quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Liderança: Líderes e pastores como Spurgeon

Gilson Bifano

Ler biografias faz muito bem. Ainda mais de homens que foram usados poderosamente por Deus para atrair multidões para Cristo.

Spurgeon foi exemplo de um homem que se colocou nas mãos de Deus para ser bênção para seus contemporâneos e para a história da igreja cristã. Spurgeon foi um grande pregador do Evangelho. Ficou conhecido como o “príncipe dos pregadores”. Aos 19 anos já era pastor na Park Street Chapel, em Londres.
Muito se fala de Spurgeon como pregador e evangelista, mas esquecemos de sua grandeza no seio da família. Um homem para ser respeitado pela igreja é preciso, em primeiro lugar, adquirir o respeito e a admiração dentro do lar. Foi por isso que o apóstolo Paulo fez a recomendação registrada em 1 Timóteo 3.4. Spurgeon conseguiu isso. Não há um dos seus biógrafos que deixam de ressaltar o quanto ele foi um marido amoroso e um pai presente.
Spurgeon certa vez disse: “Se o observatório de Greenwich estiver errado, a metade de Londres ficará desorientada. O mesmo acontece com o ministro. Ele é o relógio da comunidade. Muitos conferem sua hora com ele e, se ele for incorreto, todos andarão erradamente”.
A vida conjugal e familiar de um líder ou de um ministro do Evangelho serve de referência para os demais membros da igreja e da comunidade de um modo geral. Aplicando esse pensamento à vida conjugal e familiar do pastor e dos líderes de uma igreja a responsabilidade é grande e séria.
Muitos casais em nossas igrejas estão tomando atitudes erradas no casamento e escolhendo caminhos detestáveis aos olhos de Deus porque os “seus observatórios de Greenwich” estão errados.
Spurgeon, num dos seus pronunciamentos na Escola de Pastores, afirmou: “Devemos ser maridos tais, que todos os maridos da igreja possam ser como somos, sem riscos. Seria assim conosco? Devemos ser os melhores pais. Milhares de olhos de águias nos vigiam. Procedamos de modo que nunca precisemos ter preocupação sobre se todo o céu, terra e inferno alongam a lista de espectadores.”
Sua vida exemplar diante da igreja foi testemunhada por sua própria esposa, Susannah, e pelos seus filhos Charles e Thomas, no cotidiano do lar.
Nossas esposas e filhos, colegas pastores e líderes, poderão testemunhar positivamente da nossa vida no lar? Os homens casados observarão atentamente sua maneira de tratar a esposa e procurarão se espelhar, para o bem ou para mal, nessa referência. Se os maridos observarem o pastor sendo carinhoso com sua esposa, certamente farão o mesmo com seus cônjuges. Um gesto de carinho de um pastor para com sua esposa, perante a sua congregação, desde que seja sincero, vale mais do que dez sermões sobre relacionamento conjugal.
Os homens de nossas igrejas precisam ser ensinados serem melhores maridos e pais. Quando um pastor ama sua esposa e a trata carinhosamente estará ensinando e incentivando os maridos fazerem o mesmo. Quando um pastor ou líder deixa claro para a igreja que seus filhos necessitam da atenção e de tempo, os demais pais seguirão o mesmo caminho e teremos mais filhos com suas necessidades emocionais supridas pelos seus pais.
Teremos sérias dificuldades de ser um Spurgeon no púlpito, mas podemos ser perfeitamente como ele no interior de nossas casas. Basta, para tanto, sermos bons maridos e pais presentes.

Pr. Gilson Bifano, diretor do Oikos – Ministério Cristão de Apoio à Família, formado emTeologia pelo STBSB - turma 1981; formado em Filosofia e pedagogia.

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