quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Líderes dispensáveis

por José Bernardo

“Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.” Tg 3:1 ARA.

Sempre me intriga a comparação entre Paulo dizendo a Timóteo que o desejo de liderar é bom (1Tm 3:1), e Tiago desestimulando pessoas de ambicionarem a liderança.
Contudo, detendo-nos um pouco no que Tiago ensinou, vemos que ele estava propondo uma espécie de vestibular da liderança, uma prova para saber quem pode e quem não pode ser líder. A prova é o controle da lígua.
Tiago começa a falar sobre este assunto como sequência de seu ensino sobre a natureza funcional da fé “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” Tg 2:17 ARA. No capítulo três ele destaca o falar como uma das obras mais significativas que alguém pode fazer: “Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão” Tg 3:2 ARA. Tiago compara a língua ao pequeno leme que manobra um grande navio. Excelente figura de liderança.
De fato, sendo o ensino é a expressão essencial da liderança – principalmente para os crentes que devem ir fazer discípulos – falar é a ferramenta básica da liderança cristã. Se não formos capazes de usar corretamente a língua, mas tivermos um falar impuro, que provoca brigas e separações, mais destruiremos do que construiremos, mais dispersaremos do que ajuntaremos.
Paulo, mesmo enfatizando o bom que é desejar a liderança, faz sua própria lista de critérios, entre eles a aptidão para o ensino e a capacidade de controlar seus próprios impulsos. No contexto, em outras de suas cartas, também outros autores em toda a Bíblia, em Provérbios de modo especial – o tema do uso da língua é amplamente ensinado nas Escrituras.
Para selecionar líderes que utilizem bem a fala para liderar e não para destruir, Tiago acena com o maior rigor com que os líderes serão julgados. Jesus também falou sobre isso quando disse: “Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.” Lc 12:48.
A intenção manifesta do texto não é desestimular as pessoas de liderar, mas obter líderes que saibam usar a língua para ensinar, evangelizar, abençoar, orientar. Se alguém não domina sua língua é dispensável como líder.
Comunicação é essencial para a liderança. Para ajudar jovens com isso, preparamos a Escola Intensiva de Evangelização da AMME. De 15 a 30 de janeiro vamos preparar adolescentes e jovens para serem líderes que se comuniquem bem.

AMME

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