Ética e Liderança Cristã

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Não culpe o tempo

A frase mais comum que ouço em minhas sessões de coaching é "Não tenho tempo para nada!" Uma frase típica de executivos que possuem grandes atribuições e também de muitas pessoas que não têm tantas atribuições assim. Por outro lado, conheço profissionais que mesmo com suas enormes atribuições diárias, viagens, mestrados, família etc, ainda conseguem tempo para malhar, escrever, relaxar, dedicar um tempo para os filhos, enfim, conseguem viver com qualidade.

Qual a diferença?
O dia tem 24 horas para todo mundo, a diferença é a maneira como vivemos estas 24 horas. Pessoas de sucesso, digo sucesso pessoal e profissional, conseguem não só planejar o seu tempo, como também se disciplinar para seguir o que foi planejado. Isso mesmo, para usar melhor nosso tempo, precisamos de planejamento e disciplina.

O tempo como estratégia
Um líder não pode investir o seu precioso tempo somente em questões burocráticas e operacionais. As organizações precisam ser ágeis e dinâmicas para competir em um mercado cada vez mais competitivo. Portanto, o líder deve investir o seu tempo na estratégia, na motivação das pessoas, na retenção de talentos, na inovação e para isso precisará desenvolver a sua equipe constantemente para que possa delegar e, dessa forma, expandir a sua atuação.
Não apenas os líderes, mas todo profissional deve compreender que o seu tempo deve ser investido em ações que tragam resultados e a cada dia fugir das distrações que o impedem de ser produtivo.

Que tal refletir um pouco sobre o seu tempo?

Independente da sua ocupação, dois pontos precisam ser avaliados:

1º Ponto Produtivo: É fundamental compreender o que verdadeiramente produz resultados em sua profissão. Muitas pessoas desperdiçam o tempo com ações pouco valorosas e que no final das contas, tomam o seu tempo e não garantem resultados efetivos. Um vendedor precisa visitar clientes, realizar pós-venda, analisar o mercado, ampliar as suas competências, enfim, ações que geram resultados efetivos. Se o vendedor não estiver dedicando o seu tempo nessas ações, não está sendo produtivo.

Encontre o seu ponto produtivo: Onde você é mais produtivo? Quais atividades geram resultados efetivos? O que efetivamente precisa ser feito? O que eu não posso deixar para depois?

Dica: Um ponto produtivo que não é realizado na hora certa torna-se uma urgência e são as urgências que não nos permite alcançar grandes resultados na vida e na carreira.

2° Sabotadores: Um sabotador é aquilo que prejudica a execução do que realmente precisa ser feito. É muito comum a gestão do tempo morrer no planejamento, pois geralmente nos sabotamos quando temos que delegar ou abdicar de algumas atividades que não são importantes, mas que proporcionam prazer e conforto. Muitas pessoas encontram muitas justificativas da sua improdutividade nos sabotadores e, geralmente, culpam as circunstâncias e não a sua falta de disciplina.

Encontre os seus sabotadores: O que prejudica o seu tempo? O que é mais gostoso de fazer, que não gera muitos resultados, mas lhe tira do que é preciso fazer? Como eliminar ou minimizar esses sabotadores?

Dica: Todo sabotador tem a tendência de se transformar em hábito, tornando-se cada vez mais difícil de ser eliminado. Cuidado com os seus hábitos improdutivos!
Amigos, não culpe o tempo pela sua improdutividade na vida pessoal ou profissional, e sim, avalie o que você tem feito com o tempo que tem. Quando um líder reclama por estar sobrecarregado, eu o faço analisar alguns pontos: Quanto tempo você tem dedicado para desenvolver as pessoas da sua equipe? Quanto do seu tempo é investido para delegar tarefas? Quanto tempo você designa para participar as pessoas da resolução dos problemas? Se você não investe tempo preparando as pessoas, a consequência é simples: sobrará tudo para você resolver!
Para ganhar tempo é preciso investir tempo! Invista alguns minutos para se planejar e você ganhará tempo. Invista algumas horas para desenvolver a sua equipe e você ganhará muito tempo! E mais importante do que o planejamento é a disciplina para fazer o que realmente precisa ser feito!
Lembre-se, o tempo é o seu maior patrimônio!

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Como liderar de forma eficaz?

Confira 10 dicas para tornar sua liderança mais eficiente.
As afirmações “Nasceu para ser líder”, ou mesmo “Você é um líder nato” já são passado, pois assim como competências, a liderança também pode ser desenvolvida. Algumas características compõem as qualidades comuns a boa parte deles, que são: a alta dose de criatividade, a grande capacidade de motivar pessoas e desenvolver-lhes o potencial, a concentração e pró-atividade em fazer o trabalho bem feito, e uma crença inabalável nos resultados positivos, sem receio de possíveis fracassos.
Para adotar essas competências a sua liderança, Ernesto Artur Berg, consultor de empresas e especialista em desenvolvimento organizacional, traz algumas dicas de como ampliar algumas práticas e atingir uma liderança eficaz. Confira:

Seja objetivo - Um dos aspectos marcantes da liderança é saber definir claramente os objetivos a serem atingidos e adotar uma atitude positiva que demonstre a crença de que eles serão realizados.

Saiba compreender os outros - Uma característica do líder eficaz é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, ou seja, a empatia, mesmo que ele não concorde com as ideias do outro.

Seja flexível - O líder versátil deve ter alta flexibilidade de estilo ao comandar pessoas. Para cada pessoa, adote o estilo de liderança que melhor se adapte às características dela.

Use a autoridade da forma correta - O uso da autoridade é uma prerrogativa exclusiva da chefia, pois liderança e autoridade são as duas faces de uma mesma moeda. Todo líder possui autoridade – formal ou não -, mas nem toda pessoa munida de autoridade é líder.

Tenha maturidade de comportamento - Muitos gestores têm comportamento imaturo, com frequentes mudanças de humor, mudanças de ideias e de objetivos. Tenha uma atitude madura, confiante e positiva, dando segurança aos colaboradores, quanto às suas ideias e comportamento. Todo chefe que é líder tem um comportamento estável e previsível.

