quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Cadê a Ética?

Mais uma vez, o testemunho cristão é rasgado pela falta de ÉTICA e MORAL CRISTÃ.
Justificar fraude com oração beira o absurdo!

Veja a notícia abaixo:

Suspeita de fraude em concurso cria polêmica no interior

Correio da Bahia

Analfabeta foi aprovada em João Dourado

Um concurso público realizado pela prefeitura de João Dourado tem suscitado polêmica no município. É que parentes do prefeito João Cardoso Dourado e candidatos analfabetos estão entre os 297 aprovados para os diversos cargos. As suspeitas de irregularidade do concurso recaem ainda sobre a licitação para a contratação da empresa que aplicou a prova, que, entre outras denúncias, teria se recusado a entregar o caderno de questões. Por causa disso, 50 pessoas inscritas no concurso registraram denúncia junto ao Ministério Público do Estado (MPE/BA).

A partir daí, o MPE, representado pelo promotor público Newton Carvalho de Almeida, deu início às investigações, colhendo também os depoimentos das pessoas envolvidas. Entre as situações, uma delas é no mínimo incomum. Maria de Lourdes Oliveira da Silva, que concorreu ao cargo de gari, acertou 72,50% da prova sem sequer saber ler. E ficou na 27ª colocação de um total de 60 vagas oferecidas para o cargo.

No depoimento, a candidata, que admitiu ser analfabeta, declarou que obteve a pontuação por ser crente e “ter rezado muito para passar”. No Termo de Declaração, feita em 1º de agosto, a lavradora, que vive no povoado de Gameleira, disse que “não sabe como vai fazer na hora de apresentar os documentos necessários para a assunção do cargo”.

A partir das denúncias, o juiz Guilherme Vieito Barros Júnior, da comarca de João Dourado, determinou a suspensão de todo o processo de seleção e requereu informações que explicassem as brechas tanto da prefeitura como da empresa que realizou as provas, o Serviço Nacional de Seleção Pública (Senasp).

Removido da comarca por promoção, o magistrado foi substituído por Marcon Roubert da Silva, que revogou a decisão. Ele determinou a continuidade da seleção e a posse aos aprovados.
Uma das prejudicadas pelo concurso duvidoso, a fisioterapeuta Heloiza Nunes, que concorreu a vaga em um hospital do município, achou estranho que não ter sido permitida a entrega dos cadernos de provas aos candidatos. “O mais esquisito é que a mesma empresa realizou concurso no município de Lapão e as provas foram entregues depois de duas horas de permanência na sala”, declarou.

Representantes do município não foram localizados para comentar o assunto. Já o diretor da Senasp, Carlos Joel Pereira, se baseia na decisão judicial mais recente para argumentar. “É tão improcedente que o juiz tomou essa decisão”. Ele explica que as provas não foram entregues no momento da realização para evitar cópias, mas que foram disponibilizadas na internet durante o prazo do recurso dos candidatos. Ele também nega que analfabetos tenham participado da seleção, alegando que todos tiveram que assinar os nomes na lista de presença no dia da prova e no cartão de resposta. O promotor de justiça que cuida do caso não foi encontrado pela reportagem.

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