Ética e Liderança Cristã

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dezessete Dicas para Exercer uma Liderança Eficaz (Parte I)

do Liderar é Influenciar de obr.alexmonteiro@gmail.com (Alex Monteiro)

Estudos realizados com milhares de líderes (homens e mulheres), dos
mais variados campos de atividades, revelaram as qualidades comuns a todos eles.

1. Seja objetivo.
Um dos aspectos marcantes da liderança é saber definir claramente os objetivos a serem atingidos e adotar uma atitude positiva que demonstre a crença de que eles serão realizados. Por objetividade, entende-se
também a atitude direcionada do chefe, sem perda de tempo, devaneio ou insegurança, tanto no relacionamento interpessoal quanto na execução das tarefas.

2. Saiba compreender os outros.
Uma característica do líder eficaz é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, ou seja, a empatia, mesmo que ele não comungue com os mesmos pensamentos dessa pessoa .Você deve saber entender o ponto de vista de terceiros e respeitá-los, deve ter a sensibilidade em aceitar os outros como eles são, ter a consideração por eles, mesmo que discorde dos seus pontos de vista.

3. Use a flexibilidade.
O líder versátil tem alta flexibilidade de estilo ao comandar pessoas. Para cada pessoa, adote o estilo de liderança que melhor se adapte às características dela.

4. Saiba comunicar-se.
O líder não é um pessoa introvertida. Ao contrário, ele é comunicativo, sabe dialogar, trocar idéias e pedir sugestões ao seu pessoal sobre as tarefas que os afetam. Outro aspecto que caracteriza a boa comunicação
é não apenas saber falar e expor os seus pensamentos, mas também saber ouvir, pois, se você prestar atenção ao que está sendo dito, ficará surpreso ao descobrir quantas informações úteis estão sendo fornecidas
e que antes poderiam passar inteiramente despercebidas

5. Use a autoridade da forma correta.
O uso da autoridade é uma prerrogativa exclusiva da chefia, pois liderança e autoridade são as duas faces de uma mesma moeda. Todo líder possui autoridade – formal ou não -, mas nem toda pessoa investida de autoridade é líder. Liderar significa possuir capacidade, discernimento para comandar pessoas, e isso é mais do que muitos chefes sabem fazer. Autoridade é credibilidade para mandar e ser obedecido. O verdadeiro chefe, que também é líder, sabe que é investido de autoridade, mas dificilmente faz uso dela, pois consegue que as tarefas sejam realizadas
pela confiança que ele inspira nas pessoas.
O líder sabe fazer com que a intenção se traduza em ação e que a ação se transforme em realidade. Ele também é capaz de sustentar essa realidade, não a deixando definhar, pois mais difícil do que realizar algo é
mantê-lo e sustentá-lo. Isso o verdadeiro líder sabe fazer melhor do que ninguém, seja ele supervisor de equipe ou diretor.

6. Tenha maturidade de comportamento.
Muitos chefes têm comportamento imaturo, com freqüentes mudanças de humor, mudanças de idéias e de objetivos. Eles colocam em polvorosa seus infelizes liderados, que nunca sabem o que os espera a cada novo dia que se inicia. É uma das formas mais rápidas de desmotivar e provocar a perda de confiança das pessoas, além de colocar em risco a produção e o alcance de metas. Se você é desse tipo, mais do que um abacaxi, você tem um cacho de dinamites nas mãos.
Tenha uma atitude madura, confiante e positiva, dando segurança aos colaboradores, quanto às suas idéias e comportamento. Todo chefe que é líder tem um comportamento estável e previsível. Isso não significa que
não possa, às vezes, aborrecer-se, zangar-se ou mudar de idéia, mas, quando o fizer, deverá ser um ato consciente de sua parte, assumindo total responsabilidade por esse comportamento.

