é mais o garoto que matava leões e ursos que ameaçavam rebanhos.
· Também não é mais o jovem destemido que, com uma funda e cinco pedrinhas, derrubara o gigante Golias.
· Mas ainda acha que pode guerrear, é verdade. Acaba de enfrentar outro gigante, Isbi-Benobe, mas quase morre desta vez, não fosse pela intervenção de Abisai. Por isso, seus próprios soldados lhe aconselharam: Por favor, rei, fica em casa, para que “não apagues a lâmpada de Israel”. Como a luz flui da lâmpada, o calor do fogo, e os pensamentos da mente, assim Davi era o símbolo da Providencia e Promessas de Deus para Israel. Nesta altura dos acontecimentos Davi compõe um cântico a Deus, que corresponde ao Salmo 18, e que expressa agradecimentos por livrá-lo “da palma da mão de todos os seus inimigos e da palma de Saul”.
· Suas responsabilidade como líder da nação no Salmo 18 inicia com a sua declaração de amor a Deus; e como líder Davi expressa seu amor: obedecendo a Deus... 1) em justiça de vida (20,24); 2) em pureza diante de Deus (20,24); 3) Guardando os caminhos do Senhor que é perfeito (21,30); 4) Não se apartando de Deus (21); 5) Ter diante de si a Palavra de Deus que é provada (22,30); 6) Sendo íntegro e se guardando da iniqüidade (23); 7) Sendo sempre agradecido (46); 8) Bendizendo e engrandecendo a Deus (46); 9) Glorificá-Lo publicamente (49); 10) Cantar louvores ao Seu nome (3,49); 11) Testemunho sua gloria e majestade (49).
· Saber que podemos contar com a ajuda de Deus e de nossos liderados nos momentos mais difíceis da nossa é um grande alento e mui agradável balsamo para a alma dos pastores, que por vezes, estão exaustos e afadigados do combate cristão.

7. Como líder, Davi sabia que o ministério exige a excelência daqueles que são vocacionados. E que passar pelos desertos das provações lapidaria seu caráter e forjaria sua alma no fogo do Espírito do Senhor. (I Sm 23-24). Davi passa a ter consciência do sagrado.
Todos aqueles que desejam ter um profundo relacionamento com Deus passam pelo deserto, devem se refugia em Adulão. (Moises, Elias, Paulo e nosso Senhor Jesus passaram pelos desertos. O deserto faz parte da pedagogia de Deus).
Davi não escolheu o deserto, mas foi forçado a se refugiar dos ataques de Saul na região do Neguebe por aproximadamente 10 anos de sua vida.
Davi recebeu o seu Ph.D em ministério depois de passar pelas faculdades do deserto de Zife; de Maom; Em-Gedi e Parã.
Os anos de provações no deserto levaram Davi a ter uma percepção mais clara do sagrado e do profano, da santidade e da impureza, da beleza e do desespero, da obediência e do pecado; Davi foi capaz de ver a gloria de Deus onde ninguém mais podia ver, isto é, na vida de Saul, o ungido de Deus. (I Sm 24:10). O deserto nos torna mais humano e menos anjo.
Adulão significado refugio. Foi no deserto que Davi escondeu-se de Saul numa caverna em Adulão (1Sm 22:1; 2Sm 23:13; 1Cr 11:15). Adulão é lugar de sair da superficialidade e buscar profundidade insondável.
Na caverna de Adulão, existem lugares profundos ainda não sondados, lugares onde não se conseguia medir a profundidade.
Mas Davi conhecia em profundidade ao Senhor, ele conhecia o Bom Pastor (Salmo 23) aquele que o havia livrado do Urso e do Leão, aquele que havia entregado o gigante e todos os filisteus em suas mãos. Davi conhecia ao Senhor, e seu conhecimento não era superficial.
Precisamos entrar em Adulão para conhecermos ao Senhor com intimidade. Adulão é lugar de transformar a exaltação em humilhação.

8. Como líder, Davi fez no deserto da adversidade o que não conseguimos fazer nos oásis igrejeiros: “Davi fez de homens perdedores, campeões; de amargurados em cheios de graça; de endividados em pedras preciosas; de espírito abatidos em Valentes de Deus”.