Seja um exemplo para os outros - Como líder você está sempre na vitrine e – quer queira ou não – está exposto aos olhares das pessoas; por isso mesmo, suas atitudes, suas decisões, sua postura, a maneira pela qual se conduz, influenciam seus liderados mais a eles do que qualquer instrução que você possa. Por isso, dê o exemplo.

Mantenha-se atualizado - Mantenha-se a par dos eventos de seu campo de atuação. Participe de treinamentos, seminários, congressos, palestras e eventos similares que o atualizem com as novas técnicas de gerenciamento.

Exija dedicação - Empenhe-se pessoalmente e dê as melhores condições para que o seu pessoal produza com motivação e confiança. Demonstre seu interesse por eles e, ao mesmo tempo, mostre o tipo de dedicação você espera de cada um.

Desenvolva o trabalho de equipe - Estabeleça planos de desenvolvimento profissional para cada um de seus colaboradores e faça com que todos se auxiliem mutuamente. Sempre que possível, estimule projetos ambiciosos e faça com que os resultados seja fruto de um trabalho em conjunto, e não apenas individual.

Conheça bem o seu pessoal - Você só poderá ser um bom líder se conhecer o seu pessoal e saber a real capacidade de cada um, por isso, conheça as habilidades, os talentos, as aspirações profissionais e deficiências de cada colaborador.

Publicado em Revista Melhor

terça-feira, 25 de novembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Elefantes brancos e os projetos


Guilherme Ávilla Gimenez

Com certeza, você já deve ter utilizado a expressão "elefante branco", principalmente em relação a alguma obra pública, cujo investimento financeiro não dá retorno algum à sociedade. Mas, você sabe de onde vem essa expressão idiomática? Para entender de onde vem "elefante branco", precisamos viajar para o sudeste asiático, onde encontramos elefantes albinos - considerados sagrados - principalmente em Laos, Tailândia, Myanmar e Camboja. Para os moradores dessa região, o elefante albino trazia paz e prosperidade e, por esse motivo, os governantes os tinham em sua propriedade, mas também os presenteavam aos seus cidadãos favoritos. Para os governantes sustentarem tais animais não era problema. Mas, para alguns que os recebiam de presente, o elefante se tornava um grande estorvo, principalmente pela despesa.
Os elefantes eram protegidos pela lei religiosa e não poderiam ser utilizados para o trabalho, de modo que serviam unicamente de enfeite. E que enfeite caro! Um elefante chega a consumir 150 quilos de alimento por dia e bebe 110 litros de água. E isso por aproximadamente 50 anos. Quando alguém ganhava um elefante branco, já sabia que, dali para frente, teria enormes gastos, que, em geral, não se justificavam pelos supostos favores espirituais que o animal poderia trazer. Daí a expressão ‘elefante branco', que serve para identificar tudo aquilo que se torna um consumidor de recursos sem um retorno satisfatório.

Elefantes brancos na liderança
Na liderança, precisamos ter cuidado para não construirmos, comprarmos ou recebermos "elefantes brancos". Todo líder, na ansiedade de fazer algo grande, corre o risco de um alto investimento em algo cujo retorno pode simplesmente não existir. Vivemos momentos de escassez de recursos, todos estão diminuindo seus gastos, e não há como implementarmos projetos que se tornarão, em tempo curto ou médio, verdadeiros "elefantes brancos". E isso vale até para a família e projetos pessoais.
Quem nunca ouviu a história daquela pessoa que sonhava em ter uma casa na praia, um carro mais caro ou um apartamento maior? Pouco tempo depois, a pessoa estava diante de um "elefante branco" e, em vez de aproveitar o bem adquirido, não via a hora de se desfazer dele. E aí temos a origem de mais uma expressão idiomática: "duas alegrias: uma quando compra e outra quando vende". A questão é que alguns "elefantes brancos" não podem ser simplesmente vendidos. Alguns se tornaram patrimônio emocional de um grupo, equipe ou corporação. Não se pode simplesmente se desfazer dele, pelo menos de maneira rápida. Então, é melhor pensar bem antes de permitir que o ‘elefante' seja comprado, recebido ou construído.

Elefantes e os projetos
É aí que entra uma matéria muito importante da gestão de projetos, a avaliação de risco. Será que vale a pena fazer tal coisa? Implementar esse ou aquele projeto? E os custos que virão quando o tivermos em funcionamento? Avaliar riscos é fundamental para não termos prejuízos que venham inviabilizar outras ações e até projetos mais importantes para a família, empresa ou sociedade em geral.
E o que fazer depois de ter um "elefante branco" na empresa ou em casa? A única alternativa é desmistificá-lo, torná-lo rentável e prático para o uso. Em um primeiro momento, isso será difícil, visto que há todo um imaginário ‘religioso' associado a ele. Mas ou o desmistificamos ou o veremos morrer de fome... Ou, então, nós morreremos de fome, diante do consumo dos quilos, litros e reais que um ‘elefante' consumirá em cada período. O que preferimos?
Temos exemplos de grandes empreendimentos sendo reinventados em sua função e utilidade. Projetos sendo redimensionados a fim de gerarem pelo menos sua autossustentabilidade.
Todo líder terá de fazer algo em relação aos "elefantes brancos" que estão diante de si. Alguns, em sua própria casa. Outros, em sua empresa. E alguns deles, já considerados até ‘membros da família'. Que tal fazer uma lista de todos eles e começar a tratá-los de um modo mais racional e prático, considerando todas as possibilidades razoáveis, moralmente corretas e inteligentes? Quem sabe a "segunda alegria" venha rápido e solucione grande parte de seus problemas atuais.