7. Mantenha todos bem informados.
Cuidado com os boatos. Eles só surgem quando há pouca ou nenhuma informação e só causam desapontamentos, mágoas, insegurança e raiva.
Tome providências para interromper os boatos; melhor ainda: não deixe nem mesmo que comecem. Deixe claras as coisas desde o início e certifique-se de que seus subordinados saibam que podem encontrar em você a verdade. E, se porventura, houver algo sigiloso que você não possa dizer-lhes, eles entenderão sua atitude.

8. Conheça bem o seu pessoal.
Você só poderá saber da capacidade de sua equipe conhecendo as pessoas que a compõem, isto é, suas habilidades, talentos, aspirações profissionais, deficiências etc. Isto é básico para quem aspira ter uma
equipe motivada e atuante.

sábado, 20 de março de 2010

Como está o seu potencial de liderança?

São muitas as qualidades que uma pessoa tem que ter para ser um bom líder. Uma das mais importantes é a capacidade de reconhecer e estimular a equipe. Você é bom nisso?
Além disso, muitas pessoas que estão em cargos de liderança enxergam no espelho uma imagem diferente daquela projetada para os subordinados. É seu caso?

Certifique seu potencial respondendo as dez questões abaixo:

1) Você agradece cada um de seus subordinados por fazerem um bom trabalho, seja pessoalmente, por escrito, ou de ambas as formas?
A) Sim.
B) Não.

2) Você dedica tempo para reunir-se com sua equipe, ouvir idéias, críticas e sugestões?
A) Sim.
B) Não.

3) Você sempre faz comentários sobre a atuação de seus subordinados em projetos específicos?
A) Sim.
B) Não.

4) Você se esforça para criar um ambiente de trabalho aberto, que cultive a auto-confiança e seja descontraído?
A) Sim.
B) Não.

5) Você divide com sua equipe informações sobre novos produtos e estratégias, sobre como a empresa perde ou ganha dinheiro e como cada um poderá se adaptar nessa estrutura?
A) Sim.
B) Não.

6) Você envolve seus subordinados em decisões, especialmente aquelas que os afetam?
A) Sim.
B) Não.

7) Você encoraja sua equipe a se sentir parte da empresa, e responsável por cada projeto e pelo próprio ambiente de trabalho?
A) Sim
B) Não.

8) Você cria parcerias com seus empregados de forma que eles tenham a chance de crescer e aprender com isso?
A) Sim.
B) Não.

9) Você celebra o sucesso da empresa, do departamento e de seus profissionais?
A) Sim.
B) Não.

10) Você usa o desempenho do profissional como uma referência para reconhecê-lo, recompensá-lo e promovê-lo?
A) Sim.
B) Não.

• Confira o seu resultado:

Maioria A - Sim

Parabéns! Você é um chefe que sabe extrair um bom potencial e é capaz de motivar sua equipe. Contudo, nunca esqueça do conselho de John Maxwell no livro Líder 360º
“quem deseja ser líder deve fazer as coisas acontecerem e dar sua contribuição”. Além disso, Maxwell comenta que um equívoco que as pessoas cometem com freqüência é achar que a liderança é um lugar que se senta, quando na verdade é uma escolha. “O que você escolhe
fazer com o seu talento é o que o impulsiona para as grades realizações”, explica em sua obra Talento não é tudo.

Maioria B - Não

É hora de pensar com muito cuidado em uma forma de melhorar o relacionamento com seus colaboradores. Provavelmente você não está aproveitando todo o potencial de sua equipe. Segundo John Maxwell, número um em liderança, você deve aprender a desenvolver sua influência. “Ao ajudar outras pessoas, o líder se ajuda. Portanto, ele deve se relacionar
bem, com os diferentes níveis da organização”, afirma em seu livro Líder 360º.

Fonte: http://www.liderebrasil.com.br

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O que é planejamento!

Muitos não sabem planejar. Neste vídeo, garoto mostra e ensina o que é planejar.