Davi era matador de gigantes, por sua vez exigia que seus liderados também fizessem o mesmo. (I Sm 21). Abisai, Sibecai, El-Hanã, Jônatas, todos estes mataram gigantes nas guerras pelo Rei e pelo Reino.
Davi sabia compartilhar com os seus liderados as glorias recebidas em batalha. (I Cro 27). Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi fazia direito e justiça a todo o seu povo. II Samuel 8:15
Quando Golias desafiou o exército de Israel, ele estava batalhando em nome dos seus deuses. Logo, se Golias vencesse, seria considerada a vitória dos deuses dos filisteus sobre o Deus de Israel... Entretanto, pelo que parece, ninguém entendeu desta forma... O povo de Israel estava ofendido e magoado, cada um pensando em si e no seu justo espírito nacionalista, entendendo que Golias estava simplesmente afrontando ao povo...Davi foi o único que enfocou teologicamente o problema, quem percebeu a gravidade dos fatos: Golias havia afrontado não a um exército comum, mas ao exército do Deus vivo.
Davi, o menino pastor, estava dando seus primeiros passos na liderança espiritual, mas já sabia que o seu povo era guiado e protegido por Deus; era o povo da Aliança. Davi não olhava os fatos como se ocorressem por um mero e insensível acaso...Ele tinha consciência de que Deus levantava homens... E, se assim o é, já que não surgia ninguém, porque não ele?
Deus sempre levantou homens: Moisés, Josué, Jefté, Baraque, Gideão, Sansão, Isaías, Jeremias, os apóstolos, Paulo, etc. Os Reformadores: Lutero, Melanchton, Calvino, etc. Estes homem também se depararam com gigantes... Entretanto tiveram consciência de que Deus usa homens... Eles se prontificaram, dizendo: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8)
Há gigantes à nossa frente? Por certo há muitos: A frieza, a indiferença, a escassez de recursos financeiros, a falta de pessoas comprometidas com a obra; pessoas a serem lideradas, lapidados, moldadas e muitas ainda precisam ser conquistadas para Cristo. Mas... Se Deus levanta homens. Por que não eu?
Deus age através da História e nós, somos os instrumentos de Deus. Muitas vezes os grandes desafios de Deus começam nas coisas mais simples de nossa vida: Todo o processo de luta de Davi com Golias e a sua vitória começou com a sua simples e justa obediência ao seu pai Jessé, indo levar alimento para os seus irmãos no campo de batalha; lembremo-nos de que Davi já fora ungido rei de Israel...
Um dos primeiros passos para que possamos entender a questão da liderança cristã é adotarmos a perspectiva correta sobre Deus, Sua Palavra e Sua Obra.
· Davi se dispôs a lutar porque entendeu que Golias havia ofendido a Deus e isso ele não poderia tolerar... Davi tinha zelo por Deus e pelos ungidos de Deus, por isso nunca levantou-se contra o rei Saul.. Davi esperou pela providencia de Deus para ascender ao trono de Israel e com muito resignação e paciência, deixou Deus ser Deus em sua vida... Os valentes de Davi outrora eram covardes, tímidos, espiritualmente fracos, mas como muita sabedoria, graça, unção e dedicação, Davi investiu todos os seus recursos nestes “desqualificados” aos olhos humanos, pois Davi tinha experiência pessoal de que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; 28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; 29 Para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Co 1:27-29 .
· Deus no seu processo revelador e salvador sempre se valeu de homens e mulheres. Há muitas coisas a serem feitas na Seara do Senhor; então, por que não podem ser realizadas através de mim?
· Devemos ser obedientes a Deus, fazendo o que nos compete, usando dos recursos que Ele mesmo nos forneceu em nossa caminhada. Deus sempre conduz o Seu povo em triunfo, mesmo em meios aos mais escaldantes desertos da vida.

Fonte: ISET

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ética


Blogado do Rir e Pensar

Fidelidade e Honestidade

''Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua ofer-ta, e vai reconciliar- te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta." Mateus 5.22-28

INTRODUÇÃO
Interessante em quase todos estes tópicos sobre os confron-tos na vida,no caso desta semana, nos aspectos da fidelida-de e honestidade, que o Senhor Jesus evidencia sempre co-mo uma espécie de gradação para o erro, partindo do mais grave para o mais simples, como veremos a partir do primeiro versículo que abordaremos.
O que ele está ensinando aos seus discípulos é a necessidade de corações puros. Os atos maldosos da humanidade não se expressam apenas quando eles se exteriorizam mas; também, quando guardados no coração do homem produzem sentimentos negativos, raiva embutida, ódio recolhido. Podemos não tornar visível o nosso sentimento íntimo, mas ali está ele corroendo o nosso coração, predispondo- nos a atos impensados e violentos contra outrem.

"Eu,porém,vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão,se rá réu de juízo;e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno" Mateus 5.22

Cristo faz ver ao povo que o conceito divino para o"não matar" era muito mais amplo, muito mais pro-fundo. Na dimensão divina, o simples ato de se irar contra o próximo, desejando em pensamento a sua morte, ou ofendendo-o verbalmente, é a mesma coisa que o ato extremo de violência que se exterioriza por meio do crime cometido contra aquela vida.
No julgamento divino, ambas as atitudes são passíveis de punição. O sentimento de cólera ou de ira contra o irmão mesmo que em pensamento;a ofensa mediante a palavra"raca",termo de origem ara-maica que significaria algo como "estúpido"; ou mesmo, por meio da palavra "tolo", embora, em níveis diferentes, tornariam o ofensor, igualmente, passível do julgamento divino.