(*) Guilherme Ávilla Gimenez
É Técnico em Administração de Empresas. Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (Rio de Janeiro), com Mestrado em Ciências da Religião pela UMESP (São Bernardo do Campo) e Doutorado em Teologia pelo ITEPAR (Paraná).
Também é pós-graduado em ministério pastoral pelo Seminário Teológico de Dallas (USA). MBA em Gestão de Projetos pela UNICESUMAR. Cursou Capelania no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.
Fez vários cursos nas áreas de Técnicas de Gerência de Projetos, Gestão de Pessoas (Fundação Getúlio Vargas) e Curso de Liderança Avançada - Emerging Leadership Iniciative (Reconhecido pela Universidade Cornell - Estados Unidos) - Austin/TX
Foi Conselheiro da Convenção Batista do Estado de São Paulo, Relator do Conselho de Ação Social da CBESP, Secretário da Junta de Missões Mundiais da CBB e Conselheiro da Convenção Batista Goiana. É docente da Faculdade Teológica Batista de São Paulo e articulista da Editora Vida Nova no Site Teologia Brasileira. Atualmente é Conselheiro da Convenção Batista do Estado de São Paulo.
É Pastor da Igreja Batista Betel em São Paulo e conferencista nas áreas de Liderança e Espiritualidade. Semanalmente publica artigos de liderança no site www.prgimenez.net .

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Liderança capacitadora

Jómarson Dias

Nenhuma igreja que quer crescer pode negligenciar a primeira marca de qualidade: Liderança capacitadora. Preste atenção que o termo não é liderança “capaz”, mas “capacitadora”.
A diferença é simples: – “liderança capaz” dá a entender que você tem um líder cheio de autoridade, capacitado em todas as áreas e com uma grande visão. Este líder só precisa de alguns liderados que o ajudem a colocar sua visão em prática.
Em algumas igrejas essa figura é real e às vezes ele é chamado de “dono da igreja” – esse tipo de líder não é tão raro. Até há quem diga que ele contém um modo de liderar eficiente: de uma lado o líder/”dono da igreja” com grande visão, de outro lado a infantaria de membros, que são dóceis à disposição do líder todo-poderoso na implementação do sonho da sua vida.
A igreja tem a cara desse líder e muitos membros têm a sensação de que as boas programações dessa igreja trarão um crescimento inevitável.
A pesquisa de Schwarz, todavia, mostrou que existem poucas coisas mais distantes da verdade. Se há uma coisa que os líderes de igrejas que crescem não tentam fazer é ampliar sua capacidade a ponto de se tornarem todo-poderosos.
Eles agem de forma exatamente oposta: uma das suas tarefas mais importantes consiste em ajudar os outros cristãos a chegar cada vez mais ao nível de capacidade que Deus planejou para eles.
Eles capacitam, apoiam, motivam, acompanham cada cristão, para que se torne aquilo que Deus desde o começo planejou para ele.
O líder “capacitador” não tem a pretensão de se perpetuar no poder, porque seu ministério maior consiste em mentorear novos líderes e sucessores.

Publicado por Treinandoigrejas.com

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Líderes não sabem gerenciar a si mesmos, diz César Souza

Para César Souza, presidente do Grupo Empreenda e um dos maiores experts em gestão do Brasil, "o calcanhar de Aquiles da maioria dos líderes é o autogerenciamento".
A afirmação foi feita durante a HSM Expomanagement, nesta segunda-feira, em São Paulo.
De acordo com Souza, que presta consultoria a 70 administradores das maiores empresas do país, o que falta aos comandantes não é competência, mas sim o cuidado com eles mesmos.
"Competências são possíveis de construir, aprender, ou complementar com o conhecimento de outras pessoas", afirmou.
Segundo ele, um dos principais problemas que os líderes encontram ao se "autogerenciar" é a administração do próprio tempo. "O tempo é igual para todo mundo. O que é necessário é saber dizer não e definir prioridades", disse.
Outro ponto em que os gestores pecam, de acordo com Souza, é a conciliação das diversas dimensões da vida (como saúde, amigos, vida espiritual e em comunidade) com o trabalho.
"Há um preconceito de que se preocupar com essas coisas tira o tempo do trabalho. Mas o que importa não é trabalhar mais, e sim melhor. E quando você se exercita, está oxigenando o cérebro. Quando está com os amigos, amplia seu network. Quando trabalha em comunidade, se sente bem. O sucesso está no equilíbrio", afirmou.
Além disso, de acordo com ele, quem lidera precisa ser exemplo, ter inteligência emocional e coerência entre o que diz e o que faz.

Dogmas ultrapassados
Conseguir gerir a si mesmo, entretanto, não é o único desafio dos líderes. Falta saber formar outros líderes, planejar sucessão e conseguir executar o que é planejado.
Muitos desses problemas, para Souza, são causados por crenças e práticas ultrapassadas que ainda estão muito presentes no dia a dia das companhias.
"Continuamos dirigindo empresas olhando pelo retrovisor, com princípios de gestão da era industrial, pós-guerra. Também existem ideias mortas, dogmas do passado, que precisamos sepultar", disse.
Uma dessas ideias, segundo Souza, é a de que "o segredo é a alma do negócio". Para ele, se a estratégia não for compartilhada, as pessoas jamais irão se engajar e se "o segredo" não for passado adiante, cedo ou tarde morrerá com o seu dono, que levará junto consigo toda a organização.
"É necessário criar condições na empresa para que outras lideranças apareçam, para que a genialidade delas apareça. O verdadeiro líder é aquele que tem gente ao redor de si, não atrás. Seu papel é formar outros".

Exame

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dicas auxiliares para se fazer uma boa apresentação em PowerPoint

Fazer uma boa apresentação no Microsoft PowerPoint pode não ser uma tarefa trivial, pois para projetar e preparar uma apresentação que seja eficaz, se requer algum esforço e prática para aqueles que não costumam criar apresentações, e até para um apresentador mais experiente, que necessite fazer uma apresentação mais destacada.
Aqui vamos dar algumas dicas para conseguir fazer uma boa apresentação em PowerPoint.

Primeiro de tudo, a apresentação deve contar uma história, transmitir uma mensagem e ter um objetivo.
Se for uma apresentação sobre vendas, então devemos demonstrar aos interessados "vendendo" alguma coisa, um serviço, um produto ou uma ideia.
Se for uma apresentação de negócios para demonstrar o equilíbrio e desempenho dos gerentes de negócios da empresa, devemos tentar transmitir como foi o desempenho do último período.
Se se trata de uma apresentação de tese final na Universidade, então, provavelmente, temos que traduzir para uma mesa acadêmica, conceitos aprendidos, o resultado da pesquisa e a defesa da tese.