Agora deixe sua opinião!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Lei sobre ortotanásia pode abrir brecha para eutanásia

Por Miguel Martini

Legislar sobre a ortotanásia — que é o decorrer natural do processo de morte, sem intervenção de tratamento artificial que prolongue a vida vegetativa do paciente — pode abrir brechas para a aprovação da eutanásia no país. Por essa razão, somos contra uma lei a respeito desse tema. Consideramos melhor disciplinar sobre os procedimentos assegurados ao paciente.
Por isso, preocupado com o tema, apresentamos o projeto de lei 6.544/09, que dispõe sobre os cuidados devidos a pacientes que se encontram em fase terminal de enfermidade.
A vida humana deve receber todo cuidado e toda atenção, desde a concepção até completar seu curso natural, pois todo ser humano tem direito de nascer, crescer e chegar ao fim de sua vida com dignidade.
Sabemos que drogas e máquinas de última geração são capazes de manter um cidadão "vivo" por muito tempo, às vezes, por anos, sem nenhuma perspectiva concreta de recuperação.
No entanto, a ética, o bom senso e a caridade determinam ser desnecessário prolongar a vida artificialmente se tal procedimento não levar à esperança de reversão do quadro clínico ou da recuperação do paciente em casos terminais.
Um exemplo claro do que estamos falando — e que o mundo inteiro tomou conhecimento — ocorreu com o papa João Paulo 2º. Diante de sua enfermidade, mantê-lo vivo artificialmente, sobrevivendo por aparelhos, em nada melhoraria seu quadro, além de prolongar seu sofrimento e o de todos que o amavam.
É importante ressaltar que uma decisão da prática da ortotanásia deve sempre ser tomada com aquiescência do paciente e dos seus familiares e/ou responsáveis, conforme aconteceu com o papa João Paulo 2º.
À luz do projeto de lei que queremos aprovar, é mais ético e moral que se procure aliviar a dor do paciente e que se lhe ofereça qualidade de vida junto a seus familiares, evitando intervenções agressivas que não trazem esperança de vida, e sim mais sofrimento e desgaste para o paciente e para a família.
Urge alertar a classe médica para um sério discernimento sobre as condições do paciente e dos meios terapêuticos à disposição, pois a renúncia a meios extraordinários ou desproporcionados não equivale ao suicídio ou à eutanásia. O projeto de lei 6.544/09 distingue-se em tudo e por tudo da eutanásia, que não é aceitável.
O médico deve esclarecer ao paciente em fase terminal de enfermidade, à sua família e ao seu representante legal as modalidades terapêuticas, adequadas e proporcionais para o tratamento do seu caso específico.
O papa Pio 12, em 1957, afirmava que é lícito suprimir a dor por meio de narcóticos, mesmo com a consequência de limitar a consciência e abreviar a vida, "se não existem outros meios e se, naquelas circunstâncias, isso em nada impede o cumprimento de outros deveres religiosos e morais".
No entanto, também deve ser considerado que a Igreja Católica nos diz, no Código Canônico (nº 65): "Não se deve privar o paciente da consciência de si mesmo, sem motivo grave. Quando se aproxima a morte, as pessoas devem estar em condições de poder satisfazer as suas obrigações morais e familiares e devem sobretudo poder preparar-se com plena consciência para o encontro definitivo com Deus".
Os dois princípios devem ser considerados antes de qualquer decisão. Consideramos, ainda, fundamental que haja mecanismos que permitam, com segurança, detectar casos semelhantes a esses e que os pacientes deles se beneficiem, sem, no entanto, abrir-se à possibilidade da prática da eutanásia.
Acreditamos que, com a aprovação do projeto de lei de nossa autoria, daremos os balizadores necessários para que a comissão de ética multidisciplinar em cada unidade hospitalar possa intervir com segurança nesses casos.
O assunto certamente levará a profundos debates na Comissão de Seguridade Social e Família, onde tramitam as duas proposições.
Assim, daremos uma resposta à sociedade atendendo aos pressupostos da ética médica, da dignidade humana e do profundo respeito aos direitos do paciente.

[Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo, em 26 de dezembro de 2009.]

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Liderar para cima

por José Bernardo

“Disse, pois, o faraó a José: Uma vez que Deus lhe revelou todas essas coisas, não há ninguém tão criterioso e sábio como você. Você terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você.” Gênesis 41:39,40 [NVI]
Já servi sob pessoas sem habilidades de relacionamento, sem visão do próximo, sem objetivos claros, sem metodologias definidas e, o que é pior, sem valores consistentes. Pode parecer uma situação desconfortável mas, conforme o ensino de Jesus, essa é a posição mais promissora para liderar – a posição de servo (Mc 9:35). Foi em situações assim que pensei em liderar para cima.
Primeiro é preciso perceber que a idéia de um servo liderando o chefe é até frequente em nosso dia a dia. Quando você contrata um cabelereiro, por exemplo, é você quem está pagando, é você quem diz o que quer, no entanto, logo depois, está obedecendo a cada mínima ordem que ele dá. – Abaixe a cabeça, diz o servo, você abaixa; – Vire de lado, diz o servo, você vira. Aquele que está servindo é quem lidera, e você o segue.
Por que o servo manda? Porque ele é especializado no serviço que executa. Ele sabe o que faz, tem experiência e, por isso, quando ele manda o chefe obedece. Ao liderar para cima, devemos nos concentrar em fazer um trabalho excelente e constante. Isso é decisivo.
Por que o chefe obedece? O desejo ou a necessidade de obter um determinado resultado é a motivação que orienta todas as ações dos seres humanos. O chefe obedece porque vê a possibilidade de ser suprido. Ao liderar para cima, é preciso entender e prover o que o chefe deseja ou precisa.
Por que o ciclo se estabelece? O chefe que obedeceu fica satisfeito porque teve suas necessidades atendidas, o servo que liderou fica satisfeito porque recebe o pagamento pelo seu esforço. Se esse ciclo de satisfação puder ser mantido, a liderança fica definitivamente revertida.
Foi o que o servo José experimentou no Egito. Indepedente do Faraó que esteja assentado no trono à sua frente, o trabalho especializado e a satisfação pelos resultados podem colocar você no comando do palácio e do povo, para a glória de Deus e satisfação de todas as partes. Se você é um servo, lidere para cima. Se você não é um servo, trate de ser!

AMME

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Medo de liderar?

por José Bernardo

Você tem medo de liderar? Recentemente, em uma reunião, nossos missionários falaram sobre o medo que a maioria das pessoas tem de assumir uma posição de liderança. Talvez eu não estivesse muito atento para isso, mas pensar que as pessoas têm medo de liderar me deixou admirado e apreensivo.
Fiquei admirado porque não conheço outro caminho para a melhoria, o desenvolvimento ou o progresso se não houver alguém na liderança, apontando para um novo objetivo e animando as pessoas a alcançarem-no. Fiquei apreensivo porque a evangelização é essencialmente liderança – se o crente não quer liderar, se não se dispõe a ser um líder, nunca evangeliza.
A palavra líder guarda a primeira conexão com a evangelização já em sua origem no inglês antigo (lithan = ir / Merriam-Webster). Ir é o significado original de líder e a ordem de Jesus à sua igreja. Uma das melhores definições de liderança e, possivelmente, a mais precisa é atribuída a Peter Druker, reconhecido especialista em administração: “A única definição de líder é alguém que possui seguidores”. Uma definição assim evoca imediatamente a figura de Jesus dizendo àqueles empresários da pesca – “sigam-me e eu farei de vocês pescadores de homens” (Mt 4:19). “Vão e façam discípulos” (Mt 28:19) reflete a mesma ideia. Jesus liderou assim, mostrou como se faz e nos mandou fazer o mesmo.
O coronelismo e a pobreza de muitos anos podem ter sido as razões de havermos desenvolvido uma cultura popular de seguidores, gente que acha mais santo e mais humilde ficar para trás, mas é fato que grande parte dos brasileiros não assume a liderança. Entre os evangélicos, isso quer dizer que não evangelizam – não tomam a iniciativa, não vão e fazem discípulos.