"Portanto,se estiveres apresentando a tua oferta no altar,e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti" Mateus 5.23

A nossa consciência deve ser um termômetro para a nossa vida cristã.Diante de determinadas situa-ções, ela nos deve alertar para atos ou pensamentos que, adotados pelo homem secular, não podem fazer parte do padrão de vida do crente. Tal qual um sinal de trânsito sinalizando- nos com as cores verde, amarelo e vermelho o fluir do tráfego, assim deve ser a consciência do crente para o seu agir. É hora de parar, de refletir ou de seguir em frente?
Sim,não há como explicar uma atitude predisposta ao bem,se em nosso coração existe algum mal embutido. É para isto que o Senhor Jesus está chamando a atenção. Como oferecer ofertas de boa vontade, sob qualquer pretexto e a qualquer pessoa, quando o nosso coração tem algo negativo dentro çiele contra alguém? É um contra censo, diria o Senhor Jesus. Daí, a lembrança que faz, neste versículo, deixando para o versículo seguinte o conselho que dará.

"Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar• te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta" Mateus 5.24
O texto, agora, se completa. Se no item anterior nos vimos apenas diante da primeira ideia do ensino de Cristo, e já retiramos dela proveito, vejamos agora, quando ela se completa, o que mais podemos considerar.
A conclusão dele é muito clara quanto ao que devemos fazer diante da constatação de que guarda-mos em nosso coração algum sentimento negativo com respeito a alguém. Além de ser clara é, tam-bém, impeditiva. Ou seja, não somos dignos de ir ao altar do Senhor, quando o nosso coração amar-ga a dor do ressentimento ou da ira. Aí é que entra a necessidade de uma consciência pura.
Precisamos estar estribados em princípios cristãos de paz e de amor, para termos tal discernimento.
O homem do mundo não chega a este nível.De tal maneira sua consciência está cauterizada pelo pe-cado, que não se move diante de situações como estas.Seu coração é insensível a tais conclusões.

"Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão" Mateus 5.25

Depois da reflexão vem a ação. O servo de Cristo não pode ser uma pessoa apenas contemplativa.
Interiorizando os seus pensamentos, reflete sobre onde agiu bem ou onde falhou, mede as circuns-tâncias, avalia sua reação e conclui confessando com sinceridade, diante do Pai, o seu erro, se for este o caso. Mas não pode parar aí a reação esperada daquele que é uma nova criatura.
O ensino de Cristo é claro no sentido de que,depois da conclusão interior,há de se tomar a iniciativa do acerto, da conciliação, da renovação de propósitos. Por isso, ele aconselha em tom de ordem o que lemos no texto acima. Cabe ao crente a iniciativa da reconciliação, principalmente quando o pro-blema for com outro irmão em Cristo.Aliás,imaginem a alegria dos dois ao constatarem, surpresos, que se encontraram em meio ao caminho da reconciliação, pois ambos,ao mesmo tempo,a iniciaram.

"Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil" Mateus 5.26

Cristo chama a atenção para a consequência advinda do julgamento humano. ~ando tentamos resol-ver as coisas, com os recursos apenas de nossa mente racional e material, sem o devido respaldo moral e espiritual, geralmente, as coisas não nos correm bem. Daí a afirmação de que, no caso de estarmos em falta, iremos pagar o último centavo de nossos recursos financeiros em discussões sem fim e que nos levam à condenação mais tarde.
O que ele está recomendando é que, sempre que possível, como crentes em Cristo, devemos tentar a conciliação pelo diálogo, conversa franca, de forma que não sejamos obrigados, como se diria modernamente, a arcar com a perda do processo e ainda a pagar as custas processuais.
Como discípulos de Jesus, se nos virmos envolvidos em tais situações, devemos ter o cuidado de cumprir os nossos compromissos até o fim, mesmo que a lei nos permita adotar recursos outros. A afirmativa que faz no versículo 25 é para que honremos até o último centavo de nossa dívida.

"Ouvistes que foi dito: Não adulterarás"  Mateus 5.27

Cristo vai dar continuidade, agora, ao segundo argumento da parte antagônica de seu sermão. Esta vai ser a segunda vez, das cinco neste sermão, em que suas palavras o colocam em posição de antagonismo àquilo que os escribas e líderes religiosos diziam. Não, com isto, que os condenasse inteiramente mas, sim, porque eles não iam além do que a letra dizia. Como ele mesmo disse abrindo o sermão, ele não veio para destruir a lei, mas para cumpri-Ia. E cumpri-Ia de forma integral, completa, além do que a leitura simples e superficial poderia dizer.
É quando se refere, então, a este mandamento, uma bem rigorosa determinação contrária ao divórcio, procedimento que teve inúmeros acertos na cultura judaica para justificá-Io em sua prática. Em meio ao povo judeu, em que a mulher era tida como objeto, eles vão criar inúmeros recursos que justificassem uma vida sem muito compromisso conjugal. Motivos os mais diversos eram conduzidos insidiosamente de forma a darem ensejo a desenlaces do matrimônio sem muitos prejuízos para o homem, sempre. É contra isto que Cristo se coloca quando enuncia a lei com palavras tão duras como veremos a seguir.

