sexta-feira, 16 de março de 2007

As sete qualidades de um líder.

· Os negócios são a última monarquia, em que os reis estão muito cientes do seu poder e não executam nada. As pessoas que teoricamente têm o poder não conseguem liderar a mudança se não o partilharem com a organização. Mas, diariamente os líderes enfrentam a dificuldade de conseguir levar as pessoas a fazerem o que consideram que deve ser feito.

Para que a organização acompanhe a mudança, os líderes devem dominar sete capacidades essenciais:

  • Olhar para além das suas fronteiras para descobrir o que de diferente pode ser feito. Demasiadas organizações avaliam-se por comparação com o seu desempenho no passado ou com o desempenho atual da concorrência. Os líderes da mudança estão, antes, na senda de um padrão de excelência. Nas suas empresas há uma insatisfação permanente que é o motor da procura de melhores formas de fazer as coisas, melhorando o fosso entre o que fazem e o que poderiam fazer;
  • Desafiar as assunções. Os novos líderes da mudança procuram descobrir novas vias. O seu pensamento é como um caleidoscópio: juntam os mesmos fragmentos de forma diferente para dar origem a novos padrões, a algo inovador. Foi o que fez Fred Smith ao lançar a Federal Express; ou a Intel, que inovou também no marketing, conseguindo fazer com que um componente (o processador) seja mais importante do que o próprio computador, com a campanha "Intel inside";
  • Visão. Martin Luther King, um bom exemplo de liderança, apregoava: "Eu tenho um sonho", não dizia: "Tenho algumas idéias, podemos formar um comitê, estudá-las e ver se resulta em algo." Moisés conduziu o seu povo pelo deserto durante 40 anos porque tinha uma visão, uma terra prometida para lhes oferecer. A visão ajuda a ultrapassar as dificuldades e dá um retrato geral de onde a organização quer estar no futuro;
  • Reunir aliados. A importância de formar uma coligação de apoiadores é óbvia e confirmada pelas pesquisas: as organizações que implementam as idéias mais rapidamente são as que envolvem todas as entidades que têm interesse na empresa (empregados, clientes, fornecedores, acionistas) o mais cedo possível. Mas este é também um dos aspectos mais negligenciados pelos líderes;
  • Criar uma equipe. O papel do líder é apoiar a equipe de entusiastas, sendo um fiscal de linha e não um treinador. Deve lutar junto do resto da organização para conseguir os recursos - espaço, informação e recursos materiais - para que a equipe possa desenvolver o seu trabalho;
  • Persistir e insistir. A mudança é uma tarefa árdua e, no princípio, tudo parece um fracasso. Mas se desistir quando os problemas se acumulam e os recursos, energia e tempo começam a escassear, então será mesmo um fracasso. Se persistir será um sucesso. A Philips, por exemplo, desenvolveu o compact disc antes da Sony, mas desistiu desse produto precocemente. E quem ganhou com isso foi a Sony.
    Nesta fase, a coligação de apoiadores, perseverante, pode desempenhar um papel importante. É nesta altura que os críticos atuam - até agora eles acalentavam a esperança de que a idéia não passasse de palavras;
  • Partilhar os méritos. Mesmo que a idéia inicial fosse sua, o líder da mudança reparte os créditos. As pessoas precisam de saber que são reconhecidas.

Rosabeth Moss Kanter é professora na Harvard Business School, consultora de multinacionais e autora de Rosabeth Moss Kanter on the Frontiers of Management.

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