AMME

Liderar é bom

por José Bernardo

“Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.”
1Timóteo 3:1

Eu me lembro de um seminarista a quem ofereceram o pastorado de uma igreja. Inicialmente, mesmo querendo aceitar, ele disse que não queria, depois, quando a igreja chamou outro, aquele seminarista tornou-se um problema para o novo pastor, para a igreja e para si mesmo. Muitas pessoas agem desta forma, parece a elas que desejar a liderança é algo indecente, então fingem que não querem liderar.
Paulo não pensava assim, e disse ao jovem Timóteo para considerar melhor o desejo pelo episcopado – ou seja, supervisionar outros crentes. Então, por que desejar a liderança veio a parecer tão ruim? Penso que o primeiro problema está no que entendemos por liderança. Nosso país viveu sob a sombra do coronelismo. Em seu despótico uso das pessoas, este vício político afeta ainda hoje todos os poderes em nossa nação e invalida a nossa democracia. Esse mal também estende suas garras para dentro das igrejas e produz competição, manipulação, violência, dissensões e divisões.
Mas liderar é bom. A primeira indicação do porquê Paulo pensar assim é a palavra “excelente”, seguida por uma descrição do caráter e da conduta de quem pode ser efetivamente aceito como líder. Fica claro o conceito de liderar pelo exemplo e pelo serviço. Liderar é bom porque nos desafia a sermos o exemplo e a oferecer nossa vida como modelo.
Uma outra indicação da importância da liderança vem no final do assunto, quando Paulo explica por que está dando tais instruções: “…para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus…” 1Tm 3:15. A igreja precisa de líderes para realizar o propósito de Deus e é bom que esses líderes apareçam. Sem líderes a igreja não evangeliza, não cumpre sua vocação.
Liderar é bom. Qualquer que seja o trauma que você tenha contra a liderança, qualquer que seja o motivo de você fugir dessa posição, supere tudo e pense sobre essas palavras de Paulo. Para que milhões sejam evangelizados, transformados e preparados para continuar a obra de Deus, os líderes são necessários. É bom que apareçam. É bom que você seja um deles.

AMME

Liderar depois do fracasso

por José Bernardo

Projetos evangelísticos que poderiam ter sido, enfim, bem sucedidos, são enterrados e esquecidos por causa de um fracasso inicial. O fracasso horroriza e paralisa os líderes, inclusive os evangelistas, mas é preciso enfrentar isso.
Quando penso em fracasso, há um texto bíblico que me salta à mente: O fracasso de Josué e seu povo diante da cidadezinha de Ai (Josué 7). É fácil tomar esse texto pelo ângulo da santificação e ensinar sobre o risco do pecado oculto. Mas o foco do texto não é esse – ele fala principalmente do fracasso e do sucesso no enfrentamento em Ai.
A primeira coisa que nos chama atenção é o sucesso. Josué e seu povo haviam acabado de obter uma vitória esmagadora em Jericó e estavam vivendo a euforia do sucesso. O sucesso é a condição fundamental para o fracasso: ninguém fracassa enquanto não é bem sucedido. Josué não aparece falando com Deus antes de invadir Ai, ele apenas enviou espias e se sentiu seguro em atacar com uns poucos soldados apenas. A euforia do sucesso nos deixa arrogantes, desatentos e nos leva a minimizar os riscos.
Depois do fracasso veio a prostação. Josué e sua equipe ficaram prostrados, lamentando-se. Eles não sairiam daquela posição, como muitos líderes não saem, já que algumas coisas bem comuns os algemava ali. Primeiro estavam procurando um culpado para seu fracasso e acharam que o culpado era Deus – que novidade! Depois começaram a achar que o erro havia sido avançar, inovar – a mesmice pareceu mais confortável e segura. Finalmente mostraram seu verdadeiro temor – o que os outros vão pensar? O que os outros vão fazer? Nenhuma dessas três atitudes tão comuns nos tira do fracasso.
Então Deus disse a Josué: Levanta-te! Isso foi o começo da superação do fracasso. Deus requereu três coisas de Josué para a superação do fracasso. Primeiro uma pesquisa, uma inquirição, não por um culpado mas pela causa do fracasso. Depois uma medida de enfrentamento que envolveu confissão, correção e restituição. Finalmente um novo plano de ataque aproveitando, vejam só, a arrogância, desatenção e menosprezo dos homens de Ai, eufóricos com seu sucesso anterior.
Não há garantias de que evitaremos sempre o fracasso. Mas podemos ter certeza de que é possível seguir liderando mesmo depois de fracassar. Levanta-te!