Então vamos conversar.
Para criar uma boa apresentação em PowerPoint é preciso criar um segmento.
Por isso é ideal ficar claro qual a duração total que você tem para a apresentação e diagramar a mesma com base no tempo disponível.
Se for uma apresentação de 20 minutos, se for de 1 hora, deve-se levar em conta o período de tempo para uma introdução e conclusão. e muitas vezes é preciso deixar um tempo para perguntas.

O design desempenha um papel importante, mas não é tudo.
Mais importante é o conteúdo da apresentação. Preste atenção para não usar modelos padrão que podem tornar a apresentação muito chata.
Para resolver isto, existem sites que oferecem modelos originais com com design atraente para um tema específico e que podem ser baixados gratuitamente.

Use diagramas, auxílios visuais, imagens
Eles podem ajudar a compreender a mensagem que queremos transmitir.
Por exemplo, em vez de apresentar tabelas com dados em um slide, podemos usar gráficos atraentes ou quadros que resumem as informações e tornam mais fácil a compreensão à primeira vista.
Um gráfico tipo "torta" ajuda a compreender como os conceitos foram alocados.
Isto é ideal, por exemplo, para exibir as vendas por categoria em uma empresa, bem como outros dados por item.
Você pode baixar gráficos e diagramas para apresentações em PowerPoint gratuitamente como este excelente diagrama de funil abaixo:



Pesquisando, você pode encontrar gráficos diferente e atraentes, como gráficos de pizza, gráficos 2D e 3D para uso em suas apresentações. Por exemplo, este atraente torta é ideal para mostrar uma linha do tempo. Veja como é graficamente atraente.


Finalmente, os slides do final da apresentação devem ser cuidadosamente projetados para completar com sucesso a apresentação, levantar questões se necessário ou para exibir informações de contato, bem como do apresentador.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Voz transmite liderança e até inteligência, diz estudo

Mulher gritando no megafone

Segundo pesquisa, 90% dos executivos sentem que a voz influencia a forma como enxergam outro profissional.

Dependendo das características da sua voz, você pode ser percebido no seu ambiente de trabalho como mais ou menos sociável, inteligente, competente ou até pronto para ser chefe.

A conclusão é de uma nova pesquisa lançada pelo CPDEC (Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada), que ouviu 400 executivos de empresas brasileiras de grande porte.

O estudo mostrou que 90% dos profissionais reconhecem a influência positiva ou negativa da voz para a imagem que fazemos uns dos outros no ambiente corporativo.

Segundo Rosângela Curvo Leite, coordenadora da pesquisa, a voz é uma das principais ferramentas de comunicação, tanto na esfera profissional quanto na pessoal.

“Ela reflete o estado de espírito, o humor, as emoções e outros aspectos psicológicos”, afirma a fonoaudióloga.

Ingrediente importante na composição da sua imagem pessoal, o som da fala de um indivíduo pode influenciar os rumos da sua carreira, segundo os executivos ouvidos pelo CPDEC.

Para eles, as principais funções desse elemento são incrementar o marketing pessoal (82,6%), prender a atenção do interlocutor (81,9%), facilitar as relações interpessoais (64,6%), ajudar em uma entrevista de emprego (63,9%) e transmitir competência profissional (52,6%).

Interpretações
A influência desse elemento para a imagem pessoal não é ignorado pelos executivos ouvidos na pesquisa: para 58,7% dos entrevistados, as características vocais de um profissional refletem sua personalidade.
Outros traços pessoais que os entrevistados pelo estudo também costumam inferir pela voz são passividade (79,9%), liderança (77,5%), sociabilidade (57,9%), competência profissional (52,6%) e até inteligência (20,5%).
Rosângela explica que as impressões que cada tipo de voz pode causar são inteiramente subjetivas, ligadas a referências individuais que colecionamos ao longo da vida. “Vozes vibrantes, por exemplo, são comumente associadas à capacidade de persuasão do indivíduo; as graves são relacionadas ao autoritarismo; as agudas, à fragilidade”, ilustra Rosângela.
Estados de ânimo também não passam despercebidos pelos ouvidos: a voz entrega se estamos nervosos (97,8%), cansados (92,6%) ou bem-humorados (92,6%).
Ouvidos irritados
É comum, porém, que algumas características vocais do outro - como timbre, modulação ou intensidade - não agradem. A voz que mais causa incômodo é a estridente, citada por mais de 74% dos entrevistados. Veja a tabela a seguir com os tipos que causam mais irritação:
Tipo de voz% que o considera muito incômodo
Estridente74,40%
Aguda (fina)45,70%
Forte36,70%
Instável34,50%
Hipernasal32,70%
Fraca31,10%
Rouca14,30%
Grave (grossa)6,10%
O estudo ainda revelou que a maioria dos executivos entrevistados, ou 66,5% deles, não está totalmente  satisfeita com a sua voz. Para 54,7%, suas características vocais chegam a atrapalhar o entendimento de sua fala.
Existe saída? Segundo a fonoaudióloga que coordenou a pesquisa, algumas características vocais são  determinadas pela genética e não podem ser mudadas de forma permanente. Mesmo assim, algumas providências podem ser tomadas para garantir uma melhor produção vocal.
“Existem técnicas que trabalham respiração, postura e intensidade, por exemplo, que podem contribuir para diminuir a aspereza, a rouquidão e o tremor da voz”, afirma ela. Um hábito simples que também ajuda, segundo Rosângela, é beber água várias vezes ao dia para garantir a hidratação das pregas vocais.
Exame

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Homem que é homem

Entrevista com o Pastor Marcelo Gomes

Os desafios que enfrentamos não são apenas tecnológicos, econômicos e ambientais. Um dos maiores desafios para os homens e mulheres é sobre o ser homem e o ser mulher.
Há 8 anos Pr. Marcelo Gomes começou uma reunião com homens. No início eram 7, hoje reúne 500 homens todas as semanas. Afinal, o que é ser homem no século 21?

O Instituto Jetro entrevistou o Pr. Marcelo Gomes que é Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Rev. Antonio de Godoy Sobrinho, em Londrina-PR, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Maringá - PR e administra o site Espaço Palavra, com artigos, sermões, estudos bíblicos e reflexões. É escritor, autor dos livros "Aprenda a Lidar com a Ansiedade", "Deus em Pessoa", "Fé para Transformar a Vida" e "Sabedoria para Viver e Ser Feliz", dentre outros.
É o idealizador e o apresentador dos programas "Insight da Pan" (Jovem Pan Maringá/Mercosul) e "Linha Reta" (Rede TV Maringá/Londrina), bem como palestrante motivacional e conferencista.

Em sua opinião, quais são os grandes desafios e a maior responsabilidade do homem neste século?
O mundo de hoje tem características muito peculiares que precisam ser discernidas e enfrentadas com coragem e sabedoria. Primeiro, tornou-se mais tecnológico e dinâmico, o que faz com que o tempo pareça insuficiente e as capacidades ou recursos pareçam sempre aquém do que seria necessário. Também tornou-se mais competitivo e trouxe à luz uma nova mulher, mais ambiciosa, independente e crítica. Enfim, mas longe de esgotar o assunto, tornou-se mais individualista. As redes de interesse, sejam profissionais ou de entretenimento, substituíram a verdadeira amizade. O individualismo tem gerado isolamento e solidão, mesmo que o homem esteja sempre cercado de muita gente. Por estas e outras razões, creio que a maior responsabilidade do homem nos nossos dias é ser ele homem, humano, sem ceder à tentação de ser apenas profissional, pai, marido, provedor ou o que quer que se espere dele. Só assim perceberá sua necessidade de depender de Deus e o quanto é amado por Deus.

É necessário refletir sobre a masculinidade e feminilidade. Como os homens podem ser "homens" depois do fim da sociedade patriarcal? De que "homem" estamos falando e de qual homem a sociedade precisa?
Homens serão sempre homens e mulheres serão sempre mulheres. Há, em minha opinião, uma determinação biológica que interage de modo maravilhoso com os demais aspectos da vida humana, sejam eles racionais, emocionais ou volitivos. Mulheres foram criadas, por exemplo, para gerar a vida em si mesmas, enquanto o homem foi criado para gerar fora de si mesmo. Isso influencia a constituição da personalidade. Homens sempre terão disposição maior para o desempenho e mulheres, para o controle. Homens sempre serão mais fascinados por conquistas, enquanto as mulheres, pela construção de ambientes seguros. Elas são ambientes. Ambientes são extensões delas mesmas. Eles correm o risco de vender a alma com maior facilidade. Por isso, ser homem é desempenhar-se com amor. Conquistar sem destruir. Avançar sem abandonar. Nossas mulheres e nossos filhos precisam de homens maduros, aptos, confiantes e, sobretudo, confiáveis. Como Jesus, que foi adiante até cumprir a missão (está consumado!) sem deixar para trás aqueles que amou (não perdi nenhum dos que me deste!).

O pastor e psicólogo Jim Conway, em seu livro Men in Midlife Crises, diz que "a crise da meia idade é quase publicamente ignorada na igreja, embora muitos de seus membros irão passar pelo problema". Poderia falar sobre esta crise da meia idade nos homens?
Não acredito que haja uma crise da meia idade, mas que há crises próprias da meia idade. Não é uma crise por chegar à meia idade, mas por chegar de determinado modo à meia idade. Por exemplo: homens que foram muito cobrados desde a infância (e o mundo cobra os homens de um modo muito específico) e chegaram à meia idade sem as conquistas que lhes foram impostas, tendem a viver um tipo de crise que consiste de um certo sentimento de fracasso. Dentre eles, alguns culparão a si mesmos e se tornarão apáticos enquanto outros culparão os demais e se tornarão rancorosos. Outra possibilidade: homens que pagaram preços muito elevados desde cedo para alcançar objetivos e, na meia idade, vão tentar proporcionar a si mesmos certas compensações, configurando uma espécie de regressão. Sabe quando um homem de meia idade parece um adolescente, comprando brinquedos de adolescentes e querendo namorar adolescentes? Também há os que não preencheram lacunas afetivas e, na meia idade, sobretudo quando há perdas (os pais, avós e, ocasionalmente, irmãos), ressentem-se de não terem amado ou sido amados como poderiam. Há muitos tipos de crise que a meia idade pode desencadear, mas não é uma questão de idade, mas de verdades que a vida que passa impõe sobre nós.

Richard Foster em seu livro: "Dinheiro, sexo e poder" afirma que esta tríade atinge de maneira profunda e universal os homens. Poderia falar a respeito?
Jesus comparou o dinheiro com uma divindade e isso nunca foi tão forte como em nossos dias. Virou um fim em si mesmo. O presbítero Ednaldo Michellon, da IPI em Maringá, escreveu um livro onde denuncia o moneycentrismo. Se não cuidarmos, seremos servos, súditos do dinheiro, não mordomos do que pertence a Deus. Sobre o sexo, nem precisamos insistir que nossa sociedade ficou mais sensual e expositiva dos corpos. Um detalhe é que os corpos virtuais, idealizados e perfeitos, estão acessíveis para a admiração e a construção de fantasias. Há uma crise das experiência sexuais reais em relação às que são fantasiadas artificialmente. Sobre o poder, quanto mais poderoso um homem quiser ser, tanto menos conhecerá o poder de Deus e a benção da exaltação que nasce da humildade. A Bíblia realmente ordena que fujamos dos perigos que essa tríade representa.

Quais as características do homem de Deus?
O homem de Deus tem, acima de tudo, consciência de pertencer a Deus. Sabe que depende dele. Um homem de Deus nunca se considera provedor (pois sabe que a verdadeira provisão vem de Deus), imprescindível (pois sabe que todos, inclusive sua família, precisam mais de Deus que dele, e vai ajudá-los nesse caminho) ou dono da situação (pois sabe que só Deus é soberano e que Dele vem a resposta certa para os planos do coração). Outra coisa sobre o homem de Deus é que não será vitimista, um mal dos homens de hoje. O vitimismo é fruto da combinação explosiva de nosso desejo de reconhecimento, com senso de justiça própria, rancores e autocobranças exageradas. Ninguém me entende, ninguém me ajuda, ninguém sabe o que estou passando... São frases de gente vitimista. Homens vitimistas são infantis, acusadores, fechados em si mesmos e agridem a identidade de suas mulheres e filhos. Somente em Cristo podem ser curados dessa enfermidade de alma.

Um exemplo clássico de como a influência do homem é, sem dúvida, expressiva no meio familiar é evidenciado em estudos que concluíram que quando uma criança assume um compromisso com a igreja, 2% da família se envolve juntamente com ela. Quando uma mulher ou uma mãe assume um compromisso com a igreja, 17% da família se envolve juntamente com ela. Já quando um homem ou um pai de família assume um compromisso com a igreja, esse número aumenta para 93%. Você concorda? Qual a sua sugestão para a Igreja de hoje alcançar e treinar homens para a liderança?
Concordo. Há 8 anos reúno, semanalmente, um grupo de homens que chegou a 500 participantes. Iniciamos em 7, numa padaria. Hoje nossos encontros acontecem num Buffett, na cidade de Maringá. Durante esse período, vi na prática essa afirmação: homens que se interessaram pelo evangelho nesses encontros foram para a igreja com suas famílias e amigos. Acredito que a razão pode ser a seguinte: quando uma mulher parte em busca de Deus, o homem a observa com desconfiança, isso quando não lhe impõe limites ou reservas. Raramente está disposto a acompanhá-la. Acha que suas características femininas (e é um enorme preconceito de sua parte, diga-se) a impedem de perceber os equívocos e perigos de suas escolhas. Contudo, quando é o homem que decide buscar a Deus, sua mulher e filhos prontamente decidem apoiá-lo (na maioria dos casos), pois consideram que essa decisão pode ser uma solução e um benefício para as relações familiares, normalmente prejudicadas por ações desse homem que vinha sem Deus e sem valores claros para conduzir seu lar. Parece-me que isso ajuda a entender o fenômeno...

Demais considerações que achar oportunas.
Acho muito importante que as comunidades cristãs invistam em trabalhos específicos para homens, o que não é fácil em hipótese alguma... Não por causa do desejo de crescimento da igreja, mas porque a saúde da sociedade passa pela saúde dos homens, assim como das mulheres. E a Bíblia sagrada está recheada de histórias e exemplos de homens de Deus, cujas biografias têm o poder de lançar luz, ainda hoje, sobre as nossas. E temos Jesus de Nazaré, referência maior para homens e mulheres de todos os tempos, em cujo Nome somos salvos, que pode ajudar, pelo Espírito que nos deu, a sermos homens de verdade.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

As bases bíblicas da ética cristã


Alderi Souza de Matos (*)

A palavra “ética” vem do grego ethos e se refere aos costumes ou práticas que são aprovados por uma cultura. A ética é a ciência da moral ou dos valores e tem a ver com as normas sob as quais o indivíduo e a sociedade vivem. Essas normas podem variar grandemente de uma cultura para outra e dependem da fonte de autoridade que lhes serve de fundamento.
A ética cristã tem elementos distintivos em relação a outros sistemas. O teólogo Emil Brunner declarou que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos.
A ética é importante para a vida diária do cristão. A cada momento precisamos tomar decisões que afetam a outros e a nós mesmos. A ética cristã ajuda as pessoas a encarar seus valores e deveres de uma perspectiva correta, a perspectiva de Deus. Ela mostra ao ser humano o quanto está distante dos alvos de Deus para a sua vida, mas o ajuda a progredir em direção esse ideal.
Se fosse possível declarar em uma só sentença a totalidade do dever social e moral do ser humano, poderíamos fazê-lo com as palavras de Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22, 37 e 39)

1. A ÉTICA DO ANTIGO TESTAMENTO

1.1 O caráter ético de Deus
A religião dos judeus tem sido descrita como “monoteísmo ético”. O Velho Testamento fala da existência de um único DEUS, o criador e Senhor de todas as coisas. Esse Deus é pessoal e tem um caráter positivo, não negativo ou neutro. Esse caráter se revela em seus atributos morais. Deus é Santo (Lv 11, 45; Sl 99, 9), justo (Sl 11, 7; 145, 17), verdadeiro (Sl 119, 160; Is 45, 19), misericordioso (Sl 103, 8; Is 55, 7), fiel (Dt 7, 9; Sl 33, 4).

1.2 A natureza moral do homem
A Escritura afirma que Deus criou o ser humano à sua semelhança (Gn 1, 26-27). Isso significa que o homem partilha, ainda que de modo limitado, do caráter moral de seu Criador. Embora o pecado haja distorcido essa imagem divina no ser humano, não a destruiu totalmente. Deus requer uma conduta ética das suas criaturas: “Sede santos porque eu sou santo” (Lv 19, 2; 20, 26).

1.3 A Lei de Deus
A lei expressa o desejo que Deus tem de que as suas criaturas vivam vidas de integridade. Há três tipos de leis no Antigo Testamento: cerimoniais, civis e morais. Todas visavam disciplinar o relacionamento das pessoas com Deus e com o seu próximo. A lei inculca valores como a solidariedade, o altruísmo, a humildade, a veracidade, sempre visando o bem-estar do indivíduo, da família e da coletividade.

1.4 Os Dez Mandamentos
A grande síntese da moralidade bíblica está expressa nos Dez Mandamentos (Ex 20, 1-17; Dt 5, 6-21). As chamadas “duas tábuas da lei” mostram os deveres das pessoas para com Deus e para com o seu próximo. O Reformador João Calvino falava nos três usos da Lei: judicial, civil e santificador. Todas as confissões de fé reformadas dão grande destaque à exposição dos Dez Mandamentos.

1.5 A contribuição dos profetas
Alguns dos preceitos éticos mais nobres do Antigo Testamento são encontrados nos livros dos Profetas, especialmente Isaías, Oséias, Amós e Miquéias. Sua ênfase está não só na ética individual, mas social. Eles mostram a incoerência de cultuar a Deus e oferecer-lhe sacrifícios, sem todavia ter um relacionamento de integridade com o semelhante. Ver Isaías 1, 10-17; 5, 7 e 20; 10 1-2; 33, 15; Oséias 4, 1-2; 6, 6; 10, 12; Amós 5, 12-15, 21-24; Miquéias 6, 6-8.

2. A ÉTICA DO NOVO TESTAMENTO

1. A ética do Novo Testamento não contrasta com a do Antigo, mas nele se fundamenta. Jesus e os Apóstolos desenvolvem e aprofundam princípios e temas que já estavam presentes nas Escrituras Hebraicas, dando também algumas ênfases novas.
2. A ética de Jesus: a ética de Jesus está contida nos seus ensinos e é ilustrada pela sua vida. O tema central da mensagem de Jesus é o conceito do “reino de Deus”. Esse reino expressa uma nova realidade em que a vontade de Deus é reconhecida e aceita em todas as áreas. Jesus não apenas ensinou os valores do reino, mas os exemplificou com a vida e o seu exemplo.
3. O Sermão da Montanha: uma das melhores sínteses da ética de Jesus está contida no Sermão da Montanha (Mateus Caps. 5 a 7). Os seus discípulos (os Filhos do Reino) devem caracterizar-se pela humildade, mansidão, misericórdia, integridade, busca da justiça e da paz, pelo perdão, pela veracidade, pela generosidade e acima de tudo pelo amor. A moralidade deve ser tanto externa como interna (sentimentos, intenções): Mt 5, 28. A fonte do mal está no coração: Mc 7, 21-23.
4. A vontade de Deus: Jesus acentua que a vontade ou o propósito de Deus é o valor supremo. Vemos isso, por exemplo, em Mt 19, 3-6. O maior pecado do ser humano é o amor próprio, o egocentrismo (Lc 12, 13-21; 17, 33). Daí a ênfase nos dois grandes mandamentos que sintetizam toda a lei: Mt 22, 37-40. Outro princípio importante é a famosa “regra de ouro”: Mt 7, 12.
5. A ética de Paulo: Paulo baseia toda a sua ética na realidade da redenção em Cristo. Sua expressão característica é “em Cristo” (II Co 5, 17; Gl 2, 20; 3, 28; Fp 4, 1). Somente por estar em Cristo e viver em Cristo, profundamente unido a Ele pela fé, o cristão pode agora viver uma nova vida, dinamizado pelo Espírito de Cristo. Todavia, o cristão não alcançou ainda a plenitude, que virá com a consumação de todas as coisas. Ele vive entre dois tempos: o “já” e o “ainda não”.
6. Tipicamente em suas cartas, depois de expor a obra redentora de Deus por meio de Cristo, Paulo apresenta uma série de implicações dessa redenção para a vida diária do crente em todos os aspectos (Rm 12, 1-2; Ef 4, 1)
7. Entre os motivos que devem impulsionar as pessoas em sua conduta está a imitação de Cristo (Rm 15, 5; Gl 2, 20; Ef 5, 1-2; Fp 2, 5). Outro motivo fundamental é o amor (Rm 12, 9-10; I Co 13, 1-13; 16, 14; Gl 5, 6). O viver ético é sempre o fruto do Espírito (Gl 5, 22-23).
8. Na sua argumentação ética, Paulo dá ênfase ao bem-estar da comunidade, o corpo de Cristo (Rm 12, 5; I Co 10, 17; 12, 13 e 27; Ef 4, 25; Gl 3, 28). Ao mesmo tempo, ele valoriza o indivíduo, o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14, 15; I Co 8, 11; I Ts 4, 6; Fm 16)
9. Acima de tudo, o crente deve viver para Deus, de modo digno dele, para o seu inteiro agrado: Rm 14, 8; II Co 5, 15; Fp 1, 27; Cl 1, 10; I Ts 2, 12; Tt 2, 12.

(*) Alderi de Souza Matos

Professor de História da Igreja, Coordenador da área de Teologia Histórica.Graduou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano de Campinas (1974), sendo também bacharel em Filosofia pela Universidade Católica do Paraná (1979) e em Direito pela Escola de Direito de Curitiba (1983). Após vários anos de ministério no Paraná, fez seu mestrado em Novo Testamento (S.T.M.) na Andover Newton Theological School , em Newton Centre, Massashusetts, EUA (1988) e seu doutorado em História da Igreja na Boston University School of Theology (1996). 
      Em 1997, o Dr. Alderi veio trabalhar no CPAJ, onde também atua como co-editor da revista teológica Fides Reformata. É historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana Ebénezer de São Paulo e articulista conhecido em diversos periódicos acadêmicos e populares. Acaba de publicar seu primeiro livro, "Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil (1859-1900): Missionários, Pastores e Leigos do Século 19", tendo também dois novos títulos em preparação.


Portal Mackenzie

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A essência e a prática da liderança servidora

Mais do que um novo modelo de gestão ou mera técnica administrativa, a liderança servidora é fruto de uma filosofia de vida.
Muito já se falou sobre liderança servidora durante os últimos anos e especialmente após a curiosa repercussão que a obra “O Monge e o Executivo”, do consultor norte-americano James Hunter, obteve no país. Contudo, ainda hoje é fácil encontrar pessoas que não sabem exatamente quais são seus princípios e nem como praticá-la no dia a dia.
Primeiramente, ser um líder servidor não tem nada a ver com rebaixar-se ou bancar tudo aquilo que seus liderados querem que você faça; isso é querer para si o papel de tolo. Servidor é quem se torna acessível e se coloca a serviço das pessoas com o interesse genuíno de ajudá-las, sejam elas subordinadas ou não.
Explico: muito daquilo que se escreve e é falado correntemente sobre este tema trata das questões típicas que envolvem seu exercício junto aos liderados diretos, ignorando que no relacionamento com os chefes e aqueles que são pares na estrutura organizacional também é possível comportar-se como um líder servidor. Você só tem que compreender que dependendo da posição que ocupam, as expectativas das pessoas serão muito diferentes.
Por exemplo, quando se tem subordinados diretos, a liderança servidora depende da sua capacidade de mostrar que cuida deles, procura protegê-los e se importa com aquilo que dizem. E isto implica tornar-se próximo o suficiente para que as pessoas revelem as inseguranças e os anseios que carregam dentro de si.
No entanto, se o objetivo é praticar a liderança servidora junto ao chefe, o caminho é diferente. Neste caso, é importante que você dê o suporte necessário para que o superior imediato alcance os objetivos que estão sob sua responsabilidade.
Ou seja, é preciso demonstrar que realmente se preocupa com aquilo que é importante para ele. Mas convenhamos, é muito difícil fornecer este tipo de apoio estratégico se o relacionamento de vocês é formal e distante, não tem a mínima ideia das metas-chave dele ou só costuma apresentar problemas em vez de propostas ou soluções.
Quem assume a responsabilidade por aquele tipo de trabalho que ninguém da equipe quer fazer ou então resolve problemas envolvendo pessoas com os quais o seu gestor não se dá bem exerce a liderança servidora para cima e ainda constrói uma sólida relação de confiança com ele. Aliás, conheço um gerente que se tornou o conselheiro informal do CEO da empresa na qual trabalha exatamente porque conseguiu captar tão bem as necessidades do big boss que nenhum dos quatro diretores goza credibilidade semelhante na hora de defender uma ideia ou projeto.
Mas, como ser visto como um líder servidor por quem é seu par na organização? Não existe outro caminho senão transmitir sinais evidentes do “tamu junto”. Muitas vezes as pessoas querem as mesmas coisas dentro das empresas, só que transmitem suas boas intenções de forma equivocada. Isto é, parecem jogar contra.
Existe um ditado que diz: “querer sempre estar certo é o primeiro passo para conseguir um divórcio”. Se estendermos esta mesma ideia para o trabalho colaborativo com quem não está nem acima nem abaixo de nós na estrutura organizacional, não tenha dúvidas de que às vezes é preciso recuar, mesmo que a razão esteja do nosso lado.
Como você já deve ter percebido, a liderança servidora não tem nada a ver com modernas técnicas administrativas. Trata-se tão somente de uma filosofia universal na qual o líder se interessa de verdade pelas pessoas independentemente da cadeira que elas ocupam na empresa. E até mesmo quando elas não sentam em cadeira alguma.
Você até pode se fazer de garçon da galera no próximo churrasco da empresa ou então quebrar o galho do chefe num dia qualquer, mas se este tipo de gesto for decorrente de benevolência arquitetada, não acredite que se tornou o modelo de líder servidor. Ter espírito de servir é, em seu íntimo, fruto da disposição de se doar ao próximo incondicionalmente e não uma estratégia manipuladora para conseguir das pessoas aquilo que se quer.

Administradores

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

6 mitos sobre liderança nos quais você precisa parar de acreditar


Diego Contezini(*)

Não importa se você tem uma grande ou pequena empresa, o essencial é saber identificar as lideranças para que o trabalho delas possa beneficiar seu negócio.

O líder é uma figura essencial dentro de qualquer negócio. Constantemente inquieto e naturalmente ávido por resultados, ele é responsável por conduzir a empresa para um processo de desenvolvimento contínuo. É a liderança quem age para criar na equipe o clima de confiança e satisfação necessário para que todos busquem objetivos comuns.
Tão grande quanto sua importância é a polêmica instalada em torno da figura do líder. Não importa se você tem uma grande ou pequena empresa, o essencial é saber identificar as lideranças para que o trabalho delas possa beneficiar seu negócio. E isso não é fácil. Há muitos mitos envolvendo essa habilidade, fazendo com que muitas vezes a identificação do talento seja comprometida. Desmistifique o assunto para que a tarefa de encontrar bons líderes na sua empresa se torne mais fácil.

Liderança é um dom
Líderes não nascem prontos, como se fossem possuidores de um dom. Por mais que uma pessoa possa ter predisposição à esta característica, terá de aprender as habilidades essenciais de um líder. Se quiser liderar com sucesso, o profissional terá de desenvolver qualidades como autoconhecimento e disciplina, além de dominar técnicas de relacionamento, comunicação e gestão empresarial, aplicando-as sistematicamente no trabalho de condução da equipe.

Todo gestor é um líder
O gestor de uma empresa deve necessariamente saber administrar e monitorar, direcionando o trabalho dos funcionários. Mas liderar vai além disso. Um líder deve conseguir encorajar a equipe na busca de resultados cada vez melhores. Liderança envolve transformação. Muitas vezes, o líder da empresa não é o dono ou o gerente, mas um funcionário de menor porte. Cabe ao dono identificá-lo e reconhecê-lo.

Líderes sabem mandar
O perfil do chefe autoritário e centralizador ficou no passado. Os poucos profissionais que ainda sobrevivem no mercado com essas características são como dinossauros, com os dias contados. O líder de verdade compreende que seu trabalho deve ser realizado em conjunto com a equipe. Ele confia nos funcionários, sabe delegar tarefas e monitora os resultados com inteligência para que consiga alcançar os melhores índices de desempenho.

Líderes sempre possuem as respostas certas
O líder sabe que não é o senhor da verdade, que não terá as melhores soluções sempre. Ele entende que processos evoluem e que não há conceitos absolutos. O que era bom há um ano pode estar obsoleto hoje. Portanto, valorize a busca por novas informações e o aperfeiçoamento técnico. Em vez de respostas, o líder deve buscar sempre novas perguntas, instigando a curiosidade e a inovação entre a equipe.

Líderes são cercados de servidores e mordomias
A essência da liderança é o serviço. O líder deve servir à sua equipe e à empresa. Profissionais cercados de mordomias e funcionários bajuladores deixam de ser líderes para render-se à ambição e ao deslumbramento do cargo que ocupam e das conquistas do passado. Esses profissionais estão fadados à estagnação. O líder de verdade jamais deixará de trabalhar com presteza.

Líderes são formados a partir de fórmulas preestabelecidas
Líderes são formados a partir de um longo processo de aprendizado e aprimoramento pessoal. Não existem fórmulas mágicas! Muitas pessoas são seduzidas a participar de cursos rápidos de liderança, que prometem mudar a forma como se relacionam com o trabalho e o restante do mundo. Infelizmente, esse tipo de milagre não existe. Se você quer se tornar um líder, tenha em mente que vai desenvolver um trabalho a longo prazo. Saiba que não há escola para isso, você estará sozinho nesse processo. E, sim, será difícil, mas muito compensador.

Administradores

(*) Diego Contezini é COO do Assas.com, ferramenta que permite que autônomos e pequenos empreendedores emitam cobranças com boletos sem que precisem falar com seus bancos, gerentes ou quaisquer outros fornecedores.