"Eu,porém,vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobi-çar, Já em seu coração cometeu adultério com ela" Mateus 5.28

O objetivo de Jesus é evidenciar para os seus seguidores que, para segui-Io, não seria exigido apenas o simples cumprimento dos "termos da lei", mas que, como crentes, eles precisariam atentar mais ainda para "o espírito da lei".
A pureza de coração é um dos maiores desafios da vida cristã. De tal maneira estamos impregnados pela atmosfera do pecado que circunda o mundo, que somos, muitas vezes, sem que o percebamos, consumidos por ela. Assim, vamos admitindo, em nosso dia-a-dia, comportamentos indevidos no trato, palavras torpes no linguajar, pensamentos maliciosos nos relacionamentos, de tal forma que, quando menos esperamos, estamos com o nosso coração inteiramente conformado ao mal que nos rodeia.
Diante desta realidade,Cristo vai demonstrar que devemos ser cuidadosos na manutenção deste cora-ção puro, quando nos alerta para o fato de que, mesmo a cobiça íntima que,aparentemente, nenhum mal produz, já é pecado em si mesma e é a porta que se abre para que o pecado se consuma amanhã na vida do crente.

CONCLUSÃO
O que Jesus está nos ensinando com tais recomendações é que devemos ser cuidadosos e disciplinados em nosso viver.O mundo de hoje nos aponta muitas tentações, para ambos os sexos, em prol do relacionamento livre e permissivo que a sociedade aceita e acha normal. Aquele que é uma nova criatura não pode viver sob este padrão,pois o simples engendrar de situa-ções favoráveis a desvi-os desta natureza, no crivo de Cristo, já se consti-tui pecado diante de Deus.

A Diferença entre Reputação e Caráter

“O que nós somos comunica muito mais eloqüentemente do que qualquer coisa que nós falamos ou fazemos”.

Vejam que há pessoas que nós confiamos apenas por conhecer o caráter delas, independente se são eloqüentes ou não, se detém técnicas de relacionamento ou se têm alguma talento especial.
Confiamos nestas pessoas, pelo bom caráter, exemplos e com isto temos sucesso trabalhando com elas.
Porém caráter não pode ser confundido com reputação.

Reputação é aquilo que você é aparenta ou é conhecido por ser.
Caráter diz o quem você é.
Reputação é uma fotografia.
Caráter é a face verdadeira.
Reputação vem de fora para dentro.
Caráter nasce de dentro para fora.
Reputação é aquilo que você traz quando chega numa nova comunidade.
Caráter é marca que você quando vai embora.
Reputação é feita em um momento.
Caráter é construído durante toda uma vida.
Sua Reputação cresce como um cogumelo.
Teu Caráter dura uma eternidade.
Reputação pode lhe fazer ficar rico ou pobre.
Caráter pode lhe tornar alguém feliz ou miserável.
Reputação é aquilo que os homens falarão de ti sobre o teu túmulo após a tua morte.
Caráter é aquilo que os anjos falarão a teu respeito diante do trono de Deus.


Uma boa reputação é sem duvida algo muito valioso, o livro de provérbios diz:

“O bom nome é mais desejável do que muitas riquezas" - Provérbios 22.11

Porém a boa reputação é reflexo do caráter de uma pessoa.
Portanto tome conta de teu caráter e a tua reputação dara conta dela mesma.

Existem 3 perguntas básicas que devemos fazer antea se concluir qualquer processo de decisão.

1-É legal? Estarei violando alguma lei ou política da empresa ou organização que lidero?
2-É equilibrado? Ou seja, justo e correto para todos no curto e também a longo prazo?
3-Como isto me fará sentir a respeito de mim mesmo? Terei orgulho, se o que fiz for publicado num jornal, ou aparecer na televisão?

Pense nisto...

Certa feita numa comparação entre Reputação e Caráter Abraam Lincon disse.

“Caráter é como uma arvore e Reputação como a sombra. A sombra reflete a imagem do que parece ser, A arvore é a coisa verdadeira”.

Não deixe sombras de dúvidas, afinal de contas pelo fruto se conhece a árvore.

Texto adaptado e extraído do Livro “Empowering Leadership”. Dr Anthony D´souza, Haggai Institute for Advanced Leadership Training. (tradução livre)



Nelson Aprigio de Lima
- Professor de Comércio Exterior e Faculty do Haggai Institute International in Singapore e executivo de uma rede varejista.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Liderança e Motivação

O líder e seus colaboradores.

Segundo o dicionário, Liderança:
- é o ato de liderar pessoas e Motivação, entre várias definições, é uma “espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano, determinando um dado comportamento”.
Então, Liderança e Motivação, é o ato de liderar pessoas em busca dessa força, de forma a aplicá-la em benefício da própria pessoa e do grupo no qual esse membro está inserido.
Motivar pessoas e mantê-las motivadas é um desafio a ser enfrentado diariamente por lideres de quaisquer organizações. E não é um desafio qualquer. Liderar equipe requer conhecimentos e habilidades para que se possa identificar em cada colaborador (pessoa que colabora – trabalham de iguais iniciativas), isoladamente e na equipe como um todo, pontos fortes, pontos fracos e oportunidades.