AMME

O caminho da unidade

por José Bernardo

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” Salmo 133:1 [NVI]

Um dos grandes desafios da liderança é a unidade. Manter um grupo de jovens unidos no propósito da evangelização, manter a igreja unida no esforço missionário – são desafios assim que o evangelista, como líder, sempre enfrenta. Quando pensamos em liderança, logo lembramos do salmo 133, texto áureo da unidade. Nesse salmo aprendemos muito sobre como manter unidas as pessoas que lideramos.
O salmo, atribuido a Davi e classificado como ‘cântico dos degraus’, mostra logo uma ótima idéia quando o assunto é unidade. O líder ministra sobre o assunto de forma simples, elementar, usando uma canção, que as pessoas cantavam enquanto caminhavam juntas em suas peregrinações a Jerusalém, para manter princípios básicos da unidade sempre em sua mente.
O texto não exorta à unidade, nem ordena ou convida, nem mesmo procura convencer as pessoas a se unirem. O texto apresenta as vantagens da unidade, divulga que é bom e agradável, oferece algo que elas querem. Muito sábio, porque quando a união é algo obrigatório, sofrível, sacrificial, parece nunca acontecer.
A divulgação das vantagens também não fica vazia. O líder torna essas vantagens bem tangíveis, usando duas ilustrações que as pessoas podiam entender. Para a vantagem espiritual ele usa a ilustração da unção sacerdotal, que significava a escolha e o favor de Deus. Para a vantagem material ele usa a ilustração do orvalho no monte Hermom que, com seu cume coberto de neve era uma bênção para a agricultura durante as secas de verão.
O breve e eficaz ensino é concluído perfeitamente na última frase onde o líder assegura que, vivendo em unidade, as pessoas receberiam de Deus a bênção espiritual e a vida material, deixando à sua escolha o andarem unidas ou não. Que poderosa mensagem essa, que atravessou três milênios e ainda é nosso principal texto sobre unidade! Que precioso recurso para nosso aprendizado e prática como líderes.
Davi começou a aprender sobre liderança muito cedo. Por volta dos dezesseis anos ele estava derrubando gigantes. Precisamos ajudar os “Davi” de nosso tempo, preparando-os para a tarefa que Deus tem para eles. Para isso preparamos a Escola Intensiva de Evangelização da AMME. De 15 a 30 de janeiro vamos preparar adolescentes e jovens para serem líderes.

AMME

Líderes dispensáveis

por José Bernardo

“Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.” Tg 3:1 ARA.

