quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Cidadania nas escolas

Postado por Kleber Cordeiro em Cidadania, Educação

Infelizmente não é muita coisa que se aproveita das escolas. Muitas matérias, muitos assuntos que não são compreendidos pelos alunos nem lhes serão útil. Este é um ponto que precisa ser avaliado com bastante critério: a utilidade dos conhecimentos.

Professores de química, física ou matemática, por exemplo, sabem da dificuldade para prender a atenção do aluno, para lhe mostrar os porquês de se estudar determinado assunto. Essa falta de utilidade compromete o interesse e o entendimento do aluno que não raramente passa a detestar a matéria inteira e perde interesse pelas coisas que lhe serão úteis.

A educação precisa ser seriamente revista. Ninguém deve estudar determinado assunto que lhe será útil apenas para o caso de escolher seguir determinada profissão, quando esta profissão não é a de seus planos.

Uma matéria precisa necessariamente ser encaixada na grade: a cidadania. Não é todo mundo que vai ser físico, engenheiro químico ou geólogo. Mas todo mundo com certeza será cidadão.

Alguém que termina o ensino médio não tem a mínima noção de cidadania, não conhece 5% de seus direitos e obrigações e não consegue cumprir um bom papel na sociedade. Uma grave deficiência, por exemplo, está no conhecimento de direitos trabalhistas. Muita gente começa a trabalhar quando termina o ensino médio e fica a mercê da honestidade dos empregadores. O trabalhador quase sempre é enganado por não conhecer seus direitos.

O mesmo ocorre nas relações de consumo. As pessoas são completamente alheias ao mundo de direitos que lhe são conferidos pelo código de defesa do consumidor, apenas pra citar como exemplo.

Sem conhecimento não pode haver cobrança. A sociedade se torna estéril, inerte e vulnerável. A injustiça acontece e sequer é percebida.

O estudo da cidadania é algo simples, porém muito eficaz. Não precisa necessariamente se criar a disciplina “noções de cidadania” e atribuí-la a um único professor. Este estudo pode ser inserido nas demais matérias. Em história pode-se estudar os direitos trabalhistas à medida que se estuda a revolução industrial, por exemplo. Inserir mais seriamente em biologia a ecologia e primeiros socorros. Em português pode-se aprender a fazer currículo etc.

O que não se pode permitir é que as escolas continuem ensinando baboseiras que os alunos acreditam estarem aprendendo e os professores têm certeza que estão perdendo tempo – jogando “porcos às pérolas”.

Trabalhar a cidadania cedo é garantir uma melhora na formação social dos jovens e, em conseqüência, uma melhor qualidade de vida, porque o conhecimento dos direitos e deveres formará, sem dúvida, uma sociedade mais ética, honesta e responsável.

Fonte: Criticando

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