(Hebreus 6:12) – Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.

Seres humanos são muito diferentes entre si na maneira de pensar, agir e expressar seus sentimentos. E muitas vezes, diferente de si mesmo, conforme o momento que está vivendo. Diversos fatores interferem no estado físico e psicológico do indivíduo. Tais influências refletem diretamente no desempenho do trabalho dessa pessoa e conseqüentemente no resultado final do grupo.

Judas: (João 13:2) – E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse,

No entanto, sabemos que é muito difícil definir e identificar quais fatores são motivacionais ou não para determinado indivíduo, ou para um grupo. O que motiva uma pessoa pode desmotivar outra!
Um problema pessoal reflete na produtividade de um colaborador de maneira diferente. Podemos observar uma queda na operosidade em razão de tal problema, ou um aumento no rendimento em resposta à dificuldade enfrentada. Do mesmo modo, uma grande alegria pode levar a pessoa a produzir mais e melhor, ou simplesmente, passar o dia todo (ou grande parte dele) pensando na boa notícia e assim prejudicar seu desempenho na realização de suas tarefas e no relacionamento com seus irmãos.

Paulo : (II Corintios 12:7) – E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

E quando a alegria de um se torna a tristeza do outro? Ou, ainda, da maioria do grupo? Um exemplo clássico nesse caso é a escolha de Deus por uma pessoa em determinada função.

Moisés: (Números 12:10) – E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa.

Por isso que administrar pessoas é tão desafiante. Quanto mais preparado estiver o líder e seus colaboradores, maiores as chances de se obter os resultados esperados.

Original em Educação Cristã Bauru

terça-feira, 30 de junho de 2009

MOTORISTA OLHE A PISTA

Nelson Aprígio(*)

Há pouco tempo tive uma experiência bem interessante.
De volta para casa dei carona para dois executivos da empresa que participaram do curso juntamente comigo no interior de São Paulo.
Estávamos na Rodovia BR 116 conhecida por muitos como a rodovia da morte ,o que me custou uma atenção redobrada na condução do veiculo.
Enquanto meus colegas se divertiam , eu mal pude piscar meus olhos, estava totalmente concentrado na direção, olhando para os retrovisores laterais , observando os carros mais adiante e sempre com atenção ao limite de velocidade sem esquecer dos outros motoristas.
Tudo isto pelo fato de ter vidas sob minha responsabilidade, num trecho que merece atenção extremada.
Reafirmei aquilo que acabara de discutir no treinamento.

"Há grande diferença entre ser Motorista e Passageiro"

Quando somos passageiros podemos; nos divertir, olhar a paisagem, ouvir som na maior altura, virar o rosto para os lados , ler um livro e até mesmo tirar uma soneca.
O passageiro também pode interagir sem a menor preocupação com as pessoas de dentro e fora do carro sem a menor preocupação, afinal de contas ele pode aproveitar a viagem do já que o motorista é quem tem o volante nas mãos e sabe para onde deve ir.

Deixamos de ser passageiros quando assumimos a liderança.

- não podemos agir como se tudo dependesse dos outros.
- não podemos alegar não saber o destino ou a rota a seguir.
- não podemos mais esquecer de colocar combustível no veiculo..
- não devemos esquecer de checar os equipamentos
- não pode delegar responsabilidade do veiculo (neste caso o depto ou a área que lideram)

Quando se deixa de ser passageiro a empresa espera mais de ti...as coisas mudam, teus líderes aguardam uma postura de CONDUTOR.

Como Motorista

- está nas tuas mãos a condução da equipe - Liderança Servidora.
- querem que você chegue no local e hora devida – Atinja as metas dentro dos prazos!
- o tempo que temos é usado para olhar à frente – Foco nos objetivos da semana.
- nada de distrações com a paisagem - Fuja da fofoca e conversa sem valor, desligue a radio peão.
- você deve conhecer o bem o carro que dirige - Esteja a par do que ocorre no teu negocio!
- faça as revisões periodicamente - Invista em treinamento
- isto aumenta a qualidade.
- não ponha motor de fusquinha numa carreta - Pessoas preparadas nos lugares certos.

Tenha sempre um pequeno manual à tua vista com algumas dicas de viagem

MANTENHA-SE NA VISÃO E MISSAO - tem gente que depende do caminho que você escolher
DIRIJA SEM EMOÇÃO - existem famílias que esperam da tua liderança sabedoria e conhecimento
EVITE ACIDENTES! - não durma no volante, converse com o time
COMPETIÇÃO A TODO TEMPO - há outros motoristas correndo na mesma pista
CONHEÇA OS SINAIS - tem gente boa na pista, porém existe muita gente ruim maldosa
ENTREGUE NO PRAZO - respeite as regras da estrada - não seja devagar demais
NÃO ATROPELE – respeite a velocidade máxima – caso contrario você perde o controle.
SE ESTIVER PERDIDO PEÇA AJUDA – fale com alguém que já passou por este caminho.
PARE QUANDO ATINGIR O TEU LIMITE – Trabalhar em excesso, perder finais de semana sempre é colocar os outros em situação de risco, Tire férias.

Finalmente – Não se esqueça do principal você é apenas um motorista e não o dono da estrada.

A Humildade precede a honra!

(*) Nelson Aprigio de Lima
Professor de Comércio Exterior e Faculty do Haggai Institute International in Singapore e executivo de uma rede varejista.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ouvir os clientes...

No aeroporto, o pessoal estava na sala de espera aguardando a chamada para embarcar. Nisso aparece o Co-piloto, todo uniformizado, de óculos escuros e de bengala, tateando pelo caminho. A atendente da companhia o encaminha até o avião e assim que volta, explica que, apesar dele ser cego, é o melhor Co-piloto da companhia.
Alguns minutos depois, chega outro funcionário também uniformizado,de óculos escuros, de bengala branca e amparado por duas aeromoças.
A atendente mais uma vez informa que, apesar dele ser cego, é o melhor piloto da empresa e, tanto ele quanto o Co-piloto, fazem a melhor dupla da companhia.
Todos os passageiros embarcam no avião preocupados com os pilotos.
O comandante avisa que o avião vai levantar vôo e começa a correr pela pista, cada vez com mais velocidade.. Todos os passageiros se olham, suando, com muito medo da situação. O avião vai aumentando a velocidade e nada de levantar vôo. A pista está quase acabando e nada do avião sair do chão. Todos começam a ficar cada vez mais preocupados. O avião correndo e a pista acabando. O desespero toma conta de todo mundo.
Começa uma gritaria histérica no avião.
Nesse exato momento o avião decola, ganhando o céu e subindo suavemente.
O piloto vira para o Co-piloto e diz:
- Se algum dia o pessoal não gritar, a gente tá perdido!!!!!!


Moral: OUVIR OS CLIENTES É FUNDAMENTAL!!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

É possível ser advogado e crente?

Entrevista com David Teixeira de Azevedo

Alguns pensam, de forma preconceituosa, que advocacia e cristianismo não podem andar juntos e que, ao procurarmos um advogado, estamos em busca de auxílio para burlar a lei. Exatamente sobre isto o vice-presidente do Instituto dos Juristas Cristãos do Brasil afirma: “o advogado é alguém que faz cumprir a lei”.
Nosso entrevistado é o Dr. David Teixeira de Azevedo, um dos mais talentosos e respeitados advogados do Brasil. Possui graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, mestrado e doutorado em Direito pela Universidade de São Paulo e especialização em Direito Penal Econômico e Europeu pela Universidade de Coimbra – Portugal.
Atualmente é professor da Faculdade de Direito da USP, vice-presidente do Instituto dos Juristas Cristãos do Brasil – IJCB e atende em escritório profissional em São Paulo. É autor de diversos livros, dentre os quais, Atualidades no Direito e Processo Penal, pela Editora Método.

É possível ser um crente fiel a Deus e viver da advocacia no Brasil?
David - Claro que sim. A advocacia não traz nenhuma incompatibilidade com os princípios cristãos. Mais, a advocacia não é conflitante de nenhum modo com a fidelidade ao Senhor. Deve o advogado exercer sua atividade profissional com todo o tirocínio e competência, estabelecendo uma relação de empatia com o cliente, fazendo suas as angústias e ansiedades deste, sem, contudo, perder a capacidade de posicionar-se estrategicamente na causa, medir os melhores argumentos, avaliar equidistantemente os elementos de prova então existentes. Paixão pela causa entregue à sua responsabilidade, empatia com o cliente, capacidade de raciocínio técnico e exercício da profissão segundo um reto e por isso ético juízo, tudo isto compõe os ingredientes para um exercício profissional conciliado com a fé e com os valores cristãos.

O que é mais difícil para um cristão no exercício da advocacia?
David - É estabelecer linha fronteiriça entre a verdade e o exercício do direito de defesa. Devem caminhar juntos, inseparáveis. Mas que verdade? A verdade histórica tal qual reproduzida na investigação preliminar e no processo.

Haveria alguma especialidade do direito na qual o advogado crente enfrentaria mais causas que vão de encontro ao Evangelho?
David - O terreno é igualmente espinhoso em todas as áreas. Porém, no âmbito da recuperação judicial e no âmbito criminal as questões são mais sensíveis.

Há um pensamento corrente de que ao procurar um advogado procuramos alguém para burlar a lei. O que o senhor pensa sobre isso?
David - É um pensamento absolutamente preconceituoso. O advogado não é aquele que burla a lei, mas sim alguém que faz cumprir a lei. Devemos lembrar que a experiência jurídica é o resultado da tríade fato, valor e norma, como expôs o pensamento de um dos mais extraordinários juristas do século passado e início deste, Prof. Miguel Reale. O direito vai além da norma jurídica, que é provisória e está sujeita à alteração constante, em razão da mudança dos valores que lhe deram significado e em virtude dos nossos fatos sociais. Cabe ao advogado, buscar a razão última da norma, identificar o valor que a empolga, perceber com sensibilidade as mudanças sociais que justificam uma releitura ou mudança da norma. Dentro desse trabalho é que se pleiteará o melhor direito, que inclusive pode estar escondido por detrás da lei.

Aumentou muito o número de igrejas que têm contratado um advogado para defendê-las em várias áreas. Como deve agir o advogado quando é contratado e sabe que a igreja agiu incorretamente?
David - Em primeiro lugar, o advogado não está vinculado somente às causas boas. O advogado tem o compromisso de bem defender seu cliente, extraindo da norma e do universo jurídico a que ela pertence a melhor e mais adequada disciplina jurídica para seu cliente. Se a igreja errou, o trabalho do advogado é de grande responsabilidade no que se refere à advocacia consultiva. Deve indicar os meios e modos jurídicos de adequar o funcionamento da igreja aos preceitos legais. A defesa em juízo deve dirigir-se a mostrar, se for este o caso, como o direito - e não necessariamente uma norma jurídica isolada - pode guardar os interesses da igreja e, assim, apontar conclusivamente pela ilegalidade da atuação do poder público.

Temos também lido sobre líderes e pastores que não assumem seus erros e colocam-se acima da lei. Que conselhos o irmão daria para estes irmãos?
David - É o conselho de Pedro de estarmos sujeitos, e exemplarmente, a toda autoridade humana (I Pe. 2:13). Esses pastores e líderes saibam que "a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:20) e que os tribunais estão para corrigir com a vara quem não se conduz debaixo da Graça.

E para os vários advogados crentes que freqüentam as igrejas brasileiras? Que recomendação o senhor daria para que também dêem bom testemunho como profissionais?
David - Uma das melhores e mais ricas imagens bíblicas é a do advogado, em especial quando Jesus Cristo é comparado a um advogado junto ao Pai, ou seja, o Parakletos: I João 2:1 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.” Nosso ministério como ministros do direito, e não meramente operadores técnicos dele, é estar ao lado de quem sofre a injustiça, a violência, quem tem seu direito afligido. A dignidade da advocacia, como serviço essencial à Administração da Justiça, entendida como materialmente justa, recebeu grafia no texto constitucional e devemos com toda autoridade e desassombro exercer nossa profissão de modo a contribuir para que a sociedade seja mais justa, que o direito seja efetivamente dado na exata medida em que ele pertencer a cada membro da comunhão social. E mais, devemos aproveitar esta oportunidade para testemunhar que nosso Deus é quem faz justiça, que se põe como Juiz dos juízes, interpretando as circunstâncias por vezes aflitiva e adversa como o caminho escolhido, pela soberania de Deus, para trabalhar com o coração do homem.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com

Por trás do monge e do executivo

Entrevista com James C. Hunter

Poucos líderes nunca ouviram falar do livro O Monge e o Executivo (Editora Sextante). Ele se tornou febre no mundo corporativo, está há 222 semanas no ranking dos livros mais vendidos da Revista Veja e já vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo.
No livro, o norte-americano James C. Hunter conta a história de um executivo que vai buscar soluções para seus dilemas profissionais e pessoais num mosteiro beneditino. Neste lugar ele ouve falar de um homem que não ocupou cargo algum, não fez faculdade e sequer pisou numa empresa: Jesus Cristo. O monge apresenta o Mestre como o exemplo maior de líder.
No entanto, o que a maioria dos leitores dos livros de Hunter não sabe é que, o homem por trás do livro que introduziu o conceito de liderança servidora nas empresas é crente em Jesus Cristo há quase 30 anos. E foi sobre a sua experiência na fé que Hunter concedeu esta entrevista exclusiva para o nosso site.

Qual é a sua experiência pessoal com Cristo?
Hunter – Tenho sido um cristão sério e praticante nos últimos 28 anos. Fui batizado ainda criança, mas não levei minha fé a sério até ter 30 anos. A salvação fez sentido para mim em 1981. Atualmente, eu e minha família freqüentamos uma pequena igreja batista próxima de nossa casa.

Você já ocupou algum cargo de liderança na sua igreja local?
Hunter - Sim, já fui ancião e depois o presidente do conselho da igreja. Atualmente, sou professor do curso de Liderança e também do curso Construindo nossa Comunidade, ambos na igreja local.

Seria possível escrever um livro sobre liderança servidora sem ter experimentado o novo nascimento?
Hunter – Não! Minha fé é extremamente importante para mim e foi fundamental ao escrever livros sobre o tema.

Que tipo de retorno você tem recebido dos pastores e de outros líderes cristãos sobre seu livro?
Hunter – Os pastores e líderes cristãos que entram em contato têm apoiado e dado indicações de que amaram o livro. Mas, a maior surpresa foi que os líderes de organizações seculares foram aqueles que realmente se interessaram pelo livro. Eu gasto 98% do meu tempo ensinando o conceito de liderança servidora em empresas e somente 2% em organizações cristãs. Isto foi surpreendente! Muitas organizações cristãs acreditam que entendem e praticam o conceito de liderança servidora, embora minha experiência mostre o contrário... Na realidade, poucas organizações cristãs realmente entendem e praticam a liderança servidora.

Você acredita que os seus leitores não cristãos tem se interessado em conhecer mais sobre Jesus Cristo?
Hunter – Sim, eu realmente creio que os princípios de meus livros podem ajudar a criar uma abertura para Jesus. Eu não tenho nenhuma estatística para apoiar esta afirmação, mas meu instinto diz que o conceito de liderança servidora pode gerar mentes e corações abertos para ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.

Qual foi o seu maior desejo ao escrever este livro?
Hunter - Apresentar os princípios de liderança servidora que podem mudar nossas vidas em um mundo perdido e falido.

Que conselho daria aos líderes cristãos em relação ao tema Liderança Servidora em suas igrejas?
Hunter – O melhor conselho que posso dar é seguir o conselho e o exemplo de nosso líder Jesus. Ele disse que liderar é servir. Sendo assim, amem e sirvam os outros. Amar significa se doar para os outros, identificando e suprindo suas reais necessidades e buscando o melhor para suas vidas.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Recusando-se a liderar

sábado, 25 de abril de 2009

O que é ética Cristã?

"Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" (Colossenses 3:1-6).
Mais do que uma simples lista de “faça” ou “não faça”, a Bíblia nos dá instruções detalhadas de como um Cristão deve viver. A Bíblia é tudo que precisamos para saber como viver a vida Cristã. No entanto, a Bíblia não se dirige diretamente a exatamente todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas. Como então ela é suficiente? Em situações assim é que temos que aplicar a Ética Cristã.
A ciência define a ética como: “um grupo de princípios morais, o estudo da moralidade”. Portanto, Ética Cristã pode ser definida como os princípios que são derivados da fé Cristã e pelos quais agimos. Enquanto a Palavra de Deus talvez não cobre cada situação que temos que encarar em nossas vidas, seus princípios nos dão os padrões pelos quais devemos agir nas situações onde não temos instruções explícitas. Por exemplo, a Bíblia não diz nada diretamente sobre o uso ilegal de drogas, no entanto, baseado nos princípios que aprendemos das Escrituras, podemos saber que é errado.
A Bíblia nos diz que nosso corpo é o templo do Espírito Santo e que devemos usá-lo para honrar a Deus (1 Coríntios 6:19-20). Por saber o que o uso de drogas causa ao nosso corpo – o dano que causa a vários órgãos – sabemos que usar drogas iria destruir o templo do Espírito Santo. Com certeza isso não iria honrar a Deus. A Bíblia também nos diz que devemos seguir as autoridades que Deus tem estabelecido (Romanos 13:1). Dada a natureza ilegal das drogas, ao usá-las não estaríamos nos submetendo às autoridades, pelo contrário, estaríamos nos rebelando contra elas. Isso significa que se drogas ilegais se tornassem legais, então não teria problema? Não sem violar o primeiro princípio.
Ao usar os princípios que achamos nas Escrituras, os Cristãos podem determinar seu caminho em qualquer situação. Em alguns casos, vai ser bem simples, tais como as regras para a vida Cristã que encontramos em Colossenses 3. Em outros casos, no entanto, temos que cavar mais fundo. A melhor forma de fazer isso é orar e estudar a Palavra de Deus. O Espírito Santo habita em cada Cristão, e parte do seu papel é nos ensinar como viver: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14:26). “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (1 João 2:27). Então, ao meditarmos na Palavra de Deus e orarmos, o Espírito vai nos guiar e nos ensinar. Ele vai nos mostrar o princípio no qual precisamos nos apoiar para aquela situação.
Enquanto é verdade que a Palavra de Deus não se refere diretamente a toda situação que teremos que encarar em nossas vidas, ela ainda é completamente suficiente para vivermos a vida Cristã. Na maioria das situações, podemos ver claramente o que a Bíblia diz e seguir o percurso apropriado baseado nisso. Nos casos onde as Escrituras não nos dão instruções explícitas, precisamos procurar por princípios bíblicos que se aplicam a tal situação. Novamente, na maioria dos casos isso vai ser fácil de fazer. A maioria dos princípios que os Cristãos seguem são suficientes para a maioria das situações. No raro caso onde não há uma passagem bíblica nem um princípio aparentemente claro, precisamos depender de Deus. Precisamos orar, meditar em Sua Palavra e abrir-nos ao Espírito Santo. O Espírito vai usar a Bíblia para nos ensinar e guiar ao princípio que precisamos honrar para que possamos andar e viver como um Cristão deve.

Got Questions?