Sempre me intriga a comparação entre Paulo dizendo a Timóteo que o desejo de liderar é bom (1Tm 3:1), e Tiago desestimulando pessoas de ambicionarem a liderança.
Contudo, detendo-nos um pouco no que Tiago ensinou, vemos que ele estava propondo uma espécie de vestibular da liderança, uma prova para saber quem pode e quem não pode ser líder. A prova é o controle da lígua.
Tiago começa a falar sobre este assunto como sequência de seu ensino sobre a natureza funcional da fé “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” Tg 2:17 ARA. No capítulo três ele destaca o falar como uma das obras mais significativas que alguém pode fazer: “Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão” Tg 3:2 ARA. Tiago compara a língua ao pequeno leme que manobra um grande navio. Excelente figura de liderança.
De fato, sendo o ensino é a expressão essencial da liderança – principalmente para os crentes que devem ir fazer discípulos – falar é a ferramenta básica da liderança cristã. Se não formos capazes de usar corretamente a língua, mas tivermos um falar impuro, que provoca brigas e separações, mais destruiremos do que construiremos, mais dispersaremos do que ajuntaremos.
Paulo, mesmo enfatizando o bom que é desejar a liderança, faz sua própria lista de critérios, entre eles a aptidão para o ensino e a capacidade de controlar seus próprios impulsos. No contexto, em outras de suas cartas, também outros autores em toda a Bíblia, em Provérbios de modo especial – o tema do uso da língua é amplamente ensinado nas Escrituras.
Para selecionar líderes que utilizem bem a fala para liderar e não para destruir, Tiago acena com o maior rigor com que os líderes serão julgados. Jesus também falou sobre isso quando disse: “Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.” Lc 12:48.
A intenção manifesta do texto não é desestimular as pessoas de liderar, mas obter líderes que saibam usar a língua para ensinar, evangelizar, abençoar, orientar. Se alguém não domina sua língua é dispensável como líder.
Comunicação é essencial para a liderança. Para ajudar jovens com isso, preparamos a Escola Intensiva de Evangelização da AMME. De 15 a 30 de janeiro vamos preparar adolescentes e jovens para serem líderes que se comuniquem bem.

AMME

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O OUTRO O CONDUZIRÁ

por Henri Nouwen

O mundo diz: “Quando vocês são jovens são dependentes de seus pais e não podem ir aonde querem, mas quando ficarem mais velhos serão capazes de tomarem suas próprias decisões, tomar seus próprios caminhos e controlar seus próprios destinos”.
Mas Jesus nos dá uma visão completamente diferente da maturidade: é a habilidade e a disposição de ser guiado pelos outros.
O caminho do líder cristão ao é o caminho da ascensão, no qual o mundo investe tanto. É o caminho descendente que termina na cruz.
Aqui nós focamos na qualidade mais importante da liderança cristã no futuro. Não é uma liderança de poder e domínio, mas uma liderança de fraqueza e humildade, através da qual o servo sofredor de Deus, Jesus Cristo, se manifesta. Obviamente, não estou falando sobre uma liderança psicologicamente fraca, na qual o líder cristão é simplesmente a vítima passiva das manipulações do seu meio. Não, estou falando de uma liderança na qual o poder é constantemente abandonado em favor do amor. É uma verdadeira liderança espiritual.
O líder cristão do futuro precisa ser radicalmente pobre, viajando sem nada a não ser um cajado (“sem pão, sem mochila, sem dinheiro, sem uma segunda túnica” Mac. 6:8).
O que há de bom em ser pobre? Nada, exceto que isto nos oferece a possibilidade de exercer liderança, deixando que outros nos liderem.
Passaremos a depender das respostas positivas ou negativas daqueles a quem somos enviados e, dessa forma, seremos realmente conduzidos para onde o Espírito de Jesus nos quer guiar.
A abundância e as riquezas nos impedem de realmente discernir o caminho de Jesus.
Paulo escreve a Timóteo:”Mas os que querem ser ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (I Tim. 6:9).
Se há alguma esperança para a Igreja no futuro, será a esperança de uma Igreja poder, que tem líderes dispostos a serem liderados.

Retirado do livro: Líder Cristão do século XXI

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Liderança cristã e o meio ambiente

Há, sem duvida alguma, uma relação intima entre liderança cristã e o meio ambiente. Não é possível exercer a liderança sem se preocupar com o cuidado do meio ambiente. Na verdade, o meio ambiente é o nosso mundo. Cuidar do meio ambiente é cuidar do ser humano, pois a qualidade de vida é essencial para a saúde do homem. A Igreja deve ser o exemplo de comunidade que ensina e pratica a coleta seletiva do lixo; a economia de água e energia; o plantio de árvores; a diminuição dos poluentes. O líder cristão, uma vez na direção da igreja, há de ensinar o povo a cuidar muito bem da natureza que Deus criou com tanto amor. Cuidar do meio ambiente é muito mais que moda, é estilo de vida saudável. O cristão como cidadão deve ser o exemplo de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. A destruição das florestas, a contaminação dos rios e mares, estão intimamente ligados à questão econômica. Motivados pela ganância e pelo egoísmo, o homem é um predador insaciável da natureza. Tem-se muito pouco respeito pela fauna e pela flora. Os números do desmatamento, das erosões e poluição dos rios é simplesmente alarmante. É uma vergonha para um país minimizar a questão ambiental. O agente vital da sustentação do eco-sistema é o homem. Deus deu ao homem a condição de ecônomo, isto é, de administrador dos recursos naturais.

Em seu livro “Poluição e Morte do Homem”, o Dr. Francis Schaeffer já estava alertando para o perigo da irrelevância do meio ambiente para o homem moderno. Poucos buscam unir empreendimento comercial com a sustentabilidade do meio ambiente. “O homem tem o poder para dominar a natureza, porém o usa de modo errado. O cristão tem a responsabilidade de mostrar este domínio, porém corretamente: concedendo às coisas seu valor real; dominando, porém sem destruir. A Igreja sempre deveria ter ensinado este fato, porém, de modo geral, tem fracassado em fazê-lo, e necessitamos confessar nosso fracasso. Francis Bacon compreendeu isto, e assim outros cristãos de outros tempos o têm entendido também, mas devemos dizer que durante muito tempo os mestres cristãos, incluindo os teólogos mais ortodoxos, têm mostrado uma autêntica pobreza com respeito a este ponto” (Schaeffer, 1976, 80). Na verdade, é o chamado ‘empreendimento saudável’ que procura unir o útil ao agradável. O cristão comprometido com as Escrituras tem uma visão bem apurada do eco-sistema. Ele é um participante efetivo do desenvolvimento sustentável. Ele planta e estimula a plantar árvores, trabalha na despoluição dos rios e conscientiza as pessoas acerca da coleta seletiva e do uso econômico da água e da energia. Tratar o meio ambiente com responsabilidade é uma tarefa continua do líder cristão comprometido com a ética do Reino de Deus. As Igrejas, lideradas pelos seus pastores, devem ser conscientizadas acerca das diversas ações eficientes com relação a questão ambiental. O líder cristão deve ser um leitor e pesquisador deste assunto tão atual e desafiador. Não há como ser diferente. A liderança cristã deve estar sempre atenta para os movimentos ambientais ao redor do mundo. Todos os tratados ambientais devem ser conhecidos. Como cristãos, a nossa posição será sempre a do equilíbrio entre o meio ambiente e a produção de bens e serviços. O binômio economia-ecosistema deve definir a agenda do desenvolvimento de um país. Todo o mundo deve estar atento para as políticas de gerenciamento ambiental. Há vários manuais que ajudam a tratar com responsabilidade as questões ambientais. Somos, como cristãos comprometidos com os valores do Reino de Deus, responsáveis pelo treinamento dos nossos filhos e netos no quesito ambiental. Deus será glorificado à medida que nós tratamos a Sua natureza com amor e responsabilidade.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob